
O juiz pertenceu a duas associações de defesa dos direitos de autor
Tomas Norstrom, o juiz que liderou o julgamento do The Pirate Bay, revelou, numa entrevista divulgada hoje pelo The Wall Street Journal, que pertenceu a duas associações suecas de defesa dos direitos de autor.
Com base naquilo que considera ser um conflito de interesses, Peter Althin, o advogado de Peter Sunde, um dos co-fundadores do The Pirate Bay, anunciou que vai solicitar a realização de um novo julgamento.
Em entrevista a uma rádio local da Suécia, o juiz confirmou que foi membro da The Swedish Association for Copyright e membro do conselho da Swedish Association for the Protection of Industrial Property.
Segundo o advogado, o envolvimento do juiz com as referidas organizações representa um conflito de interesses, sobretudo por três pessoas que representavam a indústria de entretenimento envolvida no processo também fazerem parte de uma das associações.
Apesar de Tomas Norstrom ter negado a existência de conflitos de interesses, a defesa do The Pirate Bays afirmou que irá recorrer da decisão judicial.