«Vamos tratar de saber quando será a próxima viagem de barco para Lisboa para determinar o período de descanso dos cavalos», afirmou João Morais, em declarações à Lusa em Ponta Delgada.
João Morais, que falava poucos minutos depois dos animais terem sido retirados do navio encalhado, elogiou a «rápida operação», que decorreu de forma mais célere do que «inicialmente se esperava».
O Centro Equestre do Capelo é proprietário de dois dos sete cavalos de raça pura lusitana que estavam a bordo do cargueiro ‘S. Gabriel’, onde seguiam para Lisboa.
Os proprietários dos cavalos pretendiam inicialmente que os animais fossem retirados por via aérea no domingo.
Essa pretensão não se concretizou e, hoje de manhã, admitia-se que a operação apenas viesse a ser realizada na quarta-feira.
Para satisfação dos proprietários, os animais acabaram por ser retirados esta tarde, numa ‘operação-relâmpago’ de cerca de uma hora, realizada com recurso a uma draga que encostou ao navio encalhado.
Os animais foram depois transportados para o Porto de Ponta Delgada, de onde seguiram para instalações da Associação Equestre de S. Miguel.
Caso existam condições, os cavalos ainda deverão chegar a Lisboa a tempo de participarem na final da Taça de Portugal de Dressage, que decorre de 4 a 6 de Dezembro.
O ‘S. Gabriel’, de 100 metros de comprimento e 5,5 toneladas, está encalhado desde as 5h30 (6h30 de Lisboa) de sábado, no Baixio do Ouro, entre Lagoa e Água de Pau, na costa sul de s. Miguel.
O navio, que assegura ligações entre as ilhas do arquipélago e entre os Açores e o continente, viajava da Terceira para S. Miguel quando encalhou, a menos de 20 quilómetros do Porto de Ponta Delgada.
Lusa / SOL