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Em conferência
CE alerta para falta de mulheres no sector das tecnologias
A Comissão Europeia (CE) organiza hoje uma conferência para demonstrar como o sector das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) pode atrair mais mulheres, numa altura em que começa a faltar mão-de-obra qualificada nesta área no espaço comunitário. O objectivo é contrariar a ideia que a tecnologia é um mundo de homens
 
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CE alerta para falta de mulheres no sector das tecnologias
Apenas seis por cento das principais empresas europeias de TIC têm mulheres em posições de topo

A iniciativa surge no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, que é celebrado no próximo dia oito, onde o Executivo comunitário pretende apelar às mulheres para aproveitarem as oportunidades que podem aparecer neste sector.

Durante a conferência de hoje vão ser organizados vários workshops sobre o modo de atrair jovens do sexo feminino para carreiras no sector e a CE pretende ainda lançar as bases para o lançamento de um «Código Europeu das Melhores Práticas para as mulheres no sector das TIC».

A comissária europeia para a Sociedade da Informação e Media, Viviane Reding, considera em comunicado que a falta de pessoal qualificado no mercado das tecnologias na Europa «é inaceitável» e sublinha que «se não encontrarmos solução para esta escassez de cientistas e engenheiros informáticos, o crescimento económico da Europa acabará por abrandar, correndo se o risco de sermos ultrapassados pelos nossos concorrentes asiáticos».

A responsável considera assim que é necessário «ultrapassar os estereótipos comuns que descrevem as carreiras nas TIC como aborrecidas e demasiado técnicas para as mulheres e, em vez disso, encorajar as mulheres a terem êxito neste sector aliciante, inovador e multifacetado».

De acordo com dados divulgados pela CE o sector das tecnologias é responsável por um quarto do crescimento total da UE, mas prevê que faltem 300 mil trabalhadores qualificados para melhorar estes números.

De entre as 150 principais empresas europeias de TIC apenas seis por cento têm mulheres em posições de topo, revela uma análise efectuada no passado mês de Outubro pela CE.

Apesar de revelar que o número de licenciados em engenharia informática nos 27 tenha crescido de modo significativo entre 1998 e 2004, a CE realça que a taxa de crescimento anual tem vindo a diminuir desde então, um cenário não muito diferente do que ocorre nos EUA.

Em termos de sexo os dados comunitários demonstram que o número de mulheres licenciadas em engenharia informática também tem vindo a baixar, mesmo que noutras áreas o número de mulheres licenciadas tenha vindo a crescer.

Portugal, a par da Polónia e Áustria, é dos Estados membros onde o número de licenciadas em engenharia informática mais desceu entre 1998 e 2005.



 

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