Em terrenos florestais e agrícolas, alguns deles abandonados, gastaram-se mais de 48,1 milhões de euros. Os compradores mais activos são empresas de construção civil ou promotores imobiliários – não aparecendo nenhum dos nomes mediáticos que ciclicamente são aventados em blogues e denúncias anónimas.
Esta é a principal conclusão de uma pesquisa realizada pelo SOL nos registos prediais, conjugada com a procura das respectivas escrituras de compra e venda, os registos comerciais das empresas proprietárias e registos das Finanças de Alenquer e da Azambuja.
A futura Plataforma Logística do NAL, onde estarão reunidas as infra-estruturas dos serviços de apoio ao aeroporto, concentra as maiores atenções dos especuladores. Pela simples razão de que esses terrenos não serão expropriados pelo Estado, mas sim objecto de venda livre entre particulares.
Ao contrário do que chegou a ser noticiado, a também chamada cidade aeroportuária não é secreta. A Câmara de Alenquer publicou em Dezembro de 2006 o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra os Incêndios, que já prevê uma área para a Plataforma Logística nas freguesias de Ota e Abrigada, na fronteira com o concelho da Azambuja.
Continue a ler esta notícia na edição em papel disponível nas bancas de todo o país. Esta semana distribuímos o 12º e último volume do «Álbum de Memórias» de José Hermano Saraiva