«Quero deixar uma palavra de ânimo, uma palavra de esperança. Temos que ter a esperança de que no futuro Portugal será um país menos injusto e um país mais preparado para ajudar aqueles que menos podem, os mais fracos», afirmou Cavaco Silva.
Numa visita ao Centro Comunitário da paróquia de Carcavelos, onde esteve pela primeira vez há 18 anos como primeiro-ministro, Cavaco Silva transmitiu «uma palavra de solidariedade e conforto» aos portugueses que «passam por momentos de carência e têm dificuldade de reinserção na vida activa».
«Temos feito tudo aquilo que nos é possível para apoiar e pedir a ajuda para várias instituições como o Centro Comunitário de Carcavelos, para os milhares de voluntários que de forma altruísta se dedicam a apoiar os outros», disse o Presidente da República, que tinha à sua espera o pároco Manuel Gonçalves e o presidente da Câmara de Cascais, António Capucho.
Cavaco Silva destacou o trabalho daquela instituição, em particular o «esforço na reinserção social e na procura de emprego para aqueles que estivera»«na droga e nas ruas» e que hoje querem «encontrar uma realização pessoal e profissional».
Antes do discurso, Cavaco Silva visitou as instalações do Centro, que em 2009 foi distinguido pelo Instituto de Empreendedorismo Social e tem intervenção na área da redução de riscos da toxicodependência e ofertas ocupacionais dirigidas à comunidade.
À saída, Cavaco Silva, não quis afastar-se da mensagem que o levou ao Centro Comunitário de Carcavelos.
Às perguntas dos jornalistas relacionadas com o actual ambiente político, Cavaco Silva reiterou que visitou o Centro Comunitário para «realçar os valores da paz e da concórdia e pensando acima de tudo naqueles que estão numa situação difícil».
«Este é um tempo em que o espírito de solidariedade dos portugueses virá ao de cima», acentuou.
Lusa / SOL