KAnahory

Ehud Olmert: declarações bombásticas ou simplesmente um meio de forçar a ONU a agir?

 

As afirmações que o Primeiro-Ministro israelita, Ehud Olmert, proferiu durante o sua viagem de avião até Washington, para discutir com George W. Bush, entre outros assuntos, a melhor forma de fazer o Irão respeitar a Resolução da ONU, cancelando o seu programa de enriquecimento de urânio estão, a meu ver, a ser empoladas pela comunicação social.

 

O que Olmert afirmou foi:

 

“O Irão só chegará a acordo sobre o nuclear se tiver razões para ter medo.”

 

“O Presidente Ahmadinejad é um homem pronto a cometer crimes contra a humanidade e é necessário fazê-lo parar.”

 

Ou ainda que Israel não pode tolerar um Irão Nuclear.

 

Ainda hoje, em declarações à televisão norte-americana, Olmert afirmou que espera que a diplomacia consiga resolver a grave crise provocada pelo programa nuclear do Irão.

 

Também o seu Vice-Ministro da Defesa, Efraim Sneh, salientou que Israel não pretende atacar o Irão, pretende sim que sejam tomadas medidas de força para impedir o Irão de continuar com o seu programa nuclear e que a opção do recurso às armas, embora não desejável não pode ser, completamente, posta de lado.

 

O que realmente me surpreende é que as declarações do Primeiro-ministro israelita tenham sido tão empoladas e que as de Mahmud Ahmadinejad de que Israel está condenado “ao desaparecimento e à destruição”, ou as ameaças feitas pelo Irão de que irá acelerar o seu programa nuclear ou que responderá de forma “destruidora” a qualquer ataque de Israel que vise destruir as suas instalações nucleares não sejam considerada graves.

 

Elas são extremamente graves, pois as declarações do Presidente do Irão contra a existência do Estado de Israel já não são de hoje e o Mundo sabe bem que se o Irão prosseguir com o seu programa nuclear, Israel corre sérios riscos de continuar a existir.

 

É ainda minha opinião que foi a incapacidade da ONU de fazer cumprir as resoluções do seu Conselho de Segurança e o facto dos membros deste Conselho não conseguirem chegar a um acordo, que levou o Primeiro-Ministro de Israel a proferir declarações de força.

 

Senão, vejamos:

 

Em Julho passado, o Conselho de Segurança da ONU adoptou uma resolução exigindo que o Irão suspendesse o seu programa de enriquecimento de urânio, dando‑lhe até 31 de Agosto para o fazer, após o qual seriam adoptadas sanções económicas.

Ahmadinejad, não só ignorou essa resolução como ainda intensificou o seu programa nuclear.

Passaram-se dois meses e meio e os membros do Conselho de Segurança continuam a não se entender quanto às sanções a impor ao Irão.

 

Será que não tiveram já tempo suficiente para chegarem a um acordo?

Ou estão à espera que o Irão seja uma potência nuclear para depois agirem?

Quando já for tarde demais…

 

Israel tem todo o direito a existir como um Estado livre e independente, sem ter que viver sob a ameaça constante de qualquer “louco” que pretenda aniquilá-lo. Assim como os seus dirigentes têm todo o direito e dever de defenderem aquele país de todo e qualquer país que incite à sua destruição.

 

É, pois urgente que a ONU saiba fazer respeitar as suas resoluções. E que o faça, sem mais demoras, mas de modo eficaz. E foi isso que Olmert, certamente, pretendeu com as suas declarações.

 

Uma tomada de força não significa o uso das armas

Muito pelo contrário, são as reacções de medo e de fraqueza de hoje, que podem originar guerras no futuro.

 

 

Shalom Israel

 

Kiki Anahory Garin

Publicação: Monday, November 13, 2006 7:24 PM por Anahory
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Comentários

 

Poemas said:

Boa Noite Kiki:-)

A isto chama-se ir contra a corrente, ir pela Verdade e Coragem!

Muita Coragem a tua aqui revelada!

O tema não é fácil, andamos todos um pouco cansados de armas e de guerras e somos tentados em dizer: abaixo as armas!

Mas no dia em que os Homens de Bem abdicassem das armas os "maus" iriam aproveitar-se da sua fraqueza...parece que é por onde caminhamos: aos "maus" todo o direito a aos "bons" alto aí que são estes os "maus".

Até quando os Judeus têm que pagar por castigo terem mandado matar Cristo?

Já não bastaram tantas persiguições e holocaustos?

Israel é um Estado com toda a Legitimidade de qualquer Estado: Incluíndo a auto-defesa!

Deus esteja Contigo Israel!

E Contigo também Kiki!

um beijo terno:-)

November 13, 2006 8:47 PM
 

Anahory said:

Como sabes não costumo responder a cada comentário, mas neste caso abri uma excepção.

Falas da minha coragem.

Parabéns para ti, também Paulo pela coragem de teres sido o primeiro a comentar este post.

Há muitos que não querem ser os primeiros a comentar um post, sobretudo quando ele é polémico.

Obrigada, AMIGO

Kiki

November 13, 2006 8:57 PM
 

Poemas said:

Medo? Só de mim que me considero imperfeito!

Vai em frente porque tu fazes LUZ!

Pena ser apenas este o teu tempo de antena!

Pessoas como tu são necessárias neste país para o Esclarecimento que anda por fazer!

Deus te Abençoe Sempre!

November 13, 2006 9:06 PM
 

PedroPenedo said:

Kiki

Gostei do seu artigo, comprendo o seu ponto de vista e preocupação.

Contudo vi o tema noutro anglo.

Cumprimentos!

November 13, 2006 10:04 PM
 

Amonium said:

Mais uma vez Kiki no seu melhor.

November 13, 2006 10:07 PM
 

Reis said:

Independentemente de quaisquer outras considerações co-laterais a este post, há uma coisa que para mim é incontestável: - Um Irão nuclear é muito mais perigoso que, por exemplo, uma França nuclear.

Referi a França porque este país realizou, recentemente, testes com um novo míssil , apenas isso.

Compreendo a posição de Israel. Segundo creio, este país dispõe de armamento nuclear há uma série de anos. Nunca o usou e quero acreditar que nunca o usará.

Não compreendo como a comunidade internacional admite, no seu seio, um país cujo chefe de estado proclama a destruição de outro estado como objectivo estratégico.

Por outro lado, talvez estes tristes tempos que parecem adivinhar-se nos encaminhem, à força, para uma nova ordem internacional. Mais que nunca, é necessário dar voz a quem a não tem tido. Oxalá.

November 13, 2006 10:48 PM
 

JAMES said:

Muito bem feito... 'gandá bomba'... Kiki!

'Pegar o touro pelos cornos' e dizer umas verdadinhas...

Ainda bem que existam opiniões diferentes...  

- Cada um é como cada qual... mas não há nada como "os êvedêntimenti"... como dizem os africanos!!!!

Não sou judeu... mas tenho pena!

Um beijinho

James

November 13, 2006 11:06 PM
 

ppaul2005 said:

TEXTO CORRIGIDO .

A tradução que fiz  tem uns erros que de certa forma podem dificultar  a apreensão do texto.

Deixo aqui uma tradução melhorada.

A autora do Blog  pode apagar o post anterior.

O título da notícia  do Sol não está muito bem feito.

Isto foi o que Olmert disse:

Excerto artigo Haaretz :

Domingo , pela primeira vez ,Primeiro ministro   aludiu à possibilidade   de uma acção militar  contra o Irão por forma a impedir   que este país adquirisse bomba nuclear.

Numa conversa com imprensa  dentro do avião em que seguia para os Estados Unidos, Olmert afirmou que o Irão só concordaria com um compromisso na questão nuclear se tivesse razões para ter medo.

Porém Olmert  recusou   especificar  sobre as opções de Israel, em relação ao problema   Iraniano.

Numa  entrevista publicada no Newsweek e no Washington Post  , Olmert fez os mais duros comentários àcerca do Irão  , até à data.

Na entrevista Olmert comparou o presidente do Irão Ahmedinejah  a Adolf Hitler afirmando que    o Presidente do Irão tem de ser parado.

" A minha posição é clara " - Afirmou Olmert . " Se puder existir um compromisse que  evite que o Irão  adquira  a capacidade de fazer um engenho nuclear , nós somos a favor desse compromisso ".

Fonte Haaretz, Israel.

Abaixo pode  ver o excerto Original.

Assim sendo  o título  Sol é um pouco empolado.

Quando ao amedinejah esse tem dito cobras e lagartos.

No dia de Jerusalem , o ano  passado, ele afirmou que Israel  devia ser riscado do mapa.

É pois normal que Israel esteja quase em pânico.

Um Irão que afirma que vai riscar Israel do mapa armado com bomba atómica..,deixará algum israelita tranquilo ?

Lógico que não.

Sinceramente acho que isto vai resultar numa  grande guerra .

O Irão está preparadissimo para a guerra.

No link podem ver o caça do Irão, feito no país.

Também têm misseis  feitos  no Irão.

The prime minister also hinted for the first time Sunday at the possibility of Israeli military action against Iran to thwart its nuclear efforts.

In a conversation with press aboard his plane Sunday, Olmert said that "Iran will only agree to a compromise on the issue of its nuclear program if it has a reason to be afraid."

But he refused to elaborate on Israel's options regarding the issue.

However, in an interview published Sunday in Newsweek and the Washington Post, Olmert made his harshest statements so far about Iran.

In the interview, Olmert compared Iranian President Mahmoud Ahmadinejad to Adolf Hitler and said "he has to be stopped."

"My position is clear," the prime minister said regarding Iran. "If there can be a compromise that will stop Iran short of crossing the technological threshold that will lead them into nuclear capabilities, we will be for such a compromise."

"But I don't believe that Iran will accept such compromise unless they have a very good reason to fear the consequences of not reaching it," explained Olmert. "In other words, Iran must start to fear."

When asked what he thought could be done about Iran, Olmert said, "I can think of many different measures. The guideline has to be that this government and the people of Iran must understand that if they do not accept the request of the international community, they're going to pay dearly."

November 14, 2006 12:07 AM
 

ppaul2005 said:

" Porém não acredito que o Irão aceite esse compromisso , a menos que   receie as consequências de não o fazer ".- Acrescentou Olmert

" Por outras palavras : O irão tem de começar a ter medo ".

Quando lhe foi perguntado o que poderia ser feito em relação ao Irão , Olmert respondeu :

" Ocorrem-me uma série de medidas.  O ponto chave é o de que  o Povo e o Governo do Irão se não  aceitaram o pedido da comunidade internacional para renunciar ao programa nuclear, irão pagar caro ".

November 14, 2006 12:21 AM
 

nsampaio said:

Cara Kiki,

Concordo INTEIRAMENTE com tudo!

1- Os media internacional, têm claramente uma posição anti-israelita, sendo os artigos de fundo dessa "corrente" divulgados através do "Le Monde Diplomatique";

2- Dá-se o "desconto" ao louco presidente do Irão e, ao abrigo desse "estatuto" não se leva Muito a sério esse homem. Sucede que ele é o rosto e a voz do Irão ( não é um país árabe, são persas..) que juntamente com a Síria e o Afeganistão são os fomentadores do terrorismo MUNDIAL. ELE FALA A SÉRIO. Se fosse qualquer presidente israelita, Likud ou Trabalhista, era o caos e a ignomínia...

3- Quem faz o equilíbrio de forças na região? ISRAEL, meus Amigos... Chamem-lhes nomes mas são a primeira barreira ao terrorismo. Enquanto "nós" andamos a rezar pela alma do Arafat e dos outro fora-da-lei, os israelitas aguentam os atentados, mortes e atrocidades,por serem pró-ocidentais!(claro que não é só por isto...).

4- Já se viu que a ONU não tem qualquer tipo de utilidade para mediação, intervenções militares, diplomacia eficaz, etc. NÂO SERVE PARA NADA actualmente. Quem a substitui militarmente? Pois é. Os EUA. Quando eles intervêm nós descansamos. Quando eles metem respeito (algum) a esses terroristas nós ficamos todos contentes. Depois as televisões passam ums bombistas a levar uns tabefes e já se critíca ferozmente a política americana para com o terrorismo! ( ok, é um bocado simplista isto que eu disse e há exageros sim senhor...);

5- Se israel não existisse o terrorismo internacional tinha dimensões muito maiores. Por isso querem ANIQUILAR israel!

6- E é sim senhor! O terrorista iraniano é um novo HITLER!

7- OK. Divido as despesas com a Anahory da polémica destas posições. Podem "bombardear"... Ah! E não sou de DIREITA!

beijos

nsampaio

"O FOGO E O GELO"

November 14, 2006 12:44 AM
 

unroyal said:

Irão nuclear é perigosos, acho que devem ser tomadas medidas, mas não acredito que o maluco do Ahmadinejad seja louco o suficiente para atacar quem quer que seja com armas nucleares, aquilo é tudo show-off. O que Olmert disse é o que tem de ser dito e não percebo que coque alguém.

Vejam a Líbia, abandonou o seu programa nuclear porque custava-lhes caroe de nada sirvia já que não tinham "tomates" para usar as futuras bombas...

Já o maluco da Coreia do Norte age como se não tivesse nada a perder e se calhar não tem mesmo...

November 14, 2006 12:54 AM
 

Pcoutinho said:

Kiki

Só agora comento. porque só agora vi. Mas é verdade que muitos receiam ser os primeiros a opinar. Acredita que não é o meu caso.

Quanto ao post, mais uma vez PARABENS!

Beijo

Pcoutinho

November 14, 2006 1:28 AM
 

meiadeleite said:

Boa noite, Kiki!

Não li a notícia e não sei exactamente o que disse Olmert. Seja como for, penso que excessos de ambos os lados não são necessários.

Israel é um estado sobrevivente num espaço totalmente hostil. A luta é diária, não deve haver muitos países assim, que tenham ainda hoje que justificar a sua existência cada dia que passa. As acções e reacções de Israel serã sempre condicionadas por este "background".

Agora que os Estados Unidos estão a guinar para dentro, como tem sido típico dos Democratas, o resto do mundo vai sentir um vazio de poder. Olmert deve estar nervoso com os novos senhores de Washington, a retirada anunciada para daqui a 6 meses do Iraque não augura nada de bom ao vizinho próximo Israel.

Um bjinho, meiadeleite

November 14, 2006 1:38 AM
 

inesvarela said:

Parabéns....

Inês Varela

November 14, 2006 3:02 AM
 

ppaul2005 said:

O comentário da meia de leite é bem inteligente.

Os estados unidos estão-se a virar " para dentro ".

(Eles querem  ver os rapazes regressar do Iraque).

Curiosamente o Irão está em expansão.

No Libano o Hezzbollah pro Iraniano quer derrubar o Governo e mandar mais.

O Irão quer-se expandir .

Os estados unidos  querem arrumar a trouxa e regressar a casa.

Um politico iraquiano disse que caso a américa abandonasse o Iraque quem ficava a mandar   era o Irão.

Como vai acabar tudo isto ?

Não sei.

É natural que olmert esteja nervoso.

November 14, 2006 10:29 AM
 

ascarpa said:

:)

November 14, 2006 10:58 AM
 

Anahory said:

Obrigada pelos vossas visitas e comentários, que como sempre têm uma enorme qualidade.

Como está salientado nalguns dos comentários, a situação é complicada e grave.

A ONU, que deveria ter a força e capacidade de agir, não o faz. Os interesses económicos da Rússia e China, no Irão impedem estes países de votar sanções realmente eficazes. Os EUA estão numa posição de fraqueza perante o mundo e sem capacidade para convencerem os seus parceiros do Conselho de Segurança a agirem, rapidamente, no sentido de sanções de força contra o Irão.

E, é claro que sabendo de tudo isto, Ahmadinejad, continua o seu programa nuclear, ameaçando Israel impunemente, e rindo-se das fraquezas do Ocidente.

Israel, naturalmente está deveras preocupado, pois é o principal prejudicado se o Irão se tornar uma potência nuclear. Mas, é pena que os outros países não compreendam que também eles vão sofrer e muito se isso acontecer.

Ninguém quer ir para uma guerra, nem Israel nem qualquer outro país.

Mas, alguma coisa tem que ser feita para travar aquele "louco" senão vamos assistir a um novo Hitler e a um Irão que pretende expandir-se e tornar-se o Grande Senhor do Médio Oriente.

Sou descendente de uma família judia, e essa é mais uma razão para me sentir preocupada com esta situaçao.

Não sei onde tudo isto nos vai levar, mas espero sinceramente que algo seja possível fazer para travar o "louco" do Irão sem ter que se recorrer à força das armas.

SHALOM ISRAEL

Kiki

November 14, 2006 1:24 PM
 

bluewater68 said:

Boa noite Kiki.

A sua preocupação é perfeitamente válida. A sua e a de todos nós, tendo em conta que o Irão já dispõe ou poderá vir a dispor a curto prazo de mísseis que atinjam a Europa. Se a esses mísseis somar-mos a possibilidade de terem armas nucleares, a preocupação será muito maior.

Possivelmente, na última década, os EUA andaram muito atarefados com o Iraque e afinal o 'perigo' crescia mesmo ali ao lado. Os EUA vão sair do Iraque - mais tarde ou mais cedo - e essa altura, deverá ocorrer uma guerra civil interna que levará uma das facções ao poder. Possivelmente, uma das facções que até poderá ter apoio militar do Irão. Não acredito que de alguma forma o actual governo no Iraque consiga manter o poder após a saída das tropas dos EUA. Assim, esta zona do Golfo Pérsico irá ficar muito mais imprevisível e muito mais ameaçadora para a segurança de Israel. Some-se a isso, todos os 'grupos extremistas' que existem no Líbano e Palestina e todos os apoios ocultos que estes grupos têm. No último conflito entre Israel e o Líbano, foi evidente a surpresa que Israel teve face à perfeita organização do Hezbollah e do armamento que dispunham.

A questão é que em termos económicos, custa-me a acreditar que os EUA consigam manter-se em muitas mais frentes. Isto da história da manta é verdade. Se puxamos para cima ficamos com os pés de fora. Qual das ameaças mais evidentes em termos de um armamento nuclear, o Irão ou a Coreia do Norte. É que qualquer dia, temos um Ministro do Japão a ir aos EUA fazer a mesma conversa que Ehud Olmert está a fazer neste momento.

Pessoalmente, não acredito em qualquer ataque directo do Irão. Acredito que a ameaça possa ser credível. Mas nessa situação, de um Irão nuclear, penso que o maior perigo será a disponibilização de um engenho nuclear a um qualquer grupo extremista.

Kiki, não sendo um comentador de política internacional, foi este o meu comentário possível face a um tema tão complexo.

Todos nós devemos estar preocupados com esta situação.

Beijinhos.

November 14, 2006 7:29 PM
 

dissidencias said:

Olá kiki,

Desculpa só agora passar por cá, mas ando envolvido numa guerra muito pior do que a guerra do Iraque ou do que a guerra israelo-árabe (por árabe entenda-se todos os palestinianos, iranianos, jordanos, libaneses, sauditas e afins): The Sun War, ou em Português: "Talvez não fosse má ideia mandar a irmã Maria de Jesus como emissária de Israel ao Irão, a ver se convencia o Mahmud Ahmadinejad a usar a nova Gillete Sensor 3".

QUanto ao papel da ONU em todo este conflito... sinceramente... A ONU ainda existe? A ONU tem sido ao longo dos anos sucessivamente desautorizada pelos EUA e seus aliados e constitui, hoje em dia, uma organização fachada que todos acham importante existir, mas que ninguém sabe bem para o que serve em concreto... A ONU é como aquele leitor e gravador de DVD(ou os novíssimos formatos Blue-Ray, ou HD-DVD) topo de gama que temos em casa, que muito os orgulha, mas que ninguém sabe como se opera ou para que serve, e só o utilizamos mesmo para as funções básicas (reprodução de um DVD). Será que Israel, os EUA, a França ou qualquer outro país do "eixo do bem" ia acatar as sanções da ONU, caso fosse proibido de desenvolver energia nuclear?

Beijinho Kiki, e parabéns porque continuas a pôr o dedo na ferida e a causar polémica... Também és um dissidente...

November 14, 2006 7:30 PM
 

Arden said:

Kiki, infelizmente tenho uma opinião de que não gosta. Acho que só se resolvem algumas coisas no mundo quando todos deixarem de ter armas nucleares, ou quando todos tiverem armas nucleares. Não exisitirem armas nuclerares é uma utopia, agora que cada vez vão existir mais países com armas nucleares, isso é um facto irreversível. Não gosto muito que os EUA sejam a Polícia do mundo, até porque não têm muita moral para isso e não acredito que mesmo um estado islâmico use armas nucleares por dá cá aquela palha, pois sabe que é a sua condenação à inexistência. Quem semei ventos colhe tempestades e os EUA e Israel começam a sentir os primeiros efeitos da tempestade

November 14, 2006 7:48 PM
 

bluewater68 said:

Kiki, depois de ver o telejornal, tenho que fazer um acrescento ao meu comentário.

Hoje, no Iraque, entre 100 a 150 pessoas foram raptadas no Ministério da Educação, no centro da cidade. Foram todas forçadas a entrar em 15 camiões. A operação durou 20m.

Isto é o cair num absoluto rídiculo de todas as forças de segurança iraquianas e de todas as tropas dos EUA.

Se isto acontece com o exercito dos EUA presente, imagine o que acontecerá quando estes abandonarem o Iraque. Grupos apoiados pelo Irão, poderão facilmente tomar conta do país.

November 14, 2006 8:36 PM
 

Anahory said:

AO Dissidência, Arden e Bluewater que fizeram os seus comentários depois do meu, o meu obrigada pela vossa contribuição para este post.

Todos os comentários feitos no meu blog, a favor ou contra, serão sempre bem vindos, como sempre o foram desde o meu primeiro post. Só espero, respeito e educação, o que sempre pautou os comentários que estão publicados no meu blog.

Tem toda a razão, Bluewater

Eu também li essa notícia e fiquei apreensiva.

Mas estão todos com tanta pressa que os americanos saiam do Iraque, que não há nada a fazer.

Eu gostava de ter o seu optimismo em relação ao Irão, mas o quadro que se começa a desenhar, cada vez mais nitidamente, no Médio Oriente é muito negro.

Também concordo com o Arden que o ideal era não existirem armas nucleares, mas elas existem. O que acontece é que os países que as possuem, com melhores ou piores políticas externas, não são governados por "Loucos Fanáticos" e têm que prestar contas tanto dentro como fora das suas fronteiras. Países como o Irão ou a Coreia do Norte, não têm que se preocupar com a opinião pública interna pois ela não tem qualquer hipótese de se manifestar, e em relação à opinião pública internacional ou ao respeito por organizações internacionais tem-se visto como se preocupam e como as respeitam.

O Ardem fala das tempestades que os EUA e Israel semeiam. Será que também foi daqueles que disse, no 11 de Setembro que era o castigo que os americanos mereciam???? Milhares de mortes de inocentes????

E quais as tempestades que Israel tem semeado???? Lutar contra a sua sobrevivência, lutar desde 1948 pela sobrevivência do seu país? Lutar contra povos que não reconhecem esse país ou que pretendem destruí-lo???

Claro que não concordo com a sua maneira de ver o problema, mas é a discussão construtiva e a troca de ideias diferentes que torna os post mais ricos e mais interessantes.

Por isso, uma vez mais, a todos vocês o meu obrigada

Kiki

November 14, 2006 8:57 PM
 

siber said:

boa noite !

chegar com as últimas notícias quase à hora de fechar a edição tem as suas vantagens que neste caso são as de falar sobre os desenvolvimentos de hoje sobre o tema em questão.

infelizmente as notícias não são as melhores, no que respeita a todos os intervenientes indicados acima acabei de ver e ouvir na rtp, skynews e cnn, as últimas intervenções e nada há de novo, apenas palavras, intenções e ameaças, do lado prático tudo igual, ou seja igual a nada.

a única novidade de relevo e no sentido inverso ao desejado vem da parte do presidente iraniano que afirma irem fornecer mais 60 centrifugadoras para a síria e que o programa nuclear estará em pleno e total funcionamento em fevereiro do próximo ano !

deste modo continuamos sob a mesma ameaça, eu podia não ter tido tempo para escrever este texto se algum deles lhe dá a 'pancada' !!!

é preferível não fazer certas coisas tão negras, é melhor até nem pensar nelas e é isso que vou fazer, tanto assunto interessante e alegre que há por aí à espera de ser visto e lido, mas não sei porquê um certo ambiente belicista tende a arrastar-me para guerras de que não gosto, aliás prefiro a paz !

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transcrevo aqui a notícia principal da 'ccn on-line' hoje, nesta altura e a respectiva ligação :

 “ Ahmadinejad: We'll soon be fully nuclear

Iranian President Mahmoud Ahmadinejad said Tuesday his country expects to have its uranium enrichment program able by February to produce enough nuclear fuel for its needs, the Iranian national news service reports. Ahmadinejad also said he is willing to have a "dialogue" with the U.S. government. "If they fix their behavior toward us, we will have a dialogue with them," he said. “

http://www.cnn.com/2006/WORLD/meast/11/14/iran.nuclear/index.html

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para a Kiki, um beijo para o espírito guerreiro e luminoso !

alvaro palma

November 14, 2006 9:48 PM
 

Anahory said:

Ao Siber

Obrigada pelo teu comentário.

Mas espírito guerreira nunca.

Eu como todos os seres humanos normais e no seu bom estado psíquico defendo e prefiro a Paz.

Mas, ignorar os perigos que nos ameaçam a todos (não se enganem pois seremos todos vítimas do "louco" do Irão) e olhar apenas as coisas boas e alegres, de nada nos vai servir.

Claro que os nossos ilustres e desconhecidos blogs também não vão alterar nada.

Mas, eu não posso ficar calada e quieta a ver situações como esta.

Mas, vou tentar encontrar um tema alegre para o meu próximo post.

Beijos

Kiki

November 14, 2006 10:09 PM
 

MargaridaC said:

Kiki,

gostei muito do seu post, por tudo o que tenho lido considero-a uma mulher de uma enorme coragem e frontalidade!

Os meus mais sinceros Parabéns!

Continue assim

Beijos

Margarida

November 14, 2006 11:01 PM
 

ARG said:

Obrigada, Kiki

Por pores o dedo na ferida.

Coragem e Continua!

November 15, 2006 12:41 AM
 

ManuelB said:

Concordo absolutamente com os seus pontos de vista, por isso refutarei somente algumas apreciáveis opiniões, divergentes da sua e minha.

O Estado de Israel luta pela sobrevivência, tão simples como isso. Não se pode portanto dar-se ao luxo (para o que a nossa opinião pública, a isso levada pela comunicação social, tantas vezes convida) de arriscá-la. Pode alguém levá-lo a mal? A principal obrigação de qualquer organismo, pessoal ou colectivo, é viver. Os seus vizinhos árabes têm sido bastante claros sobre as suas intenções de o destruir e só ainda não o fizeram porque não podem.

A Europa vai por enquanto tergiversando no conforto de uma segunda linha, e Deus há-de permitir que nunca cheguemos a constatar a verdade do que Eisenhower já dizia em 1953: “Os povos que valorizam mais os seus privilégios do que os seus princípios rapidamente acabam por perder ambos”.

Quem ler Suetonius (e outros) verá que manifestamos todos os sintomas de uma civilização que chega ao seu ocaso.

As duas guerras do séc. XX foram-nos fatais e o fim da Guerra Fria apenas veio tornar esse combate mais insidioso porque “baixámos a guarda”, convencidos que os nossos problemas tinham acabado.

Não é por acaso que se concedeu o prémio Nobel da Paz (da paz!) a um Arafat, responsável por milhares de mortes, nunca verdadeiramente interessado no fim da guerra na Palestina, que significaria para ele ter de abandonar o palco internacional, e a sua vida foi como a de um delegado sindical que precisa de uma boa greve para justificar a sua razão de existir.

Estamos cercados, a nossa população (o principal recurso de qualquer cultura) envelhecendo e diminuindo a cada dia que passa, mas continuamos a insistir no “privilégio” de casamentos entre homossexuais ou “interrupções voluntárias da gravidez” (eufemismo político para a morte de um feto) não alcançando o que dizia João Paulo II, que um povo que mata os seus filhos não pode ter futuro.

Tudo isto pode soar algo fora do que se está a discutir, mas é um assunto fulcral de defesa nacional.

Para piorar as coisas, passou a ser moda arremeter contra quem lute contra este estado de coisas, ainda que nem sempre pelas melhores razões (que obviamente só podem coincidir com as nossas).

Sentimo-nos incomodados que, seja quem for (Israel ou USA) venha perturbar a nossa paz podre, as nossas periclitantes existências, como um gordo mórbido odeia que o obriguem a fazer dieta e exercício, mesmo que seja para se salvar de um mais que provável AVC ou enfarte.

Todavia, tal como a guerra do Vietname não foi perdida no campo de batalha mas nas salas de estar americanas, porque os noticiários televisivos levavam a crua desumanidade do conflito a casa de cada um e desmobilizaram completamente a retaguarda, no Iraque pressente-se o mesmo processo desagregador.

Israel precisa do apoio ocidental e o Ocidente tem em Israel o seu aliado mais precioso, uma guarda avançada para impedir a invasão que se prepara com uma visibilidade tal que é difícil acreditar que alguém não a constate.

A ONU tornou-se há muito no que foi a Sociedade das Nações: uma inutilidade que esconde atrocidades, sem a menor autoridade moral nem qualquer capacidade dissuasora bélica.

Desculpe o meu incómodo hábito de me alongar, quando deveria ter sido lacónico, apesar de em geopolítica nada ser simples, sobretudo para quem como eu dela nada entende.

November 15, 2006 10:46 AM
 

Arden said:

Kiki, eu não sou um "Louco fanático" ao ponto de interpretar atentados terroristas como castigos de Deus ( Ou melhor Alá ). Nem por um momento poderia sentir-me bem com a morte de uma pessoas, quanto mais com a morte de tantas pessoas. No entanto entendo que o 11 de Setembro devia ter sido encarado de outra forma pelos próprios Americanos. Também não me sinto muito seguro com um George w Bush a comandar a América. Pode não ser um louco fanático, mas tem uma grande dose de loucura, fanatismo e pior que tudo ignorância. Acredito que a continuar nesta linha, os EUA vão criar muito mais problemas ao mundo do que resolver problemas. O Povo que "salvou" a Europa não é hoje o mesmo e não se pauta pelos mesmos princípios. Urge estabelecer novos equilíbrios que obriguem os EUA a tomar um chá de humildade. Existem muitos loucos fanáticos no Médio Oriente que foram "criados" pelos EUA e Israel ao sabor dos seus interesses. Basta pensar em Saddam. Um Presidente que fica satisfeito com um enforcamento não pode pedir que o respeitem e respeitem o seu País. Imagine agora KIKI, que a terra prometida tinha sido Portugal ( Sabe que chegaram a pensar comprar os Açores a POrtugal para contruir "um" Israel. ) As suas opiniões são muito válidas e coerentes, mas não posso concordar com tudo, desculpa. Mas por favor, não me volte a confundir com fanáticos que beberam champanhe no 11 de Setembro.

Um abraço

November 15, 2006 11:50 AM
 

Anahory said:

Ao Arden,

peço-lhe imensa desculpa pelo meu comentário.

Não pretendi chamar-lhe louco fanático, pois nunca nos seus comentários me deu essas impressão.

Mas, as minhas interrogações podem ter dado esse ar.

Claro que sei que temos opiniões diferentes, mas digo e repito, isso nada tem de mal. A minha opinião não tem que ser a verdadeira, longue disso, é só a minha maneira de ver determinados acontecimentos.

Embora, não tenha por hábito atacar os árabes, pelas minhas origens e não só sou totalmente a favor dos judeus e de Israel e por vezes, embora tente não o fazer, posso exagerar na defesa deles.

Espero que me desculpe.

Um Beijo

Kiki

November 15, 2006 12:41 PM
 

Arden said:

Kiki, não era necessário pedir desculpa. O seu estilo é forte mas elegante. Só que uma pergunta sem responta poderia levar a que outras pessoas tivessem uma ideia errada sobre a minha pessoa. EStá tudo esclarecido. Um abraço e boa continuação

November 15, 2006 1:00 PM
 

contracorrente said:

Gostei de a conhecer. Não é fácil encontrar uma mulher da minha idade tão interessante. Mas não deixa de ser engraçado, tendo em conta as opiniões publicadas nos jornais, como nos blogues encontramos mais gente que pensa como nós do que julgamos. Além disso, gostei do beijo que me deu na despedida do meu post. Foi a primeira vez que alguém me ciumprimentou assim num post.

Um abraço, ou melhor, um beijo

Santana-Maia Leonardo

November 15, 2006 8:52 PM
 

ManuelB said:

Sem querer insistir nem monopolizar a conversa, lembrei-me de transcrever o pequeno texto abaixo, e perguntar se isto não faz lembrar qualquer coisa?

Basta substituir “germânicos/godos” por “árabes/muçulmanos” e “romanos” por “europeus” para perceber porque tanta vez se diz que a história se repete. A culpa não é dos historiadores que a escrevem, mas dos protagonistas que não a leram.

Tal como as terras e os portugueses que viviam em África se perderam (não para os naturais, milhares deles morrendo depois em guerras fratricidas e agora pela fome e doenças. O vencedor vendeu-se aos novos senhores ocidentais que o tinham apoiado e sem os quais nunca tinha sido nada) porque houve traição interna, apoiada por pessoas que se proclamavam nossos aliados.

Não foi coincidência que Kennedy entrasse em funções em 20 de Janeiro de 1961, e 2 dias depois se desse o assalto ao “Santa Maria” e em 15 dias (4 de Fevereiro) a primeira revolta em Luanda, com que começa a guerra no antigo Ultramar.

Hoje a Europa procede com Israel da mesma maneira. Traiçoeiramente.

“Nos séculos IV e V, os diferentes grupos germânicos recém-chegados nunca foram unidos, e lutavam uns com os outros, por vezes implacavelmente com tanta frequência como lutavam contra os romanos – tal como o lado romano muitas vezes dava prioridade ao conflito civil sobre a guerra contra os invasores.

A experiência dos godos também sublinha o factor crucial de que um certo grau de acomodação entre recém-chegados germânicos e nativos romanos foi muitas vezes possível.

Imperadores e chefes de províncias podiam, e muitas vezes conseguiam, chegar a acordo com os invasores. É na realidade um facto impressionante mas verdadeiro que os imperadores julgassem mais fácil fazer tratados com os exércitos germânicos invasores (que ficariam satisfeitos com concessões de dinheiro ou terras) do que com rivais em guerras civis (que normalmente estavam atrás das suas cabeças).

“A Queda de Roma e o Fim da Civilização” de Bryan Ward-Perkins

Desculpem a extensão, quando hoje a maioria das pessoas gosta de ler pouco.

November 17, 2006 10:31 AM
 

Antoniorbtavares said:

O Presidente Ahmadinejad é a personificação da doutrina Islâmica sanguinária que tem como objectivo atacar o Ocidente e não unicamente Israel.

Assim, o Ocidente deve agir com a maior prontidão com sanções sobre o Irão para evitar  que se torne numa potência militar incontrolável.

Façamos a comparação com a Alemanha de Hitler, que se fortaleceu de tal modo ao ponto de absover os países vizinhos num ápice e dar origem à mais Mortífera Guerra da História Mundial.

Respondendo àqueles que pensam de certo modo que "O Fortalecimento Bélico do Irão" causa "Nervosísmo" nos dirigentes Israelitas e Americanos! Porque não se sentem nervosos também?! Julgam que o Irão e os Islâmicos se iniciarem uma Guerra Nuclear que os EUA e Israel serão os únicos alvos?

De facto serão os alvos preferenciais, mas os Islâmicos sempre que poderem atacaram qualquer sociedade livre e de igualdade entre os seus cidadãos, pois esse não é o conceito de sociedade proclamado pelas autoridades Islâmicas.

Vejam o caso das "Mulheres Afegãs Suicidas", "...muitas ainda crianças, raptadas, violadas, vendidas e trocadas." "...a criança acabaria por ser trocada por um cão." (Nuno Escobar de Lima, Jornal Sol, 18/Nov/2006).

Teremos todos fazer por prevalecer os valores do Ocidente, pois aqui nasceu a esperança de um Mundo Melhor.

António Tavares

November 18, 2006 4:20 PM
 

Talina said:

É, pois urgente que a ONU saiba fazer respeitar as suas resoluções. E que o faça, sem mais demoras, mas de modo eficaz. E foi isso que Olmert, certamente, pretendeu com as suas declarações.

Só uma pergunta? quantas resoluções da ONU Israel respeitou ??? Olhe que já foram muitas, investigue e verá!

Abraço

November 22, 2006 12:39 PM
 

inesvarela said:

beijos,

Inês Varela

November 26, 2006 2:25 AM
 

Ma Ke Jeto, Mosso said:

No dia 08-12-2006, deparei-me no Expresso com uma notícia relativa a uma conferência internacional
January 5, 2007 12:25 PM
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About Anahory

Nasci em Lisboa a 21 de Janeiro de 1959. Com 29 anos e após ter passado um concurso a nível nacional, fui trabalhar na Comissão Europeia, em Bruxelas, como Secretária na Tradução Portuguesa, onde estive cerca de 15 anos. Estou reformada desde Setembro de 2002, pela CE, devido a doença. Tive, por um lado, o azar de ter que me reformar, por outro a sorte de o ter conseguido, o que nem sempre acontece. Sempre gostei de escrever, por isso ao ver a iniciativa do SOL, não resisti a criar o meu próprio blog. Foi uma aventura e um desafio, que se transformou em algo de muito positivo, pois a realização pessoal não tem a ver com grandes feitos, mas sim com fazermos algo de que gostamos. Escolhi o nome KAnahory para o meu blog, pois K é a inicial de Kiki, nome pelo qual sou chamada. Anahory é o meu apelido de origem judaica. Para evitar as confusões habituais explico: O meu bisavô que era judeu de sangue e religião, casou com uma católica. Os seus descendentes foram educados na religião católica. Assim e apesar de ser descendente de um família judia, sou católica. Sinto pelos judeus não só um enorme orgulho como um enorme amor, valores que me foram transmitidos pelo meu Bisavô, Avó e Pai. Defenderei sempre o direito à existência do Estado de Israel na Palestina, assim como tudo farei para impedir que os Judeus sejam aniquilados, não deixando, no entanto, de ser justa, por isso mesmo nem sempre concordo com as medidas dos Governos de Israel. Ao contrário de muitos que atacam Israel, para mim a vida de um palestiniano tem o mesmo valor que a vida de um israelita. Não faço distinções entre vidas humanas. Todas elas são igualmente importantes. Mas distingo terroristas de inocentes. Sou uma pessoa bastante sincera e frontal que defende aquilo em que acredita, por vezes demasiadamente “apaixonada” mas sempre de forma correcta, respeitando os outros e as suas ideias. Espero dos outros o mesmo respeito. Como, provavelmente, todos os bloguistas do SOL, espero que visitem e comentem o meu blog, possibilitando, deste modo, debates de ideias e opiniões. A todos esses, o meu obrigada. Kiki Anahory Garin

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