O grupo de turistas portugueses teve de regressar a Portugal depois de ser informado pelo guia local, em Bornéu, na Malásia, que o organizador da viagem devia 41 mil dólares aos operadores e que os hotéis e viagens domésticas não estavam pagas, disse a mesma fonte.
Organizada pela Casa do Tibete na Região Autónoma da Madeira, a viagem custou entre 5.000 e 10.000 euros aos participantes, conforme escolhessem um roteiro de 25 ou 40 dias.
Do itinerário previsto faziam parte percursos na Malásia, na Tailândia, na Birmânia, na Índia, no Butão e no Nepal.
Segundo um dos participantes, o grupo inicial de 10 pessoas apresentou-se no dia 2 de Agosto no aeroporto da Portela, em Lisboa, para darem início à viagem.
No entanto, e ao contrário do que estava combinado, não apareceu no aeroporto benhum representante da organização da viagem, pelo que uma pessoa do grupo desistiu de embarcar.
Ao chegarem ao Bornéu, na Malásia, no dia 3 de Agosto, os restantes nove foram informados da situação e, enquanto uns «correram» para Nova Delhi (Índia) para apanhar logo o avião de regresso a Portugal (4 de Agosto), outros, às suas expensas, ficaram duas noites na ilha, de onde saíram no Domingo, para voltar a Lisboa.
De acordo com a mesma fonte, «as viagens internacionais vendidas por um operador turístico são a única coisa que está paga e, por isso, pudemos antecipar as mesmas».
Este tipo de viagem organizada pela Casa do Tibete na Madeira já vai na quarta edição, não tendo havido qualquer denúncia de problemas no passado, segundo a mesma fonte.
O turista que falou à Lusa disse ainda que «não se sabe do paradeiro» do organizador da viagem, Duarte Câmara.
A Agência Lusa tentou, sem êxito, contactar Duarte Câmara.
Lusa/SOL