Segundo a advogada de defesa dos três jornalistas, Daniela Carvalho Teixeira, com esta iniciativa do matutino portuense termina o processo.
A advogada de defesa, que hoje compareceu no tribunal onde deveria ter-se iniciado o julgamento, acrescentou que as custas judiciais serão suportadas pela empresa.
No tribunal não se encontrava presente qualquer representante da empresa proprietária do jornal, pelo que a Lusa não pode obter qualquer comentário da parte da acusação.
Em declarações à Lusa Ricardo Simães, um dos jornalistas acusados de difamação, considerou que com o fim do processo, «ficou claro que não havia intenção de difamar ninguém mas apenas denunciar factos».
Os três jornalistas eram acusados, pelo jornal, de difamação e ofensa a pessoa colectiva, estando em causa o que aqueles profissionais escreveram no blogue http://diariodeumjornalista.blogspot.com , em Abril de 2004.
A acusação referia que no post, do dia 21 de Abril, «são feitas graves afirmações que não correspondem à verdade acerca do jornal, designadamente sobre o Departamento de Publicações Especiais e o seu responsável, as quais são ofensivas e atingem a credibilidade e o prestígio do jornal».
Os três jornalistas, dos quais dois foram despedidos alegadamente pelo que escreveram no blogue, enquanto o terceiro já não trabalhava no jornal à data dos factos, afirmaram, em declarações à Lusa produzidas no final de Janeiro, que apenas relatavam naquele espaço «as experiências de trabalho» vividas.
No post do dia 21 de Abril, um dos arguidos, Ricardo Simães, referia-se ao despedimento, do Primeiro de Janeiro, de Joel Pinto e Sérgio Moreira, denunciando «o ambiente ditatorial» vivido no diário.
A acusação reclamava uma indemnização de 22 mil euros, 12 mil dos quais referentes a «danos patrimoniais».
Referia ainda que o blogue «causa e causou graves prejuízos económicos», afirmando mesmo que «provocou cerca de 60 por cento de perda de receitas publicitárias», entre Maio de 2004 a Junho de 2005.
Lusa/SOL