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Deficientes
Carris cria mais 4 carreiras só com autocarros adaptados até final do ano
A Carris vai oferecer até ao final do ano mais quatro carreiras exclusivamente equipadas com autocarros com rampas de acesso para cadeiras de rodas, anunciou hoje a secretária de Estado dos Transportes
 
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Ana Paula Vitorino, que falava na conferência «Portugal mais acessível», afirmou que as novas carreiras se somam às 10 já existentes em Lisboa, onde circulam exclusivamente autocarros com rampa de acesso e lugar para fixação de cadeira de rodas.

Assim, a quota de veículos da Carris adaptados às necessidades dos deficientes motores, ou pessoas com incapacidades temporárias, deverá situar-se, no final do ano, nos 35 por cento.

«A frota de autocarros da Carris, em Dezembro de 2007, era constituída por 745 veículos, dos quais 220 dispunham de rampa de acesso e um lugar para fixação de cadeira de rodas, correspondendo a uma quota de 29,5 por cento», referiu.

Além das novas carreiras, a secretária de Estado anunciou também que o Metropolitano de Lisboa vai ter um sistema de encaminhamento para pessoas com deficiência visual.

Sem indicar um calendário para a aplicação do sistema, Ana Paula Vitorino explicou que está a ser desenvolvido em articulação com a ACAPO, o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e a empresa responsável pelas infra-estruturas rodoviárias, Refer, para ser aplicado a toda a rede do metropolitano lisboeta.

Entre as medidas facilitadoras da mobilidade dos cidadãos com deficiência, a secretária de Estado apontou ainda a aquisição e instalação de máquinas de venda automática com acessibilidade para clientes em cadeira de rodas, nas estações da CP de Lisboa, um serviço já disponibilizado no Porto.

A adaptação de grande parte do material circulante da Carris, Metropolitano do Porto e STCP às necessidades especiais de mobilidade dos cidadãos com deficiência ou incapacidades temporárias foi um dos exemplos da actuação pública destacados pela secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.

Em declarações à agência Lusa, à margem da conferência, a secretária de Estado reconheceu que «há ainda muito por fazer» em matéria de acessibilidades para os deficientes, mas considerou «injusto para milhares de pessoas que se têm dedicado» o discurso pessimista de que «nada foi feito».

Para além de todos os passos dados pelo Estado, Idália Moniz elogiou o trabalho feito pelo sistema bancário e pelo sector da grande distribuição na melhoria das condições de acesso para as pessoas com deficiência, dando como exemplos a remoção de barreiras arquitectónicas na maior parte das grandes agências bancárias ou a informação em Braille disponível na maior parte dos grandes supermercados.

À saída da conferência, o ministro do Trabalho e Solidariedade Social tinha já destacado aos jornalistas o papel que o Estado tem tido na promoção das acessibilidades dos deficientes, idosos e cidadãos com incapacidades temporárias aos espaços públicos e nos transportes, mas também às tecnologias de informação.

«Nos edifícios públicos têm vindo a ser desenvolvidas intervenções, por vezes pequenas, mas que têm melhorado muito a acessibilidade dos cidadãos», afirmou Vieira da Silva, sustentando ainda que, no caso das novas tecnologias de informação, 80 a 90 por cento dos sítios na Internet dos serviços públicos têm mecanismos de acesso para deficientes.

Mesmo assim, reconheceu que «pode ser feito muito mais» para garantir a acessibilidade aos cidadãos deficientes, sobretudo nos novos edifícios.

Aliás, para Vieira da Silva a remoção das barreiras à acessibilidade «é um trabalho que nunca está concluído» porque logo que tenham sido eliminados todos os obstáculos, novos surgirão, fruto das transformações económicas e sociais permanentes.

A conferência «Portugal mais acessível» destinava-se a fazer um balanço da aplicação do Plano Nacional para a Promoção da Acessibilidade (PNPA), aprovado em conselho de ministros em Janeiro de 2007 e destinado a assegurar a acessibilidade no espaço público e no meio edificado e promover a acessibilidade nos transportes e nas tecnologias de informação.

Lusa/SOL



 

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