Segundo disse à Lusa o comandante do CDOS, Melo Gomes, às nove da manhã esperam ter o rio em leito de verão, o que será conseguido fechando as comportas das barragens a montante.
As autoridades de protecção civil esperam desta forma ter o rio «sem corrente e com pouco vão», o que foi impossível nos primeiros dias de trabalhos com o nível e a força das águas a dificultarem as operações, devido à chuva que tirou capacidade de retenção às barragens.
A partir das 9h de domingo, um efectivo composto por mais de 100 elementos, entre bombeiros, GNR, mergulhadores, PSP e serviços municipais de Protecção Civil, vão procurar nas margens e no leito do rio.
Se as condições climatéricas forem favoráveis, as buscas contarão também com o apoio de um helicóptero, de acordo com o comandante do CDOS.
As operações vão durar no máximo duas horas, até às 11h, e estender-se por cerca de 20 quilómetros desde o local onde desapareceu a criança, junto ao parque de merendas de Mirandela, até à foz do rio Tua.
«Amanhã (Domingo) é a última tentativa de busca», frisou Melo Gomes, explicando que se não houver resultados, as buscas serão dadas por terminadas.
A criança de 12 anos desapareceu a 2 de Março, à hora de almoço e desde então todas as buscas resultaram infrutíferas. Leandro, a criança desaparecida, vivia na aldeia de Cedainhos e frequentava a escola EB 2/3 Luciano Cordeiro em Mirandela, a alguma distância da zona do rio onde foi visto pela última vez.
O caso está a ser alvo de inquéritos no Ministério da Educação e na Justiça.
O inquérito realizado pela escola foi entregue terça-feira à Direcção Regional de Educação do Norte, que decidiu ouvir mais pessoas.
Os responsáveis não avançaram um prazo para a conclusão das averiguações, assim como se desconhece ainda também quando ficará concluído o inquérito judicial que decorre paralelamente no Ministério Público de Mirandela.
Lusa /SOL