Segundo o BES, na fase da negociação aconteceu exactamente o contrário, tendo-se partido de uma base superior para acabar por ser menor a proposta final. Os valores em causa, diz a mesma fonte do BES, são por isso inversos áqueles que o SOL divulga hoje na edição impressa.
De acordo com documentação que consta do processo-crime – no qual foram acusados empresários alemães e portugueses por burla ao Estado nas contrapartidas dos submarinos, e que o SOL consultou -, o consórcio bancário ao qual o Governo de Durão Barroso adjudicou o financiamento da aquisição dos novos submarinos, composto pelo Crédit Suisse e pelo BES, alterou a sua proposta de financiamento já depois da adjudicação.
Segundo os documentos consultados pelo SOL, já depois de ter sido escolhido para financiar a aquisição dos submarinos, o consórcio vencedor levantou uma serie de «reservas» à sua proposta final, tendo o ex-ministro da Defesa, Paulo Portas, autorizado uma «revisão» dessa proposta
Esta mudança, segundo as mesmas informações, teve, sobretudo, que ver com o spread (o lucro do banco) previsto no contrato com o consórcio – que, inicialmente, se candidatou com 0,19% de spread mas acabou por mudar a proposta para 0,25%, aumentando em, pelo menos, 25 milhões de euros os seus lucros com esta operação.
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