Segundo disse à Lusa Dalila Oliveira, o protesto reuniu cerca de 30 a 40 alunos à porta da entrada principal do ISCAC, escola integrada no Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), e realizou-se de forma espontânea.
Os estudantes reclamavam assim a marcação de datas concretas alternativas para a realização dos exames, que não se concretizaram devido à greve dos docentes do ensino superior politécnico.
Por seu turno, o presidente da associação de estudantes do ISCAC, Daniel Fernandes, disse à agência Lusa que na escola se encontram penduradas faixas com as exigências dos alunos e está a correr um abaixo-assinado para um voto de protesto «pelo facto de o conselho directivo não ter tido em atenção a proposta [da estrutura] para a realização dos exames em Setembro pelos alunos afectados pela greve».
A paralisação dos professores para contestar o processo de transição de carreiras do politécnico começou no início da semana passada e poderá prolongar-se até ao final do mês.
Quarta-feira à noite, alunos do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, outra das escolas do IPC, fecharam as instalações a cadeado durante quatro horas, manifestando, por um lado, o seu apoio à luta dos professores, mas exigindo, por outro lado, a resolução da situação.
Lusa / SOL