«Estamos à procura de um modelo de financiamento que envolva várias entidades. Nós não estamos parados mas temos a noção de que se deveriam envolver no estudo mais parceiros de outras áreas, como por exemplo as telecomunicações», disse à agência Lusa, Artur Lourenço.
O responsável explicou que a Fundação para a Ciência e Tecnologia se encontra neste momento a analisar esse pedido, embora tenha considerado demasiado elevado o financiamento proposto pelos parceiros do estudo.
O director-coordenador da REN explicou que este é um estudo arrojado que pretende fazer uma investigação no sentido de «ver se o campo electromagnético tem efeitos sobre estruturas biológicas».
«O estudo está com um atraso de um ano mas continuamos empenhados e não estou pessimista. Esta seria uma forma de poder descansar as pessoas sobre a alta tensão», disse, acrescentando que a REN conta até ao momento com as parcerias da Universidade de Lisboa e das empresas de electricidade de Macau e da Madeira.
A 10 de Janeiro de 2008, a REN assinou um memorando de entendimento para a criação do Centro de Investimento Científico e de Inovação Tecnológica (CITEC) com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, responsável pelo programa científico do qual sairá o estudo de efeitos da alta tensão na saúde, cabendo à Rede Eléctrica o co-financiamento do projecto.
O estudo compreende que o centro de investigação da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa monitorize populações durante pelo menos 10 ou 20 anos.
Trata-se de um investimento na ordem dos 40 milhões de euros para os próximos dez anos.
Lusa/SOL