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Justiça
Reclusos e funcionários prisões da área de Lisboa aprendem informática
Reclusos e funcionários dos estabelecimentos prisionais situados na área de Lisboa vão receber formação em novas tecnologias, após a assinatura hoje de um protocolo entre Ministério da Justiça e Fundação para Divulgação das Tecnologias de Informação
 
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O acto de assinatura do protocolo decorreu no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Belas, concelho de Sintra, permitindo que mais de 1.200 reclusos e funcionários de 12 estabelecimentos prisionais comecem a receber formação profissional em informática.

«Isso vai permitir-lhes aceder ao mercado de trabalho em melhores condições», afirmou o ministro da Justiça, Alberto Costa, após a cerimónia de assinatura do protocolo de colaboração entre a Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI) e o Instituto de Reinserção Social (IRS).

Para Alberto Costa, «trata-se de uma iniciativa muito válida de reinserção social, que abrange um número significativo de pessoas, que vão ter acesso a formação e certificação».

Após esta primeira acção de formação, «os parceiros deste programa têm intenção de expandir estas acções de formação, mas, entretanto, esta experiência tem que ser avaliada», referiu o ministro da Justiça.

«Os reclusos e funcionários vão receber formação certificada, o que é uma mais-valia deste projecto», sublinhou, por sua vez, o presidente da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação, Ricardo Castanheira.

Nesta formação de três meses, os formandos vão adquirir formação básica de informática, referiu, acrescentando que se trata de «um investimento totalmente assumido pela FDTI».

Por seu lado, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, disse já ter sido realizada uma experiência semelhante no Estabelecimento Prisional de Aveiro «na área das tecnologias de informação, em ambiente prisional, dirigida aos reclusos e que teve muito êxito».

Os mil reclusos e funcionários e os 250 jovens dos Centros Educativos do IRS vão frequentar um total de 110 acções e mais de 13 mil horas de formação, durante um período de três meses.



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