A situação envolveu uma professora, vítima de uma cena de violência física e verbal por parte de uma aluna de 15 anos, depois de lhe retirar um telemóvel.
A cena foi filmada por um colega de turma e colocada no site YouTube, mostrando a aluna a gritar e a empurrar a professora.
O presidente da associação considerou «intoleráveis» situações como esta, explicando que num colégio privado bastaria o barulho que naquela sala existia para que de imediato acorressem à sala os funcionários da escola, alunos de outras salas e a direcção.
«O ambiente nas nossas salas é de silêncio»
, disse.
Para João Alvarenga, o problema que subjaz a estas situações não está no estatuto do aluno nem nas sanções, mas sobretudo na educação, na autodisciplina e no respeito pelo outro.
«Consideramos que para além de instruir, as escolas têm que educar»
, disse o responsável da associação, explicando que «embora a educação deva começar em casa, os encarregados de educação têm cada vez menos tempo para os seus educandos e cabe também à escola a transmissão de valores, suprindo lacunas que possam existir».
«Se uma situação como estas acontecesse em estabelecimentos de ensino particular, no ano seguinte não teríamos alunos»
, explica João Alvarenga, para quem estas situações são «impensáveis».
A liberdade dada aos alunos varia consoante os estabelecimentos de ensino privado, tendo estes «autonomia para estabelecer as suas normas, adaptando-as à realidade com que se deparam», explicou o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.
A aluna da Escola Secundária Carolina Michaëlis vai ser transferida para outra instituição escolar, disse hoje fonte da DREN, sem especificar o estabelecimento de ensino.
Lusa / SOL
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