Ouvi na rádio, a semana passada, um programa sobre a informação/conhecimento. Um facto que me chamou a atenção, foi o de haver um estudo que dizia, que o homem de 300 anos atrás, adquiria em toda a sua vida, um conhecimento igual ao que se pode obter, ao ler uma edição do Jornal "Financial Times". Vivemos na era da informação, da banda larga. A informação chega a todo lado. Existe uma panóplia de tablóides, televisões, rádios e revistas. Sem dúvida que hoje em dia, quem quiser estar informado e tiver os meios para isso, tem acesso à informação, praticamente em tempo real. No entanto, a informação é cada vez mais manipulada, quer seja pelas fontes da informação, quer pelos jornalistas, mas principalmente por quem recebe a informação. Nós consumidores, cidadãos, contribuintes e eleitores, interiorizamos a informação como bem a queremos entender ou a queremos condicionar. Não há nada que não seja dito, que não possa ser contrariado, quer por uma opinião, por um facto ou mesmo pela nossa percepção. Os factos são cada vez mais evidentes. O acesso a toda esta informação, leva a que tudo seja posto em causa, mesmo a própria informação. Um Governo pode ser eleito com ajuda da comunicação social. Essa mesma Comunicação Social pode ajudar n a estabilidade do Governo, ou simplesmente "puxar o tapete". Este Governo pode manipular os dados estatísticos a serem revelados. A comunicação social vai revelar os dados transmitidos pelo governo, a noticia. A mesma Comunicação Social emite pereceres e opiniões de especialistas, ou não, sobre os dados revelados. O cidadão vai ter acesso a toda esta informação, a estas opiniões e irá formalizar a sua própria opinião. É mais que que certo que a sua opinião irá ser condicionada pelos mais variados factores. Um dos grandes factores que condiciona a opinião geral portuguesa é o desinteresse. Esse desinteresse leva a que as pessoas não tenham um conhecimento mínimo de assuntos importantes, que influenciam o seu dia-dia, o futuro recente e das gerações vindouros. Estamos então perante uma linha, definida por vários pontos e que em cada ponto que atravessa, sofre uma redução e consequentemente é redutora da verdade. A uma certa altura, em que Cavaco Silva se preparava para ser Candidato à Presidência da Republica, usou um termo que nunca mais esqueci, embora o contexto em que ela tenha utilizado, não terá sido o mais absoluto, " a boa moeda expulsa a má moeda". Isso nunca se verificará na informação, pelo menos verificando a educação e interesse "vigente" em Portugal. No programa de Mário Crespo, na segunda à noite, Medina Carreira entre muitas coisas, disse que o programa deveria ser de uma hora e não de meia hora. Um país não pode ir para a frente quando temos uma opinião publica, que na sua maioria dá mais interesse a 3 telenovelas, um programa de futebol e um telejornal sensacionalista que dá directos a correr, cortando o diálogo aos entrevistados por falta de tempo, e no minuto seguinte apresentam uma reportagem sobre um "Reality Show" qualquer ou sobre um tipo que foi apanhado com mais de 4gr/l de álcool no sangue... Esta realidade é um espelho da nossa sociedade. Se como sociedade não temos educação, não temos interesse, não somos produtivos, é mais que óbvio que os nossos representantes, aqueles que escolhemos para os cargos governativos, são também, salvo algumas excepções, resultado do desinteresse pública, incompetência e principalmente, ausência de valores de serviço público. Para concluir, penso ser fundamental em comunicação, cada um deve desempenhar o seu papel. Sendo assim, cabe a fonte dar a informação correcta, verdadeira custe o que custar, cabe ao meio de comunicação difundir a noticia e os diversos pareceres e finalmente cabe ao receptor interiorizar a informação que recebe e a avaliar, "separar o trigo do Joio". Não podemos ouvir ou ler um interlocutor qualquer e tomá-lo como verdade absoluta. A história está cheia de verdades relativas que se tornaram em guerras e catástrofes. Quem já esqueceu a ocupação do Iraque por causa das armas de destruição massiva?"
L.C.F
Este post, é de autoria de António Américo, do Blogue Auto da tasca. Pode ser apreciado conjuntamente com outros posts de outros autores em http://autodatasca.blogspot.com
"Bom dia caros Taberneiros, clientes e amigos.
Cá estamos, para mais uma semana de escárnio, maldizer e muita filosofia de ponta... podia ser pior, podia divagar entre teorias económicas, a maneira de superar a crise, teorias sociais como auxiliar os Portugueses numa visão Europeia e combater a crise a nível Europeu. Isso não tem interesse. Se fosse realmente importante, José Sócrates teria rumado à cimeira extraordinaria da UE e deixaria os seus "Muchachos" no congresso...
Mas nem tudo foi mau em Espinho, afinal Já vimos para quem o Primeiro-Ministro governa. Ele tem uma governação virada para os seus "boys". Como todos assistimos nos diversos canais de televisão, o Sr. José Sócrates, foi para o congresso do PS como secretário-geral, mas anunciar medidas do Governo, tomando a pele de Primeiro-Ministro. Eu compreendo, com a cobertura dos Media, há que aproveitar todos os segundos para a pré-campanha.
No seguimento do congresso em Espinho, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Presidente Hugo Chávez) convidou os colegas do Partido Socialista português a realizarem uma visita oficial a Caracas, que deverá ter lugar até finais de ano. Ora PS tem muito a aprender, a começar por propor em referendo, que o "Menino d' Ouro" seja reeleito por tempo indefinido, o voto electrónico com um "bug" para manipular um voto não, em voto nulo, várias ferramentas democraticamente válidas para arruinar o país. Nessa altura, quando Portugal for uma Democracia da Escola Sul-Americana, José Lello jamais acusará a TVI de «perseguição pura e dura» ao PS e ao primeiro-ministro José Sócrates. Nessa altura, não haverá qualquer televisão Independente, será tudo fechado ou Nacionalizado para bem da Nação. Também Santos Silva Não precisará de "Malhar na Direita", pois conhecerá outros verbos que enriquecerão o seu vocabulário, como enclausurar, reprimir, torturar, calar. Conhecerá também novas expressões como, défice, divida pública, facilitismo, corrupção. Quem pelos vistos não está muito virado para os congressos é o histórico Manuel Alegre. O Bloco de Esquerda deve estar a esfregar as mãos, sabe-se lá porquê.
Deixo-vos alguns comentários a palavras proferidas durante o congresso:
«O tempo não está para aventura» , José Sócrates - Eu pensava que não, até porque a sua governação parece uma história (triste) de encantar... Se bem me lembro, ainda há 4 meses atrás o Sr. disse que a crise não nos afectaria. Deve ter ido a algum oftalmologista e apurado a visão.
«Não nos deixamos escovar da esquerda que é nossa» , António Vitorino - Ok, então toca a engraxar a direita e a esquerda.
«Nós somos a esperança de Portugal» , Alberto Martins - É verdade, a esperança é que saiam do governo, e rápido.
«Sou um socialista ‘freelancer’» , Vital Moreira - Estou para ver quando for um Socialista a "Full-Time".
«Temos de combater e vencer democraticamente todos aqueles que querem substituir o debate das ideias e o confronto entre propostas por operações de perseguição política pessoal, de calúnia e difamação» - Santos Silva, democraticamente é o que para si? Luta Greco-Romana, Wrestling ou Full-Contact?
«Por estranho que pareça não vi até agora um cão a acasalar com um cão ou um cavalo a acasalar com um cavalo. Os machos lutam uns contra os outros pelas fêmeas e acasalam as com as fêmeas. E nós é que somos os racionais!» , Delegado, a falar sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo - Eu também nunca vi, mas já vi fazer exames via fax, assinar projectos que nunca viu, e mesmo assim continuar no governo. Perante isto, nada me surpreende.
«Todos os congressos tiro uma fotografia com a Dra. Edite Estrela. A minha mulher, que está ali sentada, não se importa» , Delegado, ao fazer uma intervenção no palco - Se a única coisa que este delegado encontra de interessante no congresso, é mesmo a foto com Edite Estrela, alguma coisa vai mal neste PS.
É uma liderança de quem não verga perante as dificuldades, de quem não verga nem vai vergar perante qualquer dificuldade» , Jaime Gama, sobre José Sócrates - Não precisa vergar para cair, está podre nos alicerces, a derrocada pode demorar mas é certa.
«Eu ainda sou do tempo em que havia o culto da caligrafia. Hoje já não há» , Almeida Santos - Havia também o culto da honra, da verdade. Eu sou do tempo em que um Presidente da Republica demitiu um Governo por muito menos.
«Nunca nenhum de nós viveu uma crise como esta» , Vieira da Silva - O senhor está a queixar-se que está a viver uma crise? Imagine o que é viver com um salário mínimo, ou mesmo com o valor de dois salários mínimos nacionais, isso sim, o senhor conheceria fielmente o que é viver uma crise.
Amigos, um grande abraço a todos. Esta semana não há peixe na ementa, não queremos ninguém a engasgar-se com uma espinha atravessada..."
António Américo
Democracia por medida
"Hugo Chavez revelou que pretende governar até 2049, quando completa 50 anos na presidência, e que alongará os mandatos presidenciais de 6 para 10 anos, se ganhar o referendo de 15 de Fevereiro sobre a reeleição presidencial" palavras transcritas do "SOL". Isto não me surpreende, não fosse o Sr. Hugo um grande admirador de um outro "Socialista Revolucionário" de nome Fidel Castro. Também é verdade que não é a primeira vez que o Sr. Chavez tenta apoderar-se do trono. Em Dezembro de 2007, os venezuelanos reprovaram uma proposta de reforma de 69 artigos da Constituição nacional, promovida pelo próprio presidente Hugo Chavez, que estabelecia a possibilidade de reeleição presidencial indefinida. Resta saber, como vai reagir o resto do mundo a esta prática democrática (ou não). Nas últimas eleições autárquicas Venezuelanas, Chavez disse em plena campanha, que mandaria para as ruas Tanques de guerra, caso o partido da oposição ganhasse nas principais cidades do País, dizendo que ninguém travaria a revolução. Nada a comentar, a não ser a défice democrático, a inflação de cerca de 30%. Uma demagogia que vale a pena dizer, "não há Pachorra!"
Teses de Doutoramento à venda por 50 mil euros
"O crescimento do número de candidatos a mestres e doutores deu azo ao negócio e à falsificação. Resultado: Há teses de mestrado e doutoramento a serem vendidas por 50 mil euros e quem falsifica tem tido uma actividade lucrativa e, até agora, sem punições" , também estas palavras do "SOL". Mais uma vez, nada que me surpreenda. Se temos um Primeiro-Ministro que oficialmente tem uma licenciatura, cuja avaliação de uma das cadeiras foi feita a partir de um fax enviado do seu gabinete, a um domingo, tudo o resto não me surpreende. Resta mesmo saber se as outras cadeiras também foram enviadas por fax, ou simplesmente pagas com algum favor. Se neste país aceitamos altos cargos governativos com Licenciaturas duvidosas, é bem provável que estes pagamentos por Doutoramentos e Mestrados não sejam tão castigadores para a nação.
Freeport, uma (triste) novela da vida real
Não sou Juiz, não tenciono sê-lo, por falta de conhecimentos das Leis e por respeito ás instituições, que devem ser "trabalhadas" por quem está devidamente capacitado para os actos. Mas é quase obrigatório ser "Juiz de bancada" (sem querer ofender os Meritíssimos Juízes) e não ter algo a dizer desta odisseia Luso-Britânica. A mais antiga aliança do mundo entre países, que iniciámos com "Sua Majestade", na altura muito por causa do Vinho Porto e dos Lanifícios, renovou os votos num intercâmbio de interesses, luvas e outras Lembranças. Envolvidos membros do governo? Talvez, ou talvez não... Mas porque falam tanto no senhor e nos seus familiares? Ora fala o Tio, ora fala o Primo, a seguir descobrem que a mãe também compra em "offshore"... Isto parece um "Polvo", mesmo ao jeito da terra do senhor Berlusconi. Duvido que dê em alguma coisa. Não que considere que não hajam culpados, mas porque hão-de arranjar maneira de contornar as leis.
L.C.F.
Considero a coerência, um dos princípios fundamentais para a democracia, e acima de tudo, deve ser também, uma característica de governantes e entidades. Só assim é possível demonstrar idoneidade para um bom funcionamento do poder democrático.
Temos vindo a assistir a varias situações, em que a Autoridade da concorrência tem actuado, exemplo foram os processos que condenaram a Ordem dos Médicos Dentistas, por este fixar preços mínimos para a prestação de serviços médicos dentários e também a investigação às Gasolineiras, que em bom português, não deu em nada. O governo do PSD, decidiu liberalizar o preço dos combustíveis, por estar confiante que iria haver uma baixa de preços dos combustíveis, uma vez que a concorrência iria ditar uma luta pelo preço mais baixo. Isso não se verificou, o que verificou sim, é uma concertação dos preços, coisa que a Autoridade da concorrência não vê. E como não bastasse. o próprio Governo não vê que não estão a ser cumpridas as leis de mercado, como também não vê igualmente, que a Autoridade da concorrência, não está a desempenhar as funções reguladoras de mercado. Temos um Governo que impõe às Farmacêuticas uma redução no preço dos medicamentos genéricos da ordem dos 30%, mas no entanto, não tem autoridade para que instituições façam o seu trabalho. Ou mesmo em ultima instância, exigir perante a GALP, empresa com capital do estado, baixo os preços, impondo uma margem de lucro menor, e assim obrigar a concorrência a uma baixa de preços. O mesmo seria de esperar da Caixa Geral de Depósitos. Todos os anos, a Instituição Bancária com capital também do estado, tem lucros elevados. Numa economia como a nossa, o estado controla empresas de Serviços ( Banca, Electricidade, etc) para haver uma referencia de preço baixos e assim outras empresas serem obrigadas a baixar também o preço, se quiserem estar no mercado. Em Portugal nunca aconteceu. Na electricidade os preços são idênticos, na Banca, a CGD não faz concorrência, não faz serviço publico e apresenta lucros enormes, nas comunicações a PT tem os preços mais elevados. Pergunto então qual a finalidade do estado manter o controlo destas empresas? Será para combater o desemprego de alguns "Boys" do partido?
Porque é que o Governo que não hesitou na nacionalização do BPN, por entender que deveria ser salvaguardado os interesses dos depositantes, uma vez que tinham confiado as suas economias naquela instituição, não toma uma atitude idêntica, exigindo às empresas que controla, um lucro mínimo na sua sua actividade e assim obter um aumento do poder de compra dos contribuintes, pessoas singulares e empresas?
Desejo um Bom Ano a todos, e que 2009 seja mais sorridente, na medida do possível.
L.C.F.
No nosso país, temos vindo a dar conta de indivíduos ou grupo de indivíduos que, consideram ser cidadãos de primeira, e esse privilégio permite estar acima da Lei, do Direito e da Moral. Temos visto políticos que desrespeitam a sociedade civil, a lei e infelizmente continuam impunes, porque a justiça é tardia, ou simplesmente tem vazios legais que permitem que crimes deixem de ser puníveis por este ou aquele motivo.
Um desses exemplos do desrespeito pelos valores democráticos, tem sido a actuação do PSD-Madeira. O líder do partido Alberto João Jardim, tem ao longo dos anos demonstrado um desrespeito pelos partidos da oposição. Também é verdade que o PSD Nacional tem convivido com este autoritarismo, e claro o PS tem ignorado a realidade agora no governo, numa tentativa de não abrir uma crise institucional, porque talvez saia queimado na luta contra um “peso-pesado”. A Madeira tem ao longo dos anos feito uma guerrilha com os governos do Continente. Leva-me a interrogar como é que uma região que recebe mais do que dá tem tanto poder. Falamos de uma região com benefícios fiscais, com IVA inferior ao continente. È invocado o isolamento Insular, mas Madeira é uma região que vive porventura, das receitas do turismo, e ao verificar a quantidade de turistas que anualmente visitam a região, podemos concluir que circula muito dinheiro, e as receitas não devem ser diminutas. Já por não falar nos dinheiros atribuídos às colectividades como clubes de futebol, que têm orçamentos que não são proporcionais á dimensão dos clubes, das pessoas que representam e muito menos os resultados que são obtidos. Estamos perante uma disparidade de benefícios, quando comparado com o continente.Volto a questionar, como é que uma região com rendimentos como a Madeira, que recebe mais que as regiões do continente, que constantemente provoca os governos da Republica, continua a ser beneficiado desta maneira. Como se não bastasse, continua a não passar cartucho ás criticas que lhe são feitas. Em declarações a cerca do incidente com o deputado do PND, foi dito que não levavam em conta qualquer critica vinda de fora, como quem diz, quem sabe e quem manda são os que lá estão.
Até quando este totalitarismo, até quando este “Fascismos” que controla uma região com a conivência de muitos? Será desta que teremos uma actuação Oportuna do presidente Cavaco Silva?
L.C.F.
Um dos membros desta comunidade SOL, FPine, teve a excelente ideia de reunir 7 amigos e amigas e iniciar um blogue. Esse grupo reuniu e nasceu o Auto da Tasca. Cada menbro "pintou" uma personagem, tendo um dia cada um para estar de serviço no prezado "espaço comercial". O tema é livre, dando espaço a uma diversidade de opiniões e ideias. Alguns comentadores mais assíduos foram igualmente convidados a participar. postando assim tambem as suas ideias. Eu sou tambem um dos Taberneiros, e faço questão de servir alegremente todos os nossos clientes, todas as Quartas-Feiras.
O que quero partilhar com voces, é um post do taberneiros Jeremias Brutos, que simplesmente considero muito bom, no meio de outros tantos bons posts que podem encontrar no blog, endereço http://autodatasca.blogspot.com. Deliciem-se com esta pérola e visitem este blog, practicamente com posts diários.
Eu, Jeremias Brutus, não me posso queixar. Faço parte daquela minoria de portugueses que se identifica com "os que têm". Neste momento tenho um emprego, tenho uma família, tenho uma casa, tenho um automóvel e tenho um telemóvel. O que mais posso pedir?
É claro que como ser humano nunca estou satisfeito com o que tenho e procuro sempre ter um pouco mais e a desejar um pouquito mais ainda. Neste momento gostava de ter dinheiro e condições para fazer frequentemente (digamos uma, duas ou três vezes por ano) férias no estrangeiro.
Se eu vos dissesse que achava que a Assembléia da República devia discutir estes assuntos na sua agenda, e passar os dias a discutir "pacotes de incentivos para férias no estrangeiro para pessoas de classe média que já têm tudo" vocês diriam que estava a ser egoísta; sendo este país constituido maioritariamente por pessoas que "não têm" seria injusto os políticos usarem o prime time da AR com esta matéria. Em primeiro lugar vêm a agricultura e as pescas, a educação, a política de emprego, a política energética e a saúde. Não faz isto sentido?
Parece que não, que não faz. Em Portugal os deputados entregam-se actualmente em discussões sobre os casamentos de homossexuais. Em minha opinião, um pequeno "luxo" como as minhas férias nas Bahamas. Afinal de contas em Portugal uma pessoa tem liberdade em escolher a sua sexualidade e liberdade em exercer a sua sexualidade. Mal de nós se isto não existisse. Mas o que se discute agora parece ser se se pode passar um "recibo" a dois homossexuais que pretendem celebrar o contracto social que tem o nome de casamento. Não acho isto prioritário.
Os lobbies existem em todo o lado e sabemos muito bem que existem na política. Por vezes a ingenuidade pode-nos levar a crer, como "certa esquerda" nos quer fazer acreditar, que os lobbies são apenas feitos pelas empresas, em particular as petrolíferas. Chamam-lhe "os interesses instalados". Nome pomposo.
Curioso é que essa mesma "certa esquerda" só parece usar o seu tempo de antena para defender um pequeno grupo de pessoas e os seus interesses: "legalizem as drogas", "legalizem o aborto", "legalizem o casamento homossexual". Não há nada de errado em defender ideias e, em certa medida, os grupos sociais que querem beneficiar delas. Mas há uma "certa esquerda" que parece identificar-se, retirando a máscara política, com lobbies. Ou, dito de outra forma, essa esquerda parece ter sido eleita principalmente pelas pessoas que querem estas liberdades. Uma forma socialmente aceite de lobby.
Estas questões não são novas. Já tivémos um lobby do "queijo limiano" que, se bem se lembram, usou apenas um deputado para conseguir o que queria ("aprovem o queijo e eu aprovo o orçamento de estado", se bem me lembro).
Talvez esteja a ser pessimista ou mesmo paranóico. Mas, acreditem, ainda não desisti de ver um dia a AR discutir as minhas férias nas Bahamas
Jeremias Brutus
Quero partilhar com a comunidade SOL, uma realidade, que muitos já sabem, mas não é demais relembrar. A maioria do conteúdo é retirado de um mail que circula na net.
Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente da ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve. Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Este organismo, deu como solução para a EDP recuperar as dividas resultantes da falta de pagamento de clientes, essa divida seria distribuída pelos restantes clientes. Em suma, o bom pagador iria pagar as dividas do mau pagador, uma "bonificação" por cumprir as obrigações. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios. Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego. Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for? Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos». Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
O documento que circula, levanta tambem a credibilidade da ERSE, da sua eficácia, pondo mesmo em causa, a necessidade destes organismos.
Em minha opinião, necessitamos entidades reguladoras, alguem que faça uma ligação entre o fornecedor e o cliente, mas sempre com a intenção de fazer serviço público. Nestes moldes, nenhum organismo faz serviço público, uma vez que o peso que têm na despesa pública é excessivo para os proveitos do cidadão/consumidor.
L.C.F.
"Os homens estão dispostos a ser prestáveis até ao momento em que têm poder" - Luc de Clapiers, Marquis de Vauvenargues [1715-1747]
Estas palavras traduzem a percepção que a maioria dos Portugueses, têm da classe política. Ou seja, quando chegam ao poder, acabam todos por serem iguais. Eu não gosto de generalizar. Este governo foi eleito sem o meu voto, e nunca esperei que fosse um exemplo de governação. O mesmo não posso dizer do nosso Presidente da República. Este foi eleito com o meu voto, mas tem pactuado com as trapalhadas do governo, o que me entristece muito. Não era este o Presidente da República que esperava ver. Estava à espera de um PR mais interventivo, mais atento à situação económica e social. Principalmente esperava um Cavaco Silva experiente e precavido. A boa gestão, passa também pela previsão das futuras dificuldades e a tomada de decisões politicas, que reduzam os efeitos das crises. Pelo que temos aprendido ao longo dos anos, as crises que afectam economias de países de referência como EUA, Alemanha e França, só mais tarde se manifestam na nossa economia. As consequências da crise que estão a abalar a conjuntura mundial, podiam de certa forma, ter sido atenuadas. Era garantido, desde a invasão do Iraque, que o preço do Crude jamais baixaria e que iria ser sempre crescente. O aumento do preço dos combustíveis iria provocar um aumento também em todos os restante produtos, uma vez que o petróleo é utilizado como matéria-prima (ex.: plástico ) e combustíveis para transportes de produtos. Na verdade nada foi feito, o que foi feito foi um aumento do ISP. Este é só um exemplo práctico da gestão do Eng. Sócrates, cujo discurso demagógico não me convence. A economia para além de não crescer está mais instável. Os investimentos nacionais e estrangeiros estão a abandonar o país , as classes mais pobres estão cada vez mais pobres, a classe média está a desaparecer. As empresas estão numa situação caótica. Compreendo que Cavaco Silva não queira ter uma Presidência igual á de Mário Soares. Se bem recordamos, Mário Soares gozou, sim gozou com Cavaco quando este era Primeiro-ministro. Literalmente fez a oposição que o PS não conseguiu no parlamento. Considero que esta "trapalhada" que estamos a viver, se deve em parte a conivência do nosso Presidente da República. Tem estado autista a politicas que não tem feito desenvolver a nossa economia, pelo contrário. Entre muitas, tem uma abcessão pelo controlo do défice, mas pela maneira mais fácil, o aumento dos impostos. A maneira acertada, mas a mais difícil, seria o emagrecimento da máquina do estado. Verificamos o contrário, a maquina está cada vez mais pesada e os serviços do estado estão cada vez mais caros.
Em conclusão, este pais tem uma situação que está muito longe de ser boa ou mesmo razoável, e afirmo convicto, que se por exemplo Manuel Alegre tem ganho as eleições, de certeza que José Sócrates andava mais atento e teria em conta a estabilidade social dos seus contribuintes.
L.C.F.
O exemplo, um factor motivador da ordem, do respeito pela classe e pela sociedade
Na data em que Portugal e os Portugueses celebraram 34 anos da Revolução de Abril, o Presidente da República, no seu discurso no Parlamento para a nação, alertou para o facto de a Juventude não dar relevância aos factos históricos e cada vez menos se identificar com a vida política.
Na verdade, e comparando com passados mais recentes, os movimentos estudantis, eram uma massa de ideologia, princípios e determinação mais relevante que nos nossos dias. Em parte se deve a uma estabilidade que não existia . São exemplos o Maio de 68 em Paris. o incidente com Marcelo Caetano quando visitava a universidade de Coimbra e todo os movimentos Anti-Estado Novo em que grande parte da força eram jovens. Nos nossos dias a intervenção não esta no planos dos jovens tambem porque não se sentem motivados nem representados nas classes políticas.
O que quero abordar é o facto de as pessoas com imediatismo e responsabilidade, têm os deveres morais e cívicos de serem um exemplo para o sociedade, ou principalmente, para quem são uma referencia ou se identificam. Esta semana temos um exemplo dessa incoerencia, falta de princípios democráticos, desrespeito pelas leis e pela cidadania. José Sócrates e o Ministro Manuel Pinho fumaram durante o voo que os levou a Caracas. Isto é uma vergonha, vindo de um Chefe de Estado e de um chefe de gabinete. Foram estes senhores que aprovaram a lei vigente que determina a proibição de fumar em recintos públicos. Isto é incoerencia pura, ou então estes senhores pensam ser uns previlegiados e talvez estarem isentos de Leis.`
São estas demonstrações de pouca democracia que fazem que a classe política caia em descrédito. Este não é um caso isolado, apenas mais mediático. É pena que pessoas esqueçam que devem ter um sentimento de responsabilidade, um sentimento de serviço público e acima de tudo, ter uma postura exemplar para não terem "rabos de fora".
L.C.F.
Já diz a música do Jorge Palma, o que é que estás a espera? O que é preciso para que isto mude? Será que alguns de nós vimos aquilo que outros não vêm? Será que a maioria que deu a vitoria socialista não vê as falências das empresas? Não viu a subida dos impostos, não só o IVA mas também o novo imposto sobre os produtos Petrolíferos? Será que não sentem na pele a diminuição do poder de compra por uma subida dos preços e de uma estagnação dos salários? Será que o governo não vê a situação caótica nos portugueses? A grande maioria dos portugueses “sobrevive”...
É uma frustração cada vez que desfolho um jornal ou faço uma visita a um site de informação. É todos os dias praticamente o mesmo, o preço subiu.., a fabrica fechou... as famílias portuguesas vivem com 100€ por mês... os Portugueses (licenciados) procuram o estrangeiro porque em Portugal não conseguem responder às necessidades, e muitos vão trabalhar para a construção civil...
Portugueses, abram os olhos, despertem, acordem, isto nunca esteve tão mau, isto já bateu no fundo e está prestes a cavar outra cova dentro desta cova funda.
Sr. Sócrates e seu governo, parem de ludibriar a nação, ganhem vergonha, o ordenado mínimo em Portugal é menos de uma décima parte do que os senhores ganham aí no “poleiro”. Uma prestação de uma casa, ou uma renda de casa é superior ao ordenado mínimo nacional. Quando vêm para a televisão dizer que estamos no bom caminho, que a economia portuguesa teve um crescimento acima da média da Europa... Sr., Engenheiro, estamos a falar de Portugal. As empresas estão todas a fechar, os Portugueses estão todos endividados, os salários não acompanham as necessidades das pessoas. Assim não conseguimos aguentar até ao final do ano...
O Engenheiro pediu o esforço dos Portugueses, os Portugueses aceitaram e contribuíram, mas na realidade o esforço não teve o impacto que queriam, admitam isso. O único resultado que teve foi o que interessa ao governo e as metas impostas pela Comunidade Europeia, o controlo do Deficit. Essa obsessão, que quando era defendida por Manuela Ferreira Leite e tanto critica pelo PS, foi levada ao extremo e colocou o país na situação que está, e a qual vocês não admitem, porque se escondem atrás de estatísticas, algumas, as melhores que convêm mostrar. Onde estão as promessas eleitorais? ONDE ESTÃO OS NUMEROS DE EMPREGOS QUE IRIAM CRIAR? ONDES ESTÁ A SUA VERGONHA SR. SÓCRATES? ENVIOU-A POR FAX?
Quero demonstrar neste Post, a minha indignação, com a situação que o país vive. As empresas estão a fechar dia apos dia, as empresas multinacionais estão a encerrar e com elas os despedimentos e a situação cada vez mais precária das trabalhadores. Tem que haver um equilíbrio, e esse já há muito que acabou. A aposta nas PME’s dos governos de Cavaco Silva, que trouxeram o grande desenvolvimento a Portugal, foi abandonada com o fim do “Cavaquismo”. Portugal precisa URGENTEMENTE de um Projecto sério, objectivo, que actue Economicamente e socialmente, caso contrario vamos afundar ainda mais o barco, ficando ao de cima apenas as estatísticas enganadoras, discursos demagógicos, políticas erradas e meia dúzia de burocrátas e políticos a boiar, porque o mal que fizeram ao país, sempre beneficiou alguns “parceiros” que agora lhes podem dar emprego, como temos observado na última década, nem é preciso mencionar as personalidades.
L.C.F.
Está aberta mais uma crise no PSD, se é que nos últimos 3 anos, o principal partido da Oposição, tenha conhecido dias de estabilidade.
Luís Filipe Menezes, saturado da oposição interna, decidiu demitir-se do cargo de Líder do Partido. Em boa verdade, a sua foi vista como a melhor das opções disponíveis do que propriamente o líder mais desejado. Como é habito, ninguém gosta de apanhar os “cacos” de um partido despedaçado, logo após à dissolução do parlamento por Jorge Sampaio e à derrota de Pedro Santana Lopes, com uma Maioria Absoluta para o PS de José Sócrates. Aguiar Branco foi o Primeiro a avançar com a vontade de liderar o partido, mesmo antes de Menezes anunciar a demissão. Passo Coelho foi o segundo a avançar para uma corrida à Liderança. Num Partido de tantos notáveis, existem os rumores que existem conversações entre Marcelo Rebelo de Sousa e Manuela Ferreira Leite, para um destes “Pesos Pesados” avançar com uma candidatura para o Congresso de 24 de Maio. Segundo O Sol, «Rui Rio admite avançar para a liderança do PSD – soube o SOL de fontes próximas do ainda presidente da Câmara do Porto». Menezes por sua vez, afastou definitivamente a vontade de suceder a ele próprio e apelou a Manuela Ferreira Leite e António Borges, a avançarem com candidaturas. António Borges já comunicou que não é candidato e aproveitou para lançar Ferreira Leite como candidata preferida
O país e PSD anseiam ver esta resolução desta brecha na liderança. Estamos a falar do possível futuro Primeiro-ministro ou no pior das hipóteses para o partido, o líder da oposição. A meu ver, as melhores personalidades para liderar o partido são Manuela Ferreira Leite e António Borges. Manuela Ferreira Leite é um membro do partido muito influente, muito respeitado dentro e fora do partido. Tem um perfil forte, admirada pela sua frontalidade, pela vontade de apresentar trabalho e reconhecida dedicação à Causa “Serviço Público”. Tem potencialidade para reunir o consenso no partido, acabar a oposição interna que divide o partido e tanto proveito trás ao PS e governo. António Borges é um economista de renome nacional e internacional. A sua experiência, tanto na docência como na área empresarial, fazem dele um líder, muito forte e uma lufada de ar fresco numa classe política mais teórica que teoria aplicada. António Borges é mais jovem que Ferreira Leite. Partiria com desvantagem de ser menos conhecido do público em geral, uma vez que Ferreira Leite já todos conhecemos desde os tempos de Cavaco Silva, mas com as virtudes de estar a menos tempo na vida política, logo menos exposto a pressões dos lobbyes, que na maioria das vezes, condicionam as decisões politicas. Muito se espera neste PSD que tem como prioridade vencer as próximas eleições legislativas e recuperar de alguns anos de turbilhões e insucessos políticos.
L.C.F
Estamos perante uma verdadeira Telenovela Mexicana. O assunto Tibete tem sido posto para segundo plano por países que se consideram um exemplo a nivel de democracia. Portugal não foge a essa regra.
Os chamados países mais desenvolvidos, por uma afinidade ideológica e/ou por interesses económicos, têm fechado os olhos a um prolongado desrespeito pelos Direitos Humanos. Esta brutalidade anti-democrática iniciou a exposição ao mundo em 1989 com o Massacre Praça Tein-nam-men em Pequim. A partir dessa data a China ficou exposta aos olhares críticos da Comunidade internacional mas na verdade nenhum governo aplicou verdadeiramente represálias que demonstrasse o descontentamento com a ausência de liberdade, como aconteceu com outros países. O conflito e a Ocupação do Tibete, tem por um lado, o desrespeito da cultura e ideologia religiosa, e por outro o desrespeito por valores humanos. Um povo simples, humilde, que “aceitou” a ocupação, mas apenas quer ver preservada a sua cultura e a liberdade religiosa. Está a vista de todos, as perseguições continuam, os manifestantes morrem, os números das vitimas nos relatórios governamentais estão muito longe dos números dos representantes Tibetanos. Uma vergonha. A China numa tentativa ludibriar a comunidade internacional, convida um grupo de jornalistas a visitar o país, mas mais parece um grupo de Hooligans com escolta policial, que visitam o pais em lugares previamente escolhidos, com horarios e escalas definidas.
Portugal tem pactuado ao longo dos tempos com esta situação. Na presidencia de Jorge Sampaio, e na altura em que António Guterres era Primeiro-Ministro, Dalai Lama visitou Portugal. Na data, o lider Espiritual do Tibete, ganhara o Prémio Nobel da Paz. Mas a incoerencia política sobrepõe-se ao bom senso a ao protocolo, Dalai Lama não foi recebido com Honras de Estado, nem por ser Nobel da Paz nem por ser um Líder Religioso. É minha convicção que, Dalai Lama, como grande Homem que é, não deu grande relevância ao facto, dando maior importancia à Conferencia que deu, estando rodeado de simpatizantes, com quem partilhou a sua bondade e sabedoria. Eu como Português sinto-me ofendido, por esta situação e tambem por José Sócrates, ter recusado receber Dalai Lama durante a Presidente Portuguesa da UE. É Incoerente recusar pessoas que querem a paz, não têm armamento, não cometem crimes contra os seus nem contra qualquer tipo de povos da humanidade. Recebemos com Pompa e Circunstância lideres que oprimem o seus, enriquecem enquanto o povo está deficitário de comida, saúde, ensino e cuidados médicos, como o caso do Sr. Mugabe e outros líderes Africanos, foram recebidos ao mais alto nível. Tambem temos esquecido a situação de Cuba, e que o povo vive um imposição de um poder que favorece uma minoria, e o sr. Fidel com a seu habitual discurso demagógico vai insultando a inteligência de muitas com um discurso ridículo de uma ideologia política ultrapassada, repressiva e anti-democrática.
Defendo que todos os atletas olímpicos dêem o seu melhor, não devemos misturar desporto e política, devemos ver sim o desporto com um denominador comum entre as nações. Cabe aos líderes da cada país, demonstrar a sua concordância ou desacordo, com a situação que se verifica em geral na China.
L.C.F.
À quinze dias a trás, o nosso primeiro-ministro, quando confrontado com a possível descida de impostos, disse que essa descida de impostos era equacionada por quem não era conhecedor da situação do país nem dos valores estatísticos do ultimo ano, 2007. Realmente Eng. José Sócrates tem razão, e o senhor vem confirmar isso, o senhor não vê mesmo nada disto, o senhor é o cúmulo da incoerência, tal como a maioria dos ministros liderados por si. Como é possível em 15 dias mudar de opinião?
Na verdade, e em minha perspectiva, nós não temos um governo, temos um grupo de indivíduos que venceram as eleições, com maioria absoluta e simplesmente vão gerindo uma autogestão. Se houvesse uma gestão séria, como aquela gestão que vem nos manuais universitários (mas que não se enviam por fax), teriam procedido a uma avaliação do que estava mal, o que precisava ser alterado, ponderado que politicas deveriam definir para o objectivo de forma eficiente e finalmente depois dos objectivos serem atingidos, quais os resultados. Como dizem os Americanos “by the boock”, não é preciso inventar nada, é só seguir os passos dos livros. Se isto se tivesse verificado, o Sr. Primeiro-Ministro não fazia figura triste, a dar o dito por não dito. Mas esta não foi a primeira vez, mas mais a frente retorno o assunto. O que me leva a dizer que estamos em autogestão é o facto de as decisões serem tomadas consoante a opinião pública, os ataques da comunicação social e da Oposição. Esta situação é uma amostra tal como a situação da Ota. Deu passos de gigante atrás em assuntos demasiados importantes para serem levados em conta de maneira leviana. Para alem disso, é sempre bom relembrar que não foi o governo que controlou e baixou o défice, o esforço foi todo dos contribuintes, foram eles que com o aumento de impostos como o ISP e IVA, aumentaram as receitas do estado. Nas suas palavras, não houve um défice tão baixo nos últimos 30 anos. É caso para dizer, nunca tivemos um governante que estivesse tão obcecado com o défice, ao ponto de sacrificar a grande maioria das famílias portuguesas, nem mesmo a Ferreira Leite, ou então voltamos à idade média, o Rei e a corte engorda enquanto a plebe passa fome. Quando considerou que a sua melhor virtude era ser generoso, estava enganado. De generoso não tem nada, e posso aumentar outros adjectivos ausentes na sua lista: competente, coerente, modesto… nada melhor como relembrar também que o ex-ministro da saúde Correia de Campos, em 21 de Janeiro anunciava a criação de novos Hospitais em Faro e Sintra e «vai ser posto a concurso juntamente com a gestão do Hospital Fernando da Fonseca [Amadora-Sintra]», contrato que termina este ano, mas que o Ministério vai «provavelmente solicitar a expansão do prolongamento precário da sua vigência». A semana passada o Primeiro-Ministro anunciava uma gestão pública para o Hospital Amadora-Sintra. Quando questionado sobre o facto de anteriormente ser anunciado o concurso para gestão hospitalar, o Sr. Sócrates negou, nenhum membro do governo anunciou essa medida. Felizmente os canais de televisão gravaram. As imagens gravadas são como as crianças, não mentem…
O que é exigido, é que faça o trabalho para qual o povo o elegeu, os eleitores querem ver o país bem governado. A resposta para isso não esta na sua estatística que considero manipulada na medida que só mostra o que lhe interessa. O que todos queremos é ter uma real qualidade de vida, um estado que recompense os contribuintes e sintam que os seus impostos estão a ser empregues em obras e serviços que defendem o interesse de cada um e interesse global.
L.C.F.
Reza a história, que a determinada altura, Mao Tsé-Tung, depois de um estudo, mandou exterminar grande parte dos pardais. È verdade. Não fuzilou os opositores do regime “democrático e popular”. Na verdade, segundo o estudo, os pardais consumiam uma grande percentagem da produção do arroz. Então nada melhor que acabar com a raça das aves devoradoras de arroz e assim mais fica para o povo manter a sua dieta de cultura, patriotismo, educação e arroz…
O resultado foi catastrófico, em bom português, foi pior a emenda que o soneto. As Aves não comiam apenas o arroz, elas comiam também o gorgulho e outros insectos, que agora eram o topo da cadeia alimentar, uma vez que não tinham predadores. A população Chinesa, ficou ainda com menos arroz, afinal e ecossistema funcionava, os pardais tinham o seu papel na natureza. À boa maneira Socialista, os iluminados portugueses, querem aprovar uma lei, que proíba a importação e criação de cães, que estão na lista das chamadas, raças perigosas. E os que existem, serão esterilizados, para impedir a sua multiplicação. Meus senhores, é completamente ridículo, é de uma tacanhez impressionante. Como é possível ter uma ideia que não encontro adjectivos pejorativos “socialmente correctos” que os possa escrever, mas tenho muitos que felizmente não os vou enunciar. É inadmissível que em pleno séc. XXI, em que instituições governamentais e não-governamentais, gastam dinheiros privados e públicos na preservação das espécies e agora tenham uma ideia de exterminar raças do melhor amigo do homem. Essa proposta é própria de quem nunca estudou o assunto profundamente, e esta a julgar as excepções pela regra. Meus senhores é completamente ridículo… é uma insanidade…
Outra proposta é proibir os piercings na língua e zonas genitais… ai valha-me Deus e sou um Ateu convicto… Já estou imaginar os jornais, nas paginas dos classificados, a publicidade a casas da especialidade em Espanha, tal como acontecia quando os abortos eram proibidos em Portugal e os portugueses recorriam ao país vizinho para fazerem a interrupção voluntária da gravidez. Como é possível, um partido que defendeu o aborto com unhas e dentes, porque era um afrontamento á liberdade da mulher, não poder decidir se quer ou não ter um filho, e tirar a liberdade a um cidadão de usar um acessório?
E vai assim o nosso país, andando pela trela de uma cambada de políticos inúteis, que pensam e perdem tempo em coisas fúteis e políticas de fundo e que realmente o país necessita, nem vê-las. Deviam criar uma lei em que políticos mentecaptos, fossem proibidos de cargos públicos e de decisão.
L.C.F.
Segundo a Lusa, o economista Miguel Cadilhe pronunciou-se em Braga sobre a economia nacional, afirmando que o país «está em recessão económica grave». Cadilhe alegou ainda, que esta situação se iniciou em 1999 e se aprofundou 4 anos mais tarde
Estas afirmações não são uma novidade para ninguem, mesmo para aqueles que defendem que Portugal está no bom caminho, nomeadamente o Primeiro-Ministro, que, tenta a todo o custo, convencer ele proprio e os Portugueses, que a situação do país é de crescimento e desenvolvimento. Na verdade, Portugal teve um desenvolvimento que começou nos governos da Cavaco Silva, e o auge do motor desse desenvolvimento, foi sem duvida a EXPO 98, em que se verificou claramente um dinamismo em todos os sectores economicos. A seguir a isto nada de novo. Com a eleição do Governo de António Guterres, verificamos uma distribuição inadequada dos dinheiros publicas, um retrocesso da economia derivado a um desacelarar do investimento, e por outro lado as reformas que deveriam ter sido iniciadas já no governo de Cavaco Silva, não houve vontade politica de as enunciar. Talvez não fosse conveniente entrar em conflitos, aproveitar as receitas amealhadas e mostrar obra... Na verdade, o Sr. Guterres aproveitou o bom trabalho dos governos de Cavaco Silva e limitou-se a gerir receitas, mas nunca se preocupou em manter as contas do estado equilibradas. Considero mesmo, e penso não ser o unico, que se os governos após Cavaco Silva, tivessem seguido o mesmo rigor, a determinação e conhecimento real, Portugal estaria bem melhor. Este Governo actual não é muito diferente do Governo de Guterres.A diferença é que este governo remete as culpas para os governos anteriores, que em parte tem razão, nomeadamente ao curto governo de Santana Lopes. Santana Lopes com a pressa de deixar trabalho, cometeu erros de Casting a formar governo, o que mais tarde se veio a demonstrarn s conflitos com os diversos gabinetes. Já que no diz respeito a Durão Barroso, este sim, encontrou o pa´s numa situação caótica, com uma abrandamento na economia e ainda uma grande desmotivação na investimento. Cá estaremos mais uns anos, e aí poderemos ter uma analise de quem tinha razão, quem governou bem e quem governou mal. Só agora é que muitos dão a mão á palmatória e reconhecem a boa governação de Cavaco Silva. Não é um conhecedor de historia e filosofia, como disse o Sr. Mário Soares, mas no que diz respeito a economia, finanças, os seus governos são a demonstração das suas qualidades. O seu sentido de estado, a visão de Portugal para um país competitivo, com um lugar na Europa e no mundo, ficaram marcadas nos anos de prosperidade, evolução e bem estar socio-económico.
L.C.F.