Francisco Saramago, representante dos 120 feirantes de Agualva, adiantou à Lusa que, após uma reunião com o presidente da Junta de Agualva, os vendedores vão ocupar o largo da República, junto aos bombeiros voluntários, local onde se realizava a feira até há dois anos atrás.
«A situação agora fica resolvida temporariamente. É um local provisório, não podemos espetar as estacas no chão para não estragar o pavimento e agora espero que a polícia não apareça», disse o responsável da Associação de Feirantes de Lisboa.
Cerca de 40 feirantes estiveram concentrados hoje de manhã em frente às instalações da junta de freguesia de Agualva, tendo sido necessário chamar o corpo de Intervenção Rápida da PSP, que se deslocou para o local com quatro elementos.
O representante dos feirantes esteve reunido com o presidente da junta de Agualva, onde informou o autarca das intenções dos vendedores ocuparem o largo da República.
No final de Abril, os feirantes de Agualva deram um mês à autarquia de Sintra para que encontrasse uma solução para a deslocação da feira que se encontra num local provisório há dois anos, tendo a autarquia apresentado três alternativas.
Segundo o presidente da Associação de Feirantes de Lisboa a câmara de Sintra entregou aos feirantes um documento para que optassem por um de três possíveis locais: a rua de Cabo Verde, no Cacém; um terreno na urbanização da Anta, em Agualva, e a rua da Fé, junto à igreja de Agualva.
Os feirantes optaram pela deslocação da feira para a rua da Fé e, segundo Francisco Saramago, esta proposta foi agora inviabilizada pela junta de freguesia de Agualva, que pretendia a realização deste mercado junto ao parque de estacionamento da estação de comboios.
O presidente da junta de Agualva, Rui Castelhano confirmou à agência Lusa que na reunião que manteve com os feirantes foi informado que os «feirantes vão ocupar o largo da República».
«Já informámos a câmara da Sintra da decisão dos feirantes e agora é esperar para ver o que decide. A junta mantém a posição de que não está disponível para organizar a feira da rua da Fé», disse, adiantando que a ocupação do largo da República «será uma actividade não licenciada».
A Lusa contactou o gabinete de imprensa da câmara de Sintra mas até ao momento não houve qualquer resposta.
Lusa / SOL