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Face Oculta
Conselho de administração da REN reúne «nos próximos dias»
O conselho de administração da REN, Redes Energéticas Nacionais, vai reunir «nos próximos dias para decidir as medidas a tomar» na sequência da decisão do Tribunal de Aveiro de suspender José Penedos, principal suspeito do processo Face Oculta, do cargo de presidente
 
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A empresa energética confirmou hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) as decisões do Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro em relação a José Penedos.

O documento refere que o Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro decretou hoje, «com base em invocadas razões cautelares processuais e no facto de considerar existirem, nesta fase preliminar do processo, indícios de um crime de corrupção passiva» várias medidas de coacção.

José Penedos ficou com as suas funções de presidente do conselho de administração da REN suspensas, tendo sido também proibido de contactar «com os demais arguidos, excepto o filho, bem como com os trabalhadores e os colaboradores da REN».

O comunicado emitido pela REN à CMVM refere, por último, que José Penedos ficou obrigado ao pagamento de uma «caução no valor de 40 mil euros» e que o administrador da empresa energética «já anunciou publicamente que vai interpor recurso desse despacho».

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou a 28 de Outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado Manuel José Godinho.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e pelo menos 18 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, ex-ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu funções, José Penedos, presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

Os arguidos têm estado a ser ouvidos pelo juiz de instrução criminal de Aveiro.

Lusa / SOL

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