Manuel Pizarro adiantou que o novo Hospital de Braga está já a ser construído embora falte o visto do Tribunal de Contas: «trata-se de um processo muito complexo e há que respeitar os termos da lei», frisou, adiantando que, se o Tribunal puser em causa algum aspecto, o mesmo será corrigido no contrato de parceria entre o Estado e os investidores privado.
O novo Hospital de Braga terá 700 camas e 12 salas de cirurgia, representando um investimento inicial de 200 milhões de euros.
O contrato assinado com um consórcio liderado pela empresa José de Mello Saúde prevê um valor global de investimento, ao longo de 30 anos, de quase 800 milhões de euros.
O governante falava aos jornalistas no final do lançamento da primeira pedra de duas novas unidades de saúde em Braga, em Infias e em Celeiróz, obras orçadas em 3,4 milhões de euros.
O acto contou com a participação do Governador Civil, Fernando Moniz, do presidente da Câmara, Mesquita Machado, e de autarcas e autoridades de saúde.
O secretário de Estado justificou o lançamento das duas empreitadas com o facto de cidades como Braga terem crescido muito nos últimos anos, não tendo algumas das suas unidades de saúde acompanhado esse crescimento.
«Procuramos que o Serviço Nacional de Saúde se requalifique e acerte o passo com a evolução da sociedade», disse, frisando que o lançamento de obras pelo Estado numa fase crise económica internacional estimula a economia e o emprego.
A Unidade de Saúde de Infias, um investimento de 1,6 milhões de euros, vai situar-se na Rua Nova de Bico, nas imediações da Escola de Educação Rodoviária; enquanto que a de Celeirós, que custará um milhão de euros, se localiza na Avenida 17 de Dezembro, nos acessos ao Parque Industrial.
Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou que vai investir, até final de 2009, 10 milhões de euros em infra-estruturas médicas no distrito de Braga, designadamente em obras e aquisição de equipamentos.
No âmbito deste pacote já arrancaram, no final de Maio, as obras da Unidade de Saúde do Carandá, uma das principais da capital do Minho, para as quais foram orçamentados 1,8 milhões de euros.
A intervenção - construção e equipamento - vai durar, no mínimo, um ano a reformular por inteiro o edifício situado no aglomerado urbano.
A Unidade de Saúde do Carandá vai continuar a funcionar em simultâneo com as obras, obrigando a desviar algumas valências e serviços para outras unidades e extensões de saúde da cidade.
Também um milhão de euros é o valor da junção das extensões de Sequeira e Cabreiros, cujas obras deverão arrancar no final do ano.
A nova extensão nascerá numa antiga escola primária cedida pela Câmara Municipal de Braga, situada em Sequeira, perto de Cabreiros.
Lusa / SOL