«Estou de consciência completamente tranquila», disse, acrescentando que vai mover uma «queixa-crime por difamação» contra o presidente da Comissão de Gestão da AEFLUP, Paulo Castro.
A Comissão de Gestão da AEFLUP decidiu segunda-feira processar a ex-presidente por alegado desvio de fundos, disse à Lusa Paulo Castro.
«Decidimos avançar com um processo-crime contra a presidente da anterior direcção, Márcia Moreira», disse o presidente da Comissão de Gestão, adiantando que em causa estão «aproximadamente 8.500 euros das vendas das máquinas dispensadoras» de alimentos e bebidas.
Paulo Castro admitiu que tenha havido outros desvios de fundos, mas salientou que a Comissão de Gestão não tem capacidade de prova, pelo que vai solicitar uma investigação.
A direcção da AEFLUP foi destituída em Assembleia-Geral em 30 de Junho, por suspeitas de que «não se estava a portar bem», tendo na mesma ocasião sido eleita uma Comissão de Gestão, que encomendou uma auditoria à empresa Gonzalez Barbosa, referiu Paulo Castro.
Márcia Moreira disse à Lusa que desconhece o teor da auditoria da Gonzalez Barbosa, salientando que, por proposta sua, foi efectuada no início de 2008 uma outra auditoria «independente», durante a qual não foi detectado «nada de especial» e cujo relatório «está na associação de estudantes».
«Ainda não li essa auditoria [da Gonzalez Barbosa], mas, tanto quanto sei, foi financiada por um partido político», afirmou Márcia Moreira, acusando Paulo Castro de se mover por motivos eleitoralistas.
«Essa auditoria só aparece porque hoje e amanhã [quinta-feira] há eleições para a associação de estudantes e essa pessoa [Paulo Castro] integra uma lista adversária da que eu apoio. É lamentável que algumas pessoas se façam valer de tudo por causa de umas eleições», frisou.
Márcia Moreira referiu que já não é aluna da FLUP, mas apoia «moralmente» a lista L, que integra elementos da anterior direcção.
Contactado novamente hoje pela Lusa, Paulo Castro confirmou que já foi eleito secretário da Mesa da Assembleia-Geral (só nas eleições para a direcção foi necessária uma segunda volta), mas refutou as restantes afirmações da ex-presidente.
Paulo Castro garantiu que o relatório da primeira auditoria «não está nos arquivos da associação» e desmentiu que a nova auditoria tenha sido paga.
«A Gonzalez Barbosa não vai receber dinheiro desta auditoria», referiu, explicando que a empresa terá concordado com o não pagamento, atendendo à debilitada situação financeira da associação e ao facto de a encomenda ter sido feita «por iniciativa pessoal» da anterior presidente da Comissão de Gestão, Sofia Pinto.
Lusa / SOL