Questionado pelo SOL sobre a acusação de incumprimento de horários, o jornalista considera que «as referências despropositadas a remunerações e horários revelam o desespero da Administração em desviar o assunto da questão essencial: o órgão regulador da comunicação social deu como provada a interferência da Administração na área editorial».
Luís Marques reiterou que não houve qualquer tentativa por parte da administração de interferir na linha editorial de informação do canal. E que não sabe a razão das declarações do jornalista ao jornal Público, onde este recordava o episódio de 2004 em que a nomeação de um correspondente para Madrid foi decidida pela administração.
Recorde-se que em Novembro de 2004 Rodrigues dos Santos se demitiu de director de informação da RTP por não concordar com a nomeação de Rosa Veloso para correspondente em Madrid, uma vez que esta estava em quarto lugar no concurso para o cargo.
Numa entrevista ao SOL, publicada em 21 de Outubro do ano passado, José Rodrigues dos Santos afirmava:«A lei define que o director é o responsável exclusivo pela Informação. Entendo que nomear quem faz reportagens para o Telejornal – no Parlamento, numa manifestação que é no Porto, em Freixo de Espada à Cinta, em Madrid, ou em qualquer sítio – faz parte da responsabilidade editorial: é o director quem nomeia».
José Rodrigues dos Santos, na mesma entrevista acrescentava que «nunca pode haver uma nomeação que seja contrária à opinião do director, porque interfere grosseiramente com o texto da lei. Quando isso aconteceu, pensei que tudo era possível. Se o director perde o poder de nomear quem faz reportagens para o telejornal está tudo dito».
Em 2006, José Rodrigues do Santos foi considerado o melhor pivô, segundo um estudo da Obercom. O jornalista afirmou, na altura (31 de Março), ao SOL que acreditava que os portugueses o consideravam um bom profissional por defender a independência da RTP, «mesmo com custos profissionais e pessoais».
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