No âmbito do projecto Culturas Ibéricas, Sociedades de Fronteira: Territórios, Sociedades e Culturas em Tempo de Mudança, o CEI atribui, pelo quarto ano consecutivo, oito bolsas, no montante de 1.500 euros cada, destinadas a apoiar a investigação de estudiosos dos dois lados da fronteira.
Segundo os promotores, os trabalhos propostos devem incidir numa das quatro linhas de acção: «Territórios, margens e mobilidades: dinâmicas, organização, requalificação», «Sociedades de fronteira, fronteiras da sociedade: tradição, modernidade, identidades», «Políticas públicas, desenvolvimento e cooperação internacional» e «Ibéria daquém e além fronteiras: diásporas, identidades, culturas».
Em cada uma das áreas propostas serão seleccionados dois investigadores (um português e outro espanhol), sendo que a avaliação das candidaturas será feita pelos coordenadores de cada linha de acção em função da apreciação dos curriculos e da qualidade das propostas de trabalho apresentadas, referem os promotores.
Os interessados devem entregar as candidaturas no CEI, que funciona no edifício da Câmara Municipal da Guarda, podendo consultar o respectivo regulamento em www.cei.pt.
O CEI é uma associação transfronteiriça sem fins lucrativos, que nasceu de um desafio lançado pelo ensaísta Eduardo Lourenço, na sessão solene comemorativa do Oitavo Centenário do Foral da Guarda, em 1999.
Tendo em conta a localização geográfica da cidade, o pensador lançou a proposta para a criação de um Instituto da Civilização Ibérica, que acabou por se chamar Centro de Estudos Ibéricos.
Foi criado numa parceria da Câmara Municipal da Guarda com as Universidades de Coimbra e de Salamanca (Espanha), envolvendo mais tarde o Instituto Politécnico local.
Lusa/Sol