Olá princesa, sou o papá…

Seal e Heidi KlumEm tempos já tinha pensado em falar da minha experiência pessoal quando visitei uma sala de partos. Foi pois com bastante interesse, que li o óptimo artigo, “Partos difíceis, para os pais”, publicado esta semana na revista ‘Tabu’, do jornal SOL. Desse artigo da jornalista Marta Curto, saliento as seguintes afirmações de Maria de Jesus Correia, psicóloga da Maternidade Alfredo da Costa:

«O problema é que neste momento já não é uma opção que os homens têm, mas uma obrigação social»

«os futuros pais temem a ‘chantagem’ emocional das mulheres, que lhes dizem que serão maus pais e que não gostam delas se não as acompanharem, ou até a troça dos amigos que assistiram a tudo estoicamente»

«o erro não está em permitir o pai na sala de parto, mas sim em assumir-se que ele irá lá estar. Há pais que não estão preparados e não é uma questão de virem a ser melhores ou piores pais. As pessoas são diferentes»

No artigo, é referido que na Maternidade Alfredo da Costa, serão mais de 80% as mães que são acompanhadas pelos maridos. Num estudo realizado em finais de 2005, o pai do bebé foi considerado «a figura de suporte mais significativa no momento do parto»

 

A minha experiência pessoal.

Durante o tempo de gravidez, acompanhei a Princesa Mor nas aulas de um curso de preparação para o parto. Se há quinze anos atrás - tal como é mencionado no artigo – não era comum ouvir-se dizer que o pai tinha acompanhado a parturiente na altura do parto, também estes cursos de preparação são algo moderno. Posso dizer que dei por bem empregue o tempo que lá passei. Prestei pouca atenção à parte da respiração, mas estive bastante atento na parte que falava na forma de dar banho ao recém-nascido.

Como devem calcular, eu a Princesa Mor andávamos ansiosos pela chegada do dia em que a Princesa Jr iria decidir que o bem-bom teria de acabar e que seria interessante ir ver in loco de onde provinham todos os sons que ela ouvia antes dentro de um casulo com líquido amniótico.

No dia Mundial da Criança, perante uns sinais evidentes – para nós – de trabalho de parto, lá fomos nós às 09:00 para o Hospital. Às 09:30 estávamos de volta a casa pois tinha sido falso alarme. Era evidente que a pequenina não queria enfrentar os trinta e muitos graus que se faziam sentir no dia um de Junho, Quinta-feira. Passaram mais uns dias e nós sempre a fazer grandes caminhadas, pois disseram que ajudava.

Na madrugada da Segunda-Feira seguinte, pelas 03:30, fui acordado com um: ‘Ai! que estou cheia de dores’. Perante esses sintomas, a ingenuidade fez-nos pensar que poderia ser algum problema e não o tal momento muito aguardado. Chegados ao Hospital, a Princesa Mor entrou de imediato. Passados uns minutos, chamaram-me e disseram: É favor subir!.

Chegado ao bloco de partos, perguntaram-me se eu iria assistir. Eu disse de imediato que sim pois essa decisão já havia sido tomada com antecedência. Deram-me uma bata descartável de cor verde – não tive direito a máscara ou protecção dos sapatos – e encaminharam-me para a sala onde a Princesa Mor já se encontrava preparada para o trabalho de parto. Com sete dedos de dilatação, a epidural já não era uma hipótese viável. Além disso, no Hospital de Faro, a epidural só é dada das 09:00 às 20:00 pelo facto de só haver um anestesista. Durante a noite, o anestesista está dedicado ao serviço de urgência.

Colocaram-me ao lado da Princesa Mor e eu lá fui assistindo aos preparativos para o parto. Nesse aspecto, cito novamente a psicóloga Maria Correia no texto do SOL, «…E, em caso nenhum, deverá estar a assistir à cena de frente. A posição do pai é ao lado da mãe, dando-lhe a mão…». Aqui, penso que todos devem estar de acordo. O pai não vai ajudar o médico a puxar o bebé e por isso, tirando algum fetiche, nada justifica que o pai possa querer estar na primeira fila, além de que nessa perspectiva o trauma poderá ser garantido.

Não é a Princesa JrA médica que assistia ao parto lá ia dando umas indicações, sobretudo à custa de ‘faça força’. A forma peculiar de respirar, que havia sido aprendida no curso, estava agora esquecida num recanto obscuro do cérebro da Pricesa Mor. Mas a operação estava a correr de forma tão célere que estes aspectos eram insignificantes.

Até aqui, permanecendo ao lado da parturiente, não existe nada que possa impressionar o pai que acompanha este momento único. A menos que o dito ponha a imaginação a funcionar e pelos sons, perceba que a médica acabou de fazer uma incisão no períneo. Mas como não está a ajudar a segurar a tesoura, nem é ele que está a fazer o corte, não tem motivos para se impressionar.

Por fim, às 05:15, a Princesa Jr tomou conhecimento directo com o nosso planeta ainda azul.

Aqui, saliento os seguintes aspectos. Eu já tinha visto na TV várias imagens de partos, por isso, sabia que os bebés nascem ensanguentados e que o cordão umbilical tem uma cor acinzentada. Nesta fase, caso o pai não possa ver sangue ou seja facilmente impressionável, vão haver graves problemas, pois é uma imagem que pode ser efectivamente traumatizante.

A Princesa Jr foi colocada sobre a barriga da mãe e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, foi cortada a ligação directa entre mãe e filha. Ainda pensei que me perguntassem se queria cortar o cordão, mas tal não aconteceu, para minha desilusão. Nisto, perdi o contacto visual com a Princesa Jr, pois tinha sido levada para ser limpa e pesada. Só passados uns minutos é que me colocaram nos braços o ser mais bonito que eu já tinha alguma vez visto, com 3.700Kg e 50cm. Foi nesse momento que eu olhei para ela e com a voz totalmente embargada disse: ‘Olá Princesa, sou o papá…’

Os restantes procedimentos decorreram de forma normal e eu e a Princesa Mor lá nos despedimos da pequenina que teve novamente de sair da sala.

 

Clamp do cordão umbilical 

 

Estava eu em amena cavaqueira com a Princesa Mor, quando a médica diz que a Placenta ia sair. Neste aspecto, confesso que não sabia o que iria ver, pois as reportagens na televisão só mostram até ao momento em que o bebé nasce.

Bom, quando sai a placenta e a médica a coloca sobre a mesa de apoio, para onde eu tinha visão directa, não pude evitar soltar um ‘UAU’, assim tipo ‘UAU’, em consequência do facto de estar a olhar para algo semelhante a uma alforreca cinzenta e ensanguentada. Perante a minha expressão, a médica questionou-me: ‘Está a sentir-se mal?’. Eu disse que não e que apenas estava espantado com o aspecto da placenta por nunca ter visto uma imagem de exemplo. Dito isso, a médica achou que deveria dar uma aula de anatomia. Agarrou a placenta por baixo e elevou-a no ar, para que a Princesa Mor também pudesse acompanhar a explicação. ‘Pois, está a ver, aqui estava agarrada às paredes do útero….aqui estava a bebé….’, etc. Foi um momento onde eu achei que tinha perdido o apetite. Porém, ainda era cedo para comer fosse o que fosse. Mandaram-me para casa, pois a Princesa Mor tinha que ir para o recobro e disseram-me para voltar às 14:00, hora das visitas.

E foi assim.

 

Costumo dizer que não gosto de ‘fazer o circo’ com imagens. Para explicar algo ou fazer um texto, não é necessário exibir imagens chocantes ou ofensivas. Para isso já basta alguma da imprensa sensacionalista da nossa praça. Assim, quem estiver interessado, poderá ver aqui e aqui, o que serviu para uma aula de anatomia em directo.

A Alta Autoridade do ‘Ma Ke Jeto, Mosso’ avisa que os links podem conter imagens eventualmente chocantes, que podem ferir as susceptibilidades. Depois deste aviso, solicita-se que leia primeiro o resto do texto. Obrigado.

 

 

 

A minha opinião.

Assistir ao parto é um momento único e recomendo essa opção a todos os pais. Porém, que não hajam dúvidas que é um momento que pode impressionar ou mesmo traumatizar um qualquer pai mais sensível ou que efectivamente não suporte assistir a um parto. Aliás, o artigo não refere esse aspecto, mas uma sala de partos é um local bastante aquecido. Numa situação de calor intenso e perante os nervos normais de uma situação de emoção, pode acontecer que um qualquer pai possa desmaiar, mesmo que não seja impressionável com sangue.

No artigo, a psicóloga afirma que «A percepção das dores de parto é, muitas vezes, a pior provação para o homem. Ver a mulher com dores e nada poder fazer, é uma violência. Ainda por cima porque é o próprio filho que a agride». É um aspecto interessante e sobre o qual nunca tinha pensado. Talvez seja esse um aspecto que impeça alguns pais de assistir ao parto, o facto de não de não conseguirem ver a sua mulher a sofrer.

Se eu tivesse dentro de mim um bebé prestes a nascer, se estivesse com dores horríveis e se fosse encaminhado para uma denominada sala de partos, iria gostar de ter perto de mim a minha Princesa Mor. Já gosto quando estou doente, o que seria então numa situação dessas. Porém, também não gostaria que ela me pudesse ver em sofrimento e por esse motivo, talvez a tentasse impedir de estar comigo nesse momento. Mas, se ela me dissesse que esta situação a iria impressionar, eu iria compreender e aceitar a sua posição. Antes isso do que eu ainda ter que estar a preocupar-me com as dores de parto e com o facto dela poder estar a sentir-se mal e prestes a desmaiar.

 

Um aspecto. Quando eu assistia ao curso de preparação para o parto, eram vários os pais presentes. Apesar da formadora salientar por várias vezes o papel do pai no parto e salvaguardar o aspecto de nem todos serem iguais e por isso haver sempre que não consiga assistir a um parto, fiquei sempre com a sensação que nenhum dos presentes seria capaz de publicamente afirmar que não iria estar presente no momento do parto.

 

Como nesta comunidade existem muitas opiniões diferentes, aproveito para colocar três questões cujas respostas vão também permitir aferir sobre algumas afirmações do artigo da revista.

 

Para elas: aceitaria sem qualquer reserva ou ressentimento que o seu marido ou companheiro não assistisse ao parto, por este reconhecer que não seria capaz de aguentar esse momento? Tal como diz a psicóloga, será que os homens temem a ‘chantagem’ emocional das mulheres, «que lhes dizem que serão maus pais e que não gostam delas se não as acompanharem»?

 

Para eles: acha que actualmente o acto do pai assistir ao parto já não é uma opção, mas sim uma obrigação moral? Iria admitir que não foi capaz de assistir ao parto, perante os seus amigos ‘heróis’ que estiveram presentes nesse momento?

 

Existe por aqui algum futuro papá que ainda não sabe se irá assistir ao parto?

 

Publicação: Sunday, February 04, 2007 6:58 PM por bluewater68
Arquivado em: ,

Comentários

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 7:25 PM por ifabiao

O meu marido acompanhou-me no nascimento da minha primera filha, mas neste último , infelizmente e tratando-se de um nado-morto, não chegou a tempo.Não fiquei magoada porque fui muito bem assitida, mas também aceitaria se ele não quisesse assistir.Ele próprio me disse que quando viu o primeiro achou que não é qualquer um que aguenta.

Bjs

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 7:36 PM por XXI

Olá Bluewater68

Vim aqui para comentar o post do"Divórcio da sétima arte", pois há pouco não tive tempo, e deparo-me com outro, ao qual não resisto de tecer um breve comentário.

Adorei, mais uma vez o conteúdo e a clareza com que desenvolve cada tema. ESPECTACULAR!

Já fui mãe há alguns anos e confesso que não teria gostado que o pai estivesse presente. Justificação: seria uma preocupação acrescida.

Concordo, no entanto, que exista esse acompanhamento, desde que natural e espontâneo, não por ser “moda”, porque os amigos também assistiram. Cada caso é um caso, e depende muito do feitio de cada pessoa.

Confessar que não se está à altura de um acontecimento, não é cobardia mas é ser verdadeiro, e para mim é uma qualidade.

Maria Romã

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 8:16 PM por Mendro

Muito sinceramente, não sei se terei estômago para assistir a um parto, mas pessoalmente concordo que a presença do pai seja encarada como uma responsabilidade paterna.

cumprimentos

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 8:55 PM por amargura

Boa noite Bluewater68,

Impressionante o seu relato.

O meu marido esteve presente no parto do meu "Anjo" que nasceu numa Casa de Saúde. O meu "anjo" nasceu com 3,890 Kg e 48 cm. Vi o meu marido tão pálido, enquanto eu estava a puxar (parte normal, sem epidural) que pensei: ele vai cair no chão ... Entrei às 3.15 da manhã e o meu "Anjo" só decidiu nascer às 15h30, num domingo, a chover torrencialmente ...

Quanto à minha "Princesa" que nasceu também nas mesmas condições. Ela nasceu com 3,980Kg e 51,5 cm ... Era enorme ... Parte normal, sem epidural. A minha "Princesa" não queria de modo algum sair, mesmo lá chegando para a ter às 5h30 e às 10h30 cá estava fora. Mas foi horrível, porque ela não queria mesmo sair ...

Orgulhosamente, tenho de dizer que nesse dia foi a menina maior que nasceu e a mais pesada, mesmo tendo em conta os meninos que lá tinham nascido, naquele dia de calor tórrido ...

Respondendo à sua pergunta, nunca teria perdoado o meu marido, se ele não tivesse lá ... Os filhos fazem-se a dois, por isso, tem-se a dois ...

Parabéns!

Beijinhos

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 9:06 PM por JATavares

BW, fiquei encantado com a ternura do seu post.

Dá para pensar como é possível que tal milagre possa ter desfecho tão trágico como o que defendem os apoiantes do SIM. Ainda ontem num programa do National geographic apresentaram imagens de fetos que, às seis semanas já deixam que se distinga se são meninos ou meninas. Há tanta mulher desejosa de engravidar e, afinal dá Deus as nozes a quem não tem dentes para as roer! Já estou pelo que vier.

Sobre assistir, ou não, ao nascimento dos filhos, eu não vi onascimento dos meus, mesmo que quisesse tal não me seria permitido. Penso que é uma questão bastante polémica. Afinal se a sua mulher entrar nas urgências do Hospital por um qualquer motivo,  não o deixam entrar. A presença de familiares em actos médicos pode perturbar não só o pessoal médico como também o próprio paciente.

Subscrevo totalmente o que foi dito pela Maria Romã, realmente se for por moda não vale a pena. falando da minha experiência não sinto pena nenhuma de não ter assistido ao nascimento dos meus filhos, acho também que isso é uma questão civilizacional. Em certas culturas isso seria impensável.

Aprofundando um pouco as questões delicadas podemos pensar que certos actos por nós praticados são feitos com muito recato e longe de quaisquer olhares ,mas isso não quer dizer que em certas culturas também seja assim.

Quando Camões chegou às ilhas que hoje constituem parte da Indonésia ficou paralizado e chamou-lhes as Ilhas dos Amores, não só os pais ofereciam as filhas aos forasteiros como a sexualidade era praticada sem qualquer tabu.

Se fôssemo mesmo aqui ao lado, a Marrocos e propuséssemos que o futuro pai fosse ver o nascimento do filho as pessoas ficariam horrorizadas connosco.

Tudo o que disse está em constante transformação e é natural que daqui por algum tempo nem sequer se pense que em tempos os pais não acompanhavam as mães no momento do nascimentos de seus filhos.

Parabéns por um post tão sensível e que denota um sentimento profundo pelo valor da família e da união que deve existir num casal.

Um abração do

JT

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 9:22 PM por poetacomalma

Meu amigo,

Uma palavra apenas:

Parabéns pelo ser humano que revelas ser através das tuas palavras e dos teus interessantes raciocínios e pela tua forma de percepcionar o mundo...

Um abração e boa semana,

Poeta

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 9:31 PM por Anahory

OH BLuewater, este teu execlente post emocionou-me imenso, de tal foram que fui incapaz de suster as lágrimas. Lágrimas não de tristeza, mas sim de ler uma descrição de um nascimento de uma filha feita com tanto amor e sentimento!!!

É dificil imaginar o que sentiste no momento em que pegaste pela primeira vez na tua querida Princesinha mas tenho a certeza que jamais esquecerás.

Em relação a ser natural os pais de hoje assistirem aos partos estou convencida que a maioria o quer fazer e o faz.

Claro que os pais mais velhos serão mais renitentes e claro está que há mulheres que preferem ter as mães ao lado pois consideram que estas podem ser de maior ajuda que os maridos.

Mas eu penso que um bebé que foi concebido pelos dois deve nascer com os dois presentes.

Um grande beijo para um grande e babado pai

Kiki

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 10:23 PM por Tozzola

Confesso que fiquei impressionado com este relato. Muito real e apelativo.

Mas como me traz memórias um pouco difíceis, fico sem palavras para expressar algo mais. Mas que tudo seja feito a dois.

Um abraço

Tozzola

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 10:50 PM por paulavale

Olá bw

Mais uma vez um post formidável.

Nos meus dois partos bastante dificeis (foram os dois partos normais mas c fórceps visto eu não ter feito e nenhum dos 2 a dilatação) daria tudo para ter o meu marido ao lado e o meu marido tb gostaria de ter assistido. Seria uma grande ajuda p mim, pois sinto nele sempre uma egrança muito grande. Mas na altura não era permitido na Maternidade Júlio Dinis no Porto. Felizmente agora  já dão essa oportunidade aos pais.

No entanto sou capaz de aceitar q alguns homens não tenham coragem para assistir a um parto.

Mas elo menos deveriam tentar, na minha opinião.

Bjs

Paula

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 10:54 PM por MargaridaC

Bluewater,

gostei muito deste teu post e fez-me relembrar...

Como acho que já toda a gente sabe tenho trigémeos e por isso o parto não foi bem como descreves... estava sozinha e acabei por ser eu a dar a notícia ao meu marido. se isso me incomodou? Nem pensar! não é por não ter estado ali naquele momento comigo que foi pior marido ou é pior pai!

Sei que os nossos pensamentos estavam em sintonia... isso sim é que interessava!

Beijinhos

Margarida

# re: Olá princesa, sou o papá…

Sunday, February 04, 2007 11:02 PM por recardenense

Blue:

Também ontem, li na totalidade a "tabú", pois tinha cá o meu neto e portanto o escritório ocupado.

Esse artigo, foi dos que mais me impressionou. Já estou como o JATavares, agora os tempos são outros. Há 40/50, anos isso estava fora de questão.

Mas pela sua fineza de sentimentos, vê-se qual é a sua maneira de ser. Já não sou só eu que sou sentimental, pois por norma, a lágrima vem-me sempre ao canto do olho.

Pessoalmente, olhando para a rectaguarda, não sei se gostaria de ver.

Costumo ter grande sangue frio, quando é preciso actuar, mas não sou muito de ver sangue e dores.

Sou capaz, muitas das vezes de aguentar muito, mas depois, quando tudo acaba e já na solidão, pareço uma Madalena.

Um abração.

Humberto

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 1:58 AM por AJSM

Olá Bluewater

Quando dos nascimentos dos meus filhos não era comum a presença dos pais. Compreendo e concordo que é uma ajuda importante para a mãe, desde que não seja mais um motivo de preocupação e um impecilho para os técnicos presentes. Um abraço.

Armando

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 8:05 AM por meiadeleite

Olá, amigo bluewater,

Talvez de todos os posts, este tenha sido o que mais gostei de ler por razões sentimentais. Normalmente quando perguntam a uma mulher qual foi o dia mais importante da sua vida, as mulheres dizem que foi quando tiveram os seus filhos. Antes de os ter, achava isto estranho. Hoje, subscrevo inteiramente.

Não te vou descrever aqui como tive os dois, mais do que dizer que foi relativamente rápido e fácil para mim, parto normal sem epidural. Das duas vezes o pai esteve presente.

E quanto à tua pergunta: embora aceite que há quem fique impressionado, pessoalmente ficaria muito desiludida se não tivesse a sua presença comigo. Até porque o pai está lá para ajudar a mãe e não para sentar e assistir ao espectáculo. Sempre de lado, de mão dada.

Beijos, meiadeleite

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 3:11 PM por Lili4

Olá!

Gostei especialmente deste teu post...está muito humanizado!!!

Quanto à tua pergunta...ainda não tenho filhos mas gostaria que o meu marido estivesse presente quando acontecer. .."companheiro não assistisse ao parto, por este reconhecer que não seria capaz de aguentar esse momento?..." Também eu não assistia ao parto se pudesse escolher...

Fique bem

Lili4

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 3:36 PM por unroyal

BW,

Deve ser muito emocionante acompanhar a chegada de um filho. As tuas princesas são umas sortudas, por terem em ti um rei digno de império.

Parabéns.

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 4:02 PM por cneves

Olá BW,

Gostei muito deste post.

No meu caso, o meu marido também assistiu ao parto do Rodrigo, não lhe fez impressão nenhuma e gostei que ele estivesse ali a lembrar-me que tinha de respirar....

Só saiu durantes uns segundos, quando a médica teve de utilizar os forceps para o pequeno sair...(O Rodrigo nasceu com 2,935 kg e 48 cm)

Mas entrou logo de seguida.

Nunca cheguei a ver a minha placenta, mas também medricas como sou ainda me dava uma coisa, porque realmente faz muita impressão....

O que me recordo mais desse dia, foi a quantidade de gente que estava na minha sala, pois o Rodrigo nasceu eram quase duas da manhã e não havia mais nenhum bebé a nascer aquela hora, então foram todas para a minha sala, médicas e enfermeiras. 3 médicas tentaram puxar o Rodrigo antes de utilizarem os forceps, em vão...

Se tiver mais algum, vou querer o meu marido perto de mim outra vez!!

Fica bem!!!

Beijinhos

Cláudia Neves

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 5:04 PM por Arden

Blue, eu já vou no segundo parto e não me arrependo, mas acredito que existam pais que não estão preparados e isso não faz deles piores maridos e piores pais. Agora que é um momento único, é, e recomendo a todos que não faltem à chamada.

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 6:08 PM por boogie

Olá Bluewater

Gostei imenso da sua narrativa muito real e humana.As suas princesas têm razões para se orgulhar de si.

Boogie

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 6:09 PM por brincalhao

Finalmente encontrei o famoso blue!!!

Sou novo por aqui. Gostava que passasses pelo meu.

um grande abração!!!

P.S: ainda não sou papa mas estou desejoso para o ser

# re: Olá princesa, sou o papá…

Monday, February 05, 2007 7:41 PM por IceMan

Oi blue, como deves ter reparado, sou novo por aqui e claro que vou continuar por aqui depois do 11 de Fevereiro, seja qual for o resultado.

Eu ando por aqui ainda um pouco à pesca, a ver como isto funciona, mas toda a ajuda é sempre bem vinda.

Um abraço.

P.S. - Eu não estive no parto da minha filhota, porque foi de cesariana e do meu filhote, as enfermeiras não me deixaram assistir, tive que aguardar à porta.

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 10:33 AM por dissidencias

Olá BW,

O teu relato, a forma como colocas as questões e as fotos são, de facto, impressionantes. EU acompanhei sempre em tudo a minha mulher, durante a gravidez (fui com ela às consultas todas e vi e ouvi pela primeira vez o coração do meu filho a bater, às 7 ou 8 semanas) mas não assisti ao parto, por ser cesariana. No entanto passei os 5 dias seguintes, das 09 da manhã às 09 horas da noite, na enfermaria com a minha mulher e o meu filho. Era eu quem dava banho e mudava as fraldas ao meu filho, ensinadopelas enfermeiras. As coisas correram, felizmente, muito bem, comigo a acompanhar todo o processo de gravidez e pós parto. Apenas não estive com a minha mulher durante o parto, durante uma horita... De resto, somos inseparáveis desde que vivemos juntos, já lá vai mais de uma década...

Acho que deve ser o casal a combinar previamente se o homem deve assistir ou não, embora reconheça a cresente pressão social para que o homem esteja presente na hora H, que estreia já no próximo domingo... com o Herman...

Aprobeito a ocasião para apelar ao "NÃO" ao HABORTO (ver o meu último Editorial)...

Um abraço

dissidencias

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 10:44 AM por Annnna

GOSTEI MUITO simplesmete GOSTEI MUITO.

Um beijo

Annnna

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 12:03 PM por Reis

Olá BW,

Muito rapidamente antes de partir por alguns dias...

Não vi os meus filhos nascer por que na altura tive medo... principalmente de me revelar um estorvo na sala de partos.

Hoje, estou arrependido... nunca saberei como teria reagido. E por que concordo que é um momento único que perdi. Mas isso sempre o soube.

Abraços

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 3:16 PM por lylas

obrigada!!!

s precisar d alguma coisa ja sei a quem recorrer...

:)

***************

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 9:28 PM por MssN

BlueWater:

O pai das minhas filhas assistiu ao nascimento de ambas, com a vantagem de estar absolutamente preparado por ser médico. Na segunda foi mesmo interneviente directo porque estava de serviço.

Como já disse sou avó e o meu genro embora acompanhasse a gravidez da minha filha não se sentiu capaz de assistir ao parto, tal como eu própria...

Belíssimo este artigo.

Beijo

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 06, 2007 11:21 PM por jtretas

Caro amigo de comunidade, até à data, apesar de já me terem indicado V. Ex.ª, ainda não tinha necessidade de o fazer, mas agora tenho, quero responder com firmeza ao tretas do poetacomalma, quando tiver um tempinho, passe pelo meu blog e deixe lá as instruções para eu meter fotos e outros artigos naquela treta. Obrigado um abração. O bonitão acima da média o Big Jtretas

# re: Olá princesa, sou o papá…

Wednesday, February 07, 2007 4:31 PM por sarah

que história magnífica. um post sentido e com sentido. gostei!

um beijinho às princesas e um abraço ao papá babado.

até...

# re: Olá princesa, sou o papá…

Tuesday, February 13, 2007 2:14 PM por patana

Olá Bluewater,

Com sabe sou nova nestas andanças bloguistas e resolvi vir conhecer o seu blog. Adorei a sua descrição do nascimento da sua princesinha. Quando a minha Catarina nasceu, o meu marido esteve sempre ao pé de mim excepto no momento da expulsão pois as enfermeiras achaam que ele estava muito pálido. De qualquer forma, foi o primeiro a pegar nela após limpa e vestida. Não foi por causa de não ter assistido ao parto que ele se sentiu menos pai. Vou ser sincera que apreciei mais o facto de estar ao meu lado no periodo de tempo antes da Catarina nascer (12 horas!) do que na altura do parto.

# re: Olá princesa, sou o papá…

Thursday, March 15, 2007 2:26 PM por anatarouca

Bluewater68,

adorei o teu relato do que foi certamente um dos momentos mais marcantes da tua vida.

O meu marido esteve comigo durante as 22 horas de parto da minha primeira filha. Não foi fácil nem para ele nem para mim. Mas psicologicamente, para mim, foi muito importante a sua presença. Seis anos depois tive gémeos, foi cesariana e assim o meu marido se safou de mais um momento muuuiiinto intenso. Mas quando vemos os nossos filhos pela primeira vez, o momento é mágico e a felicidade anestesia as dores.

Parabéns pelo post.

Bjs

Ana Tarouca

# re: Olá princesa, sou o papá…

Thursday, February 28, 2008 10:24 PM por gomes2000

olá bluewater,

este é talvez o teu post mais bonito (para mim).

O meu amor também esteve sempre comigo.

É muito bom ser papá, e mamã, claro.

beijinhos

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