Estou no WORDPRESS, mas isso não impede que...

“A fotografia é a arma mais poderosa que existe no mundo”

Publicação: Monday, June 25, 2007 3:46 PM por bluewater68
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Comentários

 

unroyal said:

A foto de Rosenthal (que acho que faleceu há pouco tempo) é das melhores da história do fotojornalismo. Não assisti nenhum dos dois filmes que contam a história da batalha de Iwo Jima, mas assisti há uns 4 anos um fantástico documentário sobre a batalha no canal história.

A conquista simbolizada pelo o içar da bandeira no cume do Suribachi, só foi atrazada pela bravura do japoneses que com o seu sentido (exagerado) de compromisso 'obrigava-os' a não render-se e lutar até ao fim.

June 25, 2007 4:13 PM
 

meiadeleite said:

Amigo, estes post é como um jornal de fim-de-semana, tens que comprar, levar para casa e ler com vagar. Digo-te que desta vez tenho vontade de imprimir e ler em papel!

Parabéns, Blue!  Um grande beijinho e até mais logo, meiadeleite

June 25, 2007 4:29 PM
 

EuniceTavares said:

Olá Blue!

Adorei ler e ver este post. As imagens são muito poderosas e dizem mais que muitas palavras. Transmitem vários sentimentos de revolta e mostram o mundo em que vivemos.

Parabéns! Beijinhos

June 25, 2007 5:45 PM
 

bluewater68 said:

Aqui no SOL, nas imagens do dia, está uma foto da ilha de Iwo Jima, com a legenda:

«Uma equipa de investigadores norte-americanos está na ilha de Iwo Jima, no Japão, à procura da caverna onde estão enterrados os restos mortais do fotógrafo de combate da marinha que há 62 anos imortalizou o famoso hastear da bandeira da II Guerra Mundial.»

A questão é que Joe Rosenthal morreu a 20 de Agosto de 2006 e na página dele no Wikipedia, não existe qualquer indicação de que os seus restos mortais tenham sido levados para essa ilha.

Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Galeria.aspx?content_id=41095

(comentário editado para incluir o link para a foto de Iwo Jima)

June 25, 2007 5:54 PM
 

Anahory said:

Olá BW

Adorei este teu post e adorei ver estas imagens embora algumas chocantes.

Embora se diga que uma imagem vale mais que mil palavras eu concordo que uma imagem pode dar uma ideia errada da realidade e cada qual olha para uma imagem com os seus próprios olhos, por isso cada um vê uma imagem diferente.

Mas e com as palavras ??? Será que é assimt ão diferente ??? Não creio.

Parabéns pelo excelente post.

Beijos

Kiki

June 25, 2007 5:57 PM
 

unroyal said:

Onde é que foram tirar essa ideia que o senhor foi enterrado em Iwo Jima?

June 25, 2007 5:57 PM
 

bluewater68 said:

Smile

Unroyal, fizeste-me pesquisar mais um bocado pois também estava com essa pulga atrás da orelha.

Nesta notícia (http://wtop.com/index.php?nid=105&sid=1172817), encontra-se toda a história que o SOL conseguiu resumir numa legenda de uma foto. O problema é que induz os leitores em erro.

De quem eles andam à procura é do Sargento Willam H. Genaust, um fotógrafo de combate que usou uma câmara de filmar para registar toda a acção do içar da bandeira. Ele registou esse momento ao lado de Joe Rosenthal e isso é mostrado no filme.

Willam H. Genaust morreu nove dias depois desse acontecimento, atingido por tiros de metralhadora e o seu corpo terá ficado algures numa das muitas cavernas e túneis existentes na ilha.

Neste caso, poucas palavras podem gerar uma grande confusão.

June 25, 2007 6:39 PM
 

patana said:

Olá BW,

Mais um post que cativa e que nos faz voltar para ler com mais clama. Adoro vir ao teu blog porque aprendo sempre algo novo. É sempre útil e interessante ver o que está por detrás de uma foto e o BW soube expressar bem o que estas contém.

Obrigada por mais uma aprendizagem a juntar às que já tenho e as que ainda irei ter.

beijinhos.

Patana

June 25, 2007 6:50 PM
 

Talina said:

Olá Blu

Este teu Thread, está fantástico, mas faz arrepiar, só de lembrar as atrocidades de todas as guerras.

Parece que os homens se esquecem rapidamente do passado.

No século anterior, há bem pouco tempo, portanto, houve, entre outras, duas guerras mundiais, a guerra do Vietname, guerras civis (de Espanha e das ex-colónias portuguesas em África, por exemplo), a guerra do Golfo Pérsico, a guerra do Kosovo. Uma guerra quase todos os dias, perdoem-me o exagero. Todas elas deixaram marcas terríveis nas pessoas.

Quererá isto dizer que o entendimento entre os homens é impossível? Que não somos capazes de viver pacificamente uns com os outros? Que as guerras são… (custa-me tanto dize-lo!) … um mal necessário?!

Abraços Talina

June 25, 2007 6:57 PM
 

boogie said:

Blue

Determinadas imagens são de facto muito poderosas e despertam nas pessoas emoções e sentimentos que ,por vezes, estão na origem de actos bastantes  violentos.

É uma reacção instintiva que prevalece sobre a razão.

Os americanos têm um imenso orgulho na sua bandeira que para eles é símbolo de liberdade, independência , poder e patriotismo.

Em Nova Iorque vê-se a bandeira americana não só em locais públicos como também em estabelecimentos particulares.

Bjs

Boogie

June 25, 2007 7:26 PM
 

maresia said:

A Arte de Fotografar é sem dúvida uma das que mais aprecio.

A Fotografia tem efectivamente o poder de transformar a realidade em ficção e vice versa.

Que bom sería se as imagens aqui visualizadas não passassem de mera ficção.

Mais uma excelente abordagem da sua parte.

Brisas de Mar  e um abraço.

June 25, 2007 9:10 PM
 

bp63 said:

Primeiro passei os olhos pelas fotos, depois li o texto atentamente. Terá que ter ainda uma segunda leitura. Algumas notas sobre o que vi/li.

- Em primeiro lugar mais um excelente post que não confunde informação com exposição. Não é agarrar/copiar as fotos e um texto do ai que lindo, ai que triste, e já está. Alem da boa apresentação gráfica das fotos (porque se se fala de fotos/imagem tem que se apresentar a ditas, não é como um palerma que eu conheço que gosta de falar muito de filmes e nunca apresenta imagem de nenhum, depois diz que são caídas, que as palavras é que valem, etc e tal, enfim desculpas!), do seu enquadramento histórico, das suas histórias traz também as ideias pessoais de quem escreveu. Isto é informação.

- Conhecia as fotos, um pouco da sua história, mas não com este nível de detalhe. Lá estou a aprender quando passo por aqui.

- Apesar de serem todas fotos sobre a guerra, ou talvez por isso, há uma componente de tristeza em todas elas, mesmo na do içar bandeira. Por falar em içar da bandeira há uma outra muito célebre, mas do exército russo, chamada Triunfo dos Aliados, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio (se eu soubesse colar fotos nos comentários, punha-a aqui). Tem a particularidade de ter demorado a ser publicada pois as autoridades Russas quiseram modificá-la. A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque. Assim foi modificada, para que fosse pintado o símbolo soviético da foice e do martelo e escurecido o soldado para não se verem os relógios.

- Associada à guerra há também outras fotos, de celebração e de alegria, estou a lembrar-me do Beijo da Time Square, o beijo de despedida da Guerra, foi feita por Victor Jorgensen em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. Pessoalmente acho mais bonita a do beijo do Hotel de Ville, mas não tem a ver com guerra,

- Acho que fica a faltar aqui (olha eu a meter-me onde não sou chamado) aquela que foi a fotografia que mais me impressionou, que é a miúda, nua e queimada, a fugir depois de um bombardeamento de napalm no Vietnam, tirada em 8 de junho de 1972, quando um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria pela estrada desesperada e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou esta famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu durante14 mês sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele. É bom saber que hoje em dia  a menina da foto, chamada Pham Thi Kim Phuc vive no Canadá, está casada, com 2 filhos e preside a "Fundação Kim Phuc", que se dedica a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

- Por último a manipulação. Como já falei acima (na foto russa da vitória dos Aliados) a manipulação já vem do antigamente, muito antes da era digital. Se o cinema é, pela sua essência de montagem, um objecto de manipulação, a fotografia era tida como mais séria, mais meia-verdade como tu dizes no teu post. Só que, pouco a pouco, é sempre descoberto que afinal também esta paragem do tempo cheia de verdade, está cheia de mentira. Lembro-me da foto das aves cheias de petróleo no fim da guerra do Golfo. A foto era verdadeira mas era falsa naquele enquadramento, já existia, tinha sido durante um derrame.

Gostei muito do que li aqui.

Desculpa o lençol.

Abraço

Bp63

June 25, 2007 9:36 PM
 

bluewater68 said:

Smile

Lá fala um fazedor de lençois para outro fazedor de lençois.

Começo pela parte técnica. Nos comentários (infelizmente) não se podem icorporar imagens. Mas esse "Imagens Caídas" já merecia umas 'imagens à maneira'.

Essa imagem da colocação da bandeira russa seria também um bom exemplo a aplicar a este texto. E devem haver outros. Eu não quis aumentar a lista, sob pena do texto ser interminável, já que considerei importante fazer um enquadramento detalhado de cada imagem.

A do beijo na Time Square tem um aspecto engraçado e que lhe retira todo o romantismo. O dito marinheiro percorria a rua a beijar todas as mulheres que encontrava pelo caminho. Não interessava a idade ou o aspecto físico que ele beijava tudo. Parou na enfermeira e o momento ficou para a posteridade (mais aqui: http://www.neatorama.com/2007/01/02/13-photographs-that-changed-the-world/)

...

Aproveito para fazer uma nota sobre a imagem da Somália.

Em primeiro lugar, eu não tenho a certeza que tenha sido essa a imagem a ganhar o Pulitzer. Lembro-me de ver uma imagem a cores com enorme definição, na revista Photo francesa. Era ainda mais violenta e macabra. Se alguém conseguir ter acesso às edições do New York Times ou do Toronto Star, entre 3 e 15 de Outubro de 1993, então, deverá encontrar a foto em causa.

Em tempos, a propósito de uma imagem que a meiadeleite publicou, relativa a um enforcamento, eu disse-lhe que não havia necessidade de publicar imagens de violência gratuita para demonstrar uma ideia ou provar que se tem razão. Aqui, sempre evitei colocar imagens de violência extrema.

Neste caso, tive que abrir uma excepção à regra.

June 25, 2007 10:09 PM
 

Antoniorbtavares said:

Olá BW,

Tens razão, uma imagem não diz a verdade total dos acontecimentos. Tem uma força tremenda, por isso é necessário que haja muito bom senso sobre a publicação destas.

Abraço.

June 25, 2007 11:02 PM
 

pessoalissimo said:

BW

Mais um grande trabalho de investigação.

Tu e o bp63 podiam juntar os trapinhos, perdão, lençois, e fazerem os posts em conjunto, poupavam-se bytes e pixeis e tu compunhas melhor o blogue do bp63, com as tais "imagens à maneira".

Agora a sério:

Isto do fotojornalismo tem muito que se lhe diga. Como tudo na vida, pode contribuir para uma boa causa (o fim de uma guerra, a defesa de causas socias) ou para fins menos honestos, tudo depende de quem as tira e de como as divulga.

Não sei se existe algum código especial para esse tipo de jornalismo, mas uma coisa é certa, quem faz esse tipo de jornalismo devia saber o alcance das imagens que publica, ou publicam por eles.

É realmente curioso como não se vêem mortos americanos em combate no Iraque, só iraquianos! Como é possível que se tenha chegado a essa situação? Que os americanos tenham esse comportamento ainda se entende, mal, mas entende, mas... e o resto do mundo? Não há editores, nem freelancers com capacidade de mostrar a verdadeira face daquela guerra?

E não digo mais, foi um prazer passar por aqui.

Fernando

June 26, 2007 12:39 AM
 

Humanrace said:

Blue,

Sem dúvida pode existir documentos escritos. Testemunhos, mas uma foto é a prova mais evidente de um facto.

Um abraço

June 26, 2007 9:44 AM
 

Annnna said:

Parabéns Blue

Excelente trabalho , fiquei impressionada com as fotos, algumas conhecia outra não, muito obrigada pela divulgação.

Um beijo enorme

Annnna

June 26, 2007 9:56 AM
 

bluewater68 said:

Do texto do Pessoalissimo, eu cito:

...

afinal muitas das nossas certezas irredutíveis são sempre relativas ao nosso ponto de vista, à perspectiva ou ângulo com que o objecto de atenção é olhado, ao interesse que ele tem para nós, mesmo testemunhas dos mesmo acontecimento, o podem relatar de forma diversa, sem com isso estarem deliberadamente a mentir.

Uma imagem pode, assim, enganar tanto como mil palavras…

...

June 26, 2007 9:57 AM
 

anatarouca said:

BW,

mais uma vez excelente! Chocante também. Boa chamada de atenção para o facto de não passarem fotos dos soldados americanos vítimas da guerra no Iraque!

As imagens são traiçoeiras!. Eu já trabalhei em montagem fotográfica por computador e aprendi que a manipulação da imagem é cada vez mais fácil, acessível e frequente.  A era digital veio trazer potencialidades infinitas a esta área.

Já sem falar no perigo da descontextualização que afecta tanto as imagens como as palavras.

Um grande post mais do que um post grande. Deu gosto ler.

Bjs

Ana T.

June 26, 2007 11:37 AM
 

MarAzul2007 said:

Caro amigo Bluewater68,

Mais um excelente post que é um tratado.O amigo devia era estar a trabalhar em jornalsimo de investigação. tem jeito para esse tipo de trabalho.

Olhe eu já vi os dois filmes, "As bandeiras dos nossos pais " e "As cartas de Iwo Jima". O segundo filme é muito melhor que o primeiro, tendo imagens fabulosas. Sobre estas aqui, concordo com o Bp63, falta aqui a foto que ele refere do Vietnam. A manipulação de imagens e fotos teve também um perído famoso na ex-União Soviética e na China. Onde fotos de Estaline  e de Mao Tsé  Tung com correlegionários, que mais tarde cairam em desgraça e foram executados, foram objecto de montagem à posteriori, para retirar das fotos esses que caíram em desgraça. Todos os politicos se servem das fotos para promoverem as suas politicas e os seus regimes e para se defenderem. No caso dos EUA, é mesmo para se defenderem que não publicam fotos dos soldados mortos ou feridos, O Sr. Bush sabe que perderam no Vietnam, por causa das fotos e da mobilização que isso criou na América contra a guerra e não quer repetir a história. Os jornais e as TVs americanas sujeitam-se a uma espécie de censura / auto-censura. É apenas uma questão de tempo e do Sr. Bush sair da Casa Branca,  ele pode impedir as fotos, mas não pode impedir as estatísticas que contam todos os dias os mortos no Iraque, tanto os americanos como os Iraquianos. Os números não mentem e são mais dificéis de manipular que as imagens.

Um abraço

June 26, 2007 6:05 PM
 

pessoalissimo said:

BW

As minhas desculpas por estar aqui a comentar um comentário ao teu excelente post, mas não resisti.

---

O meu amigo MarAzul diz aqui, a páginas tantas, que "É apenas uma questão de tempo e do Sr. Bush sair da Casa Branca,  ele pode impedir as fotos, mas não pode impedir as estatísticas que contam todos os dias os mortos no Iraque, tanto os americanos como os Iraquianos. Os números não mentem e são mais dificéis de manipular que as imagens."

E eu digo que ele está muito enganado sobre o impacto das estatísticas no espírito das pessoas e da sua mobilização contra a guerra.

As estatísticas são excelentes recursos para os economistas, os políticos (sobretudo das sondagens), os matemáticos e muitos outros especialistas e cientísticas que precisam delas. Mas são coisas frias por natureza, números, não são pessoas!

E atrevo-me a dizer que uma boa fotografia de um americano morto no campo de batalha terá mais impacto que 1000 americanos mortos descritos assim, como o fiz aqui.

não te iludas, meu caro amigo MarAzul (não posso dizer o teu nome porquê?), UMA FOTOGRAFIA (SE FOR BOA) AINDA VALE MUITO, MUITO MAIS QUE QUALQUER ESTATÍSTICA. E no terreno da política, PARECER (a foto) vale muito mais que o SER (os números).

Um abraço

June 27, 2007 10:22 AM
 

meiadeleite said:

Olha o Pessoalísimo a fomentar o caos!! :)

Olá blue, volto finalmente para comentar o teu post, mas não li todos os comentários pois são extensos.

Primeiro gostaria de sublinhar o que dizes sobre o que está na imagem: não a verdade, talvez uma meia verdade, talvez uma verdade fabricada, um ponto de vista certamente, noutros casos um cenário. E se em alguns casos a imagem "stands alone", em muito inúmeros casos a imagem precisa de legenda.

Em segundo lugar, gostaria de comentar a escandalosa censura que praticam os media norte-americanos sobre as suas guerras. Admira-me bastante que o povo americano não se insurja contra isto, mas quem está lá pensa que está bem informado. E não está, não só as imagens como os factos. E nós? Politiquices ocupam 50% do telejornal, depois em alguns casos uns 30% de desgraças caseiras para terminar com os jogos da Liga, do Major, do Pinto da Costa, de de...

Não tenho nada contra o futebol, mas queria mais e melhores notícias.

Um grande beijinho para ti!

meiadeleite

June 27, 2007 4:33 PM
 

bluewater68 said:

Faço uma comparação.

Esta semana assistimos à morte de seis soldados espanhóis no Líbano. Digo assistimos, porque efectivamente pudémos ver imagens que foram captadas nos instantes logo a seguir ao detonar do engenho explosivo. Pudémos ver soldados espanhóis a transportar os seus camaradas que estavam feridos os mortos.

Foram imagens capatadas ao longe mas que foram transmitidas no telejornal e que contaram uma verdade de um acontecimento que decorreu no Líbano.

No Iraque, quantas vezes é que assistimos a imagens idênticas, nem que fossem filmadas de longe?

June 27, 2007 4:45 PM
 

Luana said:

Amigo

Gostei imenso do teu trabalho. De resto, tenho ocnsciência que estás sempre a ensinar-nos a todos muitas coisas porque trabalhas os temas e, ao fazê-lo evidencias a total ausência de ligeireza que, muitas vezes, caracteriza alguns trabalhos mesmo publicados nos media.

Eu penso que este trabalho nos deve remeter para uma nova reflexão sobre os media portugueses e sobre o trabalho que andam a desenvolver, a liberdade que têm mesmo ou que deviam ter. Um doa hei-de falar-te de um tempo da minha vida em que estive muito próxima dos media e das desilusões que enfrentei. É um mundo muito especial.

Um beijinho, extensivo às meninas, da vossa

Gabriela

June 27, 2007 5:13 PM
 

meiadeleite said:

Venho insistir, desculpa lá...    :)

que isso é censura! E quantos blogues de soldados americanos foram mandados encerrar por estarem a revelar informação "secreta".  Chocante.

Beijinhos às meninas também. :)

meiadeleite

June 27, 2007 5:43 PM
 

littlemouse said:

As imagens são fortes, mas a arma mais forte que conheço é o amor, por um filho pelos pais, por um amigo, ou até os desconhecidos das fotos.

A propósito excelentes fotos!

June 27, 2007 10:40 PM
 

gattopardo said:

 Boas BW

 A sua prestação para com a comunidade, neste caso internautas, é de louvar. Obrigado pelas informações.

  Abraço

June 28, 2007 4:41 PM
 

Luana said:

Voltei ao teu blogue e ao teu texto. Ontem à noite falava-se justamente de ti por razões que têm a ver com o meu novo livro e com a importância que a Kristie dá à fotografia como forma de leitura cultural de um lugar. É giro, não é? Lembro-me de ter precisado de pensar um bocado porque é que que ela teria escolhido a fotografia de um pão de massa sovada para ilustrar um dos meus poemas. Depois, lendo bem o poema, ficou claro. Fotografias!!!

Beijinhos para todos

Gabriela

June 28, 2007 5:44 PM
 

bluewater68 said:

Smile

Bem, já sou falado nas Flores!

Eu bem que senti as orelhas quentes Smile

June 28, 2007 5:49 PM
 

contracorrente said:

Uma das mais poderosas... E já não é pouco.

June 28, 2007 8:06 PM
 

mcardoso said:

Bom dia! Gostei imenso de ler este post, interessantíssimo, e poderia subscrever quase todos os comments que foram feitos. De facto, a força da imagem é enorme.

Uma das coisas que gosto muito de fazer é de ler revistas, jornais e magazines antigos. Tenho vários, de várias tendências políticas e de várias épocas. E o poder da imagem foi, em todos eles, uma coisa sempre melhorada e evoluíu muitíssimo. Aliás, houve sempre uma rivalidade entre blocos políticos de países diferentes no controlo das próprias técnicas de imagem e, partyicularmente, da fotografia. Uns dos breakthrough mais importantes neste domínio foram os que foram feitos pela Ilustrated London News e outras congéneres durante a I Grande Guerra e, sobretudo, os que vieram nas décadas seguintes com as técnicas da Leni Riefensthal, do uso da cor na revista Sinal e da resposta das revistas de propaganda aliadas como a "EM GUARDA, para defesa das Américas".

As técnicas digitais de hoje permitem uma facilidade na manipulação e censura como não teve precedente anterior em escala! E a leitura "fotográfica" do mundo tem hoje menos credibilidade por isso, creio. Penso sempre duas vêzes ou três sobre a veracidade das notícias e, sobretudo, sobre a veracidade de muitas imagens. Até das filmadas!

Gosto de andar sempre de máquina digital comigo, tiro imensas fotos (tenho que tirar muitas para conseguir uma boa, não sou um bom fotógrafo!) e uso muitas em trabalhos e em panfletos.

Uma imagem pode só por si comover, alegrar, informar ou mentir. Pode ser verdadeira ou manipulada. Mas será sempre e só uma imagem. O importante são a(s) realidade(s) que poderá ou não estar atrás dela!

Um abraço, Bluewater!

June 29, 2007 12:09 PM
 

MartaAlexandraDuarte said:

Mais uma vez me fazes sentir bem a passear por aqui. Olhar atento e preocupado em abrir o olho, e não apenas em "enchê-lo". O poder é uma coisa. A imagem do poder é outra. Indissociável de ambos é, sem dúvida, o poder da imagem.

June 29, 2007 7:42 PM
 

recardenense said:

Olá blue:

A imagem é como um quadro. Tudo depende de quem a assina.

Pode ser muito real, mas é sempre vista, conforme as conveniências.

A não ser casos muito excepcionais, os grandes meios de comunicação, só ligam a nomes, sejam eles fotografos ou escritores.

Um abraço.

Humberto

June 29, 2007 11:16 PM
 

mulher said:

Olá Bluewater

Os meus mais sinceros parabéns por mais este post.

Realmente é extraordinário pensarmos no que está por detrás da "realidade" que vemos!

Os juízos sumários que fazemos e esquecemos que, muitas vezes, só estamos a ver aquilo que nos querem mostrar. O artigo de Miguel Sousa Tavares publicado hoje no Expresso é mais uma confirmação do que disse atrás. Mostra o outro lado do mito criado sobre a "Princesa do Povo", vale a pena ler (apesar de eu não ser minimamente fã do MST).

Um grande abraço

Fernanda

June 30, 2007 11:39 AM
 

star said:

BLUE

EXCELENTE POST,COMO SEMPRE...IMAGENS CHOCANTES...UMA ,PRINCIPALMENTE,ME FEZ REVIVER UM DOS DIAS MAIS TENEBROSOS DA MINHA VIDA...AS TWIN TOWERS....EU ESTAVA LÁ NESSE DIA FATÍDICO E O QUE VI JAMAIS ESQUECEREI...

UM ABRAÇO

STAR

June 30, 2007 1:49 PM
 

bp63 said:

Voltei

Prometo não fazer um lençol.

Vim para reler, actualizar os comentários (lendo-os de seguida) e baralhar a reflexão.

A questão da fotografia ser uma arma, pertence a um tempo que se está a esfumar. Aliás, isto de ser uma arma, faz lembrar outros slogans parecidos, a canção é uma arma (contra a burguesia, tudo depende da bala e da pontaria… lembram-se?), a palavra é uma arma, a televisão é uma arma, etc. Ou seja, tudo aquilo que denuncia e vai directamente ao âmago das coisas, tem um poder enorme. O problema é que esse poder vai mudando e está a mudar muito depressa.

A fotografia continua a ser um elemento importante, e bastante combativo, mas hoje em dia a maior arma é a comunicação e dentro desta a TV e a Net. O que existe dentro destes 2 meios passa a ser verdade, ainda que seja mentira. Causa mais impacto uma filmagem em má qualidade do que uma boa fotografia. Porquê? Porque hoje em dia tudo pode ser manipulado sem grandes problemas, e um simples filme do youtube consegue fazer-se passar por muito mais legitimo do que a foto excelente de uma boa agência, sabe-se se lá se não foi feito no laboratório ou não é uma coisa inserida noutro contexto.

Contexto, penso que passa por aí. Os filmes mostrados parecem trazer sempre o contexto, percebe-se o que está a sua volta. A foto nem sempre.

Veja-se as belas fotos que o BW tem acima sobre o 11/9. O que realmente impressionou as pessoas forem ver em directo na TV tudo aquilo acontecer.

Se me perguntarem o que prefiro, apesar de ser um fã da imagem em movimento, prefiro a meia-verdade da foto. Porque ela me parou o tempo e eu passo a ver qual a qualidade desse mesmo tempo para construir uma ideia. Também sei que o tal filmezinho que todos acreditam porque vêm na net tem muitas vezes uma mais que meia-mentira. Mas o que vamos fazer, as pessoas acreditam no que gostam de acreditar.

Será lençol?

Bp63

June 30, 2007 7:30 PM
 

bp63 said:

Errata:

"Veja-se as belas fotos que o BW tem acima sobre o 11/9. O que realmente impressionou as pessoas foi verem em directo na TV tudo aquilo acontecer"

bp63

June 30, 2007 7:35 PM
 

estaseaver said:

Olá blue

Palavras para quê ?

Citando o  fotógrafo Eddie Adams :

A fotografia é a arma mais poderosa que existe no mundo; As pessoas acreditam nela; Mas as fotografias acabam por mentir, mesmo sem qualquer manipulação; Elas apenas contam meias-verdades.”

Bjos

olivia

July 1, 2007 11:11 PM
 

Nedra said:

Posso tirar uma Fotografia a este Blogue ? Blue, só mais um bocadinho para a direita. Agora sorri. ClicK. Abraço Blue

July 3, 2007 12:08 AM
 

bhtp1 said:

Olá Bluewater.

Eu sou um grande fã de fotografia. Acho lindo. E conheço muito bem uma pessoa que tem a minha idade e um grande jeito para a fotografia. Qualquer dia hei de postar uma fotografia dela, com a devida autorização claro.

As fotografias que mostra são horriveis, claro. Só terror. Tenho um post sobre isso agora. Mas acho que a grande obra de arte é essa: a que nos pões em contacto com o mundo, de uma maneira directa.

Nunca vi o "Flags of our Fathers", mas já está na minha lista!

Abraço

July 5, 2007 2:53 PM
 

luardeagosto said:

Sim, a fotografia pode ser uma arma... e também como bem referiste, uma parte da verdade!

A visão de cada Ser é monodimensional. É a que a sua sensibilidade lhe permite.  

Confesso que não foi dos filmes da trilogia dedicada à dor, de Clint Eastwood, que mais me agradou. Preferi "Million Dollar Baby". Mas reconheço que é um filme de muita qualidade e com uma fotografia belíssima, tantas vezes chocante.

saudações amistosas

July 6, 2007 3:02 AM
 

Ma Ke Jeto, Mosso said:

Para comemorar o seu 25� anivers�rio, a Vanity Fair ir� lan�ar um conjunto de vota��es para determinar

October 24, 2008 8:38 PM
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Biografia Marafada
De forma abreviada posso dizer que em Lisboa, era assim que eu brincava. Mais tarde, divorciei-me da 7ª Arte e nunca mais fui ao cinema. Sempre tive certezas nas minhas escolhas académicas e profissionais. Para cortar com um dos vícios, tive que tirar a vesícula. E este foi, sem sombra de dúvida, um dos dias mais felizes da minha vida. Reconheço, tenho fobias. Gosto de andar. Não sei se gosto de Caracóis. Sei que gosto de Sardinhas. Já lá vai o tempo em que saía à noite, e sobretudo, não complico na forma de ver a vida.
 
Coisas do Ma Ke Jeto, Mosso

O Blogue: O Ma Ke Jeto, Mosso foi criado em Outubro de 2006. Depois de já ter ouvido falar bastante 'dessa coisa dos blogues', experimentei abrir um espaço onde iria escrever sobre tudo, sobre nada, mas sobretudo, onde iria escrever. Apesar da diversidade dos assuntos focados, o autor reconhece que os temas relacionados com Política Internacional, são os que lhe dão mais incentivo a escrever.

Bluewater68: Há muitos anos, andava eu a tentar criar uma conta num site. Depois de inúmeras tentativas, recebia sempre o aviso que o nickname pretendido já estava ocupado. Já com pouca paciência, ficou uma mistura entre a cor favorita, o elemento favorito e o ano da colheita (sim, este magano já entrou nos ‘entas’).

Avatar: É uma imagem do personagem Earl Hickey, interpretada pelo actor Jason Lee, na série “O Meu Nome é Earl”

 
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