Em declarações à Lusa, o responsável pela organização da expedição, Luís Cepo, indicou que estão reunidas as condições para a partida e adiantou que, a caminho da capital da Guiné-Bissau, segue já um contentor com 20 toneladas de material oferecido por várias entidades e particulares.
O contentor, que segue via marítima, acrescentou, transporta material médico, incluindo uma sala completa para tratamentos ginecológicos, camas pediátricas hospitalares, livros, material desportivo, brinquedos «e dezenas de outras coisas que podem fazer diferença».
Segundo Luís Cepo, os 16 aventureiros, que seguirão a bordo de sete jipes todo-o-terreno, vão depois proceder à distribuição do material em várias localidades da Guiné-Bissau, contando com a ajuda da embaixada portuguesa na capital guineense.
A partida acontecerá às 11h da próxima quinta-feira, após uma breve cerimónia nos paços do concelho, em Coimbra, e até à chegada a Bissau, o roteiro inclui Espanha, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Senegal e Gâmbia.
Luís Cepo adiantou à Lusa que cada um dos participantes vai por conta p rópria e que todos os donativos servirão como ajuda humanitária, que será encaminhada também por organizações não governamentais portuguesas e guineenses e de d uas missões católicas.
Para custear a expedição, a organização contou com vários apoios financeiros, materiais e institucionais, como a Fundação Bissaya Barreto, a ONG Saúde em Português, NOKIA Portugal, Câmara de Coimbra, Junta de Freguesia de Taveiro, Caixa de Crédito Agrícola e o cantor José Cid.
O popular cantor português, aliás, sublinhou Luís Cepo, acedeu em actua r na noite de quarta-feira próxima no Pavilhão Multidesportos de Coimbra, revertendo a receita para uma conta aberta em nome da expedição na Caixa de Crédito Agrícola de Taveiro, cujo número de identificação bancária é o seguinte: 0045 3030 4020 9754 43713.
Luís Cepo, que apelou à participação e à solidariedade, adiantou que o montante apurado vai juntar-se ao material arrecadado nas diferentes campanhas de sensibilização e de recolha de donativos tendo em vista a compra de vacinas, a enviar depois para a Guiné-Bissau.
As operações no terreno durarão cerca de uma semana, após o que os 16 a ventureiros farão o percurso contrário, partindo a 16 de Março de Bissau, devendo chegar a Portugal cerca de uma semana mais tarde.
Lusa/SOL