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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Nem Dante se atreveria a tanto.
O segundo naipe é o António Contradanças, porque imagino a Sónia Sanfona a tocar flauta de papos, com o António Contradanças todo agarrada à Vara, a esfregar a rata e a fazer o número da Viuvinha do "Freeport", enquanto lhe metem "luvas" nos silicones, e o Godinho faz um "rap", bué ritmado, nas Sucatas. Eu sei que tudo isto cheira a "Passerelle", e que já estamos a imaginar uns gajos camorrianos, um dia, a dispararem, e a deixarem os passeios cheios de sangue, com mulheres de bigode a fugir, desesperadas e aos gritos, como aquelas Palestinianas, que fazem ULULULULULULU com a língua, sempre que se livram de mais um filho drogado, desempregado e repetente, em forma de cinto-bomba. Falta a Isabel Alçada, para escrever umas Aventuras no Banco Central Europeu, com o Vítor Constâncio, vestido de Heidi, a ir ocupar, pelo Princípio de Peter, uma vice presidência do Banco de Calotes de Bilderberg. Eu sei que até aqui tudo isto já metia nojo, sobretudo, se pensarmos que o gajo que queria, e vai, queimar as escutas de Sócrates/Vara, foi reeleito Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ou lá que nome é que essa m**** tem. O tipo tem um ar sinistro, e tem tudo escrito na cara, pelo que acho que não necessito de gastar mais palavras para o caracterizar, pelo que regressei ao Constâncio, e pensei: "se esta azémola já tinha chegado à Presidência do Banco de Portugal pelo Princípio de Peter, que outro Princípio, mais alto, o teria levado a ser promovido ainda mais acima?..." E foi aí que, sendo hoje dia 13, a Senhora me apareceu a dançar, toda na descontra, de braço dado com o Solzinho, e se me fez luz, nesta pequena cova de iria que transporto no meu coração: quer Constâncio, quer Noronha do Nascimento estavam a erguer-se aos Céus movidos pela única indústria que continua florescente em Portugal, a Indústria do "Aventalinho".
Bem hajas, Grande Oriente Lusitano, a gente agradece.
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As taxas de combustível estão altíssimas e isso torna as Maldivas muito longínquas, e já está toda a gente a pensar para que é que as Maldivas são chamadas para aqui, mas isso ainda é segredo: posso adiantar que estando muito perto do nível do mar, a erosão salina faz desaparecer a sucata muito depressa, por aquelas paragens, ao contrário de cá, em que se enrolam em trapos pretos, e vão viver para umas terras de nomes horríveis, na Beira, e ficam com a sucata toda lá por baixo, enfim, supõe-se que seja por isso que os garanhões da pastorícia -- ainda há pastores -- prefiram as ovelhas, a terem de comer a avó do melhor amigo...
Tirando esta introdução, muito metafísica, como viram, vou já falar do tema do dia, que é quando a gente pensa que já chegou à última cave, a Nação tem sempre uma surpresa, e lá levanta mais um alçapão, e mostra-nos uma subcave, bafienta, e ainda mais deprimente, que, afinal, nos rege na sombra.
Antigamente, no tempo em que o António Variações fazia de Cesévora Ávida, e nada lhe escapava, nem na goela, nem na cloaca, o rés do chão era a corrupção do Futebol, mas o avião fez-se um pouco mais à pista, e descobrimos que, por detrás do Futebol se escondia o nível inferior, dos Construtores Civis, e eu pensei, "pronto, chegámos às bases...", mas a verdade é que as bases ainda não eram essas, e ainda havia as rainhas, as princesas e as camareiras da sucata, uma espécie de discretas vascas francas, que saltavam à vara por cima de uns godinhos que só deus sabe em que ferrugem habitavam.
É deprimente saber que, enquanto a Rússia tem o Kremlin, os States, a Casa Bran... perdão, Preta, a França, o Eliseu, o País é governado a partir de uma sucateira, e, portanto, qualquer Plano Tecnológico, qualquer Plano Nacional de Leitura, ou qualquer Plano de Ação da Matemática estão, não só cronológica, como espacialmente desfasados da Realidade, como, aliás, todos pressentimos, embora nos choque ver a confirmação.
Eu até aqui estaria descansado, mas deixo de estar descansado, quando penso, por analogia, que, se já ontem o último patamar foi vencido por um mais baixo, também amanhã aparecerá qualquer coisa ainda mais subterrânea, que fará parecer a Sucata um Belvedere, ou "un Petit Trianon".
Tudo o resto que vou escrever é pura imaginação, mas suponho que, por detrás dos sucateiros, amanhã, se descobrirá que quem realmente governa este país sejam aquelas velhinhas dos sacos, recoletoras do lixo, que entornam os caixotes verdes no passeio, para grande desgosto do António Costa e alegria dos cães e gatos famintos, que têm bigode, dizem palavrões rosnados, e nos ameaçam com a bengala, mas que, em contrapatida, naquelas sacolas, amarradas com cordéis sujos, transportam segredos, matéria cifrada, e o registo de fluxos financeiros importantíssimos. No fundo, só a nossa desatenção não o permitiu ainda descobrir: basta olhar para a corcunda de cada uma dessas sombrias criaturas, e para o disfarce perfeito de... sei lá... de pobres, sim, de pobres, que elas põem, para se ver que, na verdade, são realmente poderosas.
Isto não sou eu a delirar: mal a gente vira as costas, elas tiram dos bolsos telemóveis caríssimos, de platina, e ligam para o Obama, tratam-no por tu, com vozes de Maria João Avillez, exercem pressões e chantagens no Héron-Castilho, e ditam todas as oscilações do preço do Petróleo e do Plutónio, no Golfo Pérsico. É por isso que eu adoro viver no Umbigo do Mundo, e me sinto todos os dias importante, e cada vez mais seguro, e espero que vocês também.
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Como Blogue Eleitoral, desapareceu na noite da sinistra eleição -- mais 10 anos de Cauda da Europa.. --", mas esta Entrevista e estas imagens tornaram-se em Grandes Clássicos da Blogosfera. Vá, toda a gente a cantar "Parabéns"!!!!!... :-)
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Dedicado à Eva, mas não por causa da maçã, que eu não sou dessas coisas... [...] e Jeová virou-se para Adelaide, que já então estava prenha daquele que viria a ser seu filho, e disse-lhe, "em boa verdade te digo que irás abandonar aquele que antes foi teu esposo e tuas coisas, para que agora possas viver na expiação dos teus males", e sem mais a ouvir, o Céu cobriu-se de previsões do defunto Antímio de Azevedo, e choveram rãs, enquanto Adelaide, como se de uma cigana se tratasse, largou as terras de Covilhã, buscando, perto do Bairro do Fim do Mundo, as novas paragens de Cascais. E, sendo o caminho longo, eis que as dores do parto subitamente lhe vieram, mas sendo Badajoz demasiado longe, as nuvens afastaram-se nos Céus, e o Senhor dos Sem Rosto disse-lhe, com voz segura, "nada temas, porque tudo isso já estava escrito, e agachar te ás junto de umas urzes, e soltar se te ão as àguas, para a vinda daquele que eu consagrei como teu Filho, e não receies, nem que seja zoado, na Boca do Inferno, como o Anticristo, porque na verdade dos Profetas lhe deverás apôr o nome de "José", já que se dará com carpinteiros, sucateiros e outros homens de fossas fétidas, e presidirá aos Finais dos Tempos". E Adelaide, como uma Romena de filhos emprestados, assim aportou ao Bairro do Rosário, onde vivia seu irmão Simão, que se dedicava a costurar braguilhas às Tribos de Judá, aos Filisteus e até aos gentios de Canãa. Era Simão um homem próspero, embora a Natureza nele tivesse posto sinais de fêmea, como rebolar a anca, e pôr os pulsos quebrados como os cangurus de Queensland, mas sendo a terra rica e falha de artistas no seu ramo, não havia mulher que lhe não entregasse o marido, para que lhe desenhasse a braguilha, na perfeição. Vivia assim Simão como um Santo, todo o dia ajoelhado, entre pernas de homens, e aquelas Senhoras da Quinta, conhecida pela "Da Marinha" e as da Gandarinha Fina, quando desciam das suas horas de chá, no "Cidadela", e no "Baía", e procuravam, nos cavernames dos navios da areia, marinheiros de pesca, que lhes dessem a meia de leite do "english tea", não sabiam nunca, quando botavam a mão aos fechos da braguilha, em busca da ordenha masculina, que per isso ali trabalhavam com obras de costuraria do ilustre Simão, que eram as únicas testemunhas do seu "british swallowing cum". E, assim, perto de Simão foi crescendo José, conhecido pelo "Sapatilhas", cujo mau gosto no vestir já então era voz, entre todas as mulheres sábias, e sabidas, de Cascais, que lhe profetizavam ir acabar como o tio, sendo aquela zona toda muito dada ao vício da Sodomia, como o Profeta Marcello, que metia rapazinhos pelas traseiras, salvo seja, de sua casa, não fossem as vizinhas todas, mulheres de muito falar, e sempre penduradas à janela da Gandarinha, saber que a cousa assim rolava, pela vontade de Jeová. Houve então um dia em que vendo o tio ajoelhado, José lhe perguntou, "por que estás nesses preparos, não sendo hoje dia santo, nem estando sequer a Arca da Aliança defronte de nós?...", e ele lhe respondeu, "para que um dia tenhas um Diploma, e uma "Cova da Beira", e uma "Lena" e uma "Abrantina", e muitos sacos azuis, e um "Freeport" e "Coincinerações" e um "Héron-Castilho" e uma "Sovenco". Sendo estes nomes estranhos ao jovem, cuja família era toda de meios irmão, e primos, nascidos de ventres de saras ressentidas, e ressequidas, logo a atenção se lhe virou para o tio, e lhe perguntou, "e ajeitando tu assim as braguilhas a tantos homens de Cascais, por que não me ajeitas, tu, a minha?...", pelo que Simão, que era um sábio, lhe respondeu, "porque, como tu o disseste, só ajeito braguilhas de homens, e nem quereria que esta Bíblia fosse considerada, por nossa causa, um livro de maus exemplos, nem que nela houvesse o incesto de que aqui me falas, pelo que deverás, pela aurora, tomar o caminho de Lisboa, e de aí rumarás à Costa de Caparica, onde, como o Senhor do Trovões a ti predisse, deverás procurar um outro homem, chamado Goucha, que te ensinará o resto das tuas artes, e te dará tudo o que te falta". E assim se fez, e José viu que era bom [...]
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Imagem Kaose dedicado a todas as pessoas generosas que Mantêm viva a Reflexão Pública, neste País trsite Finais de mês e pontos de encontro são sempre lugares ideais para reflexões "vol d'oiseau à". Sendo um Bloguística, como diria Descartes, Ciência Nova e de fronteiras por desbravar, uma ancoragem terá de ser feita anteriormente, e vamos aos primórdios bem lá, aos "chats", às caixas de comentários, ea uma era ainda bem mais antiga, em que os protocolos da fala de fantasmas se processavam Através de "Telnet", E eu posso afirmar que ESTIVE LÁ, com a mesma força da gravidade pós de quem as botas na Lua. Depois, desde que Chamadas pessoais páginas, a mais este fenómeno efémero dos Blogues hediondas e das redes de comunicação, os "twitters", os "Facebook", os "Orkuts" e essas m****s todas, que as pessoas adoram, por se julgarem lugares Inimitáveis do Mundo, silenciosos alimentarem e narcisismos permanente da contemplação dos outros - e eu cada vez estou menos nessa - portanto, desde que essas eras o inexoravel Segundo Princípio da Termodinâmica, uma Prova do Tempo, Se Exerce, e já vou direto ao tema: Aquando do colapso do primeiro "The Braganza Mothers ", pelos acasos de uma reles intriga de serralho, Questionar já eu estava, há muito, um lado utópico abandonar o do virtual, a EA, como matéria de pesquisa vindoura, as palavras em que continuo a acreditar, quer AQUI, Mas, sobretudo, AQUI. Na realidade, uma Utopia Virtual estava já, com uma apressada degenerescência, a imitar todos os vícios da Realidade, cinismos importando, impunidades, Cobardias, bastardias e jogos de opressão, impróprios de quem inaugurava Um Novo Mundo da Expressão. Mais, ainda, gerava, no seu próprio fio evolutivo, uma mancha permanente de "spam", que, laterae anúncio muito "e muito difusamente, dava até 1% de razão à miserável Clara Ferreira Alves e ao seu memorável período de má prosa e mau perder: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por Tornar-se um Prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e publicam agora escrevia maus versos para a gaveta,-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a blogosfera e uma Analisar as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa Existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e muito Rapidamente mudaram. Parafraseando Pessoa na hora da morte, Não sabemos o que o amanhã trará". Não que um Respeita mim, mero fantasma literário, que nasceu pelas caixas de comentários do "Expresso on-line", Tenho a plena consciência do Devir. Nesse primeiro tempo de colapso, alguém me disse que, como nos seus tempos áureos, o que nem "Bragança fechasse", como portas, já teria desempenhado, na atitude, postura, irreverência e intervenção, o equivalente ao "Independente" dos anos 80, Mas isso ajuizará como certo ou apologético quem assim o entender melhor, porque eu não venho aqui falar disso, mas só referi-lo, de passagem. Como todos os fantasmas, o "Arrebenta"Gerou apaixonados amigos e inimigos respeitáveis, com pessoas como Quais, por igual, me dou bem sinceramente: porque estamos em paridade, o que é excelente, num país de expressão livre maturidade intelectual e, ao contrário das patologias da perseguição, exemplicadas aqui, E ridicularizadas aquipor Terceiros, mas isto não impede uma reflexão sobre o tempo de vida útil de uma ficção, ontem e, ao sentar-me para jantar, das com algumas altas patentes da Blogosfera, também estava em cima da mesa, como tema de debate, uma utilidade, ou inutilidade, de continuar a escrever (-se), ou, se preferirem, de se continuar a escrever. Pessoalmente, tenho muito mais vida para além dos blogues, e, neste preciso instante, andar por aqui é um OPTAR por estar aqui, enquanto poderia estar noutro lugar, eventualmente de maior prazer e com mais relevância, ou de maiores Consequências, no nosso frágil devir terreno. De existência, assim por alto, já leva a Ficção ",Arrebenta", 8 anos de existência, exatamente o que o tempo" Independente levou "a passar do esplendor ao Declínio, O QUE PODE SER UMA Bitola, aviso e, futuras Medições para ... Ontem, discuti o cenário, aliás, já aventado aqui, de, pura e simplesmente, interromper uma escrita por ... Inútil. Não é inocuamente que abrimos uma televisão, para ouvirmos desbobinar os nomes de todas as Empresas Públicas desta Cauda da Europa, Ligadas por um mesmo, ou mesmos, "Polvos". Uma pergunta pertinente, é, pois, Valerá a pena escrever mais uma linha que seja, contra um estado de coisas destas? ...
Esta é uma questão pertinente.
Ao nosso redor, como emergem coisas definham e: o "Abrupto", Coisa que nunca freqüentei, por Lastimável, suponho que agoniza, e torturar e torturar; aguerridos os blogues, para os Quais fui, convidado sucessivamente, estagnaram, falo e faço"A Sinistra Ministra", Chateado e que era perseguido por tudo o que era o" Sistema "- e eu com quem ainda ontem, discutia o interesse ea validade de Manter" on-line "o espaço, que continua um NOTÁVEL ter um peso nenhum" Google "-, o"Democracia em Portugal", Que a Imprensa adorava, e ora está anquilosado, um excelente"Grande Loja do Queijo Limiano", Que se fraturou, entre o brilhante"José"E. .. nada e, acima de tudo, o caso mais preocupante, o"Do Portugal Profundo"Cujas, em Caixas de comentários, Num dado momento, se iam sacar todas as informações proibidas de Portugal, e que, agora, sobretudo depois da cisão grave, Desertificaram se. "The Braganza Mothers"Nunca foi um espaço de comentários Alargados, como o"Aventar", Por estes tempos, em plena adolescência, mas também que começar DEVE A não refletir atrás escrevi que: há uma Síndroma do Silêncio, quando emudecem como caixas de comentários, o que nos leva a pensar que alcançámos o Poder das Escrituras, ou já , ou ainda, não existem temerarios afrontem que nos das. Qualquer hipóteses é REDUTORA e empobrecedora, mas deixo ao vosso critério debate-la. Hoje, é tão só a Noite do "Haloween", e este é um décimo do texto em que vinha anunciar que tenho mais vida para além dos blogues. Não, não é deixar de escrever, nem sequer arrumar na gaveta o "Arrebenta", uma de muitas outras personagens, de maior ou menor sucesso, que tenho vindo a Criar, desde 1995, Até por que isso, ontem como se debateu num jantar de autores, poderia ter um efeito dominó, e começar um calar muitas outras bocas, QUE É ISSO QUE "ELES" QUEREM, e ficaremos assim, atentos, preparados, armados até aos dentes , à espera de uma Realidade que ainda se afunde o declínio e, muito mais depressa dos que como blogosféricas nossas ficções. Até quando? ...
Pois ... Até amanhã, com certeza, como sempre ... :-)
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Eu sei que é estranho vir, a esta hora da noite, falar de "mulheres" com Sócrates, já que é o mesmo que tentar fazer um "cocktail" de água e azeite, mas, como o Governo ainda está no seu período de estado de graça, resolvi dedicar esta minha meia horinha, depois da meia noite, para o nosso bem amado agente técnico de engenharia de Vilar de Maçada.
A primeira mulher de Sócrates acabou no Parlamento, como prémio de consolação, depois de ter descoberto que não podia competir com o legítimo, já que gostavam ambos de pernas peludas. Partiu-lhe um braço com um candeeiro, quando descobriu a mentira em que vivia, mas é hoje como Deus: não se vê, mas sabe-se sempre que está lá, e bem instalada. A segunda, mais polémica, diz-se que o ajudava a vestir, mas ao contrário da primeira, que, entre bocejos de frete e tédio, lá o deve ter conseguido ajudar a despir, pelo menos duas vezes, não o conseguiu, depois, despir nunca. Condoo-me, com sinceridade e emoção, com Fernanda Câncio, nessa sua dor de não conseguir tirar a farda, ao boneco de lata que ajuda a mascarar. Têm muito bom gosto, os dois, exceto na batata que ele tem na ponta do nariz, e não há Armani que a disfarce. A terceira é mais complicada, e chama-se Lena, um verdadeiro avião, com umas mamas brutais, e uma c*** sempre húmida, e ávida de receber encomendas. A prima, a Abrantina, é mais dada ao lesbianismo, o que fica sempre bem entre duas gajas, e é o sonho de qualquer homem, que é o de ver aquelas línguas castro-laboreiras a laborarem vorazmente nos grandes lábios umas das outras. Tudo isto seria brilhante, e erótico, não tivesse vindo, via mais um daqueles passarinhos que me amam, e que me disse que era, hoje em dia, abertamente, conversa de contentor, na sujeira das obras: o impoluto e honesto Secretário de Estado do Ambiente, o tal que deixava o motorista do Estado parado à porta da "Independente", enquanto fingia que ia acabar um curso, e era "um dos pilares do Governo PS e (...) tido como a integridade em pessoa (!)", parece que dava uns jeitos de modo a que a Lena, sempre húmida, fosse ganhando concursos por esse mundo fora. Não me perguntem como, porque não sei.
Dizem as más-línguas que o Paulo Pedroso, um gajo sério, e vereador da Câmara de Almada, andou pela Roménia, nos intervalos dos rapazinhos, a construir, mais a Lena, essa vaca, autoestradas, embora a coisa já esteja agora disfarçada em capitais franceses, porque Sua Excelência, "a integridade em pessoa", é extremamente hábil em usufruir e imediatamente apagar pistas, embora me tenham garantido que não foi tão rápido que a coisa não estivesse já para estoirar. Acontece, não é?... Ao pé disto, o Armando Vara vai parecer uma história de porteiras. Acho que me vou calar por aqui. A minha especialidade nunca foram investigações, e vou odiar quando a Procuradora Cândida Almeida for nomeada, para branquear, mais uma vez, o assunto. Sobretudo, com o desemprego que grassa em Portugal, o que menos eu quereria ver era a Lena fechar as pernas, e acabar com ainda mais gente no olho da rua, ou até -- horror dos horrores -- a Abrantina deixar de ser fufa, porque eu adoro fufas.
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O Kaos continua-me a falhar com a primeira representação oficial da Sinistra Ministra Isabel Alçada, de maneira que vamos com as Letras, que abraçam a Ignorância, uma justa alegoria da situação. Hoje, até porque estou muito mais entretido a polir um osso de dinossauro, vou tentar ser breve, e vou voltar ao pobre do Filipe, e do bom ano em que nos conhecemos, e nunca mais me esqueço dele, com ar apavorado, quando eu lhe pus o K. 466, na tonalidade demoníaca de Ré Menor, para lhe mostrar o que podia ser a inquietação e o medo, e ele me perguntou, "mas, olha, tu queres mesmo ser meu amigo?... É que eu venho de uma família tão má, que, na Covilhã, até temos um ditado que fala de nós, e passo a repeti-lo: "Alçadas e gaios, se os virdes, matai-os..." Suponho que não seja preciso dizer mais nada, e, como há exceções, lá seguimos amigos, mas com a sombra da nova Sinistra Ministra, a que dá facadas com sorrisos, a emergir, no crepúsculo do Socratismo -- sim, rapariga, Ana Maria Magalhães dará uma boa Secretária de Estado -- e, se ela não aceitar, sempre tens uma série de bruxas que tu e eu bem conhecemos, e que podem alçar-se, salvo seja, aos cargos. (Já repararam em como aqueles blogues, muito aguerridos, da "Educação", se calaram agora, não vá a nova Sinistra lembrar-se de convidar algum dos seus rigorosos autores para o Gabinete?... Pois... É...)
A Isabel recuperou uma história semienterrada, e agora vamos aos temas sérios, o traço de caráter da cínica, ambiciosa, pretenciosa e "snob" nova Patroa da Educação, de um tempo passado, quando, mal a Gulbenkian rejeitara o Plano Nacional de Leitura, da autoria de Conceição Rolo e Manuela Malhoa Gomes, através daqueles artifícios, muito conhecidos, da desculpa, olhe é muito bom, mas nós não queremos, que mais parecem aforismos do que argumentos, ele ter, logo de seguida, ressurgido, como "ideia" própria de Isabel Alçada. Boa safra, e há quem ainda tenha também, bem sonante, o timbre de voz, reles e ordinário, de ela a afrontar a Maria do Carmo Vieira, dizendo-lhe que, no Português, os Clássicos não tinham interesse algum (!). Suponho que preferisse as Aventuras da sua Boca da Servidão... O resto é ainda mais triste, e retrato da taberna suja em que vivemos: donas e donas da rua, diariamente, se dirigem aos Centros de Novas Oportunidades, para obterem o "tal" diploma, que lhes confirma aquilo que sempre afirmaram, "saberem tanto como doutores...", mas a derradeira informação veio-me da Laura "Bouche", daquelas figuras que, se um dia despejasse tudo cá para fora, não era o Governo que caía, mas o País inteiro... É uma história, linda, comovente, um conto de fadas para o vosso sábado, e até podem investigar quem será o protagonista, que eu não tenho pachorra nenhuma para essas minudências. Então, resume-se assim: com a nova escória eleita para a Câmara Municipal de Lisboa, uma sua velha amiga, de outras eras mais serenas, advogada, vai ficar agora tutelada, e às ordens, de um Vereador, persona grata, que está a acabar de tirar o 9º Ano num CNO.
Such a wonderful world... :-)
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Dedicado a Maria de Lurdes Rodrigues, que, imaginem, nos vai deixar saudades com o que aí vem...
O KAOS falhou-me hoje com a imagem, de maneira que começo o texto a meio, ... era uma e meia da tarde, já estava eu a telefonar para Londres, para o Filipe, sempre querido, sempre amigo do meu coração, eternamente infantil, que ainda estava no seu eterno encanto de alma ledo e cego, para lhe dizer, e passo a citar, "olha, a P*** da tua prima foi escolhida para nos foder... (sic)", e como o outro não percebesse, tive de lhe dizer, "é Ministra, agora...", e ele, "mas Ministra de quê?...", e eu, " Da Educação, a única Pasta, tirando a da Cultura, onde cada um pode ser Ministro..." Isto é a fase dos "fait-divers", porque, logo a seguir, fui caindo na Real: Lurdes Rodrigues era uma mulher obcecada, primária, que tinha sabido o que custava subir na vida, a partir do nada, e aqui fica feito o elogio possível, a quem não me merece nenhum respeito, porque nunca se soube fazer respeitar, mas, vá lá, sou cavalheiro. Isabel Alçada é pior, é secundária, cínica, ambiciosa, pretenciosa, "snob", e com o pior estádio de quem tem "pedigrée", que é achar que tem mesmo "pedigrée", e quem não tiver não... existe. É secundária, e dá-te, por meia leca, e a sorrir, uma, duas, três, facadas nas costas. A coisa é substancialmente grave, no momento de derrapagem do Sistema de Ensino. Pode perguntar-se o que é que uma gaja, casada com o Rui Vilar, patrão da Gulbenkian, vem fazer num terreiro deste, onde tudo são trincheiras, minas e atiradores furtivos. A primeira resposta é evidente e é ditada pela vaidade dura e pura, como é típica destas gajas que vêm das bases do Ensino e não se habilitaram academicamente, senão, acima de umas duvidosas cuspidelas curriculares, e esta tem várias. A segunda é redundante: como não tem qualquer ideia para o Ensino, exceto nivelar o lixo por cima, mas está cheia de ideias para si, era o perfil ideal para o cargo, e foi.
Não "se achasse" e não passaria de uma mera espécie de vendedora ambulante do Círculo de Leitores de Lombadas, mas as "Mulheres de Vermelho", o braço maçónico feminino deve ter achado que era a hora ideal de a sua acólita avançar, e avançou. Parece-me vê-la, de escola em escola, a vender as "Aventuras da Professora Tijuca de Perna Aberta nas Moitas de Oitavos, à Boca do Inferno", onde passavam os camionistas, e vazavam os colhões, isto, "da capo", repetido tantas vezes até as criancinhas, e os leitores para criancinhas, adormecerem. Agora que é Ministra, substituirá Eça e Camões pelas suas/delas bostadas (Ana Maria Magalhães) e... e esta é a minha grande esperança, pôr livros dela no programa, em vez dos horrores do Saramago: sofrem menos os jovens e quem tem de os ensinar, embora a ignorância da Língua permaneça estacionária, e isso é bom, execelente, "moderno". Com sorte, e louvando a Bíblia, talvez o Loby Maçónico, com o austero apoio gulbenkeniano a transforme no próximo Nobel da Literatura. A verdade é que se o Saramago tem, por detrás de si, uma fantástica máquina de propaganda, distribuição e venda de lixo, esta não a tem melhor, e noutro nível, não diria "tia", mas mais "chic", e nesse patamar eu gosto de discutir, ou seja, temos tudo para nos odiarmos de morte, à cabeça: ela, porque eu nunca a li, nem lerei; eu, porque talvez aconteça que um dos seus assessores lhe ponha, um dia, debaixo do nariz o que eu penso da figura, e a madame não é como a Lurdes, que estava sempre a jeito e ao nível de enxovalho; esta tem um Obama lá dentro, e não admite brincadeiras, é menina de processos disciplinares e perseguições, uma espécie de Margarida Moreira, mas de bairros finos, pelo menos na conceção dela de... "fino".
Por mim, estou-me, como o Ferro Rodrigues, "cagando": estou, literalmente, a entrar numa novelíssima fase da minha vida, e isabéis alçadas já eu como, e comi, muitas ao pequeno almoço, desde que me conheço, e assim continuarei.
Num parêntesis, e no esterco que é este "novo" governo de Sócrates, que está todo errado, já que o erro maior está na pessoa do escolhido para Primeiro Ministro, e tudo o resto são meros declives consequentes, uma palavra de elogio para a menina Canavilhas, bem simpática, uma mulher da Cultura, e pianista, o que faz dela, em hipótese, e, neste caso, em tese, uma alma sensível e um bom caráter. É. Faz parte das minhas curiosidades biográficas ter-lhe atribuído um prémio (!), mas hoje não estou para grandes histórias: recordo, com saudades, um regresso de Castelo Branco, onde concordávamos que o melhor "Requiem" de Mozart era o do Hogwood, com as suas vozes infantis, e sequência heteróclita. Quanto à Alçada, não sei se irei escrever muito mais, já que não vai demorar muito, a ela, conseguir pôr na rua, não 100 000, mas 150 000 professores, e isso vai ser adorável. Porém, como é uma senhora, eu, que seleciono as palavras ao milímetro, quero despedir-me com uma flor, mas uma flor especial, que só se dá a narizes empinados como o dela: querida Isabel Alçada, a nova Sinistra Ministra, receba deste seu Arrebenta, com carinho, amor, devoção e respeito, uma flor, mas uma flor de uma das palavras que mais execro em Português: uma flor de... chulé. Melhor, um título que até podia ser dela: "Aventuras de uma Oportunista toda Perfumada numa Flor de Chulé".
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O "Semanário" já há muito que era uma sombra. Contudo, num país desértico, qualquer sombra é inestimável. Acontece que o "Semanário" vai fechar as suas portas, já na sexta. Não sei o que perdemos, assim como não é quantificável saber-se o peso de que se extinguiu mais uma espécie de borboleta, que nunca pudémos ver, por estar distante, algures, sei lá, na Nova Zelândia. Ao "Semanário" devemos textos importantes, como o desta lista da Corja Portuguesa de Bilderberg, que vos aconselho a gravar, porque irá desaparecer, eventualmente, já esta semana. A crise não se extingue aqui, porque parece que o monopólio do Senhor Balsemão, o Patriarca dessa porcaria que veio, lenta e silenciosamente, a destruir o Mundo da Diversidade, está a dar prejuízo, desde 2001. Coitado, vai ter de poupar na coca.
Não se espantem que viva hoje de subprodutos, como "Gatos Fedorentos" e Claras Ferreiras Alves. Ao contrário do "Semanário", a obra da Seita de Balsemão foi uma das enormes responsáveis pelo obscurecimento da Realidade, durante décadas, em Portugal. Teve muitos rostos, a maioria execráveis, como o panasca mal assumido, Alexandre Melo, que, entre engates de sanitário, andava a ditar, nas folhas do "Expresso"- pasquim o que era e não era Arte. Era Arte quem lhe dava quadros e quem lhe ia ao cu.
A Ferreira Alves, essa ignorante profunda, fazia o mesmo peneiro na Literatura, e, quando a coisa ainda baixava mais de nível, entregava a tarefa ao maçon António Guerreiro (e aos seus pseudónimos sem face e de má escrita), outro dos rostos conhecidos do circuito das retretes, sobretudo na Avenida de Berna. Quando queriam subir de nível, vinham então as merdunças do Júdice, o amigo dos pedófilos, e votante no PS e em António Costa, e os gestos de polícia sinaleiro da Marcela-quer-morcela, que já só fala para si própria. A Blogosfera, em parte, é responsável pela destruição deste circuito fechado de comadres, a falarem umas para as outras, e reservo-me o direito de me poder orgulhar por ter contribuído, quanto pude, para isso. Sim, leitor, já sei que, neste momento, já está com vontade de vomitar, mas não vomite ainda: guarde-se para o próximo Governo do Vigarista de Vilar de Maçada, que deve estar para dar à luz em breve, numa maternidade de Badajoz, ou numa ambulância de faróis fodi... perdão, fundidos, muito perto de si.
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Dedicado à Maria José, minha leitora de todas as manhãs, e ao Álvaro, pelas evidências
Num tempo que já não é o nosso, defrontaram-se duas sensibilidades de uma Revolução: uma venceu, encostou-se à Opus Dei, e acabou por enfiar, em Belém, um cavaco que nem para lareira reles servia. A outra dissolveu-se nas memórias. A História podia ter sido outra, mas não foi. Das águas mais presentes, vem um gajo, a quem 64% dos Portugueses disse que não queria voltar a ver como Primeiro Ministro, mas que, como é habitual, na Cauda da Europa, lá teve o direito a bisar. Pelo meio, decidiu que os militares, mesmo na reserva, estavam inibidos de emitir opiniões (!). Ele lá sabe do que tem medo.
Força, Álvaro: suponho que sejam as imagens do silêncio das palavras.
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Imagem do Kaos, que ainda não percebeu que isto está mesmo bué da mau... Há um fragmento da biografia de Fouché, por Stephan Zweig, que eu vou citar de cabeça, porque não encontro o livro, em que ele diz, que "passada a Revolução e o Terror, o dinheiro, que tinha estado escondido, começou a aparecer por toda a parte". Vem isto a propósito de um fenómeno, de que já terão dado conta, que foi a reentrada, de há quinze dias para cá, dos carros de grande cilindrada, no cenário rodoviário português. A tipologia é sempre a mesma: um gajo, ou de má catadura, ou platinado do Estoril, ou, ainda, uma galinha, de telemóvel colado às quinquilharias, e a provocar eminências de desastre, em cada esquina. Na essência, só falta neste palco Vítor Constâncio, vir falar de algumas milésimas de recuperação, para o novo governo ter 100 horas de estado de graça, antes de caírmos na Real, que é muiiiiiiiiito má.
Ontem, estava com demasiado champanhe e alguns drunfos, de maneira que não dava para escrever uma linha direita e hoje acho que ainda menos, de maneira que vamos às tortas, já que se adequam mais ao estado de miséria da Nação.
Comecemos pelos vencidos, o Bloco de Esquerda (de Oportunistas) de quem as pessoas já se começaram a descolar, e ainda vão descolar mais, quando assistirem ao que vai acontecer nas próximas Cortes; o segundo é o "Partido das Paredes de Vidro" que bateu com a cabeça nas suas próprias paredes de vidro, e, doravante, ou entra no ciclo da História ou se arrisca a transformar num mero bando de Zés "Magalhães" e de Zitas Seabras, com todo o respeito que tenho pelo PCP, que ocupa, no meu imaginário, o mesmo lugar do António Calvário e dos belos dias de virgindade de Maria Elisa.
Os vencedores, pelo seu lado, são muitos, e todos dependem da perspetiva que nos dê mais tusa. Pessoalmente preferi o champanhe, já que aquilo me tirou a tusa toda, mas parece que não foi consensual: o Norte, com Porto e Gaia casados numa maré laranja -- quando eu vi o Valente de Oliveira, a "Lola", aquele que se demitiu de ministro, quando rebentou o "Casa Pia", a clamar vitória, percebi tudo... Mas isso é secundário: lá em cima, ameaçam, agora, com o espetro do atraso que têm no País -- ir lá, à Cidade Negra, é como ir, cá, à Rua dos Fanqueiros... -- ameaçam, dizia eu, fazer pressão no Governo "dialogante" do "Engenheiro", que é tão engenheiro quanto dialogante, por mais maquilhagem que ele tente agora pôr nas fauces. Aconselho-lhe Lurdes Rodrigues, como nova Ministra dos Assuntos Parlamentares, para dialogar com a Oposição. Vamos todos adorar. Quanto ao Caciquismo, o mote foi logo dado matinalmente, quando um labrego, que pensava estar ainda no tempo de Camilo Castelo Branco, entrou por uma urna adentro e disparou um balázio num gajo casado com uma adversária, enquanto ela gritava "não me mates, que sou tua mãe!!!..." Acho que isso se passou em Ermedelo (?), que não faz parte das novas estações da Linha Vermelha de Metro, de maneira que desconheço, e continuarei a desconhecer, através das eras, onde fique, ou seja. O País, sim, reconheci-o imediatamente, e era o país dos gajos que lá estavam eleitos há 30 anos, e conseguiam vantagens de 30, 40 e 50% sobre os adversários, onde se mostra que o caciquismo de proximidade continua intacto desde os tempos de Eça de Queiroz: primeiro estranha-se, depois, entranha-se, e é como aquelas agências locais da Caixa Geral de Depósitos, onde todos têm os mesmo apelidos, e depois estendem os vícios às Juntas de Freguesia, às Assembleias e às Presidências do que quer que seja. Fialho de Almeida teria adorado, tal como eu gostei. É gente para ficar lá para sempre, e moldar o seu buraco geográfico à sua imagem e forma, como Deus. Em resumo, muito pançudo, muito pai incestuoso, muito padre pedófilo, muita dona da rua e muita mulher de bigode, como nos tempos d'El Rei. Com o tempo, são como "elas", e tornam-se... sérias.
Temos depois os casos deploráveis, como gente honesta, Fátima Felgueiras e Ferreira Torres, que não conseguiram voltar ao seu pequeno poiso. Como já muitas vezes manifestei o meu apoio, acho que com a Madame Felgueiras se foi particularmente injusto, porque o branqueamento de dinheiros que ela praticava era típico de todas as Câmaras PS, só que esta teve, coitada... "azar". Basta ter "ouvisto" 30 segundos o fradeca jesuíta, a falar "axim" e a dar graças a deus, que a vai substituir, para perceber imediatamente o pequeno Manoel de Oliveira que os espera. Graças a deus, agora digo eu, que o cu é só, e só, deles...
Depois dos casos deploráveis vêm os infinitamente deploráveis, e aqui entramos nos vencedores da noite, o meu favorito, Valentim Loureiro, que, até fisionomicamente, se parece comigo, e que tem enormes afinidades com o meu eu profundo: lemos Proust aos 15 anos, adoramos as peças de piano tardias, de Brahms, dedicamo-nos à cultura de bonsais, e sabemos, de cor, toda a genealogia de infortúnios da Casa Imperial dos últimos Paleólogos, de Constantinopla, da Acaia e Trebizonda. É, em resumo, um ídolo meu, íntimo, e só tive pena que a filha, caneca, não viesse agarrar-se a ele, como quando foi preso, aos gritos e beijos de "ai mê rico pai, mê rico pai!!!..." Fica para a próxima.
Isaltino, um caso de estudo, e que devia ser geminado com Obama, fez questão de dizer que tinha sido eleito, depois de condenado, pelo Concelho, em todo o País, que primeiro erradicou as barracas, com maior grau de literacia, menos desemprego, mais escolas, mais jardins, mais segurança, mais empresas de tecnologia de ponta, melhor nível de vida e conforto... e aqui já estava toda a gente babada, e lá se irá coligar, como previsto, com a "Pegajosa", para não variar. É um exemplo de um caso de sucesso, do "crime de proximidade", uma das invenções do Socratismo. De qualquer maneira, começo os meus parabéns pelo Isaltino, cuja vitória é uma afronta pessoal a um Sistema Jurídico que umas vezes diz que "sim" e outras diz que "não". Como a Felgueiras, o Isaltino é daqueles que também teve... azar. Depois dos casos infinitamente deploráveis, vêm os inexplicáveis à luz da Razão, que é perguntar como é que, em Almada, houve 25% de pessoas a votar em Paulo Pedroso, mas eles lá saberão: devem fazer parte daqueles que a 13 de Outubro vão ajoelhados a Fátima, e depois aproveitam para fazer um broche nos sanitários, com as câmaras a filmar tudo. Os vencedores de mérito próprio são Macário Correia, a quem o Portas uma vez insultou, dizendo que era filho de uma vendedeira da praça, se não me engano, e que conseguiu uma Maioria Absoluta com 20 votos, ou lá o que é que foi, Ferreira Leite, que mostrou que nos nomentos mais difíceis ainda é possível fazer um discurso de Estado, por contraposição com os gagejos e banalidades do boçal de Vilar de Maçada (ia sem powerpoint e sem teletexto, coitado...), e onde se prova que, quer se queira, quer não, o Berço ainda conta; o Marcelo, que parecia uma gata aluada, já a pensar em quem iria trair em seguida, e que se portou, como sempre, muito bem, no seu papel de Lucrécia Bórgia, e... bem... bem... por fim, Santana Lopes, que reentrou, por mérito próprio e para raiva de toda a gente, pela porta grande do Centro da Política. Pela minha parte, também entrei num novo ciclo da minha vida eleitoral: depois de uma brevíssima fase em que votei por paixão, e da fase seguinte, em que votei sempre contra qualquer coisa, e da breve primavera em que julguei votar "útil", cheguei agora à derradeira fase do cinismo, que é votar "porco" e votar "sujo", ou seja, escolher aquele quadradinho que eu sei que vai provocar mais estragos e deixar mais gente furiosa. Assim fiz nas Legislativas e assim fiz em Lisboa, círculo por onde voto, e peço imensa desculpa a António Costa, pessoa a quem, contrariamente ao que muita vez parece transparecer no que escrevo, tenho em boa conta, tirando o pormenor de ele acreditar que não há pedófilos em Portugal, olhe que há, senhor doutor, olhe que há..., e trocava 100 maus caráteres, tipo Sócrates, por um gajo bonacheirão e verdadeiramente inteligente, como o Costa: temos, em comum, virmos de uma família de escritores, e gostei de trabalhar com o pai dele, Orlando Costa, um gajo bem digno, risonho e elegante. De aqui, pois, os meus parabéns ao filho.
Atirado por Sócrates, para não lhe fazer sombra no Largo do Rato, conseguiu, pelos seus próprios meios, passar de Presidente da Câmara do Martim Moniz (60 000 votos que o elegeram...), para Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. É uma vitória e uma ameaça para o lugar de Primeiro Ministro, que o indigno Sócrates se arrisca a não preencher muito tempo. Ao contrário de Sócrates, poderíamos ter, com António Costa, um regresso ao bom nível humano e à boa educação do Guterrismo.
Há neste louvor, todavia, um terrível senão, e é evangélico: Cristo, quando se sentou à mesa da Última Ceia, tinha um Judas, preparado, lá na ponta. A Primeira Ceia de António Costa, como bem compreenderão, está já pejada, ao início, de muitos mais judas do que convivas...
Boa Sorte.
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Para os muitos crentes no Pai Natal, e nos ceguinhos, para quem foram agora reinstituídos, como tratamento, os choques elétricos, o Mundo atirou-lhes hoje para cima com mais um baldinho, bem gelado, de água fria: Obama, Nobel da Paz.
Só quem ao meu lado estivesse poderia entender o nojo que a coisa me meteu, mas acho muito bem feita: na era do Virtual o que contam são as... virtudes e as virtualidades, não os atos, e longe vão os tempos em que recebiam Nóbeis da Paz gajos que passavam a vida inteira presos, ou torturados, em defesa de povos, ideais ou meros princípios elementares. Hoje em dia é mais simples: bastam oito meses de faz de conta, mais os discursos escritos pelo demagogo Jon Favreau, mais a Michelle apalpar o cu à Rainha de Inglaterra, mais umas bacoradas, como prometer reformas pagas com dinheiro que cairia, por obra e graça de Alá, do Céu, ou outras, quejandas, entre as quais assegurar aos consumidores de "cavalo" que as rotas do Afeganistão continuariam livre durante pelo menos 40 anos, com umas orgias "gay" e "piss sex" pelo meio, para ir alegrando os futuros amputados e mortos, e um renovar do embargo a Cuba, para que o "people" tenha de continuar a alimentar, com a venda do corpinho, o tráfico de carne dos nativos. As agências de viagem, Cayo Coco, agradecem. Poderia acrescentar mais uns luxos, mas não me apetece, porque este texto tem de estar acabado antes do período de reflexão pré-eleitoral, portanto, contas feitas, tudo somado dá já, como na história da Cinderela, Nobel da Paz, antes da meia noite. Vamos à leitura primária, já que dispenso a leitura zero, que hoje inundou os Órgãos de Intoxicação Social, e de que o prémio era um "estímulo" (!), o que acho tão extraordinário que nem vou comentar.. Podiam aplicar o mesmo princípio à Literatura, e de aqui a 500 Anos teríamos o Miguel Sousa Tavares a justificar orgulhosamente o SEU "Nòbèle" recebido... Diz a leitura primária que, sendo Obama um racista vaidoso, uma palhaçada destas só serviria para lhe insuflar mais o ego, e não iria muito além do espírito da República das Facilidades, em que nos querem fazer crer que vivemos: pronto, ele assim ficava mais inchado, e, enquanto passava o tempo a olhar para o espelho, a máquina cega que rege a América profunda lá poderia, muito mansinha, continuar em ação.
A segunda leitura, que zumbe, em surdina, por toda a Blogosfera, é que as Forças Ocultas, os chamados Senhores do Mundo, já não precisam de andar agora na sombra, tão avançado está o processo, e que, agora, até vale pôr a carroça à frente dos bois. Por extraordinário que pareça, esta leitura contradiz a primeira, já que chapa diretamente na cara, ao vaidoso caneco, que ele nada é, exceto mais um objeto epifenoménico na lógica fria de quem mexe os fraquíssimos peões políticos. Não é por acaso que Rui Rio e António Costa lá foram, a Bilderberg, beber o cházinho da meia noite. Para o primeiro, prometendo, quiçá, uma futura força forte, num PSD fortalecido; ao segundo, uma substituição de Sócrates, caso seja corrido -- como se deseja -- da Câmara de Lisboa, e o outro caia de corrupto e podre. Santana, como é sabido, por lá passou também, e devem ter percebido que era daqueles que lhe podia dar uma reviravolta e atirar com o xadrez todo ao chão. Essa é, como se sabe, a melhor virtude de Santana, e o que mais aterroriza os agachados e aconchegados do Sistema.
Pessoalmente, que me instalei numa poltrona de cinismo e indiferença, e que detesto Obama, prefiro esta segunda leitura do Nobel da Paz, 2009, para ver se os carneirinhos e os crentes no Pai Natal abrem um pouco os olhinhos, tanto mais que a coisa vai acelerar, em Janeiro, quando abrirem a Buceta de Pandora, do Tratado de Lisboa, e percebermos que fomos deslocalizados para uma periferia dos centros de decisão, em detrimento de jogos encenados noutros palcos, e que vamos embarcar na Solução Chinesa: muito trabalho, pouco salário, e cabeça cortada a quem pensa e fala.
Todavia, para que não percam a esperança, não vos queria deixar sem uma palavra de carinho: há, entre este Nobel apressado e a beatificação de São Balaguer, o facínora da Opus Dei, uma sentida intimidade. Balaguer chegou a santo através de dois milagres: 1) o milagre de nunca ter praticado qualquer milagre e 2) o de ter sido canonizado sem nunca ter praticado os dois milagres necessários à canonização. Se virem bem, um mais um faz dois, que é a conta requerida. Num universo mais profano, o presente Nobel da Paz é nobelizado por nunca ter conseguido nenhuma paz, e pela paz que isso proporciona aos fabricantes de armas, já que, como se sabe, os fornos de altas temperaturas de fabrico do armamento nunca podem ser desligados, porque ficariam destruídos, e isso seria inconcebível para o primeiro produtor mundial de armamento, os States, entretidos no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, e, brevemente, no Irão, mas, agora, muito justamente miraculados com o seu São Balaguer Escarumba.
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Termina a Campanha Eleitoral que um qualquer analista previu viria a ser uma das mais sórdidas de sempre. Errou às centésimas, pelo que suponho que tenha um pequeno constâncio dentro de si. A preceito, poderíamos esmerar-nos e ter conseguido uma coisa ainda mais baixa, mas fica para a próxima, olha, por exemplo, quando tivermos no terreno o alzheimerizado Aníbal a bater-se com o Jaime Gama, o tal das fotos do "Casa Pia" e o Garrafão de Argel. Aí, poderemos insultar e soltar a franga do íntimo Gil Vicente que o "Intelligent Design" colocou no nosso coração. Para fechar, com chave de ouro, as Autárquicas, escolho o evento dos cartazes para a Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia de Almada terem hoje acordado com a palavra "PEDÓFILO" bem pichada em cima. Sobre quem o fez, apenas poderemos afirmar ter-se tratado de uma ação minuciosa, cautelosa e concertada. Concertada, porque ocorreu em simultaneidade; minuciosa, porque escolheu os cartazes com maior visibilidade; cautelosa, porque parecendo que o cavalheiro é exímio em processos e em pedidos de indemnização, a acusação foi evitada em todos os lugares em que aparecesse a cara de nádega do menino, e limitou-se a uma estigmatização difusa, por tudo o que era o símbolo do PS. Duas coisas sei, a primeira, que não tive nada a ver com a iniciativa, embora a tenha adorado, quando me a relataram por telefone; a segunda, que é um problema premente do PS: tivesse-se livrado a tempo dessa gangrena, como de tantas outras, em vez de se lhes colar, como se de teimosias de coincineração do tempo do tarado do Sócrates se tratasse, e não estaria no lastimoso estado de descrédito nacional em que está.
Sobre Paulo Pedroso, acho que tudo o que epidérmico já foi escrito. Poucas pessoas, neste país, tiveram a infelicidade, repito, a infelicidade, de contatar com a derme do assunto, e, menos ainda, de saber o esqueleto ósseo que lhe subjazia. O comum dos mortais portugueses, para além do primarismo dos "Hammerskins", que não deixam de representar uma forma atipicamente diferenciada de brutal oposição ao Sistema, guarda, todavia, um fundo de rancor e de ressentimento, típico das massas que, embora incultas, intuem que foram descaradamente enganadas, e sentem que a Lei Portuguesa é um conjunto de estados de alma, que umas vezes contempla uns com almofadas e outras, com camas de faquir. Paulo Pedroso é daqueles que anda de cuzinho amparado, e, pese-se ainda uma improbabilíssima "inocência", há, na população e na voz do senso comum uma sensação de impunidade e de indecência, que acompanharam este penoso rastejar pelo cenário político. A seu modo, como Soares o definiria, é uma manifestação sucedânea do "direito à indignação", e as populações da Margem Sul sentem como um ultraje que um indivíduo marcado por dedadas indeléveis se atreva a aparecer, na figura do impoluto, do ingénuo, e reintegrar o Palco Político, como se não tivesse havido História. Houve História e muita, e, tentando ser majestático e apartidário, num assunto que me é particularmente sensível -- o "Casa Pia" virou-me, para sempre, a inocência, e destruiu-me a serenidade, enquanto cidadão -- nem supondo a presunção da inocência, nós deveríamos ser sujeitos à Erosão da Indecência: Paulo Pedroso, talvez o caso mais carismático do que vai ser um vexame eleitoral sem precendentes. Outros haverá, com outros teores e calibres, e muitas, mas mesmo muitos, provas da estupidez de um povo atavicamente tacanho, vingativo, e autocomplacente, na sua miséria cultural e cívica.
Pela minha parte, espero ansiosamente por domingo, para poder entrar em período de reflexão e descanso, voltar para Capreia, de onde nunca deveria ter saído, entregar-me à minha natureza sibarítica, de gostos minuciosos e, por vezes, caros, e deixar esta macacada entregue a si mesma. Ah, sim, é claro que, depois de Manuel Alegre, o Garrafão de Anadia, ter chamado a Santana Lopes "malabarista solitário", com mais gosto irei votar nele, mas numa só de avacalhar mesmo a coisa. Gosto de malabaristas solitários: com ele, já seremos dois.
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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Começou a chover, por toda a Europa, e não é um quadro de Max Ernst, mas uma coisa literal. No sentido cifrado, o Tratado de Bilderberg, que toda a gente tem terror de pôr em prática, porque sabe que é equivalente à epígrafe de Dante, "LASCIATE OGNI SPERANZA OH VOI CH'ENTRATE...", fará chover sobre nós, uma chuva densa, castanha, como no fabuloso "Blade Runner", com multidões homogeneizadas, estigmatizadas pelo desemprego, por doenças vergonhosas, como estigmas medievais, de pensamento enformado por seitas e sociedades de pendor duvidoso, a aplicar moralidades pré-iluministas, os suicidados em massa, como na France Telecom, e os poucos empregos disputados por mão de obra ávida de salários mais baixos e de guilhotinar os seus concorrentes. O nome do Sofrimento será milhões, miríades, Legião. Para os avançados de décadas passadas, esta Europa é um terror, equivalente à Revolução Hippie, enterrada por um criminoso de delito comum, Karol Woythila, em que, de um dia para o outro, nos veremos arrancados de campos de flores para cemitérios de solidão e martírio. A América, degenerada, entregou-se nas mãos de um gajo que nunca viu um preto na vida, e que acha que ser mestiço é ser negro. Não é, senhor Obama, o Preto é mesmo preto, tal como Leni Riefenstahl o glorificou, e o mestiço geralmente é racista, porque lhe repugna sempre metade da sua genética. Neste caso, foi o Caucasiano, como eu, que teve de pagar os ressentimentos de Michelle, que agrada bastante ao nojento Berlusconi, que começou em palhaço de navio e, em dez anos, via Loja Maçónica P2, transformou o Estado Italiano numa porcaria afim. De aí a Sócrates e Obama foi um pequeno passo, através das neblinas que foram progressivamente invadindo os Órgãos de Intoxicação Social. Poderão perguntar-me o que faz Obama neste texto: faz, primeiro, porque como toda a gente sabe, considero-o o mais espantoso objeto de fraude da Contemporaneidade; segundo, porque poderá assistir, nesta Europa debaixo de chuva, àquilo que os seus antecessores nunca permitiram: quando De Gaulle pretendeu que o Petróleo fosse negociado em Francos Franceses, a América da Conspiração atirou-lhe para cima uma merdunça, começada em Berkeley, e que degenerou em "Maio de 68", de onde saiu a maior parte dos patifes, que, hoje em dia, quer impor aos outros a ideia de Fim da História. Da segunda vez que alguém quis substituir o Dólar pelo Euro, nas transações internacionais do Ouro Negro, Bush começou uma Guerra, e enforcou-o. Esse homem era, como Bush, outro genocida, e chamava-se Saddam Hussein. Desta vez, com a Europa transformada num enorme campo de concentração de remediados -- "remediado", uma das palavras que mais odeio em Português... -- e cheia dos exemplos que depois foram imitados pelo Mundo que mexe, os palácios, os quadros, os jardins, a "Gioconda", infestada de japoneses e chineses, que o "Intelligent Design" limpará com a Gripe A, para ver se, finalmente, eu consigo observá-la de perto..., a Europa, a quem os meus amigos do Dubai e do Qatar chamam "O Museu do Novo Mundo", irá assistir a algo de miraculoso, e sinal do fim dos nossos tempos: devastados pela Crise Financeira (induzida), os Emiratos tentam agora reerguer-se da ruína, e já acharam um aliado de peso, a China, que quer ver o petróleo diretamente negociado com eles, em yuans (!). Como se sabe, sempre que se está de joelhos, não se pode dizer "não", e os Chineses compraram tudo, desde os terrenos aráveis de África, que dividem com novos potentados abalados no Golfo Pérsico, até às riquezas de Angola, a tal que Mário Soares quis que se "autodeterminasse" entre um povo -- nós -- que não fodia nem saía de cima, para a passar para a mão de povos engenhosos, como os amarelos de olhos em bico. Já Macau lhe soava ao fundo, como se Bocage o cantasse.
Mais a Ocidente, com as maiores reservas do Continente Sul Americano -- imagine-se a bacia submersa na foz do Amazonas... -- o Brasil do pragmático Lula, o único Presidente ativo da Lusophonia, quer ver o petróleo do séc. XXI, e parece que é MUITO petróleo, negociado em Reais (!). Os preços cairão, e as potências emergente atirarão para o fundo da barraca as Obamices e os cozinhados dos escroques Durão Barroso e Sócrates, de duvidosas licenciaturas. Para si, leitor, que ainda não tinha percebido o súbito interesse das Potências no nosso degenerado modo de ser, fica tudo claro: somos um exemplo para a Nova Europa, cornos mansos, passivos, pobres, incultos, sempre prontos para apertar o cinto quando o "Senhor Doutor" manda, falhos em tudo o que é pensamento técnico, crentes em bruxarias e aparições, invejosos e profundamente canibais do próximo, sempre com um belo sorriso nos lábios. Que melhor País Padrão poderia Bilderberg pretender, que não o nosso, e não tivémos de fazer qualquer esforço, nem ir buscar um caneco para Presidente da República, nem andar ao "yes you can" de enviar soldados para o Afeganistão, para depois virem cortados às postas, como já antes vinham os do Bush. Os fornos do Armamento, relembro, nunca se podem desligar... Neste maravilhoso Mundo, descentrado da América e com a Europa transformada numa espécie de gradeamento de Melilla e Ceuta, com uns escaveirados a olharem de dentro para fora, e outros, de fora para dentro, cumprir-se-á o sonho de Michelle: morrer afogada, num sótão de New Orleans, com 200 quilos de peso, fabricados com carne duvidosa de hamburguer chinês, durante um "Katrina", enquanto o cadáver, entalado numa cadeira de baloiço, já com três dias de moscas em cima, será, à vez, minetado pelo cão de água lusitano e por Berlusconi, ajoelhado e submisso, "Il Cavaliere". Vou adorar.
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Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
A imagem não é do KAOS, mas até podia ser
A "Pegajosa" é uma coisa herdada do tempo em que Aníbal de Boliqueime presidia aos destinos de Portugal, e os Fundos Estruturais entravam em jorro, para imediatamente desaparecerem nas algibeiras dos amigos dos Mighâs Âmâghàis, dos Fegguêuigâs do âMâghàl, do Cardunha e Coiso, de um que já bateu a bota, o Falcunha e Cão, e mais uma cambada de nojentos, cuja quinta essência foi Dias Loureiro e Leonesa Bolor, a equivalente ao Paulo Pedroso, do Segundo Império.
A "Pegajosa", estava eu ao colo da minha mãe, a mamar, lembro-me como se fosse hoje, era paga para tentar explicar às mulheres de bigode, aos devoradores de bifanas e aos violadores de velhotas e putos as vantagens da então Comunidade Económica Europeia. Punha -- não me esqueço -- uma boquinha como a da Ana Drago, quando está nos dias dos broches aos grilos, mas mais larga e ampla, como se fosse mamar em gafanhotos. Tinha um timbre lindíssimo, monótono e monocórdico, e com a boquinha em forma de cu de galinha lá resolvia, à luz do Direito Comunitário e sem soltar um único perdigoto, 900 Anos de Mestiçagem, Miséria e Promiscuidade. Costumava estar mergulhada numa bruma de luminotecnia e basem ou pó de arroz, completamente falsa, como os finais de Outono, no Lago de Como. Se lhe telefonavam a dizer, "olhe, o meu marido dá-me um enxerto de porrada todas as noites e eu vou toda negra para o posto de saúde, acha que a CEE vai melhorar agora a minha situação?...", e a Pegajosa punha a boca a meia haste e lá começava, "não há nenhuma diretiva comunitária que contemple "enxertos", exceto as páginas 10 a 23, do Documento 6534, de 1982, que respeitam às castas de uvas, que deverão regular-se pelos padrões VPRQD explicitados nas diretivas anteriores, e que, em caso de empate, serão submetidas a uma comissão de notáveis enólogos. Detetada reincidência no cultivo da casta, estão previstas sanções no procedimento corrente do Direito Comunitário", e aquela boquinha, que nunca parava, dava um jeito ao platinado da armação, e avançava para a questão seguinte, "vivo numa casa com um quarto e uma cozinha. A cozinha está em riscos de ruir, e costumo tomar as refeições frias, com medo de me aproximar do fogão e ir pela ribanceira abaixo. Somos 12 lá em casa, incluindo o meu marido, a minha mãe, que está entrevada, as minhas filhas e os filhos que o meu marido teve das minhas filhas, porque ele diz que quem devia estrear as ratas lá de casa era ele, porque as ratas eram dele, que as tinha fabricado. Será que vou ser feliz na CEE?...", e lá punha a Pegajosa a boca em forma de funil de azeite, para começar a melar, "ratos e outros parasitas fazem parte dos regulamentos comunitários de higiene, respeitando espaços públicos, escolas e zonas de restauração. Constituindo a sua casa um espaço privado, nenhuma das diretivas comunitárias em vigor se aplica, antes se enquadrando na legislação geral de animais domésticos. A Carta dos Direitos dos Animais é muito restritiva, e deve lembrar-se, antes de adotar um animal, que há punições previstas para o seu abandono. Caso o seu marido não saiba ler, e sendo casada em regime de comunhão de bens, aconselhamo-la vivamente a adverti-lo para as sanções em que poderá impeder, e que serão extensíveis a si, em caso de decisão desfavorável de qualquer instância comunitária, caso o animal seja declarado em estado de abandono".
Ouvi-la era um prazer redobrado: telefonavam-lhe da Casa Pia, e diziam, "Ó Dona Meirelles (com dois "éles"), acabou de sair agora de aqui um político muito conhecido, que só veio cá para me papar o cu, a mim, mais o do "Peidolas". Ando nisto desde os três anos, e queria sair para outra vida, mas não sei se a CEE me pode ajudar...", e ela imeditamente agrafava a boca de desentupidor de sanitas de freiras, e começava, "em parte alguma do Direito Comunitário é estabelecida qualquer conexão entre Políticos e cus, pelo que deverá rever a sua ortografia, antes de tentar qualquer mudança de vida. Em caso de dúvida, ou de erro na língua de espressão da sua dúvida, deverá dirigir-se à sede dos nossos serviços de tradução simultânea, em Bruxelas, ou ao Centro Jean Monnet, dizendo-lhe que está interessado em questionar o Direito Comunitário em Inglês Fluente, e aguardar dois anos pela resposta".
Parece que foi corrida de uma Universidade qualquer, daquelas manhosas, onde se davam os Mestrados e Doutoramentos que a "Independente" ajeitava, na forma de Licenciaturas, mas para isso tinha de ir às fontes, e hoje não me apetece, porque, quando embarco nesta vertigens de textos, vale tudo o que me vier às fontes, e o alvo que se amanhe, e depois de corrida da Universidade, ainda teve umas aparições breves pelas televisões, na hora de encher chouriços. Geneticamente, a Pegajosa é um caso notável, porque, como a pescada, antes de o ser já o era, e, ainda não existia o botox, e já ela parecia completamente botoxizada, como a Sofia Aparício, que ia fazer, à custa dos contribuintes, implantes nos calcanhares, no Hospital da Força Aérea, "para não se verem as rugas", dizia ela.
Com o Tratado de Bilderberg, em que todos seremos mais pobres, mais estúpidos, mais mansos, mais desesperados e todos de olhos parados, todos muito iguais, e se falará de Portugal com a mesma piedade com que os nossos antepassados falavam da "Universidade de Cacilhas", a Pegajosa passará a ter resposta para tudo, "Dona Meirelles, estou aqui caída à porta de casa, desempregada, com dois filhos ao colo, e acabaram de me cortar a água e a luz. Irei sobreviver a isto quando tempo?..." E ela: "nada está previsto no Tratado de Lisboa para que fique sem casa, já que apenas lhe é concedida a possibilidade de habitar, e os seus dois filhos poderão, caso sejam escurinhos, integrar um campo de refugiados, antes de serem recambiados para o Senegal, e desaparecer nas goelas de uma tribo de canibais. E se não tem água nem luz é porque deveria saber que a água já foi privatizada e a eletricidade... tem N hipóteses de ser substituída por energias alternativas, que, como pode imaginar, não estou nem aí, para perder tempo a explicar-lhe isso, sua estúpida, quando já devia ter adquirido, no mínimo, uma habilitação de Nível 4, do Fundo Social Europeu, ou um Doutoramento Opus Dei, de Navarra".
Tudo isto teria muita graça, se a Pegajosa não fosse candidata à Câmara Municipal de Oeiras, o Municípo com melhor nível de vida e de literacia, de todo o País Português. Suponho que, com isso, estejam a testar a estupidez do eleitor médio, de Oeiras, Carnaxide ou Alto de Santa Catarina. Votar na Pegajosa é o mesmo que ir de piquenique, e, quando se está no melhor da alegria, jogar as mãos a um trono de pinheiro, cheio de resinas e formigas, e ficar ali colado, horas, aos gritos, à espera de que haja alguma alteração ao Direito Comunitário, que, com o Tratado de Bilderberg, nunca mais haverá.
Entre outros dons, Deus e o "Intelligent Design" pouparam-me ter de votar em Oeiras, mas, imaginem lá, já que estamos naquele período do quanto-pior-melhor, se lá votasse, até ia pôr a cruz no Isaltino, com quem ela se coligará, mal perca as Autárquicas. É justo: uma Autarquia governada por um Condenado, com vice presidência de uma cola-tudo que conhece os meandros todos das Leis Comunitárias que impedem os incautos da baixaria de serem apanhados nas malhas do Direito Comum. Deus e a Irmã Lúcia, e a Amália, também, lhes dêem longa vida. Amén. Boa coligação.
(Peganhento, e com dedos todos colados ao teclado, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL" e em "The Braganza Mothers)