«Não é aceitável que se destrua património particular de uma pessoa que não está a praticar nenhum acto ilegal», afirmou à Lusa, acrescentando que o agricultor plantou o milho com o conhecimento dos serviços oficiais.
O incidente aconteceu sexta-feira na Herdade da Lameira, em Silves, a primeira da região a dedicar-se ao cultivo de milho geneticamente modificado, quando um grupo de activistas destruiu cerca de um hectare da cultura.
«O direito à manifestação deve ser feito mas aqui houve manifestamente um excesso», sublinhou, observando que direito à liberdade «não significa direito à destruição e ao vandalismo».
Macário Correia, que assumiu ter dúvidas em relação ao cultivo de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), considerou «condenável» a atitude dos manifestantes do grupo Verde Eufémia em domínio privado.
Quanto à alegada passividade das autoridades - que já levou o secretário-geral do PSD a pedir esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna -, Macário Correia preferiu não se pronunciar por não ter presenciado a situação.
O proprietário da herdade, José Menezes, vai apresentar queixa dos participantes da acção, que foram na altura identificados pela GNR.
Lusa/SOL
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