Em declarações à agência Lusa, à margem da visita do deputado comunista António Filipe ao Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC), Jorge Alves considerou que a venda de canivetes e a utilização de talheres de metal em algumas penitenciárias do país são «pormenores que podem alterar a segurança».
No EPC, segundo revelou o Diário de Notícias de domingo, são vendidos na cantina pequenos canivetes com quatro centímetros de lâmina e dez de comprimento, incluindo o cabo, para que os reclusos possam, por exemplo, cortar alimentos.
«Quando no decorrer de buscas aos reclusos encontramos material cortante e perfurante temos obrigação de os apreender, portanto não se percebe a sua venda em alguns estabelecimentos», frisou o presidente do SNCGP, Jorge Alves.
O dirigente sindical afirmou que vai pedir explicações e reconheceu que os refeitórios podem ser os locais dentro de uma penitenciária de maior instabilidade, devido à maior concentração de reclusos, defendendo ainda a distribuição de talheres de plástico em todos os estabelecimentos prisionais do país.
Jorge Alves criticou ainda as recentes leis sobre a aposentação dos guardas, afirmando que o Governo «aumenta os anos de trabalho nas prisões e, por outro lado, diminui o tempo de reclusão aos detidos».
Lusa/SOL