Politica

Costa encerra livro de condolências de Soares

Hoje, no último dia de luto nacional, foi a vez de António Costa inscrever o seu agradecimento e encerrar o livro de condolências.

Desde domingo que era possível deixar uma mensagem de homenagem e despedida nos muitos livros de condolências que foram preenchidos não só nas sedes do PS por todo o país, mas também no Mosteiro dos Jerónimos e até na internet para os que não se podiam deslocar fisicamente até um destes locais. Hoje, no último dia de luto nacional, foi a vez de António Costa inscrever o seu agradecimento e encerrar o livro de condolências.

"Agradeço em nome do Partido Socialista a todos os que aqui prestaram homenagem a Mário Soares", lê-se na mensagem que está disponível no site do Partido Socialista.

"Nada mais pode orgulhar os socialistas que a consagração do nosso fundador como referência comum do Portugal livre, democrático e europeu, que partilhamos com todos os portugueses", escreveu Costa, que está hoje a terminar em Goa a visita oficial à Índia e que o primeiro-ministro não interrompeu para vir às cerimónias fúnebres de Soares.

Mesmo à distância, António Costa fez sempre questão de deixar claro que acompanhava o luto da família, do partido e do país. Chegou a fazer um minuto de silêncio em Bangalore, numa conferência onde esteve com o primeiro-ministro indiano, deixou uma mensagem no Twitter e enviou um vídeo que foi exibido na cerimónia nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos que antecedeu o funeral do fundador do PS.

Depois de ser criticado dentro e fora do PS por ter optado por não regressar, António Costa justificou-se por mais que uma vez em declarações aos jornalistas, explicando que como primeiro-ministro tinha de cumprir as suas obrigações e não "as vontades pessoais" de estar presente na despedida de um correligionário e de um amigo.

No discurso que fez nos Jerónimos, o filho de Mário Soares, João Soares, deixou mesmo um agradecimento vincado ao primeiro-ministro, para que ficasse claro que a família tinha entendido a decisão do primeiro-ministro.

De resto, Mário Soares teve em vida uma opção semelhante quando decidiu manter uma visita de Estado que já estava programada em vez de seguir diretamente para a África do Sul onde o filho João lutava pela vida num hospital depois de uma queda de avião em Angola.