SOL

Que comentários lhe merece a cobertura mediática a este evento?

 

Já me referi um pouco a isso dizendo que devia haver uma maior e melhor cobertura mediática. Se me é permitido uma sugestão, tentem este ano – talvez ainda possam ir a tempo – envolver mais as escolas. Sei, por experiência própria (também sou professor), que pouca ou nenhuma informação (promoção/divulgação) chega às escolas sobre este grande evento da capital e do país. Oxalá tudo melhore um pouco mais nesta edição!

 

 

Concorda com a forma como o espaço está distribuído? Em caso negativo, porquê?

 

O Parque Eduardo VII é um local aprazível, bonito e central da cidade mas não oferece outro tipo de condições tidas como fundamentais ao evento. Trata-se de um espaço desnivelado e ao ar livre! É raro o ano em que não chove durante a feira com as consequências óbvias para as vendas e para a cativação de públicos. Quanto à distribuição de espaços, não me parece o melhor. Além de tudo isto, continua-se a fazer experiências todos os anos com nefastas consequências para os editores e para os visitantes. Sabemos hoje que a feira é pensada e executada “em-cima-do-joelho”. Ora, um evento desta natureza devia ter um plano bem elaborado e competente e o seu projecto devia começar logo que termina a última feira; enquanto isto não for interiorizado e assumido por quem de direito, será sempre mais do mesmo.

Em que medida estes eventos podem ser importantes para as cidades que os acolhem?

 

Penso que a importância é óbvia. Não imagino a cidade de Lisboa sem uma feira do livro com esta dimensão. Esta feira faz parte integrante do “património” de Lisboa.

Quais as grandes diferenças que encontra, comparando este evento com outras feiras no estrangeiro?

 

Em muitos aspectos, precisamente o contrário do que referi atrás: melhor promoção do evento e das editoras; mais apoio aos editores e aos intervenientes (artistas, escritores e outros agentes) do programa cultural; melhores condições e infra-estruturas. Sinceramente, de uma maneira geral, os auditórios principais das várias sessões da feira não têm tido a qualidade estética e arquitectónica compatível com a importância e a dignidade do evento. Mas também há coisas muito boas que não mudaria. Penso que, com o mesmo tipo de investimento económico e humano se poderia fazer muito melhor. É também uma questão de carolice, vontade, criatividade, gosto e empenho.

Concorda com os moldes em que este evento é feito? O que mudaria?

 

Digamos que concordo com uma parte e outra não. Como já referi, a programação cultural devia ser mais cuidada e realizada com mais tempo de antecedência. Além disso, penso que seria desejável envolver mais as escolas e outras importantes instituições. Como já referi, mudava o local, a estética geral da Feira e o tipo de  promoção da mesma.

Em que medida pode contribuir um evento desta natureza para o mercado livreiro?

 

Para mim é evidente que esta feira exista, se desenvolva e se modernize (com tudo o que isso implica) para bem do mercado livreiro – principalmente os pequenos e médios editores. Para muitos, as vendas só são razoáveis por esta altura do ano. Tenho uma teoria muito peculiar e pouco ortodoxa que revolucionaria o mercado do livro mas por agora – também por uma questão de tempo – limito-me a deixar esta pequena provocação: acabem com as vendas de livros nos hipermercados e fechem, de vez, as livrarias demasiado selectivas, preconceituosas e algo pretensiosas; uma boa livraria deve ter tudo, exactamente TUDO. Se comprarem os livros directamente aos editores muita coisa poderá melhorar tal como a redução do preço dos livros e o consequente aumento do consumo bem como o provável e desejável desenvolvimento dos hábitos de leitura. Parece uma proposta paradoxal mas garanto que não é. Com a Internet muita coisa mudou. Eu e a minha família (como tanta gente) adquirimos vários livros e é raro fazê-lo nas livrarias e muito menos nos hipermercados e nas grandes superfícies.

Que balanço faz da Feira do Livro nos últimos anos?

 

Trata-se, de facto, de um evento marcante para a cidade de Lisboa e para o país. Se eu tivesse algum poder sobre a organização e concepção da feira, alteraria cerca de cinquenta por cento de tudo um pouco. Entre outras medidas a reflectir com mais calma e tempo, retirava a feira do local onde se encontra e procuraria, como medida principal, organizar – com bastante antecedência – um bom e ecléctico programa cultural. Além do referido, os stands que existem já não têm muito sentido para os dias de hoje e não dignificam em nada o aspecto e a estética da feira – está tudo muito visto e o público habitual está cansado. Este evento necessita urgentemente de ser modernizado e adaptado às novas exigências e aos novos hábitos de um público que se deseja também novo. De 0 a 10, o balanço é 5.

Quais as expectativas para a Feira do Livro deste ano?

 

As expectativas são sempre as melhores. Todos os anos renasce a esperança que é a última a morrer! Desejo que este ano a feira seja melhor que nos anos anteriores em todos os aspectos: desde a logística e a funcionalidade até à programação cultural que não tem sido a melhor e a mais pertinente para um evento desta natureza. Estou um pouco cansado da mesma concepção de eventos. Inovar é preciso e urgente! É necessário também convidar “outras” pessoas (programadores e criativos para além de “outras” instituições). Esta feira tem alguns vícios porque – entre outras razões -  me parece que são sempre os mesmos a reflectir e a executar.

 

  

Sempre gostei de tudo o que é marginal. Marginal é quase o sinónimo de alternativo. Em sentido radical, não há novos nem velhos autores, não há nem consagrados nem desconhecidos pois o importante mesmo é que haja pura e simplesmente autores. Em Portugal sempre se deu pouca ou nenhuma importância aos autores que começam a manifestar o seu talento e quantos são aqueles que por essa e outras razões desmotivam e ficamos sem saber da importância e relevância de muitos que acabam por desistir com o nefasto sentimento de não valer a pena. É evidente que leio os chamados “consagrados” ou mais conhecidos (muitos dos quais produtos de máquinas publicitárias de todo o tipo), contudo, dá-me imenso gozo ler pela primeira vez um determinado autor cujos restantes e únicos leitores - para além de mim -  terão sido a vizinha, a família, um ou outro amigo e pouco mais. E mais aumenta esse gozo quando constato que alguns superam em qualidade, em espontaneidade e em autenticidade, muitos nomes da nossa praça de que toda a gente fala julgando que são esses os “bons” e os “verdadeiros” escritores e poetas. HÁ MUITA CONFUSÃO SOBRE O QUE É A LITERATURA! Esta não é nem se reduz à produção de meia dúzia de nomes da prosa e da poesia. A Literatura também pode ser “feita” pela vizinha Maria que é doméstica, pelo Manuel António que é padeiro e pelo João Malaquias que por acaso é professor universitário. E nunca a “qualidade” é proporcional à formação académica ou outra. Em Literatura o academismo conta muito pouco. Quantas vezes não é mais do que um empecilho, um obstáculo.

 

Vivemos na sociedade do Medo.
Adeus Portugalzinho!
Vou partir sem destino em busca da doce Democracia.
Estás muito doente meu pobre país de bufos e de mentirosos.

Um país que permanece na maioria-absoluta é um país masoquista e saudoso da intolerável e horrorosa ditadura (???!!!!!!).

Como nos ensina Kant, estamos ainda (estúpida e lamentavelmente) na menoridade.

Ainda há esperança... Viva a Democracia que tarda mas que há-de vir!

 

Empresários da República Popular da China - grandes defensores dos direitos humanos como é bom de ver - vinde investir em Portugal! Temos cá Sol, sacos-azuis, “felgueiradas”, corruptos, mentirosos, gajas boas e salários muito baixos.

 Ângelo Rodrigues - site

Fotografia de António Vieira da Silva


Porra!!! Porra!!!! Porra!!!!!
Onde estão os políticos, os legisladores e os governantes!?
Como é possível deixar ao critério (apenas economicista) dos proprietários da restauração, o fumar ou não fumar nos seus restaurantes?!
Isto não é mais do que simples demagogia. É óbvio que nenhum proprietário da restauração e afins irá alterar a sua atitude. Ninguém quer perder clientes. Primeiro está a economia, e lá bem para o fim da cadeia, estará a saúde, a educação, o respeito e a higiene… É também e sobretudo ao Estado que cabe a nobre tarefa de EDUCAR, FORMAR, ALTERAR MENTALIDADES… Se o governo não age adequadamente é porque não há ousadia, coragem e vontade política. Aquilo que tenho ouvido nos telejornais por parte de alguns governantes é lamentável a todos os títulos - puras “operações de cosmética”.

Continuamos a ser – absurda-mente - um para-país!

Ângelo Rodrigues - site

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E o Óscar para o melhor professor do M.E. vai para o profº Chibanga!!!!!!

Muito obrigado mesmo!!!! Caramba!!!

Quero agradecer à minha mãe, à minha mulher, à minha tia, à minha avó, à minha irmã, ao meu irmão, ao meu vizinho de cima, ao meu vizinho de baixo, à minha sogra, à minha amante, ao meu Cão, ao meu Grilo, ao Percevejo  da varanda, ao Piolho da escola, à Pulga, ao Sapo, à Aranha, ao Pateta, ao rato Mickey, à Pantera-cor-de-rosa, ao tio Patinhas, à Rosa, à Maria, ao José, ao Manel, aos sindicatos, à Lurdinhas-das-ideias-brilhantes, ao Sócrates…

Ângelo Rodrigues - site

Será que Cavaco Silva leu e compreendeu - de facto - o texto sobre o  Estatuto da Carreira Docente que acaba de promulgar (?!?) Como é possível alguém com tamanha responsabilidade nacional – a não ser a ministra e mais uns quantos – concordar com as “barbaridades” exaradas no novo ECD (?!) Lamenta-se profundamente a infeliz e prejudicial decisão deste Presidente da República. A Educação (ou lá o que isso é!) fica bem mais pobre e os professores bem mais desmotivados com este novo ECD.

 

Veja-se a notícia no semanário Sol.

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