Rui Quelhas, da SRU Porto Vivo, disse à Lusa que este empréstimo se destina à renovação de infra-estruturas, de espaços públicos e à reabilitação de edifícios para efeitos de arrendamento.
«Destina-se aos projectos em curso no Centro Histórico do Porto, designadamente aos territórios do Morro da Sé e Eixo do Mouzinho-Flores», afirmou aquele responsável.
Explicou que «estes são os territórios onde actualmente há já maior intervenção, e do qual constam, no Morro da Sé, 11 quarteirões e 227 edifícios, e no eixo das ruas Mouzinho da Silveira e das Flores, 15 quarteirões e 421 edifícios».
Estas intervenções inserem-se numa grande operação em curso na baixa portuense, que abrange 6 bairros e 72 quarteirões, que englobam 2.228 edifícios.
O investimento total estimado para este projecto é de 722,5 milhões e meio de euros e a parcela a financiar pelo IHRU será reembolsada em vinte prestações anuais consecutivas.
O empréstimo agora disponibilizado decorre da missão legalmente cometida às sociedades de reabilitação urbana (SRU), para a conservação e recuperação de zonas históricas e áreas críticas de recuperação e de reconversão urbanística em regime excepcional.
Rui Quelhas referiu que dos projectos em que aquela verba vai ser aplicada se destacam-se a criação de um hotel, uma residência de estudantes e a ampliação de um lar de idosos.
Vai também ser aplicada na melhoria da mobilidade, integrando uma linha de eléctrico entre S. Francisco e S. Bento e a na construção da primeira fase de um parque de estacionamento enterrado, com cerca de 400 lugares de capacidade.
Com esta verba não fica ainda completo o montante que faltava o Governo entregar para a reabilitação urbana do Porto, mas Rui Quelhas sublinhou que «este empréstimo é um bom início que permitirá dar passos importantes na área da reabilitação urbana do Porto, nos próximos anos».
Lusa / SOL