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Relatório de ONG
Dois por cento dos portugueses admite ter subornado por favores
Um novo relatório da Organização Não Governamental Transparency International indica que dois por cento dos portugueses admite ter pago subornos para obter um serviço
 
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O documento foi publicado hoje e inclui inquéritos a 63.199 cidadãos de 60 países.

O relatório 'Barómetro da corrupção global em 2007' foi divulgado hoje em Berlim, sede daquela Organização Não Governamental (ONG).

Na lista dos países mais afectados pelo suborno, Portugal surge no quarto de cinco grupos, que engloba os que registam níveis de 'luvas' entre 4 e 6 por cento.

Companheiros de Portugal neste grupo estão, entre outros, Argentina, Finlândia, Hong Kong, Espanha, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Os países onde o suborno é mais frequente, com níveis acima dos 33 por cento, são, entre outros, a Albânia, Camboja, Roménia, Senegal e Paquistão.

No pólo oposto, com taxas de suborno inferiores a 04 por cento, estão a Áustria, Canadá, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Suécia e Suíça.

De acordo com o documento, dois por cento dos portugueses inquiridos admitiram ter pago subornos para ter acesso a um serviço.

Quando inquiridos sobre qual o sector mais afectado pela corrupção, 4,1 por cento dos portugueses afirmou ser o político.

Os portugueses apontaram ainda como afectados pela corrupção os sectores Parlamento/deputados (3,6 por cento), negócios/sector privado (3,6), media (3,0), militares (2,6), Organizações Não Governamentais (2,8), entidades religiosas (2,8) e sistema educativo (2,9).

O sistema legal e judiciário (3,4 por cento), os serviços médicos (3,2), a polícia (3,2), os serviços de registos e de licenças (2,6), os serviços públicos (2,8), e as autoridades fiscais (3,6) são outros sectores apontados pelos cidadãos portugueses.

Sessenta e quatro por cento dos portugueses inquiridos considerou que os esforços do Governo para combater a corrupção são ineficazes, 23 por cento respondeu serem eficazes, enquanto 13 por cento não soube responder.

Para 64 por cento dos portugueses a corrupção vai aumentar no futuro, para 20 por cento vai diminuir e para 16 por cento fica tudo na mesma.

Os cidadãos em todo o mundo consideram que os parlamentos e partidos, a polícia e os tribunais, são as instituições mais atingidas por uma corrupção quotidiana generalizada.

De acordo com o relatório, mais de um cidadão em cada dez deu “luvas” no ano passado para ter acesso a um serviço.

Em África, 42 por cento das pessoas inquiridas afirmaram que pagaram pequenas somas de dinheiro em troca de um serviço e na Ásia esta percentagem atingiu 22 por cento.

No conjunto dos países incluídos no estudo, 25 por cento dos cidadãos que estiveram em contacto com a polícia afirmaram que lhes foi pedido para pagar uma comissão.

Segundo o relatório, na Rússia, cerca de 210 milhões de euros foram entregues anualmente a título de comissões para os tribunais.

Lusa / SOL



 

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