Início Separador Opinião Separador Política Separador Sociedade Separador Economia Separador Internacional Separador Cultura Separador Desporto Separador Tecnologia Separador Vida
FaceBook Twitter RSS 2.0 Pesquisar
 
 
 
 
Diminuit textoAumentar texto
Coimbra
Sindicato acusa Centro Regional de Sangue de promover formação ilegal de enfermeiros
O Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde acusou hoje o Centro Regional de Sangue de Coimbra de promover «acções de formação ilegais» dirigidas a enfermeiros, argumentando que a intervenção em análises clínicas está vedada àqueles profissionais
 
Ver artigoVer comunidade

«Vermos uma instituição pública fazer formação numa área regulada por outra instituição é de facto espantoso. Estão a ser utilizados fundos públicos, humanos e financeiros, para fins ilícitos», disse hoje à agência Lusa o dirigente sindical Almerindo Rêgo.

Acrescentou que as acções de formação foram justificadas por Helena Gonçalves, directora do Centro Regional de Sangue, com a realização de um estudo de detecção precoce da viabilidade de potenciais dadores, afirmação que contesta, reclamando a demissão da responsável.

Para o presidente Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde, a realização de estudos de diagnóstico ou de caracterização da população está reservada aos técnicos superiores de análises clínicas.

«Isto [a formação de enfermeiros] não faz sentido nenhum. O normal na abordagem aos dadores é o médico realizar um exame clínico remetendo o dador para um laboratório para efectuar as análises», explicou.

Contactada pela Lusa, Helena Marques, manifestou-se «surpreendida» pela posição do Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde, garantindo que a iniciativa do Centro Regional de Sangue de Coimbra se insere num projecto-piloto e não põe em causa as competências dos técnicos.

«Querem dar a ideia que estamos a entrar nas competências dos técnicos de laboratório e não estamos de todo. É um projecto-piloto inovador que não tem nada a ver com o conteúdo funcional dos técnicos que fazem toda uma bateria de análises clínicas«, argumentou.

Aquela responsável explicou que a ideia passa pela efectuação de uma pré-análise pelas brigadas de colheita de sangue, constituídas por médicos e enfermeiros, «mas que não possuem técnicos de análises, que estão nos laboratórios».

O teste, disse, possibilita saber se uma pessoa pode ou não ser dador, através da utilização de uma enzima «sem ser necessário fazer uma recolha de sangue».

«Há casos como o de obesos, pessoas com problemas de consumo de álcool ou doentes hepáticos em que se a enzima estiver elevada são rejeitados como dadores. É o que as brigadas já fazem para a hemoglobina, se uma pessoa a tiver muito baixa não pode ser dador de sangue», frisou.

As acções de formação irão abranger cerca de 30 enfermeiros da região de Coimbra e estão agendadas para 22 e 31 de Julho, apesar da contestação da estrutura sindical.

O sindicato anunciou ter apresentado queixa à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde e ameaça levar o caso à ministra da Saúde, Ana Jorge, «caso a formação se mantenha».

Almerindo Rêgo admitiu ainda que Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde poderá apresentar queixa ao Ministério Público, contra os enfermeiros participantes na formação, «por usurpação de funções», caso estes venham a exercer funções «para as quais não estão legalmente habilitados»



 

Galeria Multimédia
 

mais galerias
 
 
 
© 2007 Sol. Todos os direitos reservados. Ficha Técnica. Regras de acesso. Contactos. Publicidade. Mantido por webmaster@sol.pt