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Saúde
Hospital do Barreiro conta cinco fetos-mortos desde Setembro
Desde 20 de Setembro que o Hospital do Barreiro registou cinco fetos-mortos, uma «coincidência infeliz», dizem os responsáveis em notícia adiantada pela Antena1, que representa um valor próximo do total de 2006
 
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 O hospital de Nossa Senhora do Rosário, EPE, precisou que se registaram desde o início do ano nove fetos-mortos no seu serviço de urgência obstétrica e ginecológica e que todos os fetos entraram sem vida naquele local.

Depois de uma investigação interna, a directora do serviço de obstetrícia, Ana Paula Lopes, garantiu que os nados-mortos não tinham qualquer doença detectada, ao contrário das cinco mães.

«Tal como muitas patologias do foro obstétrico há flutuações e picos, nenhum destes casos têm uma causa comum. Eram gravidezes vigiadas. As grávidas tinham patologias diferentes entre si. Não há qualquer elo comum ou relação entre as situações. Pensamos que se trata de uma coincidência infeliz», referiu.

A responsável sublinhou à rádio que na estatística geral os nove casos representam 4,5 por mil nascimentos, o «que ainda assim é inferior à média da União Europeia (5 a 6) e bastante boa para Portugal».

A médica garantiu não haver razão para preocupações.

«Ao longo dos anos estes casos acontecem em várias instituições e por todo o mundo e não há razão para que volte a acontecer. Nós até agora temos tido uma média muito baixa (de mortes de fetos no útero), tal como se tem vindo a diminuir a morte perinatal», referiu.

A especialista referiu que as análises e ecografias realizadas não detectaram qualquer anomalia, acrescentando que as causas de mortes fetais no útero são variadas e vão desde infecções a doenças maternas.

Apenas se evitam mortes fetais quando se conhecem exactamente as razões para tal acontecer como quando há patologia grave do feto ou da mulher, acrescentou.

Os cinco casos mais recentes no Hospital do Barreiro envolveram uma gravidez de termo (período igual ou superior a 37 semanas), duas gravidezes entre as 28 semanas e 37 semanas e outras duas de grandes prematuros, entre as 24 e as 28 semanas.

Entre as mulheres registaram-se duas situações de complicações graves de doença hipertensiva da gravidez, uma patologia cardíaca e duas doenças crónicas não especificadas.

Todas as grávidas estavam a ser seguidas: três vigiadas no próprio hospital e duas em centro de saúde.

Por conhecer estão ainda os resultados das autopsias aos fetos.

Em 2006 foram registados naquele hospital seis nados-mortos, o mesmo número referido entre Janeiro e Setembro do presente ano.

Destes últimos, o hospital indicou que dois fetos tinham malformações cardíacas, duas mortes fetais ocorreram em grávidas portadoras de patologia grave induzida pela gravidez e duas gravidezes não eram vigiadas.

São considerados fetos-mortos todos os fetos com morte fetal in utero com idade gestacional igual ou superior a 24 semanas (seis meses).

Lusa / SOL



 

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