Um senhor que se identificou sob o pseudónimo "Bom Português" chamou-me a atenção para o lamentável erro que tinha no primeiro artigo: "benvindos".
Na verdade, como este senhor bem disse, Benvindo é nome próprio (assim como o feminino Benvinda), sendo que o adjectivo utilizado para agraciar uma pessoa pela sua presença ou chegada a um local deva ser "bem-vindo" (plural "bem-vindos"), com hífen.
É de facto um lamentável erro para uma professora de português e agradeço tê-lo sinalizado.
Goodbye, bad people,
Hello, good people.
Goodbye, bad things,
Hello, good things.
Goodbye, dead soldiers,
Hello, freedom.
Goodbye, evil soldiers,
Hello, heroes.
Goodbye, destruction,
Hello, renovation.
Goodbye, grandparents,
Hello, grandchildren.
Goodbye enemies,
Hello, savior.
Goodbye, war,
Hello, peace.
by Jackson
http://www.e-village.jp/earth-c/html/9912dec/html/000005.html
Já que se falou em estereótipos deixo-vos o link para uma página com muitas ideias de actividades e estratégias a utilizar na aula de Inglês sobre esta temática:
http://www.kidsregen.org/educators/educators2.php?section=eduNga&ID=12
«Once upon a time, there was a Queen who had a beautiful baby daughter. (...)
The years went by, the little Princess grew and became the most beautiful girl in the whole kingdom. (...)
Now, it so happened that a Prince arrived in these parts. He was the son of a king in a country close by. Young, handsome and melancholy, he sought in solitude everything he could not find in the company of other men: serenity, sincerity and purity. (...) »
in Sleeping Beauty
Assim começa o conto de fadas A Bela Adormecida, como começa também a Cinderella e a Branca de Neve, em reinos de príncipes e princesas, onde todos são lindos e perfeitos, onde as donzelas são frágeis e são salvas pelos cavaleiros montados num belo cavalo branco... E é isto que se conta às crianças, geração após geração, propagando os estereótipos inerentes à condição feminina e masculina.
Felizmente, o século XXI tem mostrado uma viragem nesta temática e tem lutado por derrubar todos os estereótipos criados há muitos séculos e enraizados nas nossas sociedades. Surgiram os chamados "fractured fairy tales" que reconstroem os tradicionais contos adaptando-os aos tempos modernos. Entre estes está o filme "Shrek", muito mais credível. Nele ninguém é perfeito, mas não é por isso que as personagens deixam de ser fabulosas...
Já agora, aconselho a leitura de "Scarface"/"The Hidden One", uma lenda americana, que faz parte da cultura canadiana... Podem encontrar o texto no site de Aaron Shepard: http://www.aaronshep.com
Vinicius de Moraes, nascido em 1913, marcou as artes e letras brasileiras, sendo uma das figuras mais marcantes do Bossa Nova ao lado de Tom Jobim e Toquinho. Deixou uma vasta obra que abarca cinema, música, prosa e poesia.
Aqui deixo uma das suas composições mais conhecidas.
Eu sei que vou te amar
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
in
Poderá(s) visitar o site oficial do poeta em http://www.viniciusdemoraes.com.br/

Já poucos serão aqueles que desconhecem este autêntico site de serviço público que é o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Porém, é necessário divulgá-lo aos poucos que o desconhecerão e prestar-lhe o devido mérito. O Ciberdúvidas é um site que serve a Língua Portuguesa e que presta esclarecimentos ao nível do português por parte de uma equipa de grandes profissionais. Lá poderão encontrar esclarecimento a qualquer dúvida e se não tiver sido já apresentada, escreva-lhes que eles prontamente o esclarecerão de uma forma clara mas precisa e completa.
"Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu. Um açude sem peixes, sem fundo, este céu. Nuvens, veios ténues. E o ar a arder por dentro, chamas quentes e abafadas na pele, invisíveis. Suspenso, como um homem cansado, ar.
Há-de ser um instante em que não se veja um pardal, em que não se ouça senão o silêncio que fazem todas as coisas a observar-nos. Chegará."
in Nenhum Olhar de José Luís Peixoto (http://www.joseluispeixoto.net)
Nota: Continuo ao dispor dos alunos de Português e/ou Inglês para o esclarecimento de dúvidas ou recepção de sugestões. Podem utilizar o e-mail prof.lazaro@hotmail.com
A violência nas escolas e, mais especificamente, os tiroteios dentro destas são uma grave realidade nos Estados Unidos da América. Muitos destes tiroteios foram protagonizados por alunos que num misto de desespero e vingança abriram fogo sobre colegas e professores. Sobejamente conhecido é o caso de Columbine, brilhantemente documentado pelo realizador Michael Moore em Bowling for Columbine. Outro caso muito discutido foi o da morte de uma menina de seis anos na sala de aula atingida por um colega do 1.º ano.
O que causa estes tiroteios?

Os políticos e a sociedade apontam a violência nos media, na música e nos jogos de vídeo.

Outros apontam a exclusão social, a discriminação, a rejeição pela comunidade escolar e a negligência dos adultos como fortes causas.

Tudo isto poderá contribuir... mas poderia ser evitado se não houvesse acesso tão facilitado às armas que se podem comprar num supermercado juntamente com um pacote de arroz...

Afinal, qual será a principal causa dos tiroteios?

Quem serão os principais responsáveis?

* Cartoons do site http://www.cagle.com
The blackboard
Five foot by five foot
(The smalls have measured it).
Smooth black surface
(Wiped by a small after every class).
Five different colours of chalk
And a class of twenty-five smalls,
One big.
Does the big break up the chalk
Into twenty-five or twenty-six
And invite the smalls to make
A firework show of colours
Shapes and words
Starting on the blackboard
But soon overflowing
All over the room
All over the school
All over the town
All over the country
All over the world?
No.
The big looks at the textbook
Which was written by a big
And published by a firm of bigs
The textbook says
The names and dates of Nelson’s battles.
So the big writes, in white,
Upon the black of the blackboard,
The names and dates of Nelson’s battles.
The smalls copy into their books
The names and dates of Nelson’s battles.
Nelson was a big
Who died fighting for freedom or something.
Adrian Mitchell
First Day at School
A millionbillionwillion miles from home
Waiting for the bell to go. (To go where?)
Why are they all so big, other children?
So noisy? So much at home they
Most have been born in uniform.
Lived all their lives in playgrounds.
Spent the years inventing games
That don’t let me in. games
That are rough, that swallow you up.
And the railings.
All around, the railings.
Are they to keep out wolves and monsters?
Things that carry off and eat children?
Things you don’t take sweets from?
Perhaps they’re to stop us getting out.
Running away from the lessins. Lessin.
What does a lessin look like?
Sounds small and slimy.
They keep them in glassrooms.
Whole rooms made out of glass. Imagine.
I wish I could remember my name.
Mummy said it would come in useful.
Like wellies. When there’s puddles.
Yellowwellies. I wish she was here.
I think my name is sewn on somewhere.
Perhaps the teachers will read it for me.
Tea-cher. The one who makes the tea.
Roger Mcgough
O Pê-Í já existia num outro servidor de blogues como espaço privilegiado de divulgação das línguas, literaturas e culturas portuguesa, inglesa e norte-americana e apoio ao aluno/estudante das disciplinas de Português e Inglês. Serve para lhes esclarecer as dúvidas e para divulgar alguns dos seus gostos literários. Serve igualmente para divulgar os seus trabalhos pois temos muitos jovens a escrever bem. Continua aqui esse trabalho porque fiquei interessada neste projecto que é o SOL e como tal adquiri o jornal. Gostei do que vi, do bom jornalismo, das crónicas, do formato. Parece-me um projecto com futuro e acredito que vai cumprir os seus objectivos.
Continuo disponível para esclarecer as vossas dúvidas, sugestões de livros e textos da vossa autoria. Porque este blogue é feito a pensar em vós.
Bem-vindos!