KAnahory

O Julgamento de Nuremberg: um texto algo chocante!

Desde já aviso a todos os que se dispuseram a ler este meu post, que este é um texto chocante, não tanto pelo que escrevo mas, sobretudo, pelas imagens que aqui inseri.

É um post escrito com imensa emoção, enorme tristeza e repúdio pelas atrocidades que, no século XX, seres humanos ditos civilizados infringiram a outros seres humanos, cujo “crime” foi serem diferentes. Diferentes na raça, na religião, nas ideologias políticas, nos gostos sexuais, ou simplesmente porque eram deficientes.

Como todos já se aperceberam refiro-me ao Holocausto. Claro que houve muitos outros crimes odiosos cometidos por outros seres humanos contra os seus semelhantes mas, hoje e neste post, vou apenas escrever sobre os Julgamentos de Nuremberg que condenaram alguns dos principais responsáveis do Regime Nazi pelos seus crimes contra a Humanidade.

Ainda não estava terminada a Guerra, já os Aliados convictos da sua vitória debatiam a necessidade de julgar os principais líderes Nazis, bem como as suas organizações e instituições.

Assim, logo após o fim da II Guerra Mundial e tendo em conta todas as barbaridades cometidas pelos nazis, tornou-se urgente levar avante o julgamento dos principais responsáveis por esses horríveis crimes.

 

 

Sobre os antecedentes que levaram aos Processos de Nuremberg, saliento apenas que a escolha desta cidade para a realização dos diversos tribunais, teve a ver com factores de ordem prática e políticos. Por um lado, esta cidade possuía um Palácio de Justiça com capacidade para realizar um julgamento que implicava centenas de pessoas, por outro, esteve sempre ligada ao regime nazi (foi aqui que, em 1935, foram decretadas as primeiras leis anti‑judaicas, a “Lei da cidadania” e a “Lei da Protecção da Honra e Sangue Alemão”). Nuremberg era assim a cidade ideal para julgar os crimes cometidos pelos nazis.

Foram 13 os julgamentos que tiveram lugar naquela cidade entre 1945 e 1949, mas vou apenas referir-me ao primeiro e mais importante desses Julgamentos, onde foram julgados alguns dos principais responsáveis pelos odiosos crimes nazis.

Infelizmente, alguns desses líderes nazis conseguiram fugir e escapar a estes Julgamentos. Uns foram descobertos e julgados anos mais tarde, outros como Klaus Barbie, o “carrasco de Lyon” só recentemente, foi encontrado (em Julho de 1987, é finalmente, condenado pelo tribunal de Lyon à prisão perpétua por crimes contra a humanidade. Em 1991, morre na prisão, vítima de cancro).

Pela primeira vez na história criou-se um Tribunal (O Tribunal Militar Internacional) em que os vencedores, em conjunto, julgaram os criminosos de uma guerra.

Este primeiro Julgamento teve início em 20 de Novembro de 1945.

Inicialmente eram 24 os réus, mas só 21 foram levados a julgamento. Robert Ley suicidou-se antes do início do tribunal, Gustav Krupp foi considerado demasiado fraco, e Martin Bormann que tinha fugido, foi julgado à revelia.

 

 

Cada um dos réus foi passível de uma ou mais das seguintes acusações:

1- Conspiração e actos deliberados de agressão

2- Crimes contra a paz

3- Crimes de Guerra

4- Crimes contra a Humanidade.

O Tribunal, terminou a 1 de Outubro de 1946, depois de quase um ano, em que foram ouvidas centenas de testemunhas, que relataram os maiores horrores, crimes e humilhações que jamais seres humanos sofreram às mãos de outros seres humanos, com a leitura das seguintes sentenças:

 

 

11 Condenações à morte por enforcamento:

Hermann Goering, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Ernst Kaltenbrunner, Alfred Rosenberg, Hans Frank, Wilhelm Frick, Julius Streicher, Fritz Sauckel, Alfred Jodl, Arthur Seyss-Inquart.

3 Condenações a prisão perpétua:

Rudolf Hess, Walther Funk, Erich Raeder.

2 Condenações a 20 anos de prisão:

Albert Speer, Balder von Schirach.

1 Condenação a 15 anos de prisão:

Konstantin von Neurath.

1 Condenação a 10 anos de prisão:

Karl Doenitz.

3 Absolvições:

Hans Fritzsche, Hjalmar Schacht.

As sentenças foram executadas a 16 de Outubro de 1946. Os condenados com penas de prisão foram encarcerados na Prisão de Spandau, que após a morte do último destes prisioneiros, Rudolf Hess, em 1987, foi completamente destruída pelos Aliados.

Optei por não descrever o desenrolar deste Julgamento pois iria tornar este post demasiado extenso e penoso de ler. Assim, escolhi algumas fotografias que, melhor do que tudo o que eu escrevesse, mostram os horrores do Holocausto.

No meu álbum podem ver (se ainda tiverem estômago para isso) as fotografias inseridas neste post (não como eu gostava mas como consegui editá-las), bem como outras e respectivas legendas.

 

 

Como referi no início, este é um texto escrito com imensa emoção, nem poderia ter sido de outra forma, pois foi escrito por alguém cuja nome da sua família constou num documento elaborado pela Embaixada Alemã em Lisboa, em Setembro de 1940, sobre a Comunidade judaica, que incluía uma lista das principais famílias judaicas (como facilmente podem imaginar, caso os nazis tivessem alguma vez ocupado Portugal, o destino dessas famílias não teria sido nada bom).

Nos nossos dias, continua sem se saber o número exacto de pessoas mortas pelo regime nazi, mas sabe-se que esse número ascende a muitos milhões, entre os quais cerca de 6 milhões de Judeus.

Para que nunca, nunca mais se possam repetir tais odiosos crimes,

Para todos os que hoje em dia negam a existência do Holocausto,

Por todos as vítimas do Holocausto,

Pelos meus sobrinhos e seus filhos,

Por todas as gerações futuras,

Para que nunca se esqueçam nem deixem esquecer, eu nunca me calarei, nem nunca me cansarei de denunciar Hitler, o regime Nazi e os crimes e atrocidades do Holocausto.

Termino com uma citação da Bíblia:

“Ouvi, anciãos, e prestai atenção!

Vós todos, que habitais a Terra.

Foi no vosso tempo que isto se passou,

Ou no tempo dos vossos pais?

Contai aos vossos filhos,

E que eles o contem aos filhos deles,

E os filhos destes à geração seguinte.”

Kiki Anahory Garin

Publicação: Monday, November 20, 2006 1:34 PM por Anahory
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Comentários

 

Poemas said:

Olá Kiki!

O branqueamento da História nunca se fará a bem da própria Humanidade.

Para que nunca mais se sirvam do poder para perseguir, torturar e dizimar seres humanos por serem diferentes.

O teu testemunho é sempre muito útil para avivar memórias para que nunca mais alguém caia em semelhante tentação.

Mas como é crescente no mundo actual um sentimento contra Israel é de toda a utilidade este desmascarar constante de até onde esse sentimento pode ir se ninguém lhe puser travão!

Bravo Kiki, foi emocionado que te li e que compartilhei contigo esta tua denúncia.

Um beijo!

November 20, 2006 2:56 PM
 

Arden said:

Kiki, um abraço. Há acontecimentos que sobrevivem a várias gerações. Recordar, é a melhor forma de dignificar quem sofreu e de tentar que nunca mais volte a acontecer o mesmo. Infelizmente a humanidade tem demonstrado que tem memória curta.

November 20, 2006 3:10 PM
 

Reis said:

Sem comentários.

Um beijinho

November 20, 2006 3:50 PM
 

bluewater68 said:

Olá 'kiki',

quanto à questão das imagens eu começo por dizer que sou sempre contra qualquer tipo de extremismo, seja visual seja escrito. Um texto pode ser completamente extremista e chocante sem ter qualquer imagem associada, como o contrário também é verdade. Nessas situações eu opto por ignorar a mensagem e abandono o local.

Neste caso, digo que o seu texto está perfeitamente objectivo, sem sem de forma alguma ofensivo ou extremista. Por esse facto, os meus parabéns pela forma como expôs uma questão tão complicada de ser escrita, sem o coração tomar conta da situação.

Quanto às imagens, talvez pela divulgação continua das mesmas, digo que já vi bem piores. No entanto, as últimas imagens seriam dispensadas deste texto. Não é por serem exibidas que o holocausto assume maior impacto. É um lamentável facto histórico, apenas ignorado por uma minoria com graves problemas sociais.

Agora as questões. De toda a hierarquia Nazi, Hermann Goering era a figura mais destacada a ir a julgamento. Suicidou-se com uma cápsula de cianeto na noite anterior à sentença. Foram 11 os condenados à morte. Perante todo o holocausto, estas onze condenações conseguiram de alguma forma preencher o vazio de todos aqueles que perderam alguém ou que foram eles próprios vítimas?

O Holocausto comandado pelas autoridades nazis, como parte da "solução final" para o "problema judeu", levaria ao genocídio de cerca de seis milhões de judeus nos campos de concentração. Anos mais tarde, os Khmers Vermelhos e o regime de Pol Pot foram responsáveis pela morte de 1,2 milhões a 3 milhões de seres numanos (ninguém sabe os números exactos).

Sem dúvida que a história deve ser sempre relembrada para que estes holocaustos nunca sejam repetidos.

Beijinhos.

November 20, 2006 3:50 PM
 

JAMES said:

Querida Kiki,

Excelente 'post' para reavivar memórias que a História não esquece!!!

Hitler estava louco!!!

Os "Holocaustos" continuam a efectura-se por esse mundo fora, nas nossa barbas... e "nós".... não conseguimos parar os loucos...

Um dia a História testemunhará, sem Nuremberg...

Parabéns por estares por ai!

Grande Beijinho

James

November 20, 2006 4:01 PM
 

PedroPenedo said:

Kiki

Não se canse de as colocar ou mencionar.

Pena é que outros povos não consigam fazer o mesmo.

November 20, 2006 4:05 PM
 

ManuelB said:

Farei hoje o papel de “Cardeal-Diabo”, não tanto para defender o indefensável, que esse papel se reserva para o funcionário da Cúria Romana na Congregação das Causas dos Santos, mas porque sinto sempre uma certa relutância em ver as coisas num plano só, como a História normalmente no-las pretende representar.

Talvez não venha a despropósito lembrar dos versos do Pessoa: “Ver as coisas por fora/É ver as coisas em vão/Ver as coisas por dentro/É vê-las como elas são”.

Fala-se de Hitler e dos nazis como únicos culpados da barbaridade. Não foram. Nem os primeiros. O anti-semitismo tem raízes bastante mais antigas.

Para não ir muito longe, podemos lembrar a horrenda descrição que Damião de Góis faz na crónica do rei D. Manuel, do que foi a matança dos judeus, salvo erro  em 1505, aqui mesmo em Lisboa.

Não foi preciso mais que o fútil pretexto de alguém atribuir virtudes milagrosas a um desusado efeito cintilante provocado por um raio de luz que entrava pela rosácea da igreja de S. Domingos. Um desses judeus/cristãos-novos sorriu-se e disse que era apenas... um raio de sol. Foi quanto bastou para que durante 3 dias se perseguissem e matassem mais de 3.000 judeus, homens mulheres e crianças, mesmo que convertidos. E não foi só a população de Lisboa, foram também todos os marinheiros europeus que por cá estavam acostados. Juntaram-se os cadáveres e pegavam-lhes fogo, em pleno Rossio. Os motivos? Além do que lhe serviu de causa próxima, ainda o facto de os judeus não terem uma nação (com exército ou diplomatas) que os defendesse, serem normalmente cobradores de impostos (o que, convenhamos, não contribuía para a sua popularidade), emprestarem dinheiro a juros e existir um certo mal-estar, feito de fome e peste.

Nos anos 30 do nosso século, sentia-se o mesmo desconforto na Alemanha, de depressão financeira e revolta interior.

Para não me alongar muito e maçar o distinto leitor, vale a pena lembrar que não foi Hitler sozinho a cometer esses crimes: foi todo um povo, com honrosas excepções.

Além das tradicionais perseguições que duraram toda a Idade Média, havia sobre este assunto uma estranha empatia entre o povo e o seu líder, em que um e outro se iam apoiando e animando sucessivamente, de cada vez franqueando um novo patamar de crueldade e absoluta inconsciência.

Nas recentes memórias de Traudl Junge, secretária de Hitler, ela descreve como nunca se falava no assunto, e que a única vez que a mulher de um general disse ter visto um comboio de judeus na Holanda, amontoados como gado nos vagões e perguntou a Hitler se eles não podiam ser melhor tratados, este enfureceu-se com o que chamou “sentimentalismos despropositados em tempo de guerra” e a conversa acabou ali.

Mesmo nos anos 60, enquanto duravam os últimos julgamentos, havia entre o povo alemão uma certa protecção aos criminosos dos campos de concentração. E Hitler estava morto há quase 20 anos.

Sobre o julgamento de Nuremberga, convém talvez recordar a má consciência dos juízes russos, recusando-se a tratar do massacre de Katyn, em que sem a menor dúvida, se sabia terem sido eles (russos) a executar com uma bala na nuca mais de 25.000 oficiais e civis (médicos, cientistas, professores, etc.) polacos, num crime não muito diferente daqueles que ali se julgavam.

Bem, até havia uma diferença, e importante: os russos eram vencedores e os alemães os vencidos.

November 20, 2006 6:57 PM
 

Reis said:

Olha, voltei.

Não consigo nunca explicar "a maldade" em estado tão puro.

Pior, como se consegue evitar o "inexplicável"? Como nos podemos preparar para o que não conseguimos, sequer, conceber?

Quem nos garante que o futuro não trará nova ronda de loucura?

O futuro? Lá estou eu "desligado" outra vez... ! Abre os olhos, Reis!

November 20, 2006 7:33 PM
 

HelderFraguas said:

A Kiki oferece-nos uma curiosa abordagem sobre um importante tema.

Fascina-me a vida dos réus, após a sua prisão. Assim como a dos seus filhos, em muitos casos divididos entre o amor filial e o ódio natural pelos comportamentos hediondos do respectivo progenitor.

Uma das personagens mais interessantes é Rudolf Hess.

Condenado a pena perpétua, recolheu à cadeia de Spandau, propositadamente construída para criminosos de guerra.

Vinte anos mais tarde, viu partir Albert Speer e Baldur Schirach. Os seus últimos companheiros foram colocados em liberdade.

Hess tornou-se o único prisioneiro de Spandau. Dezenas de guardas vigiavam o enorme complexo, que se mantinha em funcionamento apenas para um recluso. Passou a ser conhecido como o homem mais solitário do mundo.

Rudolf Hess tentou inúmeras vezes pôr termo à vida. Mas a segurança era apertadíssima.

Em 1987, um técnico foi efectuar reparações à cadeia e abandonou um pedaço de cabo eléctrico.

Aos 93 anos, Hess escreveu uma carta de despedida. Enrolou o fio à volta do pescoço e deixou o mundo dos vivos.

O filho de Hess não aceita a versão do suicídio. Outros também dizem que se terá tratado de homicídio. A realidade é que, para além da referida carta de despedida, Hess já se tentara suicidar anteriormente.

November 20, 2006 9:00 PM
 

ascarpa said:

Contai aos vossos filhos e s filhos deles que contem ....

Isso que  não se esqueça.

Acerca do doido do hitler...pois nessa altura houveram muitos , a coicidência de tantos no mesmo lugar , a matarem por ordem e a deixar morrer...

Não entendo , mas para mim houveram muitos "Hiltleres "nessa altura.

Mas tão mau como isso , é que já houve na antiga Juguslávia , quase a mesma situação , com outras proporções e mais uma vez gfomos tarde acudir...tarde para aqueles milhres que foram mortos, é claro.

E no Uganda???

será que nunca vai parar???

Tristes de nós que pensamos que só houve um Hitler...

November 20, 2006 9:01 PM
 

zerozero said:

Olá Kiki

  Pouco ou nada tenho a acrescentar ao post e aos comentários anteriores.

  Evidentemente que compreendo a tua emoção.

  E ainda há quem pretenda negar a existência do holocauto...

  Não tenho palavras para expressar tamanho horror.

  Beijinho

  Zero

November 20, 2006 9:53 PM
 

ConscienciaIndependente said:

Amiga KIKI,

Por incrivel que pareça é bom que faças "recordar" actos tão horriveis, como incompreensiveis...

Só é pena que os Homens sejam tão lentos na aprendizagem!

Parabéns pelo "post" e pela coragem!

Bjs (inhos)

November 20, 2006 10:53 PM
 

inesvarela said:

Gostei muito....

Beijos,

Inês Varela

November 20, 2006 11:05 PM
 

Anahory said:

Cá estou eu a dizer o mesmo de sempre, mas não sei dizer de muitas formas diferentes OBRIGADA pelas vossas visitas, comentários e palavras de apoio e de incentivo.

Beijos

Kiki

November 20, 2006 11:23 PM
 

dissidencias said:

Kiki, hoje já não estou com tempo para comentar, mas amanhã volto cá para tentar oferecer-te um comentário à altura do teu impressionante post...

beijo e até amanhã

dissidencias

November 20, 2006 11:27 PM
 

nsampaio said:

Cara Kiki,

Realmente, na história recente da Europa e do mundo, existem vários casos de genocídio: ex-Jugoslávia, Ruanda, Sudão, Somália, Iraque, já quase todos eles referidos e bem por muitos comentadores.

No entanto, julgo que nenhum se assemelhou ao extermínio dos Judeus pelos Nazis e não estou a fazer SÓ uma análise quantitativa em relação ao número de crimes cometidos. É sobretudo por isto:

1- Tratou-se de uma opção política de um Governo. A chamada "SOLUÇÃO FINAL". E foi politicamente encarada como uma SOLUÇÃO para um problema e FINAL porque erradicava o problema - os Judeus!

2- Para além do "normal" desenvolvimento dos teatros de Guerra, o Partido Nacional Socialista e as Chefias Militares da Alemanha, criaram departamentos, hierarquias, divisões e especialistas para tratarem da erradicação dos judeus;

3- Para além do acto do crime (fosse ele qual fosse) houve a a sua pré-qualificação e a sua estratégia : identificação dos judeus, humilhação pública, expulsão, separação das famílias, aproveitamento do trabalho escravo, confiscação de bens, campo de concentração e morte! Mas...o processo não terminava na morte. Os cadáveres serviam para sabão, os dentes de ouro eram arrancados e os cabelos aproveitados como fibras naturais.

4- Os Judeus nos campos de concentração serviram ainda para experiências ditas médicas que aproveitariam ao povo alemão.

5- O povo alemão ratificou esta política! Não andavam todos distraídos. Andavam enganados por Hitler, mas apoiaram-no! Não podemos ter medo de dizer as coisas... Claro que houve excepções!

6- Houve portanto, duas "guerras": uma contra a Inglaterra, França, EUA e Rússia e outra, premeditada e assumida contra os Judeus.

Não me parece pois, que o Holocausto tenha sequer comparação com os assassínios em larga escala que se vão cometendo por esse globo fora, pois tratam-se de conflitos bárbaros (é certo) mas não são opções ASSUMIDAMENTE PÚBLICAS e POlÌTICAS como na Alemanha.

Há monstros e assassinos mas como Hitler, hoje em dia não existem. Talvez só Estaline se tivesse aproximado.

Talvez um destes dias vos conte a visita ao campo de concentração de Dachau, na Alemanha...

Beijos.

nsampaio

"O FOGO E O GELO"

November 21, 2006 12:05 AM
 

siber said:

olá Kiki, depois deste interregno e muito 'calminho' embora um pouco cansado, quase que apanho um 'choque' quando li 'chocante' no título e o primeiro pensamento foi o de que aí estava mais um 'post-explosivo', bem acaba por ser um pouco pelo assunto tratado mas não tão polémico por gerar falta de consenso.

nuremberg, digamos que foi a justiça que foi possível fazer, não se fez toda a justiça, longe disso, muitos escaparam, mas a lição foi grande, o homem devia ter aprendido.

na minha opinião e feitas as contas ao número total de vitimas das grandes atrocidades da história apenas existem dois símbolos representantes de grandes congregações  que ultrapassaram o 'record' de hitler :

a religião católica e a religião muçulmana, cujos responsáveis 'terráqueos' são responsáveis pelo maior número de vítimas ao longo dos tempos, ambos ultrapassam em muito o caso 'hitler' e utilizaram processos não menos vergonhosos que os nazis, torturaram, mataram e destruíram em nome dos deuses que 'adoravam' e o facto de ter sido há mais tempo não faz diminuir o tal número que dispara para os máximos jamais alcançados.

quanto à passagem da bíblia, tudo bem no sentido metafórico é aceitável, no entanto agora a moda é outra, dantes era desse modo, de boca em boca ... agora a malta faz um 'spam' disso, vai de mail e toda a gente fica a saber num instante !!!

Kiki, fui longe demais ? apenas quis deixar registada a verdade dos factos !

beijos

alvaro palma

November 21, 2006 12:22 AM
 

unroyal said:

O homem não aprende com a história porque é demasiado pretencioso e nega a si mesmo a possibilidade de criar a sua própria história com base na dos outros.

Saddam tentou limpar grupos étnicos.

Hutus tentaram acabar com tutsis no Ruanda.

Árabes-africanos estão a exterminar os africanos no Darfur.

Kiki, as fotos falam tudo. Mas, infelizmente, muitos não lhes deram ouvidos...

November 21, 2006 12:29 AM
 

Antoniorbtavares said:

Olá Kiki,

Não foi chocante, pois nós temos conhecimento dos horrores perpetuados pelos Nazis.

As imagens que colocou sim chocam, mas ao contrário do que diz bluewater eu penso que deveremos sempre publicá-las, sejam ela stão horrendas quanto forem, pois para que todos tenham a percepção do mal que o homem é capaz quando a tolerância acaba e de como fez sofrer o povo judeu.

O Siber acrescenta que a religião católica e os muçulmanos são responsáveis pelos maiores números de vítimas ao longo dos tempos, eu não poderei referir isso com essa exactidão, pois houve muitas civilizações que cometeram grandes atrocidades ao longo da história humana. O que poderia acrescentar eu, é que no passado houve ainda mais barbárie que a dos Nazis, mas nunca houve uma barbárie que chegasse à eficácia de aniquilação de fação étnica como em relação aos Judeus na Alemanha de Hitler.

Quanto à igreja católica também esteve na sua época das trevas, mas é passado. O que se pode afirmar hoje é seguramente que os Muçulmanos Islâmicos continuam ainda no século XXI a aniquilar barbáriamente a quem se opõe aos seus principios.

November 21, 2006 12:58 AM
 

Anahory said:

Não posso deixar de referir os últimos comentários.

O do Nuno pois disse tudo aquilo que o meu post não disse. Tudo aquilo que ainda hoje há quem queira negar e tentar "tapar os nossos olhos com poeira".

É verdade que houve muitos outros loucos que praticaram genocídios, mas como o Nuno referiu e muito bem nunca ninguém antes ou depois de Hitler teve uma política de extermínio de uma raça, uma política de uma solução final, nunca ninguém matou milhões e milhões de pessoas, só Judeus foram 6 milhões!!!! Sabem o que são 6 milhões de pessoas????

Crianças, velhos doentes, judeus, ciganos, inimigos do regime, comunistas, homoxessuais, deficientes....

Aqueles que não serviam para trabalhar eram logo mortos. Mas, ainda serviam, depois de cadáveres para fazer sabão, para escovas e os seus dentes de ouro eram aproveitados.

Os que ainda podiam trabalhar, iriam trabalhar para uma Alemanha até morrerem.

Alguns mulheres e crianças não foram logo mortas e cremadas, aquando da chegada aos campos de extermínio, pois foram usadas para as experiências humanas mais desumanas que se possa imaginar. COmo disse um médico alemão "as crianças judias eram como se fossem animais".

Nunca na História de toda a Humanidade algo aconteceu que se possa igualar ao HOLOCAUSTO.

Falar das atrocidades das igrejas católicas e muçulmanas, que foram imensas comparando-as com o Holocausto é comparar situações não comparáveis. GOstava que o Siber me contasse quando a igreja católica ou muçulmana fez algum de semelhante.

E nem sequer me valho do argumento do António, de que as barbaridades da igreja catálica se passaram na Idade Média, o que é um excelente argumento.

O Holocausto passou-se há pouco mais de 60 anos.... num país dito civilizado e em pleno século XX.

E que dizer do povo alemão que assistiu a tudo isto sem nada dizer???? Alegando que de nada sabiam?????  Podiam não saber ao certo o que se passava, mas sabiam muito bem que algo de criminoso se passava nesses Campos, assim como o souberam os aliados ainda durante a Guerra.

Os Julgamentos de Nuremberg condenaram muitos criminosos (este não foi o único embora tenha sido o principal), mas infelizmente muitos outros ficaram vivos e pior ainda é que nos dias de hoje ainda há quem NEGE O HOLOCAUSTO, QUEM DEFENDA O EXTERMÍNIO DO POVO JUDEU E QUEM SE CONTINUE A CALAR.

Isto é inconcebível!!!

Peço desculpa por este meu longo e inflamado comentário...

A todos os que aqui vieram fazer os vossos comentário, obrigada

AO NUNO

SHALOM

Beijos

Kiki

November 21, 2006 1:37 AM
 

Amonium said:

Não me impressionaram as imagens, porque já as conhecia do livro "A deportação" da Europa-América que guardo religiosamente na minha estante. Gostava de lhe dizer que o primeiro livro que li na vida foi " O diario de Helen Keller", tinha apenas 8 anos. Eu por mim não me esqueço. Eu não me esqueço o que se fez.

Infelizmente vejo todos os dias hipócritas que se esquecem. Esquecem o que se fez, porque acarinham quem o quer voltar a fazer e são ingratos para com quem fez que se deixasse de o fazer, naquela altura.

November 21, 2006 1:50 AM
 

Anahory said:

Depois de ter escrito o meu comentário lembrei-me de uma outra coisa que queria referir.

Como já se devem ter apercebido, não sou muito de fazer citações, menos ainda da Biblia, mas a citação com a qual termino o meu post,

além de ser linda (na minha opinião claro) é muito curiosa pois parece que foi escrita após o Holocausto.

kiki

November 21, 2006 1:57 AM
 

nsampaio said:

SHALOM Kiki,

Volto a afirmar que não houve NADA na História do Mundo que se assemelhasse a isto... ISRAEL ainda hoje vive este drama! Não quase ninguém, nenhum israelita que não tenha tido familiares mortos desta forma! A carga genética da defesa, da sobrevivência da "arrogância" elegante e legítima dos israelitas continuam a enfurecer uma parte do mundo... é pena, mas depois não falem de intolerância! Um povo que sofre desta maneira não é intolerante. É temível... e também porque é culto e não é fundamentalista!

Erra como todos, comete excessos como todos, mas a grande nódoa da história da intolerância abateu-se sobre os israelitas!

nsampaio

November 21, 2006 2:00 AM
 

AJSM said:

Kiki, questões como as que levanta (como no caso dos seus últimos três postes, por exemplo) dão muito que pensar (óbvio), mas poucos são os que de forma objectiva as apresentam de maneira a esclarecer quem não sabe e sobretudo a não deixar esquecer. Pensando no  julgamento de Nuremberg e sobre tudo o que esteve na sua origem é triste e preocupante verificar que a humanidade não aprende com os erros do passado. A intolerância e o despotismo fazem parte do genoma humano, desde o tempo das cavernas... ou antes. Ao longo dos tempos, verificam-se ciclicamente situações semelhantes, em todas as partes do mundo e em todas as culturas e religiões. Nunca é demais lembrar.

Armando

November 21, 2006 2:12 AM
 

ppaul2005 said:

Dizia  Stalin , o ditador russo que governou entre o final dos anos 20 e a decada de 50 , que a morte  de uma pessoa é uma tragédia..., mas a morte de um milhão é uma estatistica.

E é assim que muitos de nós funcionamos.

Não conseguimos conceber o que é  matar-se 6 milhões de pessoas e assim diz-se que houve muitos holocaustos.

A verdade é que não ouve muitos holocaustos.

O que hà de diferente no holocausto é que o objectivo não era  calar os judeus..., ou mandar neles..,ou quebrar a sua posição.

O objectivo dele era exterminar.

Depois das cameras de gás estarem cheias , os alemães pegavam em bébés e atiravam-nos para dentro das cameras indo  os bébés cair em cima dos que já lá estavam.

Isto diz muito.

A segunda reflexão é que hitler não apareceu por acaso.

Os alemães já não gostavam dos judeus.

O Hitler  pega nesse odio ao judeu e leva   a acção até às ùltimas consequências:resolve acabar com  os judeus.

November 21, 2006 4:21 AM
 

ascarpa said:

Será que o Amonium quiz dizer , "o Diário de Anne Frank"?

November 21, 2006 8:44 AM
 

Chinezices said:

Impressionante, é bom que estas recordações perdurem no tempo, só assim mantemos as "feridas" abertas e nos lembramos das barbaridades que foram cometidas.

Abraço.

!!!C.H.!!!

November 21, 2006 10:01 AM
 

Amonium said:

Anne Frank,...exatamente. O engano deveu-se ao que as duas figuras históricas tinham em comum.Obrigado(a) ascarpa.

November 21, 2006 11:06 AM
 

trout said:

A humanidade tem esse potencial  para a maldade ,o facto de  muitos Alemães  sentirem vergonha pelo mal provocado pelos seus antepassados, é um sinal de um  passado  que   não será esquecido . Basta ver o filme "movimento em falso "de wim Wenders,e tantos outros filmes.

Neste momento  estão a acontecer actos criminosos , guerras,assistimos a elas.

Recriam-se humilhações ,Torturas.......

Há quem goste de lembrar o passado para fazer igual .Ou pior.....

Um beijo  

November 21, 2006 2:10 PM
 

chicodabatuta said:

... E continuamos sem aprender com os nossos erros.

Boa, Kiki. A luta NUNCA pára!

November 21, 2006 2:26 PM
 

trout said:

Estaline mandou matar mais pessoas do que hitler , e os russos tambem não esquecem ,Ver o filme "Sol enganador " ,e para mim pessoas são pessoas.

um beijo

November 21, 2006 2:43 PM
 

meiadeleite said:

Estou atrasada, este é um daqueles 'posts' que não dá para comentar de um modo breve, voltarei mais logo... meiadeleite

November 21, 2006 3:19 PM
 

crisruas said:

Kiki finalmente consegui ir aqui. Como sempre um post muito na ordem do dia, bem escrito e a fazer pensar. Já foi tudo dito aqui. Realmente não me lembro de nada pior do que o Holocausto. E do perigo que é um Só homem arrastar consigo um exército e um povo. Recomendo o filme A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich, onde se percebe um bocadinho a loucura de tudo aquilo e a obsessão dos generais alemães. Joseph Goebbels, matou inclusivé os seus próprios filhos (6)  com uma injecção letal quando viu que a queda de Hitler era inevitável. Enfim, gente completamente louca e manipulada por um louco ainda maior. Uma barbárie que perdurará para sempre na história como uma das maiores de todos os tempos. Recomendo também 3 belos filmes sobre este tema: "A lista de Schindler", " O Pianista" e "A vida é bela". O 1º e o 2º baseados em histórias verídicas. Beijinhos Kiki

November 21, 2006 3:35 PM
 

fumanchu said:

Kiki gosto muito de ler os teus post's. O numero de judeus mortos foi de 6.000.000 num total de 7.500.000 deportados para os campos de concentração trabalho e exterminio, para que não nos esqueçamos que houve muita morte entre civis e de certo que entre estes muitos eram judeus nada como ver o total por Pais de mortos civis:

Franceses- 360.000

Ingleses- 60.000

Alemães- 3.000.000

Italianos- 85.000

Polacos- 5.300.000

Russos- 7.500.000

Japoneses- 360.000

Chineses- 10.000.000

Entre Belgas, Checos, Bulgaros, Austriacos, Dinamarqueses, Finlandeses, Gregos, Holandeses, Romenos,Hungaros, Luxemburgueses, Noruegueses e Jugoslávos as perdas de civis foram de 3.700.000

November 21, 2006 6:00 PM
 

opinante said:

Cara Anahory só agora vi o seu post... penso ainda vir a tempo de o comentar...

Sem dúvida que os crimes atrozes e indignos da raça humana cometidos nos anos de II Guerra Mundial foram, quiçá, o maior flagelo que o mundo assistiu... mas isso, já toda a gente sabe, embora não tenha talvez a real noção do que se passou neste momento negro da história universal...

Por isso, gostaria só de dizer que, já que referiu o julgamento de Nuremberga, os militares e administradores hitlerianos não tiveram um julgamento justo. Hitler, e é um facto esquecido muitas vezes, foi eleito por eleições (mais ou menos livres). Sendo-o assim, a Constituição alemã da altura, que impunha todas as discriminações que muito bem são referidas no post, era legítima. Logo, e não o digo para defender estes actos que repudio verazmente, será que estes homens, embora de ideologia nazi, não mereciam um julgamento justo? como poderam ser condenados, quando se limitaram a cumprir a lei? Se hoje é crime não cumprir a lei, naquela altura também era. Embora as penas tenham sido bem empregues, os argumentos que se usaram para as impor não foram os mais correctos.

Por fim, gostaria de reiterar a citação da Bíblia... é incrível como um texto escrito no princípio dos tempos, seja, quiçá, o mais actual e eterno de todos.

cmpts, opinante

November 21, 2006 6:06 PM
 

Anahory said:

Há quem comente alguns dos meus posts dizendo que com eles aprende sempre alguma coisa.

Pelo meu lado devo dizer que com os vossos comentários aprendo muito.

Muito obrigada por tornarem os meus posts mais interessantes e ricos.

Não me vou referir a todos os comentários, mas não posso deixar de referir o do Opinante, quando refere que os criminosos Nazis não tiveram um julgamente justo.

Não posso deixar de estar em desacordo. Esses criminosos tiveram um julgamento e justo.

Ao contrário do que diz os principais responsáveis do regime nazi (alguns dos quais julgados em Nuremberg) não se limitaram a cumprir as ordens de Hitler. Fizeram muito mais do que isso. Apoiaram-nos, com ele arquitectaram e tornaram possível a SOLUÇÃO FINAL.

O que alguns desses responsáveis nazis fizeram foi muito mais que seguir as ordens de um louco, mataram, torturaram, fizeram experiências com seres humanos que utrapassam tudo o que de razoável se pode imaginar.

Não conheço a constituição alemã, mas não creio que fizesse parte da constituição a invasão da Europa, o extermínio de todos os que eram contra o regime nazi, o extermínio de raças como os ciganos e judeus. Se é certo que Hitler assumiu o poder através de eleições, nunca o conseguiu com uma maioria, mas em coligação com outra força política conseguiu acabar com todos os que não o apoiavam, proibindo alguns partidos políticos. Em 1934 auto-intitulou-se Führer...

A grande falha dos Julgamentos de Nuremberg foi não terem conseguido julgar todos os criminosos. Infelizmente muitos deles escaparam. Uns foram apanhados anos mais tarde.

Mas quantos não terão escapado. Porque além dos grandes responsáveis também havia muitos outros com menos importância mas que foram maquiávelicos e não acredito que todos tenham cumprido as penas que deviam.

Kiki

November 21, 2006 7:27 PM
 

opinante said:

Cara anahory,

Eu apenas disse que os argumentos usados, pelo menos de um ponto de vista jurídico, não foram legítimos. Não valerá a pena expor aqui essa matéria toda, mas apenas refiro que foram-se buscar conceitos, até aí em desuso, para que melhor se pudesse condenar estes homens 8embora merecessem).

Nunca defendi estes actos, e, embora ache que muitos deles não tiveram os castigo que mereciam (talvez a maioria), outros foram obrigados a acatar as decisões 'legais' impostas por Hitler, pois se não o fizessem, seriam eles os alvos de tortura e assassínio. Se uns agiram por intuição pessoal, outros por ordens expressas do regime, acredite. Éra a estes últimos que me referia há bocado.

em relação à constituição, também não sou um grande conhecedor. sei, porém, que consagrava o racismo, o anti-semitismo, a pureza da raça, e outras ideias aterradoras e discriminatórias. foi feita, essencialmente, para incutir estes preceitos ao povo alemão... foi esse o seu papel 8talvez o de maior relevância nestas circunstâncias)

Percebo também, e naturalmente, que fale com emoção desta questão por razões pessoais e familiares... eu, provavelmente, faria o mesmo... mas não deixe que essa comoção a faça dizer que os alemães daquela época eram todos iguais...

Cmpts, opinante

November 21, 2006 8:24 PM
 

Anahory said:

Tenho que reconhecer que por vezes a emoção não é a melhor conselheira.

Por isso talvez o meu comentário anterior tenha pecado por excesso.

Não digo que todos os alemães fossem iguais e muitos que eram contra o regime nazi só se calaram para defenderem a sua vida.

Mas também é verdade que na Alemanha (como aliás em muitos outros países e em muitos outras épocas) havia um forte sentimento anti-semita e por isso o trabalho de Hitler foi facilitado. Embora acredite que muitos alemães não soubesem o que, verdadeiramente se passava nos campos de extermínio, sabiam muito mais do que depois admitiram.

Mas isso também os aliados, que embora não soubessem a extensão do extermínio sabiam que algo de muito errado se passava.

Mas o mais importante não é acusar uns ou outros. É, sim não deixar esquecer e sobretudo não deixar que tal volte a acontecer.

E quando no mundo de hoje se vêm os neo-nazis em ascenção nalguns países, o racismo, o xenofobismo existente e crescente torna-se ainda mais urgente NãO DEIXAR QUE VOLTE A ACONTECER!!!

Mas creio que nisto estamos todos de acordo.

Beijos e obrigada pelos seus comentários

Kiki

November 21, 2006 8:38 PM
 

opinante said:

Cra anahory,

Isso é que é realmente importante. "Não deixar que volte a acontecer".

é nestas alturas que nós, democráticos e defensores do pluralismo humano...nós, creio que sim...:)... devemos dar uma lição de humanismo e virtuosidade...

Um bem haja, opinante

November 21, 2006 8:42 PM
 

trout said:

Não deixa de ser interessante ,que tantos objectos para a pratica de sadomasoquismo sejam de inspiração Nazi .

muitos foram  utilizados pelas " brigadas da alegria ".

quando são utilizados as pessoas sabem o que eles representam......

November 21, 2006 8:48 PM
 

Anahory said:

Trout

Será que sabem???

Mas, e esta é a minha opinião, os sadomasoquistas são pessoas com problemas....

Beijos

Kiki

November 21, 2006 8:57 PM
 

trout said:

KIKI

Sabem de certeza o que é uma insignia s s  num boné , ou uma cruz suástica etc , etc  ,tão bem como os skinheads sabem o que é o  mein kanpf ,são pessoas com problemas graves , e cada vez são mais,  é inquietante o fascinio que o nazismo continua a despertar .

um beijo

November 21, 2006 9:38 PM
 

Anahory said:

Fiz uma interpretação errada do seu comentário.

No que respeita a insignias, bonés e suásticas claro que sabem.

Concordo em asoluto consigo de que os skinheads são pessoas com problemas graves, e é muito inquietante o facto de serem cada vez mais.

Como li há algum tempo os neo-nazis recrutam jovens adolescentes nas escolas. Provavelmente jovens com menos conhecimentos a quem o "poder" e a imagem de força dos skinheads atraem.

Por isso mesmo temos que continuar a denunciar os horrores do nazismo.

Beijos

Kiki

November 21, 2006 10:33 PM
 

Pcoutinho said:

Tema importante, extraordinário post!

PARABENS, MAIS UMA VEZ!!!

Bjs

Pcoutinho

November 21, 2006 10:52 PM
 

meiadeleite said:

Querida kiki,

Os meus sinceros parabéns por mais um 'post' acima de tudo sentido, com toda a emoção de saberes que poderias ter sido tu. Deve ser um conflito difícil de debelar na nossa vida, daí estes gritos de alerta que vens dando aqui no SOL. Parabéns, continua a lutar pela tua memória.

O assassinato de um grande número de pessoas ou a tentativa de extinção de uma raça passou a ter o nome de genocídio precisamente depois dos acontecimentos de que falas neste 'post'. Desde sempre os genocídios estiveram presentes na história dos seres humanos, não creio que acabem, mas quero acreditar que nós, como raça/espécie, somos capazes de evoluir para um patamar mais alto. A realidade nega-o tantas vezes, mas esse deve ser o nosso objectivo, o nosso caminho através dos milénios que cruzam o universo.

Sobre este assunto, gostaria de lembrar os genocídios que estão a acontecer agora mesmo, neste mesmo segundo em que me lêem: Sudão, Uganda, República Democrática do Congo e Etiópia. Noutros países trata-se "apenas" de violência extrema contra seres humanos: Chade, Costa do Marfim, Somália, Burundi, Coreia do Norte, Nepal, Burma, Chechénia, Iraque.

Lembro também os genocídios da história recente:

Bosnia-Herzegovina: 1992-1995 - 200,000 Deaths

Rwanda: 1994 - 800,000 Deaths

Pol Pot in Cambodia: 1975-1979 - 2,000,000 Deaths

Nazi Holocaust: 1938-1945 - 6,000,000 Deaths

Rape of Nanking: 1937-1938 - 300,000 Deaths

Stalin's Forced Famine: 1932-1933 - 7,000,000 Deaths

Armenians in Turkey: 1915-1918 - 1,500,000 Deaths

Para mais detalhes sobre cada um, visitar: http://www.historyplace.com/worldhistory/genocide/

Finalmente, do wikipedia, uma descrição interessantes das 8 fases de um genocídio (teoricamente sendo identificadas estas fases, torna-se mais fácil evitar o desenrolar do genocídio):

1. Classification - People are divided into "us and them".

2. Symbolization - "When combined with hatred, symbols may be forced upon unwilling members of pariah groups..."

3. Dehumanization - "Dehumanization overcomes the normal human revulsion against murder."

4. Organization - "Genocide is always organized... Special army units or militias are often trained and armed..."

5.Polarization - "Hate groups broadcast polarizing propaganda..."

6. Identification - "Victims are identified and separated out because of their ethnic or religious identity..."

7. Extermination - "It is "extermination" to the killers because they do not believe their victims to be fully human."

8. Denial "The perpetrators... deny that they committed any crimes..."

Do site:

http://en.wikipedia.org/wiki/Genocide

Repito agora a tua belíssima conclusão:

"Contai aos vossos filhos,

E que eles o contem aos filhos deles,

E os filhos destes à geração seguinte"

November 21, 2006 11:31 PM
 

Anahory said:

Querida Meia de Leite

Eu contigo estou sempre a aprender.

Excelente e extraordinário comentário o teu.

Vou adicionar os links aos meus favoritos pois estou muito interessada em visitá-los.

Não sei como consegues arranjar tempo para tudo, para a tua família, filhos, post sempre interessantes e comentários que são verdadeiras lições de cultura.

E eu que, sendo solteira e reformada me queixo sempre de falta de tempo. É concerteza falta de organização minha. Tenho que começar a aprender...

Muito, muito obrigada pelo teu comentário.

Este é o post em que faço mais comentários, em que individualmente respondo a mais comentários. A razão não está só ligadas à qualidade dos vossos comentários senão teria sempre que responder um a um, mas talvez à emoção que sinto em lê-los.

Para ti Meia de Leite e para todos os outros

UM GRANDE, GRANDE BEIJO

(já estou como a Luana, uma beijoqueira)

November 21, 2006 11:54 PM
 

dissidencias said:

kiki, já li o teu magnífico post com muita atenção

Kiki, infelizmente, as pessoas têm memória curta e a guerra à muito que foi... e parece-me que hoje em dia outra guerra se está a desencadear de forma silenciosa em nome do fanatismo económico, em que dois terços da população mundial é escrava do outro terço.

Olha, apenas posso deixar duas sugestões de boa leitura, uma das quais recomendei ainda há dias num programa de rádio, aos ouvintes:

- A Escolha de Sofia, de William Styron. Também tenho em filme, com a Meryl Street, que por sinal é muito parecida com a kiki.

- Exodus  - de Lion Uris

Duas obras que não nos permitem esquecer o que foi o horror do regime nazi. Costuma-se dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas eu digo antes: Um livro destes vale mais do que mil imagens.

Ainda bem que os nazis não invadiram Portugal... senão provavelemente não teriamos a Kiki entre nós, porque nem chegaria a nascer...

Um beijinho

dissidencias

November 22, 2006 4:25 PM
 

Reis said:

Por uma vez, estou de acordo com o dissidencias, eheheh!

Dois bons livros, sim senhor. Também gostei do filme.

Já da comparação com a Meryl, lá está... não posso concordar. A minha menina Kiki Marlene é incomparável!

Kiki, desculpa aligeirar um pouco o assunto em discussão, mas só me atrevi a fazê-lo porque tu sabes o que na realidade penso.

November 22, 2006 5:34 PM
 

Anahory said:

Ao Dissidências e ao Reis

Obrigada pelos vossos comentários. O do Reis sempre cheio de humor.

Eu parecida com a Meryl Streep? Em que aspecto? Não fisicamente.

A Escolha de Sofia não li mas vi o filme.

Em relação a Leon Uris, li quase todos os livros dele. O Exodus, Mila 18 e o Armajedão são os meus preferidos.

Livros sobre o Holocausto não faltam. Mas lembrei-me de outro que é extraordinário: Em nome de todos os meus, de Martin Gray. Uma história verídica que começa desde o Ghetto de Varsóvia até à América.

É realmente um livro fantástico que mostra até onde vai o sofrimento e a maldade humanas.

November 22, 2006 7:31 PM
 

ascarpa said:

Escolha de Sofia...o pior pesadelo de uma mãe.Extraordinaria (como sempre) a actuação da actriz Meryl sreep.Uma escolha ou um desesperado acto de sobrevivência(o mais velho , maiores probabilidades).

uM HORROR!

November 22, 2006 7:41 PM
 

ascarpa said:

EM NOME DE TODOS OS MEUS...ou "Maior azarénto na vida não há".

Bem sei que é uma história real, mas até parece uma novela da TVI.

A ler e a ver as fotos do livro.

November 22, 2006 7:45 PM
 

PedroMarinho said:

Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo parabens pelo seu post, que bom é avivar a memoria, enfim tempos criticos e dificeis.

November 23, 2006 11:51 AM
 

Chinezices said:

Cara Anahory não fiquei chateado com a confusão dos nomes.

Relativamente a este post, interessa sempre recordar e passar os relatos passados, pois o passado é mestre do futuro para o bem e para o mal. Desta forma, quase que somos obrigados a não cometer o que de mal se fez, ou pelo menos não deviamos.

Abraço

Ass: Chinês do Chinezices e não a Chinezinha :)

November 23, 2006 12:09 PM
 

chinezzinha said:

Excelente o teu texto, Kiki

Quanto às fotografias foram muito bem escolhidas. Apenas exprimem a realidade do holocausto.

Parabéns.

Beijos

Ana

November 23, 2006 7:01 PM
 

Amonium said:

Não quis (a) ou  (o) ascarpa dizer Meryl Streep???

November 23, 2006 10:09 PM
 

manuelapinheiro said:

Olá Kiki Boa Noite e Muitos Parabéns pelo tema que, teve a coragem de colocar, de uma forma tão completa e tão verdadeira de imagens e de realidade triste, e, inadmissível em pleno século XX e que todo mundo quase diria que consentiu e calou. * Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo, concordo com o cavaleiro, mas acrescento que corre o risco de o ver ignorar sempre as gerações vindouras. * Gabo-lhe a coragem que tem em se interessar por os livros e os autores que refere. Pachorra não lhe falta, já parece a minha filha mais velha, que também é uma perita em história mundial. Vi um filme pela segunda vez ainda há pouco tempo pela segunda vez, “ A Lista De Schindler” que sinceramente jurei para nunca mais. * http://alistadeschindler.utfpr.net/      Beijo Enorme Amiga. * Bom Fim-de-semana. *

November 24, 2006 2:14 AM
 

manuelapinheiro said:

http://alistadeschindler.utfpr.net/a_lista/  Sorry Kiki Fica Bem. Eu nem posso relembrar esta tragédia da história da humanidade.* Fica Bem.* M*

November 24, 2006 2:16 AM
 

Serak said:

Kiki

Compreendo a sua emoção e revolta ao falar de actos tão horrendos. Naturalmente, uma pessoa de boa saúde mental sentirá também tal emoção e revolta. Claro que a si e a outras pessoas com laços familiares aos que sofreram as atrocidades, a recordação destes factos provocam, justamente, uma repugnância muito mais profunda!

Penso que os crimes praticados pelos nazis são os mais horrorosos alguma vez cometidos por qualquer poder político. E, digo qualquer poder político e não dirigente político, porque um dirigente político tem de ter dirigidos que o apoiem, que o incentivem, que o adulem. Isto, para dizer que, para além de condenar os líderes de actos ilícitos, criminosos, é preciso condenar também, e fundamentalmente, a ideia ou ideologia que subjaz à sua actuação.

É que a ideia ou ideologia que esteve na base das atrocidades cometidas pelos nazis contra os judeus, ciganos e outros é basicamente a mesma que leva actualmente a parva divisão do mundo em Ocidente e Oriente. Esta divisão assenta no preconceito de que o chamado Ocidente é superior ao chamado Oriente!

O chamado Ocidente presume que tem leis, religiões e costumes mais civilizados que o Oriente e, portanto, tem todo o direito de impor a sua "civilização", o seu domínio, mesmo à custa da destruição e morte daqueles que considera seus inferiores.

E, já agora, não resisto a colocar a questão: Sendo a Terra redonda, onde começam e acabam o Ocidente e o Oriente? Como não consigo fazer a destrinça, penso que esta estúpida divisão serve apenas interesses inconfessados e inconfessáveis: dividir para reinar...

É óbvio que a superioridade do "Ocidente" não é, de facto, civilizacional. A superioridade é bélica! A superioridade dos nazis era política!

Faz bem, Kiki, em reavivar a memória das pessoas de tão horríveis crimes. Talvez, desta forma, as pessoas reflitam nos crimes que actual e diariamente se cometem indiscriminadamente, quando uns povos, usando a força das armas, não a da razão {porque esta jamais assistiu aos invasores}, legitimados(?) na presunção da superioridade civilizacional, contra outros "judeus", outros "ciganos", outros diferentes porque mais fracos belicamente.

«Não desejes, não faças, aos outros o que não queres que te desejem, que te façam, a ti... Os outros não são mais do que tu, mas tu também não és mais do que os outros...».

November 24, 2006 8:04 AM
 

ManuelB said:

Passei aqui a ler as outras opiniões e vi a da criadora do blog acerca dos seus livros preferidos sobre o Holocausto, que me fez alguma saudade porque me “encheram as medidas” há 30 e tal anos.

Só para nomear outras obras de igual qualidade (tanto quanto se pode comparar nesses termos) sobre o tema, vale a pena referir as do perseguido Erich Maria Remarque, “O Arco do Triunfo” ou “Desenraizados”, qual deles o melhor.

Outros dois livros absolutamente excepcionais, escritos por franceses: “Treblinka” de Jean-François Steiner ou “O Último dos Justos” de André Schwarz-Bart, belíssimo por lograr imbuir de singular poesia um acontecimento tão brutal, e que ganhou o prémio Goncourt. Quem o ler nunca sairá defraudado.

Num estilo diferente mas óptimo também, as obras de Hans-Helmut Kirst e do romeno Virgil Gheorghiu (“A 25ª Hora” o mais famoso, mas todos são soberbos)

Falando agora não tanto de boa literatura mas sobre a infeliz vida concreta, vale a pena – no meio daquela arrepiante estatística de mortandades que alguém publicou acima – referir sobretudo a que deveria ocupar o topo de tão sinistra tabela, a maior carnificina de sempre, não tão espectacular como as que se apontaram ali, mas grandemente agravada por ter ocorrido em tempo de paz e dirigida contra os seus próprios concidadãos, o que a torna ainda mais perversa:

O triste recorde cabe ao “Grande Salto em Frente”, a feroz falsidade imposta por Mao Tsé-Tung, esse ícone de uma certa intelectualidade europeia que o louva à distância, sem ter tido o “privilégio” de ver as suas vidas ceifadas pela brutal desumanidade com que ele sempre tratou o seu povo, bem ao modo totalitário -- que os anti-Bush calam nas suas diatribes.

Certamente a população, e portanto a escala do crime, são muitíssimo maiores, mais ainda assim estima-se em 38 (trinta e oito) milhões de mortes provocadas pela fome, para poder trocar alimentos por armas com a URSS, nos anos 1959/62.

As fotografias dos aldeãos chineses não desmerecem das dos campos de concentração.

O grande Stalin também foi responsável por 20 a 30 milhões de mortos russos, o que é obra.

A questão não se resume a números nem nada disto poderá alguma vez absolver Hitler, ou ele sequer o merece. A sua “solução final” raia os limites do intolerável na escala mais baixa do que a humanidade é capaz de fazer.

Mas perdoem a insistência, ainda assim convém recordar todos os crimes e não só os dele.

Sobre os crimes que os russos fizeram na Alemanha ocupada, depois do fim da guerra, imitando o que os alemães tinham feito na França ocupada, muitas vezes matando os habitantes de toda uma aldeia, por represália da morte de um único soldado russo, ou os ingleses decapitando os suspeitos alemães (em flagrante contradição com a convenção de Genebra), os americanos fuzilando rapazes, na dúvida que pudessem pertencer às “brigadas de lobisomens” (a resistência alemã), de tudo isso existe bastante documentação, mas nenhuma vontade de a divulgar.

Para usar da sabedoria chinesa aplicada ao politicamente correcto europeu, “se alguém me engana uma vez, procedeu mal; se me enganar duas vezes, quem procedeu mal fui eu”, ou seja, não sou mais esperto que os outros, mas tento pensar pela minha cabeça. Não tenho outra...

November 24, 2006 6:32 PM
 

Anahory said:

Excelente comentário Manel.

Começando pelo li todos os que referiu menos os dois franceses, mas que irei ler logo que me for possível.

Em tempos fui um leitura ávida de tudo o que respeitava a II Guerra Mundial bem como os Judeus.

Em relação ao resto do seu comentário, claro que existem muitos outros crimes que devem ser relembrados, mas num único post eu não posso focar todos. E é sempre útil que sejam lembrados.

Mas como humana que sou e ainda por cima com ascendência judia, há uns que me tocam mais de perto que outros, embora todos os crimes de inocentes me choquem e mereçam os meus comentários e críticas.

Mas, não estão esquecidos e espero poder escrever sobre esses outros horrendos crimes e criminosos a seu tempo.

Gostei da citação chinesa.

Um Grande Beijo

Kiki

November 24, 2006 9:01 PM
 

ManuelB said:

Estimada Kiki,

Devo responder à sua nota, pelo muito gosto que a vários títulos tenho nisso.

Não se deve fazer grandes elogios a um livro porque nos arriscamos a criar expectativas demasiadas e consequentemente alguma frustração, mas se tiver ocasião de ler “O Último Justo” verá como é uma obra cheia de beleza e sensibilidade apesar de tratar um assunto tão trágico. Escrita por um talentoso judeu que nem era escritor.

Sobre os crimes contra a Humanidade de que não falou, é claro que estamos de acordo, é melhor relatar em profundidade um só do que aludir “à vol d’oiseau” sobre muitos simultaneamente.

Mas prefiro “agitar as águas” do que escrever-lhe dizendo sempre o mesmo: que a admiro pela oportunidade e qualidade do que escreve, a que empresta a sua marca pessoal. É um dom não muito comum.

Aliás a tal tabela de crimes contra a humanidade foi aqui mostrada na interessante colaboração da “modiglianesca” meiadeleite, e do que percebi, tirada de algum “site”, pelo que é ao “site” que os meus comentários se dirigiam.

Por vezes apetece contraditar só para manter a “chama” acesa, como seja lembrar que o “Exodus” que o “dissidências” refere não relata tanto o Holocausto, mas talvez mais o nascimento do Estado de Israel, que se lhe seguiu 3 anos depois.

Como vê, tudo coisas de somenos – porque nas importantes concordo consigo.

Um beijinho amigo do

Manel

November 25, 2006 6:13 PM
 

Anahory said:

AO Manel

UM GRANDE GRANDE OBRIGADA PELAS SUAS PALAVRAS e pelos seus comentário. Com eles aprendo sempre imenso.

Infelizmente estes últimos dias têm sido de grande correria e nem sequer consegui responder aos meus amigos e comentadores como gostaria.

Mas mais vale tarde do que nunca

Um beijo

Kiki

November 26, 2006 12:46 AM
 

Anahory said:

Depois de responder ao último comentário do Manel é que vi que existiam muitos outros a quem também não respondi.

Por isso, Cá estou de novo.

AO Pedro Marinho, ao Chinês de Chinezices, à Chinezzinha, à Manuela Pinheiro, ao meu sempre e fiel amigo Amonium, ao Serak muito obrigada pelas vossas participações que, de um modo ou doutro acrescentam sempre algo de novo e de interessante aos meus post.

A todos um grande Beijo

Kiki´

November 26, 2006 12:53 AM
 

inesvarela said:

Beijos,

Inês

November 26, 2006 2:20 AM
 

rocmanuspecial said:

Parabéns! Há que reavivar memórias para que nunca mais aconteça. Embora aconteça, aqui e ali, sob as mais variadas capas. A partir de hoje é uma das minhas favoritas. Obrigado.

November 26, 2006 3:59 AM
 

OlindaGil said:

Olá KIKI

O seu artigo está muito bom e nada chocante pois já conhecemos estas imagens.

No entanto estes factos e imagens são desconhecidos pelo Presidente do Irão.

Haverá alguém que o informe?

Sabem como contactá-lo?

December 17, 2006 12:55 PM
 

Ma Ke Jeto, Mosso said:

No dia 08-12-2006, deparei-me no Expresso com uma notícia relativa a uma conferência internacional
January 5, 2007 12:25 PM
 

katrapilar said:

Um dia, em viagem pela Austria e Alemnha vi uma placa de estrada que assinalava Mathausen a 5 Km.

Desviei o percurso e fui visitar. AInda hoje, e já lá vão uns 20 anos, sinto calafrios de terror ao lembrar aquele enorme espaço cinzento com vamaratas de um lado e fornos crematórios e camaras de gás no outro. As casas de banho grandes, para 30-40 pessoas tomarem duche, forradas em azulejo branco asséptico, canos e chuveiros bem à vista e o pormenor do pequeno pedaço  de sabão entregeu a quem entrava. Da porta estanque com um óculo no meio que permitia ver de fora o que sepassava lá dentro e o oficial encarregado controlar a rapidez do processo.<Porque os canos de água na verdade  eram apenas meios canos com a parte de cima aberta para entrar o Ziklon B.

E dos carris ao lado da porta por onde os corpos iam directamente para  o crematório, distando apenas alguns metros.

Não esqueço também os arranhões feitos no lado de dentro da porta pelos que levavam mais tempo a morrer.

Nesse tempo usavam o gás em câmaras, hoje as bombas em mercados e o gás atirado de avião.

Qual a diferença?

Ah!, os direitos humanos dos criminosos, os tais direitos que esqueceram ler às suas vítimas e que a eles os podem ilibar.

February 22, 2007 12:11 AM
 

Anahory said:

Obrigada pelos últimos comentários que entretanto aqui deixaram.

Só hoje os vi....

De arrepiar a descrição do Katrapillar.

Beijos

Kiki

February 22, 2007 7:54 PM
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About Anahory

Nasci em Lisboa a 21 de Janeiro de 1959. Com 29 anos e após ter passado um concurso a nível nacional, fui trabalhar na Comissão Europeia, em Bruxelas, como Secretária na Tradução Portuguesa, onde estive cerca de 15 anos. Estou reformada desde Setembro de 2002, pela CE, devido a doença. Tive, por um lado, o azar de ter que me reformar, por outro a sorte de o ter conseguido, o que nem sempre acontece. Sempre gostei de escrever, por isso ao ver a iniciativa do SOL, não resisti a criar o meu próprio blog. Foi uma aventura e um desafio, que se transformou em algo de muito positivo, pois a realização pessoal não tem a ver com grandes feitos, mas sim com fazermos algo de que gostamos. Escolhi o nome KAnahory para o meu blog, pois K é a inicial de Kiki, nome pelo qual sou chamada. Anahory é o meu apelido de origem judaica. Para evitar as confusões habituais explico: O meu bisavô que era judeu de sangue e religião, casou com uma católica. Os seus descendentes foram educados na religião católica. Assim e apesar de ser descendente de um família judia, sou católica. Sinto pelos judeus não só um enorme orgulho como um enorme amor, valores que me foram transmitidos pelo meu Bisavô, Avó e Pai. Defenderei sempre o direito à existência do Estado de Israel na Palestina, assim como tudo farei para impedir que os Judeus sejam aniquilados, não deixando, no entanto, de ser justa, por isso mesmo nem sempre concordo com as medidas dos Governos de Israel. Ao contrário de muitos que atacam Israel, para mim a vida de um palestiniano tem o mesmo valor que a vida de um israelita. Não faço distinções entre vidas humanas. Todas elas são igualmente importantes. Mas distingo terroristas de inocentes. Sou uma pessoa bastante sincera e frontal que defende aquilo em que acredita, por vezes demasiadamente “apaixonada” mas sempre de forma correcta, respeitando os outros e as suas ideias. Espero dos outros o mesmo respeito. Como, provavelmente, todos os bloguistas do SOL, espero que visitem e comentem o meu blog, possibilitando, deste modo, debates de ideias e opiniões. A todos esses, o meu obrigada. Kiki Anahory Garin

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