À entrada das instalações judiciárias, o seu advogado, Pedro Marinho Falcão, fez curtas declarações, apenas para assegurar a inocência do seu cliente.
«Os meus clientes são empresários da sucata e tinham negócios com Manuel Godinho, mas trabalham isoladamente», especificou o advogado.
O causídico adiantou ainda que, esta manhã, o juiz de instrução criminal vai ouvir também Manuel Costa, pai de Paulo Pereira Costa, também arguido neste processo.
Segundo a investigação, estes dois arguidos seriam colaboradores de Manuel José Godinho e terão participado na «rede tentacular» liderada por este empresário do sector das sucatas.
Paulo Pereira Costa terá mesmo integrado o núcleo que, desde a primeira hora, conheceu os planos do empresário de Ovar e a eles aderiu.
Com a audição estes dois arguidos, são já 16 os ouvidos pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, António Costa Gomes, no âmbito deste processo.
A PJ desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho, que se encontra em prisão preventiva.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 16 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu funções, José Penedos, presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Lusa / SOL