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DETESTO OS GAYS

«Os gays são a versão homossexual dos machões»

 

«Respeito os homossexuais, mas detesto os maricas». Foi, desta forma lapidar, que Agustina Bessa-Luís se definiu, em entrevista recente ao jornal Sol. Partilho a mesma opinião.

 

Os gays são a versão homossexual dos machões. Tal como os machos latinos, não só estão convencidos de que a sua orientação sexual os torna os maiores do mundo como fazem questão de exibir publicamente esse seu convencimento. E se hoje a figura ridícula e imbecil dos machos latinos, ostentando pelos lugares públicos os seus troféus de caça e narrando de forma alarve as suas proezas, se encontra em vias de extinção, os seus congéneres gays, pelo contrário, estão em plena expansão, com direito a cobertura e promoção nos órgãos de comunicação social que o macho latino nunca teve.

 

Acontece que, enquanto o macho latino se contenta em propagandear os seus feitos, os gays gostam de expor publicamente a sua vida íntima e a dos outros. Ora, era bom não confundir o direito de cada um à sua sexualidade com a obrigação de todos termos de conhecer a vida sexual de cada um. Partilham, no entanto, com o macho latino o particular prazer de humilhar e enxovalhar publicamente as pessoas que praticam actos homossexuais. Aliás, o simples facto de reduzirem as pessoas àquilo que fazem na cama já é, só por si, revoltante, como se isso fosse um factor relevante e determinante para a vida social do indivíduo.

 

Os políticos que praticam actos homossexuais, designadamente, estão profundamente condicionados pela comunidade gay. Com efeito, se tiverem o azar de expressar uma opinião pessoal ou política que desagrade a este lobby, vêem imediatamente a sua vida íntima nas primeiras páginas dos jornais com o único intuito de os descredibilizarem aos olhos da opinião pública. Hoje, um político que pratique actos homossexuais quase que se vê obrigado a confessar publicamente a sua homossexualidade sob pena de viver sob chantagem permanente da comunidade gay. Sendo certo que a vida íntima é sempre humilhante para o próprio, independentemente da sua orientação sexual, quando é exposta publicamente. Ora, isto é totalmente inadmissível. Cada um tem o direito de ter e defender as suas opiniões e convicções, independentemente da sua vida sexual.

 

Ainda há pouco tempo um senador americano, porque era contra o casamento dos homossexuais, foi, claramente, forçado, pelo lobby gay, a confessar em público que era homossexual. Então uma pessoa que pratica actos homossexuais não pode ser contra o casamento de casais do mesmo sexo? Ou será obrigatório uma pessoa que gosta de beber uns copos ser contra a lei que proíbe a condução sob o efeito do álcool?

 

Depois, se repararem bem, os gays nunca são incompetentes. Se um patrão despedir um gay, nunca é por ser incompetente mas por ser gay. Aliás, é impossível um gay ser incompetente, medíocre ou imbecil. Um gay é um ser superior como eles gostam, aliás, de demonstrar pela lista escolhida a dedo de artistas, pensadores e homens ilustres que eram, são ou, pura e simplesmente, acham que foram homossexuais, como se a sua sexualidade fosse um certificado da sua genialidade.

 

Finalmente, acho absolutamente ridículos os exibicionismos públicos dos gays destinados a escandalizar o cidadão comum. O primeiro passo para que nos respeitem, é respeitarmos os outros. E o respeito pelas minorias não faz, obviamente, com que as maiorias deixem de ter direitos ou de ser maioria. Ou será que o respeito pelos direitos dos naturistas e dos nudistas implica que não nos oponhamos a que um juiz ou um professor, praticantes da modalidade, possam presidir a uma audiência de julgamento ou dar uma aula em pelota?

Posted: Wednesday, November 28, 2007 6:01 PM por contracorrente
Arquivado em:

Comentários

contracorrente said:

Publicar este texto não foi fácil, tendo em conta que vivemos num país onde o lobby gay tem um poder altamente dissuasor e persecutório sobre todos aqueles que se lhe opõem. No entanto, por imperativo de consciência de quem rema contra a maré, não podia deixar de o publicar. E também por essa razão, apenas publicarei um novo post na próxima 4ª Feira.

# November 28, 2007 6:18 PM

3vita said:

A minha posição resume-se a isto: sejam o que quiserem ,têm sempre o meu respeito desde que preservem a rua, porque eu ando por aí e não me apetece ver espectaculos para os quais não adquiri bilhete. Além do mais, eu sei que não é doença e não se pega, mas não me abordem pelo amor de Deus senão...acho que me vou esquecer da educação que a minha maezinha me deu.Dentro dos limites do respeito pelo próximo, portanto.

# November 28, 2007 6:47 PM

contracorrente said:

3vita

O que me irrita nos gays é a forma como pretendem reduzir todas as questões à orientação sexual. Para mim, a orientação sexual ou as preferências sexuais de cada um devem pertencer ao foro privado e não devem ser nem discutidas, nem exibidas na praça pública.

# November 28, 2007 7:40 PM

gomes2000 said:

Pessoalmente, gostei do post.

Eu sou daquelas que respeita os outros e suas opções, mas de preferência que não aconteça aos "meus". É fácil aceitar quando não temos nada a haver....

Desculpem-me os homosexuais! E realmente, os "maricas" não precisam de dar show como gostam. Há uns tempos, num catamaran do Montijo iam duas miúdas lindas a dar "daqueles" beijos com língua... Era para quê?! O show?! Eu e o meu marido não costumamos dar esses shows, nem a maioria das pessoas...

Sejam mais íntimos em casa.

Respeitem os outros se querem ser respeitados.

Mas, desde pequenina que lá vou explicando à minha filha que as meninas namoram é com meninos. Espero que resulte!

Mas, longe de mim renegar um filho(a) por uma opção dessas.

# November 28, 2007 8:08 PM

bluewater68 said:

contracorrente,

pelas vezes que você já abordou este tema neste SOL, eu diria que você pertence sem dúvida ao lobby anti-gay. Diga-me que não acorda e se deita a pensar nesta questão.

E você não partilha nada desta opinião «Respeito os homossexuais, mas detesto os maricas», porque está a meter todos no mesmo saco. Pela leitura do seu texto dá para perceber que para si só existe um tipo - o gay.

E quem leia o seu último parágrafo fica com a ideia que você é constantemente assediado por todos os gay que possam existir. Então os «exibicionismos públicos dos gays» são apenas para escandalizar? calculo que seja também com esse objectivo que a extrema direita se manifesta, apenas para escandalizar. Eu, quando os vi, confesso que fiquei escandalizado.

E digo-lhe outra coisa que o pode escandalizar. Pode não acreditar, mas a maioria dos gays até passa despercebida e a menos que você tenha olho clínico para a coisa, poderá não perceber a sua tendência sexual. Isso quer dizer que muito provavelmente você até poderá conhecer alguns gays sem o saber. Como não participam em manifestações para escandalizar acabam por não ser identificados. Mas é por serem gays que a coisa se complica, porque se fossem maricas topavam-se à distância, ou não?

Contracorrente, face a esse desgosto eu sugiro: deixa estar, ponha os gays na borda do prato e coma só as batatas.

E a mim só me resta dizer que já conheci muitos gays e muitos maricas. E você? quantos é que já conheceu?

Cumprimentos

# November 28, 2007 8:16 PM

Partebilhas said:

Caro contracorrente

De um passado mais ou menos recente em que ser maricas era para esconder, a moda agora parece ser o "orgulho gay".

Talvez seja só moda e não tendência.

Gostei do post.

Um abraço,

Manuel Peralta

# November 28, 2007 11:45 PM

Poemas said:

Caro Santana Maia,

tema delicado este mas louvo-o pela coragem!

Um forte abraço!

Paulo

# November 28, 2007 11:46 PM

zerozero said:

Olá Contra

  O que é um gay? Um homossexual efeminado, "abichanado", tipo Sr. Castelo Branco?

  Havia um homossexual que nunca teve coragem de assumir perante o pai a sua orientação sexual. Num dia, depois de ter estado uns anos longe do pai, encheu-se de coragem e decidiu contar-lhe:

-- Pai, custa-me muito dizer-lhe isto mas tenho mesmo de o dizer...

-- Diz meu filho...

-- Pai, a verdade é que... que... eu sou gay!

-- Mas... mas meu filho, tu... tu tens um avião particular?

-- Não pai, não tenho um avião particular.

-- Tens um iate?

-- Não pai, também não tenho um iate.

-- Tens um Porsche?

-- Não,não tenho!

-- Oh meu filho, então... tu não és gay! Tu és é um paneleir,o de m****!

  Um abraço.

Zero

PS - Se fores perseguido pelo lobby gay, conta com a minha solidariedade bloguística.

# November 29, 2007 12:36 AM

zerozero said:

  Nada tenho contra a homossexualidade mas discordo de muitas das pretensões do lobby gay.

Zero

# November 29, 2007 12:39 AM

contracorrente said:

gomes2000

Não tenho nada contra a orientação sexual de cada um. Agora não acho é que uma pessoa para dar uma entrevista ou para falar da sua profissão tenha de falar necessariamente ou de se vangloriar das suas preferências sexuais. E muito menos das dos outros. A vida íntima de cada um deve ser mesmo íntima.

# November 29, 2007 3:05 AM

contracorrente said:

bluewater68

Até este momento publiquei 224 post e em apenas 4 deles aflorei esta questão. Ou seja, em apenas 3% dos post o que me parece até bastante pouco para a importância do tema nos dias de hoje. Na verdade, hoje esta questão é incontornável. Não há hoje nenhum jornal, nenhuma televisão, nenhuma telenovela, que não nos queira impingir e impor o padrão da cultura gay.

Não está, neste artigo, nem ao de leve qualquer crítica à orientação sexual de cada um ou às suas perferências sexuais. Nisto, como já disso, sou bastante liberal. Desde que um indivíduo seja maior e vacinado, ninguém tem nada a ver com a forma como se realiza sexualmente: masturbação, práticas sado-masoquistas, com homens, mulheres, o cão do vizinho ou a avó materna. Agora eu também tenho direito de ser poupado às descrições e aos pormenores das suas aventuras sexuais. E muito menos que mas queiram impingir a toda a hora como prova da sua superioridade. Hoje não se pode ler nada sobre um artista que não venha logo a referência de que era homossexual... Mas o que é que isso me interessa ou o que é que isso interessa?  

Porque, se determinadas coisas poderão dar muito prazer a quem as pratica, não significa que as mesmas não possam causar até nojo a outras pessoas.

Hoje, na Holanda, já há um partido que se candidatou às eleições que defende a legalização da pedofilia e da zoofilia. Por esta anda, qualquer dia, nas biografias dos artistas, vai passar também a constar que fazia amor com a sua cadela ou com a porca... E nas televisões e nas telenovelas, vai ter de aparecer também alguém que assuma ser um praticante da modalidade...    

# November 29, 2007 3:28 AM

contracorrente said:

Manuel Peralta

Penso que nisto da sexualidade de cada um deve haver discrição, quer dos heterossexuais, quer dos homossexuais, quer dos bissexuais, etc.

Ninguém deve ter nada a ver com isso. E porque ninguém tem nada a ver com isso, isso não tem de ser assumido publicamente. Cada um é como é. Mal de nós se tudo o que fizessemos em privado tivesse de ser exposto publicamente.

# November 29, 2007 3:31 AM

contracorrente said:

zerozero

A homossexualidade não está aquio em questão neste texto. Gays e homossexuais não são apresentados neste texto como sinónimos. Aliás, a maior parte dos homossexuais não são gays no sentido em que este termo é usado no texto. Usei o termo gay apenas para definir os homossexuais exibicionistas que, tal como os machos latinos, acabam por ofender e desqualificar o próprio género.    

# November 29, 2007 3:36 AM

Vietkong said:

Caro Santana-Maia:

Toda a opção consciente é respeitável? Todo o exibicionismo abusivo enoja? Francamente, acho que sim. Pelo menos, na maioria dos casos, acho que sim. E não estou a referir-me, apenas, ao tema em debate.

Não gosto de lobbies, em geral, nem de algumas minorias.

Afinal, eu sou uma minoria... e, salvo as excepções óbvias, ninguém se preocupa comigo.

Abraço... ou será melhor Cumprimentos?

Vietkong

# November 29, 2007 6:15 AM

sofiapaula said:

Nao vou fazer nenhum comentario a reaccionarices encostadas a uma escritora, a mim nao me impressionam pergaminhos sejam eles de quem forem.

Foi a Bessa Luis que teve esse "desabafo"? paciencia...nao me admira.

Alias, essa de respeitar os homossexuais e detestar os gays e de um eufemismo a toda a prova.

Um modo "socialmente/politicamente correcto" de dizer que nao gosta de homossexuais que alias e um direito da Sra.Bessa Luis e de mtos outros.

# November 29, 2007 8:07 AM

PSCGF said:

Tudo o que é exagero , é exagero .

Não é necessário conectar a situação com termos : gays, fundamentalistas islâmiscos, partidos nacionalistas puros etc etc.

É exagero . O resto tem que ser respeitado.O respeitar reverte em respeito dos outros por nós.

Só temos o que damos.

Os seres humanos vivem da diferença.

Quanto aos Lobbys existem em todos os sectores. Existe o Lobby dos machões , existe o Lobby da noite, existe o Lobby da Maçonaria, o Lobby de tudo e mais qualquer coisa...

Só olhamos para o exagero e lhe damos importância por opção. Somos livres de escolha. Até nos poderá fazer sorrir ou então acautelarmos situações.

Portugal necessita de abrir as mentes e nunca olhar de lado , pois só assim deixará de ser olhado de lado pelo resto do Mundo.

Nunca aqui tinha vindo. Os meus parabens.

Paula (PSCGF)

# November 29, 2007 10:26 AM

dissidencias said:

Olá amigo Santana-Maia,

Será que foi o loby gay que divulgou os videos do Arq. Tomás Taveira, como represália por o Arq. preferir cus femininos a cus masculinos???

Este seu artigo vai, como nos vem habituando, ao fundo da questão. Na verdade, hoje em dia pode-se despedir, excluir e dizer mal dos heterossexuais e brancos como nós. Mas se se despede, exclui ou se diz mal de um homossexual ou de um negro, aí cai o carmo e a trindade a acusam-nos logo de sermos homofóbicos e racistas. PArabéns pelo artigo meu amigo.

Um grande abraço pela sua frontalidade e coragem em abordar assuntos tabu, porque ai de nós se dizemos mal de um homossexual... tadinho dele... gosta de apanhar na peida... e temos que ver isso em público...

dissidencias

# November 29, 2007 10:56 AM

contracorrente said:

Vietong

Já somos dois. Eu também pertenço a uma minoria. Trabalho todos os dias até às 6 horas da manhã. Mas ninguém se preocupa com isso. Tenho de me adaptar aos horários da maioria. Não houve nenhum juiz ainda que me marcasse julgamentos para as 22h ou para as 2 horas da manhã. Agora até o legislador proibiu a inquirição dos arguidos de madrugada. Só pensam neles....

# November 29, 2007 11:37 AM

bluewater68 said:

Contracorrente,

respeito em absoluto o seu ponto de vista e longe de mim querer mudar-lhe a mentalidade. Aliás, pelo que já me apercebi da sua maneira de ser isso seria um projecto votado ao fracasso. Pelo respeito que tenho aos seus pontos de vista tenho no entanto de fazer a seguinte pergunta: Você leu com atenção aquilo que escreveu no post e no comentário que me fez?

.

«...E se hoje a figura ridícula e imbecil dos machos latinos, ostentando pelos lugares públicos os seus troféus de caça e narrando de forma alarve as suas proezas...» É verdade que o macho latino, tal como um caçador ou um pescador, gosta de anunciar as suas conquistas e proezas sexuais. Mas até neste caso, foi feito um comentário bastante agressivo e redutor sobre essa espécie bem peculiar. Por acaso as acompanhantes femininas desses machos andam com eles contra a sua vontade, andam algemadas ou são puxadas pelos cabelos? eu creio que não. Elas até acompanham alguém que lhes explica muito bem as regras do jogo logo à partida. Garanto-lhe que nenhuma se vai sentir traída. E esses machos que contam as suas proezas de forma alarve até são bem vistos pelo sexo feminino. Ao contrário de outros, que encornam a torto e a direito mas que não se gabam das suas proezas, estes machos caracterizam-se por não se comprometerem e por darem aquilo que algumas mulheres têm falta lá em casa. Possivelmente alguns homens mais sonsos é que são uns verdadeiros alarves para as mulheres. Vou passar à frente desta parte sob pena de parecer a MRP. Ah, mas não quero deixar de referir o grande Zezé Camarinha. Olhe que ele até tem muita pinta a contar as suas proezas e dizem que é uma excelente pessoa.

.

Em 100 heterossexuais vamos admitir que existem 20 machos (será razoável?). Assim, 80 homens não contam de forma alarve as suas proezas. Esses 80 têm assim um comportamento normal e aceitável, que não os fazem serem detestados por ninguém. Mas veja o que escreveu,

«Os gays são a versão homossexual dos machões (...) os seus congéneres gays, pelo contrário, estão em plena expansão, com direito a cobertura e promoção nos órgãos de comunicação social que o macho latino nunca teve (...) os gays gostam de expor publicamente a sua vida íntima e a dos outros»

Mas quais gays? para si, em 100 gays, TODOS gostam de expor a sua vida sexual, de serem umas bichas doidas que também fazem tricas com a vida privada dos outros? Por isso eu pergunto-lhe, quantos gays é que você conhece ou já conheceu? não acredito que não conheça nenhum. Esses que você conhece andam sempre bradar aos céus a sua vida privada? eu não acredito.

.

«...com direito a cobertura e promoção nos órgãos de comunicação social que o macho latino nunca teve (...) Hoje não se pode ler nada sobre um artista que não venha logo a referência de que era homossexual...»

A sério? olhe que se há coisa que a comunicação social nunca fez foi divulgar a preferência sexual de cada um. Recuando uns 20 anos e usando um termo seu, alguma vez algum meio de comunicação mencionou a preferência sexual do António Variações? nunca o fizeram e ainda bem que foi assim. Ele foi conotado como a primeira vítima da SIDA em Portugal (apesar dos familiares sempre o negarem) e só faltaria dizer que isso tinha sido a paga para um comportamento de risco (quem quiser que complete).

Diga-me quantos artistas onde até hoje algum meio de comunicação mencionou a sua preferência sexual. Diga-me ao menos um pois eu não estou a ver nenhum.

.

«Agora eu também tenho direito de ser poupado às descrições e aos pormenores das suas aventuras sexuais» está no seu direito. Mas quantas vezes é que você é confrontado com esse tipo de divulgação.

Você já viu aqui algum blogue de conotação gay? no entanto, quantos é que você já viu de 'gajas' que decidem partilhar a sua vida sexual? para esse tipo de 'literatura' já não é necessário ser poupado?

O saudoso Nuno Poiares abordou uma vez a questão da prática do swing, a propósito de uma novela da SIC. Estava a pensar numa criança e na forma de lhe explicar que existem pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, que existem pessoas que gostam de brincar aos papás e às mamãs com outros papás e outras mamãs e pessoas que começam as suas histórias com "Não lhe sendo permitido falar", que obtêm prazer com objectos "semelhante a um clip, daqueles que ela tinha em cima da sua secretária na biblioteca do casarão, mas que ao mesmo tempo parecia uma jóia, com pingentes de vidro suspensos nas extremidades." e que "Olhando para o seu Mestre, que, agora, de pé em frente à cama numa posição quase militar, a contemplava, reconheceu no seu rosto uma secreta satisfação; um brilho no olhar que involuntariamente denunciava o orgulho que sentia ao vê-la ali, prostrada, imóvel, indefesa, e entregue aos seus caprichos."

Como diz e muito bem, a vida privada só diz respeito a cada um. Nos exemplos anteriores digo-lhe que para mim a questão da homossexualidade seria a mais fácil de explicar. Para alguém que se mostra indignado e refere «Agora eu também tenho direito de ser poupado às descrições e aos pormenores das suas aventuras sexuais», parece-me que apenas apontou o seu pudismo numa determinada direcção e esqueceu-se de outras situações que até são mais comuns.

.

Se existe um Lobby Gay? a palavra Lobby por si só tem no meu entender uma conotação negativa. Existirá uma acção coordenada global para salvaguardar os direitos dos gay? talvez. Será mau? depende apenas dos seus objectivos. Se for o de lutar pelos direitos dos que são discriminados, não vejo qualquer problema. Olhe que ser gay em alguns casos dá direito a apedrejamento. Aliás, o Irão orgulha-se de ser o único país onde não existem gays. E ninguém está aqui a falar de casamento, pois isso dava mais pano para mangas e você também já abordou essa questão.

.

Contracorrente, acho bem, tal como você faz questão de dizer várias vezes, que reme contra a maré ou que não vá atrás de rebanhos. Neste caso, apenas lhe digo que a sua vontade de remar contra a maré lhe tirou a objectividade.

Tal como disse o Dissidencias, é importante abordar com coragem e frontalidade assuntos que podem ser tabu. No meu caso, eu gosto que esses assuntos sejam abordados com isenção e objectividade. Deixo para o escritor a capacidade de se auto-criticar. E desculpe por mais um lençol.

Cumprimentos

# November 29, 2007 11:38 AM

bluewater68 said:

Contracorrente,

respeito em absoluto o seu ponto de vista e longe de mim querer mudar-lhe a mentalidade. Aliás, pelo que já me apercebi da sua maneira de ser isso seria um projecto votado ao fracasso. Pelo respeito que tenho aos seus pontos de vista tenho no entanto de fazer a seguinte pergunta: Você leu com atenção aquilo que escreveu no post e no comentário que me fez?

.

«...E se hoje a figura ridícula e imbecil dos machos latinos, ostentando pelos lugares públicos os seus troféus de caça e narrando de forma alarve as suas proezas...» É verdade que o macho latino, tal como um caçador ou um pescador, gosta de anunciar as suas conquistas e proezas sexuais. Mas até neste caso, foi feito um comentário bastante agressivo e redutor sobre essa espécie bem peculiar. Por acaso as acompanhantes femininas desses machos andam com eles contra a sua vontade, andam algemadas ou são puxadas pelos cabelos? eu creio que não. Elas até acompanham alguém que lhes explica muito bem as regras do jogo logo à partida. Garanto-lhe que nenhuma se vai sentir traída. E esses machos que contam as suas proezas de forma alarve até são bem vistos pelo sexo feminino. Ao contrário de outros, que encornam a torto e a direito mas que não se gabam das suas proezas, estes machos caracterizam-se por não se comprometerem e por darem aquilo que algumas mulheres têm falta lá em casa. Possivelmente alguns homens mais sonsos é que são uns verdadeiros alarves para as mulheres. Vou passar à frente desta parte sob pena de parecer a MRP. Ah, mas não quero deixar de referir o grande Zezé Camarinha. Olhe que ele até tem muita pinta a contar as suas proezas e dizem que é uma excelente pessoa.

.

Em 100 heterossexuais vamos admitir que existem 20 machos (será razoável?). Assim, 80 homens não contam de forma alarve as suas proezas. Esses 80 têm assim um comportamento normal e aceitável, que não os fazem serem detestados por ninguém. Mas veja o que escreveu,

«Os gays são a versão homossexual dos machões (...) os seus congéneres gays, pelo contrário, estão em plena expansão, com direito a cobertura e promoção nos órgãos de comunicação social que o macho latino nunca teve (...) os gays gostam de expor publicamente a sua vida íntima e a dos outros»

Mas quais gays? para si, em 100 gays, TODOS gostam de expor a sua vida sexual, de serem umas bichas doidas que também fazem tricas com a vida privada dos outros? Por isso eu pergunto-lhe, quantos gays é que você conhece ou já conheceu? não acredito que não conheça nenhum. Esses que você conhece andam sempre bradar aos céus a sua vida privada? eu não acredito.

.

«...com direito a cobertura e promoção nos órgãos de comunicação social que o macho latino nunca teve (...) Hoje não se pode ler nada sobre um artista que não venha logo a referência de que era homossexual...»

A sério? olhe que se há coisa que a comunicação social nunca fez foi divulgar a preferência sexual de cada um. Recuando uns 20 anos e usando um termo seu, alguma vez algum meio de comunicação mencionou a preferência sexual do António Variações? nunca o fizeram e ainda bem que foi assim. Ele foi conotado como a primeira vítima da SIDA em Portugal (apesar dos familiares sempre o negarem) e só faltaria dizer que isso tinha sido a paga para um comportamento de risco (quem quiser que complete).

Diga-me quantos artistas onde até hoje algum meio de comunicação mencionou a sua preferência sexual. Diga-me ao menos um pois eu não estou a ver nenhum.

.

«Agora eu também tenho direito de ser poupado às descrições e aos pormenores das suas aventuras sexuais» está no seu direito. Mas quantas vezes é que você é confrontado com esse tipo de divulgação.

Você já viu aqui algum blogue de conotação gay? no entanto, quantos é que você já viu de 'gajas' que decidem partilhar a sua vida sexual? para esse tipo de 'literatura' já não é necessário ser poupado?

O saudoso Nuno Poiares abordou uma vez a questão da prática do swing, a propósito de uma novela da SIC. Estava a pensar numa criança e na forma de lhe explicar que existem pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, que existem pessoas que gostam de brincar aos papás e às mamãs com outros papás e outras mamãs e pessoas que começam as suas histórias com "Não lhe sendo permitido falar", que obtêm prazer com objectos "semelhante a um clip, daqueles que ela tinha em cima da sua secretária na biblioteca do casarão, mas que ao mesmo tempo parecia uma jóia, com pingentes de vidro suspensos nas extremidades." e que "Olhando para o seu Mestre, que, agora, de pé em frente à cama numa posição quase militar, a contemplava, reconheceu no seu rosto uma secreta satisfação; um brilho no olhar que involuntariamente denunciava o orgulho que sentia ao vê-la ali, prostrada, imóvel, indefesa, e entregue aos seus caprichos."

Como diz e muito bem, a vida privada só diz respeito a cada um. Nos exemplos anteriores digo-lhe que para mim a questão da homossexualidade seria a mais fácil de explicar. Para alguém que se mostra indignado e refere «Agora eu também tenho direito de ser poupado às descrições e aos pormenores das suas aventuras sexuais», parece-me que apenas apontou o seu pudismo numa determinada direcção e esqueceu-se de outras situações que até são mais comuns.

.

Se existe um Lobby Gay? a palavra Lobby por si só tem no meu entender uma conotação negativa. Existirá uma acção coordenada global para salvaguardar os direitos dos gay? talvez. Será mau? depende apenas dos seus objectivos. Se for o de lutar pelos direitos dos que são discriminados, não vejo qualquer problema. Olhe que ser gay em alguns casos dá direito a apedrejamento. Aliás, o Irão orgulha-se de ser o único país onde não existem gays. E ninguém está aqui a falar de casamento, pois isso dava mais pano para mangas e você também já abordou essa questão.

.

Contracorrente, acho bem, tal como você faz questão de dizer várias vezes, que reme contra a maré ou que não vá atrás de rebanhos. Neste caso, apenas lhe digo que a sua vontade de remar contra a maré lhe tirou a objectividade.

Tal como disse o Dissidencias, é importante abordar com coragem e frontalidade assuntos que podem ser tabu. No meu caso, eu gosto que esses assuntos sejam abordados com isenção e objectividade. Deixo para o escritor a capacidade de se auto-criticar. E desculpe por mais um lençol.

Cumprimentos

# November 29, 2007 11:38 AM

contracorrente said:

sofiapaula

Nós não gostamos é dos gays e dos machões... Ambos rídiculos e insuportáveis. Se não consegue distingui-los dos homossexuais e dos heterossexuais é um problema seu. Mas nota-se bem a diferença.

# November 29, 2007 11:39 AM

contracorrente said:

Paula

Concordo consigo.

# November 29, 2007 11:42 AM

contracorrente said:

Dissidências

Já sentia a sua falta.

# November 29, 2007 11:46 AM

contracorrente said:

bluewater68

Continua a ler mal o meu artigo. Eu sei o nome "gay" num sentido completamente diferente daquele que você o usa para distingui-lo daquelas pessoas cuja orientação sexual é homossexual ou bissexual ou mesmo os travestis.

Não detesto nem os homossexuais, nem os bissexuais, nem os heterossexuais, nem os travestis... Respeito absolutamente a orientação sexual de cada um. Só detesto os heterossexuais/machos latinos e os homossexuais/gays, gente que é incapaz de olhar a vida sem ser pela prespectiva sexual.

Podia dizer-lhe que tenho amigos homossexuais... Mas não digo porque não quero saber quais as orientações sexuais dos meus amigos. E mesmo quando sei, finjo que não sei. Não tenho nada a ver com isso, nem é importante para ser ou não amigo de alguém.

Agora não acho bem, nem que dois homens apareçam numa festa em minha casa a beijarem-se na boca, nem um amigo meu com duas p***s....  

# November 29, 2007 11:54 AM

Aserrao said:

Para mim , gays e paneleiros são a mesma coisa.Que o não demostrem, poupem-nos esse nojo .

# November 29, 2007 11:59 AM

bluewater68 said:

Contracorrente,

peço desculpa pelo comentário duplicado e solicito que apague um deles para não ocupar tanto espaço.

Obrigado

# November 29, 2007 12:09 PM

contracorrente said:

Aserrao

Uso, neste texto, o termo gay (orgulho gay) como distintivo de homossexual (orientação sexual). Não faço juízos de valor em relação à orientação sexual.

# November 29, 2007 12:28 PM

contracorrente said:

bluewater68

Nunca apago comentários mesmo repetidos. E agradeço-lhe imenso a sua participação. Os seus comentários são sempre muito úteis e enriquecedores.

# November 29, 2007 12:52 PM

berta said:

Contracorrente

É a primeira vez que visito o seu blogue.

Gostei do seu texto e acima de tudo gostei da sua coragem ao falar sobre este tema.

Parabens!

Pessoalmente não tenho nada contra os Gays e os maricas, repeito as opiniões e acho que ele devem ser respeitados.

Não gosto de ver um homem vestido de mulher, mas desde que não me  causem problemas tento ignorar esse facto.

Acredito que existem homens gays que são pessoas espectaculares.

# November 29, 2007 1:24 PM

mcardoso said:

contracorrente, acredito que publicar este texto não tenha sido fácil. Mas eu sempre fui e sou a favor da liberdade de expressão! Um abraço, manuel cardoso

# November 29, 2007 3:44 PM

mcardoso said:

!

# November 29, 2007 3:44 PM

Jaguar said:

SEmpre disse, emrelaçãop a esta questão que cad um é como é e faça a vida dele ou dela.

No entanto o Orgulho Gay é abominável, quer nas suas manidfestações exteriores a que deveriamos ser poupados e ao poder do lobby gay que tem imensa força nos diversos campos da actividade.E pegou de tal modo o gayismo, que agora a moda é sê-lo.

com estima

jaguar

# November 29, 2007 4:29 PM

twiggy said:

Eu tinha uma avó que era um assombro de mulher,em todos os aspectos e mais alguns,e que costumava dizer:

"Quando se fala muito sobre algo ou de alguém, é porque se lhe atribui demasiada importância e valor, caso contrário seria indiferente."

Sábias palavras!

http://sol.sapo.pt/blogs/twiggy/archive/2007/09/06/The-L-_2600_-G-Words.aspx

# November 29, 2007 5:05 PM

eeu said:

Santana Maia

Acho que você não está a falar exactamente dos gays, está a falar daqueles que no Brasil se chamam "trichas" -porque não se contentam em ser bichas ! rsss

Também não gosto que as pessoas sejam reduzidas à sua opção sexual, mas quanto aos artistas até penso de outra maneira: costumo dizer que se fosse famosa (e muitíssimas pessoas soubessem disso), seria melhor para mim ser homossexual, porque nesse caso, ao menos, deixavam-me em paz os papparazzi.

São raríssimos os casos de artistas homossexuais cuja vida sexual é bisbilhotada e estampada nas revistas. E quando aparecem geralmente são eles a fornecer tal material, como a Ellen deGeneres que assume as suas namoradas por exemplo. E eu respeito-a por isso.

Já os coitados dos artistas heterossexuais sofrem uma perseguição acirrada e são constantemente vítimas de suposições e boatos e mentiras descaradas sobre novos affairs e possíveis traições. É selvageria total...

Gostei muito do seu post que reflecte alguns dos preconceitos que infelizmente ainda tenho (que trabalhar !), pela coragem em dizer o que muitos pensam mas escondem para não lhes arranhar a imagem.

Gostei muito também da coragem do BlueWater em defender o combate radical a esses mesmos preconceitos. É um exemplo para mim.

eeu  

# November 29, 2007 5:12 PM

portocego said:

Olá Caro Santana Maia,

Passei apenas para lhe dar as restantes estrelas, que este seu artigo, bem claro, nas diferenças de conceitos e posturas, bem merece.Parabéns!

Um abraço

# November 29, 2007 5:54 PM

Fotoimagem2 said:

Cada vez há menos Homens, mas nem tudo é mau.

Repare, quantos mais gays houver, mais mulheres…

E já agora, uma pequena Anedota:

Mulher do meu amigo é homem, mas às vezes sou gay. 

Cumprimentos

# November 29, 2007 6:39 PM

Fotoimagem2 said:

Cada vez há menos Homens, mas nem tudo é mau.

Repare, quantos mais gays houver, mais mulheres…

E já agora, uma pequena Anedota:

Mulher do meu amigo é homem, mas às vezes sou gay. :)

Cumprimentos

# November 29, 2007 6:39 PM

contracorrente said:

berta

Não discordo de si. Todos nós temos coisas boas e más. Mas a minha crítica não é extensiva aos gays no sentido homossexuais... a homossexualidade é uma coisa, o que eu aqui critico é a necessidade de por tudo e por nada ter se andar a falar da orientação sexual deste ou daquele.

«Segundo um estudo, no futebol americano, 50% dos jogadores já tiveram experiências homossexuais.»; «o senador republicano é homosesexual...»; «o escritor x é homossexual», etc.... Mas o que é que isto interessa para o caso? Ou o que é que querem demonstrar com isto?

# November 29, 2007 6:40 PM

contracorrente said:

berta

Não discordo de si. Todos nós temos coisas boas e más. Mas a minha crítica não é extensiva aos gays no sentido homossexuais... a homossexualidade é uma coisa, o que eu aqui critico é a necessidade de por tudo e por nada ter se andar a falar da orientação sexual deste ou daquele.

«Segundo um estudo, no futebol americano, 50% dos jogadores já tiveram experiências homossexuais.»; «o senador republicano é homosesexual...»; «o escritor x é homossexual», etc.... Mas o que é que isto interessa para o caso? Ou o que é que querem demonstrar com isto?

# November 29, 2007 6:40 PM

contracorrente said:

mcardoso

A liberdade de expressão está ainda muito condicionada...

# November 29, 2007 6:41 PM

contracorrente said:

jaguar

Essa é a questão.

# November 29, 2007 6:42 PM

contracorrente said:

twiggy

Vi o seu post. Mas a questão não está na sua existência ou inexistência. Que sempre existiu não duvido, nem me incomoda. Mas o mundo também não acaba aqui. A pedofilia, o incesto e a zoofilia também sempre existiram. E quem as pratica também se acha no direito de o fazer...

Não podemos é ter muita abertura para umas coisas e pouca para outras. Ou então temos de ter a coragem de as discutir.

# November 29, 2007 6:46 PM

contracorrente said:

eeu

É óbvio que uso aqui o termo «gay» num sentido diferente do que é usado habitualmente, como a minha amiga compreendeu perfeitamente.

Há homens que são mais efeminados do que outros, homens que se gostam de vestir de mulher, homens que gostam de homens, etc... Não é isso que aqui está em questão, nem em causa.

O que está aqui em causa é a ofensiva do «orgulho gay» que, à semelhança de certas seitas religiosas, querem-nos impingir a toda a hora e a todo o momento uma conduta que choca a maioria das pessoas.

# November 29, 2007 6:57 PM

contracorrente said:

portocego

Sei que me compreendeu.

# November 29, 2007 6:58 PM

contracorrente said:

Fotoimagem2

Detesto os gays e os machos latinos. Acho-os absolutamente ridículos. Não detesto nem os homossexuais, nem os heterossexuais. Nem me interessa saber o que cada um é. Aliás, não quero saber.

# November 29, 2007 7:00 PM

romanovprimeiro said:

Boa noite.

Um post para reflexão.

Um post que provocou discussão tem que ter substância, tem que ser sobre um assunto importante.

Para mim este é o caso.

Não me inquieta a proximidade seja de quem for desde que respeite a minha presença.

Tal como eu não assumo atitudes exibicionistas, provocatórias ou de superioridade, não  me sentirei à vontade se alguém, por ser isto ou aquilo - mesmo os que tenham, aparentemente, a mesma orientação sexual que eu - adopte posturas e maneiras de estar contra os hábitos culturais e valores instituídos.. Sejam maiorias ou minorias! Se estes estão desajustados, procurem-se meios correctos, não teatralizados (de que   alguns se aproveitam para ganhar fama e proveito), para que venham a ser alterados mas, com cuidado e tendo-se feito o estudo e reflexão indispensáveis às boas decisões, respeitando as outras grandezas e deixando-lhe o espaço a que têm direito.

No respeito por todos,as minhas

Saudações

roman

# November 29, 2007 7:14 PM

gattopardo said:

  Ola contracorrente

 Muito pertinente esta questão, tendo em conta esse famoso lobby de que tanto se fala e cujo poder, pelo que se ouve, vai para além do que se imagina. É preciso tê-los no sitio para falar como fala. A minha estima e o meu apoio.

  Abraço.

# November 29, 2007 7:22 PM

contracorrente said:

Roman

Estamos na mesma onda. Mas falar de um assunto destes não é fácil... Como se pode ver por certos comentários, os tabus e os preconceitos não existem só de um lado. Os defensores do «orgulho gay» sentem-se ofendidos quando se toca neste assunto como se só eles pudessem pôr tudo em causa e aos outros apenas lhe restasse bater palmas.

Eles não querem que os respeitemos. Eles querem-nos impor o seu modelo do «bem» e do «mal». Até porque quem não pensa como eles é reaccionário e só as suas ideias são modernas. Ou não fossem eles seres superiores ao resto da maralha...  

# November 29, 2007 7:24 PM

OlindaGil said:

Amigo Santana-Maia

Adoro ler os teus posts polémicos e as reacções que provocas por aqui.

Parabéns pela tua coragem. Não é fácil encontrar uma pessoa tão frontal e capaz de "chamar os bois pelos nomes".

Beijinhos

# November 29, 2007 8:17 PM

OlindaGil said:

Voltei para dizer que me orgulho de ser tua amiga e de ter o teu livro autografado e oferecido.

# November 29, 2007 8:18 PM

chabeli said:

Boa noite.

Chego aqui pela primeira vez e devo confessar que fiquei curiosa pelo post.

Li até ao fim e, desde logo, quero deixar expresso o seguinte : o Santana- maia escreve "ao meu jeito". Não que eu escreva com a mesma fluidez, ou, até mesmo, mestria, mas gosto de o ler.

Não sei fez-me lembrar o nosso Eça.

Concordo com a sua exposição.

Creio que os gays nada têm a ver com os Homossexuais.

E também concordo que o lobby é fortíssimo.

Viajo com regularidade e tenho vindo a reparar que cada vez mais,esta comunidade tem vindo a expor-se, hilariantemente,sem medida nem cautela.

Creio que em nome da liberdade e contra o "racismo" e discriminação, vale tudo.

Alto lá não é bem assim...

A sua conclusão é brilhante. Eu sou professora e tenho e conheço os meus limites. Caso não percebesse esta elementar regra de convivência, poderia ser tudo menos professora.

Pois o facto se ser "uma coisa" não me dá o direito de a impor aos outros que querem ser "outra coisa", ou até  mesmo, podem não querer ser nem uma coisa nem outra , querem estar no seu direito de não serem nada.

Bem haja pela sua coragem

Mais, a coragem é a  maior das eloquências, é a eloquência do carácter.

Noite boa

Chábeli

Conheço a sua terra, já lá vão os anos fiz um intercâmbio com alunos da minha e da sua. :)

# November 29, 2007 9:29 PM

Fotoimagem2 said:

Eu respeito heterossexuais, homosexuais, gays, larilas, fufas, lésbicas, desde que também me respeitem.

Já agora, qual a sua opinião sobre os que não sabem o que são, vulgo bissexuais? Será que são piores ou melhores do que aqueles de quem não gosta? Ou será que somos “machos” quando dizemos o que achamos que para nós é o correcto?

O meu primeiro comentário foi em tom mordaz.

# November 29, 2007 9:29 PM

twiggy said:

"twiggy

"Vi o seu post. Mas a questão não está na sua existência ou inexistência. Que sempre existiu não duvido, nem me incomoda. Mas o mundo também não acaba aqui. A pedofilia, o incesto e a zoofilia também sempre existiram. E quem as pratica também se acha no direito de o fazer...

Não podemos é ter muita abertura para umas coisas e pouca para outras. Ou então temos de ter a coragem de as discutir."

Agora é que a porca torce o rabo!!!!

O contracorrente está a meter no mesmo saco pedofilia e zoofilia?! For your god sake!!!

Isso sim são verdadeiras aberrações!

No primeiro caso, eu cortava-lhes as PILAS a sangue frio.

No segundo, pela molestação aos animais, enfiava-lhes um pau pelo anus acima até lhes sair pela boca.

Tanbém gostava de fazer o mesmo aos toureiros e aficcionados e afins. Talvez um dia em que esteja para aí virada.

Reitero o que já tinha dito no meu blog:

"Todos temos o direito a ser felizes com quem queremos mesmo que isso saia da norma. Todavia, também sou capaz de me insurgir com o aparato folclórico de marchas de orgulho Gay que não são mais que uma forma exibicionista de chamar a atençao para assuntos que deveriam ter uma abordagem mais séria e desta forma acabam por ficar desacreditados."

# November 29, 2007 9:44 PM

MarAzul2007 said:

Caro amigo Santana-Maia,

Já somos dois. Eu detesto esses gajos, era despachá-los para a Antártica. Há vários politicos que pertencem a essa raça e nas eleições da Câmara de Lisboa o PS fez tudo para garantir o voto dessa gente. Já lhe tinha deixado a minha opinião no post que fez sobre o casamento dos homosexuais. Abaixo essa gente.

Um abraço  

# November 29, 2007 10:34 PM

trout said:

São tão divertidos os gays,animam uma festa.Nada contra mesmo.

# November 29, 2007 10:39 PM

Blanco said:

Santana-Maia:

Abordar um tema destes, não é nada fácil,mas conseguiste fazê-lo de uma forma frontal, como aliás é teu apanágio.

Lobbys, sejam eles de quem forem, completamente contra.

Opções sexuais, respeito.

Cenas nos locais públicos, definitivamente não.

Beijo

# November 29, 2007 11:26 PM

contracorrente said:

OlindaGil

Obrigado pela tua força.

# November 30, 2007 2:04 AM

contracorrente said:

Fotoimagem2

Eu, pura e simplesmente, não quero saber o que cada um é. Escusam-me de me explicar que não me interessa.

Como também não gosto que se metam na minha vida.  

A nossa sexualidade é sempre muito bem aceite por nós próprios mas escandaliza quase sempre os outros. Por isso, o melhor é cada um guardar as suas preferências sexuais para si...

# November 30, 2007 2:14 AM

contracorrente said:

twiggy

Rejeito a pedofilia apenas porque se tratam de menores. No entanto, não pense que os pedófilos e os que praticam a zoofilia acham que estão errados. Queixam-se dos mesmos preconceitos que os homossexuais e utilizam os mesmos argumentos. A zoofilia e a pedofilia sempre existiu... E lá vem a história da Grécia Antiga e do Sócrates, etc. etc.

Quando nós desafiamos a normalidade e a moral, não podemos depois querer impor outra normalidade e outra moral com base nos mesmos preconceitos.

Cuidado, twiggy, porque aquilo que está a dizer que faria hoje aos pedófilos e aos que fazem sexo com animais, é precisamente aquilo que muita gente dizia que se devia fazer, aqui há uns anos atrás, aos homossexuais.

Depois começaram a aparecer os primeiros movimentos gays na Holanda e a mentalidade das pessoas começou a mudar. Mas também hoje na Holanda já está legalizado o partido para a legalização da pedofilia e da zoofilia... Daqui a uns anos, ainda se arrisca, se não mudar de ideias, a ser acusada de zoofóbica ou pedofóbica.

# November 30, 2007 2:30 AM

contracorrente said:

Marazul

Estamos no mesmo barco...

# November 30, 2007 2:33 AM

contracorrente said:

trout

Essa visão folclórica dos gays é quase homofóbica... Se bem que os gays gostem de fazer muitas vezes a figura de palhaços...  

# November 30, 2007 2:35 AM

contracorrente said:

Blanco

100% de acordo contigo. É isso precisamente o que eu penso e defendo. Nem mais, nem menos.

# November 30, 2007 2:36 AM

Talina said:

Olá Contracorrente

«Os gays são a versão homossexual dos machões»

«Respeito os homossexuais, mas detesto os maricas». Foi, desta forma lapidar, que Agustina Bessa-Luís se definiu, em entrevista recente ao jornal Sol... Assino por baixo...

Abraços Talina

# November 30, 2007 6:33 AM

trout said:

E o que e´ que se faz com eles ?

# November 30, 2007 11:39 AM

trout said:

São alegres ,organizados,detestaveis.

mas não são criminosos.

peço desculpa pela falsa ingenuidade ...  

# November 30, 2007 11:51 AM

trout said:

Podem-se detestar.... mas "ilegalmente"....  

# November 30, 2007 12:14 PM

meiadeleite said:

o melhor seria acabar com eles...

# November 30, 2007 12:28 PM

unroyal said:

Santana Maia,

Quando os actos de um individuo não afectam negativamente os outros tudo bem. Mas se o comportamento de um cidadão provocar conflitos sociais este deve ser punido adequadamente.

À mim pouco diferença faz se sejam gays ou hetero, desde que não chateim os outros...

# November 30, 2007 12:55 PM

sofiapaula said:

Vamos falar a direito e deixar de atalhos.

Vc nao gosta de pretos de homossexuais de progresso, de nada, pelo que tenho lido aqui e disso que se trata.

Ate lhe conferimos esse direito.Portanto continue...

O resto sao "cantigas" que nao me embalam...

# November 30, 2007 1:57 PM

ahbruto said:

Caro SML

Sempre achei que não é absolutamente necessário ser-se homossexual para ser gay.

Aliás,é até possivel que não se deva ser homossexual para atingir ser gay.

Ao fim e ao cabo são os gay que dão "mau nome" aos homos.

Um grande abraço

ahbruto

# November 30, 2007 9:45 PM

ladoposto said:

O macaco nu,e engracado.Mas vestido;e muito mais!

 Cumprimentos!!

# December 1, 2007 11:41 PM

camionista said:

O assunto é complexo. Daí tal disparidade de opiniões. Umas mais calorosas, outras mais empenhadas, algumas ainda do tempo em que...

SML foi bastante claro na opinião que deu. Desassombrada, como sempre. Pode não ter caído bem em todo o lado. Nem isso era provável.

Os homossexuais, como qualquer minoria sujeita a estigmas e marginalização, aproveitam esta ocasional 'permissividade' para sacudirem de cima de si o peso da culpa. Mas nem todos andam por aí desfraldando bandeiras com as cores do arco-íris. Dando como acertadas as estatísticas que apontam para algo como sete por cento da população a possuir um grau apreciável de tendências homossexuais, se todos fossem exibicionistas, imagine-se a festa que seria...

O facto é que essa 'vanguarda', que SML acertadamente designa como gay, para os diferenciar dos restantes, presta fraco serviço a si mesma, bem como aos que fazem da discrição o seu modo de viver, e ainda à sociedade em geral, confundida com tanto folclore à volta de um tema até há pouco (e também hoje ainda)  apenas gerador de chacota e vexame para quem nele tivesse a infelicidade de se ver envolvido.

Os estereótipos, sempre enganadores, desta vez não o são menos. E são os próprios gays que estão agora a tentar criar alguns, com enganoso proveito. Até apareceu um curioso termo, metrossexual, para designar pessoas que, sem serem homossexuais, partilhariam com estes as características diferenciadoras, tais como um modo descomplexado de vestir, usar perfumes e produtos de maquilhagem, assumindo como sua uma parte do universo tradicionalmente feminino.

Eu acho que, como todas as modas, também esta vai passar. A ficar alguma coisa de positivo, que seja a assumpção, de uma forma generalizada, da convivência com as diferenças. Sejam elas étnicas, religiosas, ou de orientação sexual.

Mas não cabe somente à maioria o esforço, politicamente correcto, da aceitação das diferenças. Cabe a cada minoria a obrigação de se comportar de modo a merecer o respeito dos demais.

O que nem sempre é o caso.

# December 1, 2007 11:50 PM

Melita said:

contracorrente,

Eu aceito as diferenças sejam elas quais forem...

A igualdade de direitos tem que ser, até para evitar situações de camuflagem em casamentos, onde se estragam vidas desnecessariamente. O princípio da igualdade é um direito para todos.

Existirá sempre a diferença entre um casal e um par. Parceiros sexuais...cada um tenha o que quiser.

Adopção? Onde ficaria neste caso de “parceiros sexuais”...é a minha dúvida.

Será por essa razão, que  mudaram o nome de "parceiro sexual" a "casal homossexual"?

Manifestações de "orgulho gay" acho despropositadas ,levará mais cedo ou mais tarde a manifestações de "orgulho inverso"...e acaba-se em fundamentalismos...que não será bom para ninguém.

Lobbys...infelizmente existem em, todas as áreas seja de que foro for...

Um tema que daria "pano pra mangas" ;)

Um beijo

# December 2, 2007 1:57 AM

JorgePaz said:

Salve "Contracorrente"!

Partilho inteiramente dos seus pontos de vista.

Apenas saliento que fez muito bem em distinguir  os "gays" como homossexuais exibicionistas.

Um abraço,

Jorge da Paz.

# December 2, 2007 11:38 PM

contracorrente said:

Talina

Penso que a maioria assina.

# December 3, 2007 2:45 AM

contracorrente said:

trout

Mas por que se há-de ter de fazer alguma coisa. Só disse que os detestava. Tal como detesto os machos latinos e uma série de coisas. Mas isso não significa que se tenha de fazer alguma coisa...

# December 3, 2007 2:48 AM

contracorrente said:

meiadeleite

Se essa é a sua opinião surpreende-me. Se é uma crítica surpreende-me também...

O mundo perfeito não existe... Mas o mundo perfeito, para mim, não era obviamente com pessoas assexuadas. Mas seria com pessoas que olhassem para as outras como pessoas e não como homossexuais, heterossexuais ou bissexuais...

Não há homossexuais, nem heterossexuais... Há pessoas. Apenas. E é isto que os gays não percebem.

# December 3, 2007 2:53 AM

contracorrente said:

unroyal

Não coloco as coisas em termos de punição. É óbvio que vivemos em sociedades abertas e que as pessoas têm o direito de se manifestar e de exprimir as suas ideias... Sejam gays, fascistas, machistas ou extremistas.

Não significa, no entanto, que também não possamos exprimir as nossas ideias se discordamos  deles. Em relação aos gays (e, repito, gay, neste post não é sinónimo de homossexual, mas de exibicionista), penso que prestam um mau serviço à causa...  

# December 3, 2007 2:59 AM

contracorrente said:

sofiapaula

Se tem ideias para discutir, discuta-as, mas não me ofenda... A sua afirmação é insultuosa para mim. Para mim não há pretos, nem homossexuais... Há pessoas e é isso que você provavelmente não compreende. E é essa a razão de ser dos meus artigos. O seu problema é que, no fundo de si, deve ter um complexo racista ou homofóbico... Porque, muitas vez, o complexo racista faz com que as pessoas queiram mostrar que gostam muito dos pretos.

Dizer que eu sou racista fazia rir os meus melhores amigos...

# December 3, 2007 3:05 AM

contracorrente said:

ahbruto

Essa é a questão que eu abordo neste artigo. Os gays rotulam as pessoas segundo a sua orientação sexual. Ora, as pessoas são muito mais do que o que fazem na cama. Não há pessoas homossexuais, nem heterossexuais... Há apenas pessoas que podem praticar actos homo ou heterosexuais (com os quais ninguém tem a ver) mas que não deixam de ser homens e mulheres por causa disso. Nem têm de ser definidos como se fossem um terceiro género.

# December 3, 2007 3:08 AM

contracorrente said:

ladoposto

sempre do lado oposto.

# December 3, 2007 3:09 AM

contracorrente said:

Camionista

Agradeço-lhe o seu comentário que enriqueceu e complementou este post. Concordo absolutamente consigo e foi essa precisamente o sentido da minha mensagem.

# December 3, 2007 3:12 AM

contracorrente said:

Melita

O facto de sermos tratados como iguais não significa que todos tenhamos necessariamente os mesmos direitos. Caso contrário, não havia cursos de medicina que chegassem... Infelizmente nem todos podem ser médicos, o que não significa que não sejamos todos iguais. Também para se receber o susbídio de desemprego ou o rendimento mínimo, existem critérios que são fixados.

Quanto ao casamento, é a mesma coisa. O casamento é uma instituição que existe por causa dos filhos. Exclusivamente. Por essa razão, não basta duas pessoas serem de sexos diferentes para se poderem casar. Há critérios para proteger os filhos.

Abrir a instituição casamento a casais do mesmo sexo só faz sentido se se admitir a adopção. Caso contrário não faz qualquer sentido. É como permitir que um advogado faça cirurgias em nome da igualdade de direitos entre médicos e advogados.  

# December 3, 2007 3:20 AM

contracorrente said:

JorgePaz

Só quem é capaz de olhar para as pessoas como pessoas, independentemente da cor da pele ou da orientação sexual, é capaz de abordar estes temas sem complexos.

# December 3, 2007 3:24 AM

OlindaGil said:

Parabéns pelo destaque do teu artigo no EDUCARE.

Já tinha lido o post no teu blogue e agora vi que está a ter grande visibilidade.

Beijinhos

# December 3, 2007 11:18 AM

Marklula said:

Caro Santana Maia

Não posso deixar de sorrir com a maneira, algo ingénua, com que se contradiz

“ Detesto os Gays ! “ afirma com letras garrafais. Depois, tentando assumir uma posição magnânime, diz :” Para mim não há pretos, nem homossexuais... Há pessoas…”

Ora Gays, homosexuais, paneleiros e Amélinhas é tudo a mesma coisa ! Homens que gostam de homens ( nem sei porque estou a excluir as fufas. Será considerado descriminação ? ).

É evidente que o amigo Santana Maia é homofóbico ( é a sua opinião, respeito )

No entanto é característica das sociedades mais avançadas uma tolerância para com pessoas de raças, opções sexuais e religiões diferentes. Só assim se consegue um equilíbrio social ( Podia agora enumerar aqui um rol infindável de problemas actuais resultantes dessa falta de tolerância………..)

Devia haver um esforço no sentido de modernizar as mentalidades. Afinal estamos em 2007 ! No entanto, e vendo pelas opiniões expressas neste blog, a tarefa não será fácil.

Já dizia o Poeta : “ Podemos tirar as pessoas da província mas não tiramos a província das pessoa”

Com os melhores cumprimentos

Marklula

# December 3, 2007 12:10 PM

ElanaJanela said:

Ao contrário da nossa mui querida Agustina Bessa-Luís tanto os homossexuais quanto os gays não me provocam qualquer espécie de comoção especial. Este é um tema tão antigo quanto a humanidade. Todas as culturas, através de um processo de assimilação da diferença, conviveram com ele. Confesso que, mesmo sendo bastante conservadora, continuo a apreciar a autenticidade das pessoas e essa autenticidade passa, muitas vezes, por algum exotismo e até por manifestações públicas que não me agradam particularmente. Mas são manifestações de pluralidade que, de alguma forma, fazem mexer as nossas convicções.

Um abraço para si que escreve muito bem

# December 3, 2007 1:15 PM

chabeli said:

contracorrente

tens alguma  coisa contra mim ?

Não  mereço resposta ?

:(

chábeli

# December 3, 2007 3:09 PM

contracorrente said:

OlindaGil

Também sei que foi publicado no jornal Público e em outros jornais. Obrigado.

# December 3, 2007 8:05 PM

contracorrente said:

Marklula

Não vivo de rótulos, nem a pôr rótulos.

Essa do homofóbico faz lembrar aquelas conversas antes do 25 de Abril em que bastava uma pessoa dizer que discordava de Salazar para o rotularem logo de comunista.

# December 3, 2007 8:10 PM

contracorrente said:

ElanaJanela

Sem discordar da sua opinião, não penso que a autenticidade passe por cada um de nós revelar em público o que faz em privado. Há uma zona de intimidade que deve ser do foro privado de cada um. E deve-se espeitar isso... Porque, a partir do momento em que se acha que tudo deve ser do domínio público, acaba-se por se legitimar a bisbilhotice.  

# December 3, 2007 8:15 PM

contracorrente said:

chabeli

Como podia ter alguma coisa contra si, se concordo em absoluto com aquilo que escreveu. Provavelmente a minha resposta ao seu comentário não terá ficado registado porque, de vez em quando, o sistema fica fora de serviço.

Qual é a sua escola?

# December 3, 2007 8:19 PM

chabeli said:

Contracorrente

Sou do concelho do sul, Loulé. Mas na altura era de Quarteira.

abraço

A terra a que me refiro é Ponte Sõr

# December 3, 2007 8:57 PM

Jaguar said:

caro SANTANA-MAIA

Venho dar-lhe os parabéns pelo destaque dado ao seu artigo nalguns órgãos da comunicação social.

Continue a entusiasmar-nos com artigos de interesse.

saudações

jaguar

# December 3, 2007 9:52 PM

Melita said:

Contracorrente,

Direitos iguais...não são capacidades iguais...

Um curso de medicina pode ser tirado por todos desde que tenham inteligência que lhes vai porporcionar as médias....para poderem então entrar num curso de medicina ou outro que exija médias acima das habituais...

Para ter "direitos iguais" basta nascer-se e ser-se humano...ou estarei errada?

A única dúvida que tenho mesmo é na adopção...porque os direitos em termos legais acho que terão de ser mais tarde ou mais cedo uma realidade.

Por isso citei acima que ao dizer Casal e Par (parceiro sexual) é algo diferente.

Um casal é suposto ser Homem e Mulher e ter como fundamento os filhos, como muito bem diz.

Quanto á sexualidade é diferente.

Aí...são dois seres humanos que optam por SER um Par e para ter direitos legais o casamento é a única forma de garantir isso...(direitos sobre bens adquiridos na morte de um...pensão de reforma, etc)

Penso que isso não se pode negar, porque são seres humanos como todos nós...

Repito...a única dúvida que tenho tem a ver com a adopção das crianças...que não sei qual o resultado nos Países onde isso é possivel e qual a atitude futura dessas mesmas crianças...

Um beijo

# December 3, 2007 10:22 PM

Melita said:

Contracorrente..,

claro que qdo digo "direitos iguais" é iguais entre iguais...ou seja...um subsidio de desemprego tem as normas...que o regem...e regem todos daquela categoria(descontos,tempo, idade,etc, etc, ) mas não poderia ser calculado pela cor nem sexualidade como é óbvio...

Por isso direitos legais iguais vai ter de ser...já que é uma realidade os pares homossexuais.

O casamento religioso tem associado a descendência da familia e leis que regem essa mesma união...mas tem sempre de existir o casamento  civil...que torna essa união legalizada perante o "Estado" para se poder ter direitos e obrigações enquanto agregado familiar...

Na minha ignorância, penso que é por esses direitos e obrigações que esses pares lutam, ou não?

Um beijo

# December 3, 2007 10:40 PM

contracorrente said:

Melita

Só compreendo que se defenda o casamento entre pessoas do mesmo sexo se isso implicar também a adopção. Caso contrário, é uma incoerência para não dizer uma estupidez.

O casamento é uma instituição que existe em função dos filhos. É por essa razão, exclusivamente, que são proibidos os casamentos entre irmãos e entre pais e filhos.

Se fosse permitido o casamento de duas pessoas do mesmo sexo, deixaria de haver razão para proibir o casamento de dois irmãos do mesmo sexo, uma vez que, neste caso, não há perigo de consanguinidade.

Mas, depois, levantava-se a questão da igualdade de direitos, segundo a sua teoria...

Se dois irmãos do mesmo sexo se podem casar por que não poderão também casar-se dois irmãos de sexo diferente?

Quando queremos começar a acabar com preconceitos, não podemos depois erguer novos preconceitos...

# December 4, 2007 6:39 AM

contracorrente said:

chabeli e jaguar

Obrigado pela vossa participação.

# December 4, 2007 6:40 AM

Marklula said:

Caro Santana Maia

Discordar de Salazar não quer dizer necessariamente que se seja comunista.

Mas afirmar que “ Detesto os Gays” implica, sem sombra de dúvida, que se é homofóbico !

“Alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem a origem da homofobia às mesmas motivações que fundamentam o racismo e qualquer outro preconceito. Nomeadamente, uma oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, nomeadamente a necessidade de reafirmação dos papéis tradicionais de género, considerando o indivíduo homossexual alguém que falha no desempenho do papel que lhe corresponde segundo o seu género.

Outra possível motivação para tal comportamento é a dúvida de um indivíduo quanto à sua própria sexualidade. Situação a que se dá o nome de homofobia interiorizada. “  in  wikipedia

A minha pergunta é:  Em qual destes escalões  é que o amigo Santana Maia se enquadra ?

Com os melhores cumprimentos

Marklula

# December 4, 2007 11:52 AM

contracorrente said:

Markula

O meu amigo ou não sabe ler ou limitou-se a ler o título do meu artigo e a dar-lhe uma interpreatção que o resto do artigo não consente...

Ou então falamos duas línguas completamente diferentes.

# December 4, 2007 4:28 PM

contracorrente said:

Markula

E se o meu amigo conseguiu chegar à brilhante conclusão de que discordar de Salazar só por si não significava ser comunista, também deve conseguir fazer o mesmo raciocínio para conseguir chegar à conclusão que criticar o exibicionismo gay e a sua tentativa de reduzir as pessoas à sua orinetação sexual não significa que se seja homofóbico

# December 4, 2007 4:32 PM

recardenense said:

Caro Santana Maia:

Gostei. Parece que foi o MarAzul, que disse, já somos dois e eu digo, já somos mais um.

Já agora ao Manuel, o Partebilhas, pergunto: haverá algum forcado "que faça panelas"?

Eu tinha dois colegas do Rádio Clube de Moçambique, que estavam no Centro Emissor, que era na Matola, portanto a uma dezena de quilómetros e era engraçado. O nosso turno, quase sempre coincidia. Um deles era Gay e o outro era Cabo de Forcados. Bebemos muito vinho do porto à conta disso.

O Guilherme José de Melo, tinha muito orgulho de dizer que o era.

Um abraço.

Humberto

# December 4, 2007 10:50 PM

crisruas said:

Gosto muitíssimo da Agustina como escritora. Como mulher acho-a má como a fome:) Mas.... esta sua comparação entre os gays e os machões está bem vista! Se bem que que eu prefiro ter um amigo gay do que um machão básico. Questão de sensibilidades:))))

Beijos

Cristina

# December 4, 2007 10:51 PM

Tambuladeira said:

Caro Santana Maia,

Sem dúvida que todas as pessoas,merecem o meu profundo respeito mas, a primeira condição é que respeitem os demais e a si próprias também. Isto é, que integrem as suas diferenças nas diferenças de todos os outros.

Exibicionismo, venha ele de onde vier, é sempre um expediente negativo, último recurso...

Parabéns por mais este seu bem conseguido poste,

António

# December 4, 2007 11:11 PM

contracorrente said:

Humberto

Cada vez mais acredito que a exposição pública da nossa vida íntima acaba por legitimar todas as violações de privacidade. Eu não tenho amigos homossexuais, nem heterossexuais, nem bissexuais... Tenho apenas amigos. E francamente não quero saber, nem me interessa saber, o que fazem na intimidade.  

# December 5, 2007 2:02 AM

contracorrente said:

crisruas

Eu prefiro ter apenas amigos. Para mim, não há homossexuais, nem heterossexuais. Há pessoas. E não são os actos homossexuais ou heterossexuais que praticam em privado que os definem.

# December 5, 2007 2:05 AM

contracorrente said:

António

Ainda bem que compreendeste o que quis dizer. Mas hoje vivemos num mundo cheio de tabus e dogmas. E se alguém ousar criticar, mesmo ao de leve, as verdades do tempo, é logo rotulado de homofóbico, racista, etc...

# December 5, 2007 2:08 AM

crisruas said:

Muito bem dito. Está a ver? Diz aquilo que eu não consigo!

Cristina

# December 5, 2007 9:07 AM

marylyz said:

Boa tarde contacorrente

Sublinho casa palvra em género número e grau,na resposta dada pelo bluwater68.

Aceito as diferenças de cada um,a partir do momento que respeitem o m/ espaço,como qualquer outra pessoa.A minha liberdade termina,quando começa a do m/ semelhante....

Cumprimentos

marylyz

# December 5, 2007 2:42 PM

contracorrente said:

crisruas

Está ver onde eu queria chegar...

# December 5, 2007 7:57 PM

contracorrente said:

marylyz

Mas acha que há diferenças entre um homem e um homem e uma mulher e uma mulher? Ou será que cada um de nós tem de confessar ou fazer em público aquilo que devia fazer em privado?

# December 5, 2007 8:00 PM

contracorrente said:

A minha campanha não é contra a orientação sexual ou os simples prazeses sexuais dos homens e das mulheres, mas contra aqueles que querem fazer da nossa vida um autêntico Big Brother. Não é apenas pelo direito à intimidade. É sobretudo pelo dever à intimidade.

# December 5, 2007 8:08 PM

Tempestade said:

Caro contracorrente,

Parabéns pelo Post e pela lucidez dos comentários.

Contudo, tenho para mim que uma das melhores formas de lidar com a questão é o desprezo.

Se um homosexual me merece respeito (quando sabe manter isso no seio da sua intimidade), já um gay, pela figuras que faz, só me merece desprezo.

Abraço

Tempestade

# December 12, 2007 12:26 PM

frunklo said:

caro contracorrente,

é obvio que é uma pessoa ignorante, e tal como voce, eu detesto algumas pessoas, nomeadamente pessoas heteros homofobicas. felizmente tenho amigos e amigas heteros que não me discriminam por ser homossexual e so desejo que haja mais gente como eles.

Quanto a si, se o visse na rua a fazer tais afirmaçoes, tenho a certeza que o desancava (tal como fazem a alguns homossexuais) e depois ai queria ver quem era o gay, maricas, etc..

boa tarde

# December 12, 2007 4:58 PM

contracorrente said:

Tempestade

Houve pessoas que reagiram a este post como se eu quisesse matar os gays. Apenas os detesto, como detesto os machões, os nazis, os movimentos anti-globalização, os extremistas, os hipócritas, os fanáticos religiosos, os hooligans, etc.

É óbvio que gostaria de viver num mundo onde as pessoas se respeitassem e onde não houvesse este tipo de gente. Mas longe de mim querer acabar com eles de outra forma que não seja através da argumentação.

# December 13, 2007 3:50 AM

contracorrente said:

frunklo

Poupe-me às suas confissões íntimas. Quanto ao desancar-me no meio da rua, não acredito que fosse capaz de o fazer, mas isso só significa que os gays estão mais próximos do fascismo do que eu imaginava...  

# December 13, 2007 3:58 AM

Pin said:

Entao e os "espetaculos" publicos entre heteros nao lhe faz tb confusao ao cerebro? (se é que tem um!!)

Não quer tb escrever uma cronica sobre isso? Com certeza que lhe daria um texto bem mais extenso.. Ai nao espere tem toda a razao.. isso é "NORMAL" nao é!! Isso é o amor a falar mais alto e não uma pura vontade de chocar quem está á volta.

Sinceramente nao sei se acho que é um valente ignorante ou um grandessíssimo burro.

# December 13, 2007 5:53 PM

stophomophobia said:

Após ter lido este seu texto e todos os outros que referem o assunto da homossexualidade, os quais o senhor assinalou como Gays. O que logo para começar me  mostra a sua falta de informação ou antes a sua vontade em fechar os olhos à realidade e chamar as coidas por outros nomes, chego a uma conclusão bastante simples, que explica como o seu texto é verdade.

A conclusão é a seguinte: o senhor e eu vivemos em mundos diferentes!

Porque no mundo em que eu vivo há 21 anos, que parecem ser bastantes mais providos de esclarecimento no que diz respeito aos sentimentos e relações humanas do que os seus muitos anos, tudo o que senhor afirma no texto acima é simplesmente uma alucinação tão fora do contexto real que mal pude conter o riso ao lê-lo.

"Os gays são a versão homossexual dos machões."

No mundo em que eu vivo "gay" é um sinónimo de homossexual e não um termo prejorativo para atacar pessoas com uma orientação sexual diferente.

"...estão convencidos de que a sua orientação sexual os torna os maiores do mundo como fazem questão de exibir publicamente esse seu convencimento."

No mundo em que eu vivo grande parte dos homossexuais sente vergonha por ser diferente e não têm coragem de se assumir perante até as pessoas mais próximas, pois muitas das vezes essas pessoas partilham da sua "opinião", secalhar devo chamar-lhe antes ignorância. E nenhum homossexual que eu conheço, e acredite que conheço mesmo muitos,(e o senhor tb deve conhecer só não o sabe ainda!), se acha superior às outras pessoas de orientações sexuais diferentes por amar alguém do mesmo sexo, sente-se talvez diferente, mas nunca superior, pois quem lhe dera ser visto como igual na lei e na sociedade.

"os seus congéneres gays, pelo contrário, estão em plena expansão"

No mundo em que eu vivo, os homossexuais sempre existiram lado-a-lado aos bissexuais e aos heterossexuais, inclusive houve situações na história em que eram vistos como iguais. Lá no seu mundo o senhor não deve ler os mesmos livros de história que eu li...

"...os gays gostam de expor publicamente a sua vida íntima e a dos outros."

No meu mundo isto não se chama ser Gay, chama-se ser cusco e chama-se ter falta de vergonha. Há tantos gays assim como há heterossexuais, talvez até em maior quantidade, visto que também são em maior número, é uma questão de proporcionalidade.

"vida íntima é sempre humilhante para o próprio"

No mundo em que eu vivo a vida intima de alguém e de todos não é humilhante, é apenas íntima. No meu mundo humilhção é mostrar ao mundo que somos ignorantes que não queremos deixar do ser, e que temos orgulho nisso.

"Aliás, o simples facto de reduzirem as pessoas àquilo que fazem na cama já é, só por si, revoltante, como se isso fosse um factor relevante e determinante para a vida social do indivíduo."

No meu mundo uma maneira bastante boa de reduzir a vida social do individuo ao que ele faz "na cama", é apelidar as pessoas de gays ou homossexuais, e descrevê-las num blog e discrminá-las na sociedade, como se essas pessoas não fossem mais do que a sua orientação sexual, como se não tivessem quaisquer outras características.

"Hoje, um político que pratique actos homossexuais quase que se vê obrigado a confessar publicamente a sua homossexualidade sob pena de viver sob chantagem permanente da comunidade gay."

No meu mundo um "politico que pratique actos homossexuais" ou está a experimentar ou então é porque se sente atraído por alguém do mesmo sexo, a designação desse facto, vem no dicionário, é "homossexual". Se há politicos que são homossexuais e que não reinvindicam pelos seus direitos, já que têm o poder para o fazer, a isso chama-se hipocrisia, ou talvez medo de represálias, não me parece no entanto que alguém tenha medo da comunidade LGBT, costuma ser ao contrário.

"Se um patrão despedir um gay, nunca é por ser incompetente mas por ser gay."

No meu mundo as pessoas são despedidas pelas mais variadas razões, muitas delas são válidas, como é o caso da incompetência. Ser despedido pela sua orientação sexual, axim como por outras coisas(estou-me agora a lembrar do caso de ser seropositivo por exemplo...) é uma injustiça, à qual todos devem resistir em prol de uma sociedade mais justa.

"Um gay é um ser superior como eles gostam, aliás, de demonstrar pela lista escolhida a dedo de artistas, pensadores e homens ilustres que eram, são ou, pura e simplesmente, acham que foram homossexuais, como se a sua sexualidade fosse um certificado da sua genialidade."

No meu mundo houve muitas pessoas geniais ao longo da história, acontece algumas delas terem sido também ser homossexuais. O que prova apenas que ser homossexual não vai para além de se ter uma orientação sexual diferente, tem-se de resto todas as  mesmas capacidades que qualquer pessoa com outra orientação. Se os homossexuais fazem referência a outras pessoas na história com a mesma orientação é exactamente para demonstrar que não é por se ser homossexual que se pode deixar de ser genial. (Esta sim é uma boa lição para ensinar à filha da gomes200, assim como a todas as crianças, e adultos também!)

"acho absolutamente ridículos os exibicionismos públicos dos gays destinados a escandalizar o cidadão comum"

No meu mundo os únicos exibicionismos públicos com que sou frequentemente bombardeada, e se percebi bem a frase estamos a falar de demonstrações de afecto, são as dos heterossexuais. Os homossexuais tendem a ser bastante mais reservados, por culpa duma socidade que os olha de lado. Ah! E no meu mundo, os homossexuais também são cidadãos comuns, mas acho que estão habituados a não se escandalizar por exibicionismos ridiculos de seja quem for.

Já agora, no meu mundo a homossexualidade não faz em nenhuma situação parte do mesmo contexto que o naturismo, a pedofilia, a zoofilia.

No meu mundo ser homossexual é ter exactamente os mesmos deveres que todos as pessoas heterossexuais e é não ter nem metade dos mesmos direitos.

No meu mundo ser homossexual não é uma afirmação politica, nem de esquerda, nem de direita, nem do centro, há homossexuais de todos os partidos, religiões etc... mesmo que esses/as não os aceitem como são.

Deixo claro de que quando me refiro a homossexuais, estou-me a refir a homossexuais de ambos os sexos, gays e lésbicas, e que os mesmos argumentos são válidos para os bissexuais.

"O primeiro passo para que nos respeitem, é respeitarmos os outros."

No meu mundo isto sim é verdade! Será no seu?

# December 13, 2007 7:54 PM

bluewater68 said:

Contracorrente, agora fiquei tramado. Estava eu a preparar um lençol para abordar esta questão, que foi tão mal tratada neste blogue, quando me deparo com este comentário.

Espero terminar o meu texto e espero conseguir dizer algo que complete esta abordagem anterior, com cabeça, tronco e membros.

# December 13, 2007 8:33 PM

gobblin said:

Subscrevo o post de stophomophobia e gostava de acrescentar alguns pontos relevantes.

Caro Santana,

Felicito-o por ter a coragem de ter publicado esse mar de barbaridades que devia estar efectivamente muito bem escondido.

Todas as suas analogias e observações calorosas, transparecem claramente a sua mensagem: eu sou homofóbico, porque as atitudes obscenas e escandalosas dos "gays" não me deixam assumir a minha sexualidade sem ter receios que seja considerado farinha do mesmo saco. Compreendo-o perfeitamente e pelos comentários vibrantes que vejo neste blog (que mais valiam nem ter existido), não é o único aqui que partilha dessa realidade.

Permita-me primeiro fazer uma rectificação. Um dicionário minimamente actualizado da língua portuguesa, acho que lhe pode indicar que gay e homossexual é exactamente a mesma coisa. Se preferir, pode consultar um dicionário da língua inglesa e esse vai lhe dizer mais ou menos a mesma coisa.

Obrigado por me ter esclarecido que casamento é a forma de validar o acto de procriação. Até à data desconhecia de todo este facto.

Agradeço igualmente por me ter elucidado que em Portugal existem ainda pessoas homossexuais, rectifico, gays, que têm a coragem de assumir o seu relacionamento no espaço social e segundo a senhora casada do post mais acima, giros por sinal. Devo andar com uma certa miopia para não ter chegado mais cedo a tal conclusão, ou então, caro Santana, tem que me informar onde você visualizou tais ocorrências e eu logo me mudarei para tal Eden da obscenidade. Aqui no sítio onde eu vivo, so vejo casais macho latino-menina a "lamberem-se" desalmadamente. Já viu a raridade?

E este facto incomum persegue-me visto lembrar-me mais rapidamente dos meus colegas, supostamente heterossexuais, a gabarem-se da sua vida íntima mundana e não das bichas loucas que andam aí pela sua rua a gritar aos sete-ventos, que foram para a cama com o político X e Y. Pela forma tão lúcida que fala sobre isso, posso supor que fala por experiência própria.

Caro Tempestade, agradecido por me ter lembrado que o fascismo e a homossexualidade são realidades íntimamente relacionadas.

Cara OlindaGil, suponho que os seus bois, são na realidade vacas!

Já dizia o meu caro autor da bicha-do-demónio "És um bocadinho parva tu!"

# December 13, 2007 9:00 PM

contracorrente said:

Pin

Infelizmente a inteligência sobrou toda para si...

# December 14, 2007 2:35 AM

contracorrente said:

stophomophobia

Não vivemos em mundos diferentes. Falamos apenas línguas diferentes.

Na verdade, basta ler o início do seu texto para se perceber logo que não entendeu o que eu escrevi. Devia fazer um esforço e lê-lo outra vez sem ficar cego com o título.

Eu falo de alhos e o senhor responde-me em bugalhos...

# December 14, 2007 2:42 AM

contracorrente said:

bluewater68

Este meu texto veio, pelo menos, demonstrar que este é um dos temas tabu. Não se pode tocar nele sou pena de sermos apedrejados, excomungados e rotulados como sucedeu com os comunistas antes do 25 de Abril ou os judeus na Alemanha nazi.

Ninguém é Deus para juízos de valor sobre aquilo que cada um pensa. As ideias combatem-se com argumentos e não com insultos.

E eu disse apenas que não concordo com o exibicionismo de certas pessoas, tal como não gosto das manifestações nazis. Mas isso não significa que queira matar os nazis ou que não lhes reconheça o direito de poderem expressar e defender as suas ideias. Apenas não gosto.  

# December 14, 2007 2:48 AM

contracorrente said:

gobblin

As palavras são apenas sons ou manchas gráficas que têm o significado que nós lhe atribuirmos.

Eu, no início do meu texto, fui bastante claro em fixar a conotação das palavras «gay» e «homossexual» que ia usar no meu texto para que quem o lessenão tivesse dúvidas de que a minha crítica nada tinha a ver com a orientação ou com as opções sexuais de cada um.

O meu texto é, exclusivamente, pela defesa do respeito à intimidade e privacidade da vida sexual de cada um.

Para mim, não há homossexuais, nem heterossexuais, nem bissuais. Há pessoas. Um advogado que pratica actos homossexuais, não é um advogado homossexual, é um advogado.

# December 14, 2007 2:59 AM

stophomophobia said:

Infelizmente compreendi o seu texto demasiado bem, acho que seria um pouco mais feliz se não o tivesse compreendido...

Acontece que o senhor fala numa realidade que simplesmente é fruto da sua grande capacidade de imaginação. E ainda por cima dá significados absurdos às palavras, como ao caso da palavra "gay".

Depois os argumentos que utiliza para se justificar, não são válidos para uma criança de 12 anos, quanto mais para um senhor com a sua idade e formação. As suas analogias com o nazismo, o fascismo são realmente absurdas, e nem me quero lembrar daquela comparação que o senhor faz num outro texto com a relação entre homossexuais e a relação entre pais e filhos, é no minimo ridicula.

"Para mim, não há homossexuais, nem heterossexuais, nem bissuais. Há pessoas. Um advogado que pratica actos homossexuais, não é um advogado homossexual, é um advogado."

Existem acima de tudo pessoas, mas muito antes de terem profissão existe a sexualidade e a sua capacidade de amar (a não ser que seja diferente com o senhor!), existem variadas formas de amar, e aí se insere a orientação sexual de cada um, que não é de todo uma opção, ninguém decide ser homossexual, nem hetero, nem bi.

O senhor fala da pratica de actos homossexuais como se isso fosse uma grande vergonha para alguém, e como se tudo se reduzisse ao sexo. Ser homossexual é acima de tudo amar alguém, que por acaso é do mesmo sexo. O que os  homossexuais desejam é poder amar essa pessoa, como os heteros se amam, que é sem serem olhados de lado, e com os mesmos direitos, inclusive o direito a constituir uma familia. Porque sim, acima de tudo somos pessoas, pessoas iguais, que mercem viver a sua vida em conformidade com o que são, e todos, mesmo todos, devemos ter direitos iguais.

Acho que o senhor vai ficar chocado quando souber que estamos no ano de 2007, e que ninguém tem mais de se esconder e fingir ser uma coisa que não é, felizmente lá vai o tempo em que todas as pessoas se deixavam ficar pela ignorância.

O senhor devia experimentar fazer uma coisa nova, chama-se abrir os olhos, vai ver que os gays, ou "maricas", ou "paneleiros", o nome que lhes quiser dar, e ja agora as lésbicas também, não fazem mal nenhum a ninguém.

Uma em cada dez pessoas é homossexual, faça as contas e tente perceber quantas o senhor deve conhecer, na sua familia, por entre os seus amigos e colegas de trabalho. Olhe com mais atenção para as pessoas que o rodeiam, e veja se todas não merecem o direito aquilo que o senhor já tem, que é a liberdade de amar alguém e ser feliz com essa pessoa.

# December 14, 2007 1:01 PM

stophomophobia said:

Já agora não sou um senhor, sou uma senhora.

# December 14, 2007 1:03 PM

gotika said:

Caro contracorrente,

Começo já por felicitá-lo pelo seu nick. é de uma ironia brutal. pena que não seja esse o propósito. vejo que a homofobia não morreu e está muito bem de saúde, e pior, que anda 'disfarçada' de pseudo defesa dos direitos civis. Ora tal como já foi referido atrás a palavra gay é sinónimo de homossexual, que por sua vez significa 'o atributo, a característica ou a qualidade daquele ser — humano ou não — que é homossexual (grego homos = igual + latim sexus = sexo) e, lato sensu, define-se por atração física, emocional, estética e espiritual entre seres do mesmo sexo.' O facto de o senhor ter pegado na palavra gay e ter-lhe conferido um significado completamente diferente faz-me ter pena de si. Não se soube expressar talvez. Compreendo perfeitamente, já que não existe palavra para definir aquilo que de que falou.

Tenho para mim que se estaria a referir a bichas, ou trichas, mas olhando para todos os argumentos que usou e a experiência que tenho dentro da comunidade LGBT posso-lhe assegurar de que está equivocado. A sua tentativa de salvar 'a heterossexualidade' e os 'valores de família' levou-o para um do qual desconhe e de que não deveria falar sem conhecimento. Tenho a certeza que vê muitos mais casais heterossexuais em manifestações de carinho publicamente, do que um homossexual. Quando vê um homem e um mulher de mãos na rua, percebo imediatamente que a sua orientação sexual é aquela. De certeza que isso não o choca. Porque razão fica indignado se vir dois homens ou duas mulheres de mão dada? Juro-lhe que não entendo a dualidade de critérios.

O facto de a pessoa se assumir como homossexual ou bissexual ou pansexual não significa que se esteja a reduzir àquilo que faz na cama. Está simplesmente a afirmar um elemento que faz parte da sua identidade e que tem algum peso na sua formação como indivíduo na sociedade. Se me perguntarem se sou lésbica devo mentir, ou desviar ou assunto? Não posso simplesmente dizer que sou homossexual? Não posso definir-me na sociedade? Se me perguntar se sou católica, não tenho direito de dizer a verdade? Só porque não partilho dos mesmos ideiais?

Ninguém é homossexual, bisseuxal, heterossexual, etc, porque assim o decidiu. Não é uma opção ou um estilo de vida.É algo com que se nasce. E discordo quando diz que não pessoas heteros ou homos, mas sim pessoas que praticam actos heteros ou homos. Está enganado. Talvez uma pessoa que não queira assumir para si própria que é homo/bi use tais argumentos. Você não tem mais direito de beijar a sua esposa em público só porque está numa relação heterossexual. Nasceu assim, e tem a sorte de poder usufruir dessa relação em pleno, quer socialmente, quer legalmente.

Já agora gostava que parasse de usar paralelismos entre homossexualidade, pedofilia,zoofilia e incesto. Se não sabe do assunto vale mais ficar no silêncio, porque assim só está a alimentar falsas verdades e preconceitos. Talvez sejam preciosismos meus, mas não gosto que usem informação errada quando se trata de um assunto tão delicado.

Concordo que haja debate, mas que se deixem de argumentos pré-históricos, porque já não há paciência.

Não acho que ser gay seja melhor ou pior que ser outra coisa qualquer, mas não pode negar que existe homofobia e preconceito. E que estes levam muitas vezes a actos de maldade e violência física e psicológica. Nós não queremos atirar nada à cara de ninguém, nem ser beneficiados, mas somos cidadãos e somos parte activa da sociedade nas mais variadas áreas.

Fala muito no lobby gay. Não existe nenhum lobby gay. Se ele existisse não havia o medo que há na comunidade. Ninguém se quer assumir, ou melhor, toda a gente mente sobre uma parte de sim, por medo de represálias.

Não estamos presentes nos media, nem nas agendas políticas. Somos usados quando é conveniente e depois tratam-nos como se fóssemos extra-terrestres, ou pior, como se fóssemos invisíveis.

É fácil falar de direitos, deveres e respeito quando se está do outro lado. Quando nascemos sem direitos, com os mesmos deveros e sem respeito por nós próprias por culpa de uma sociedade castradora, a realidade não é tão fácil.

Seja mais humano e não generalize mitos preconceituosos. Não tem a ver com liberdade de expressão, mas sim com sensibilidade. Se não gosta de ver duas pessoas do mesmo sexo aos beijos, vire a cara. Não lhe estão a provocar nenhuma dano físico ou psicológico. Já chega de dramatizar uma coisa que não tem sentido dramatizar.

Se quiser saber mais sobre a comunidade gay e as actividades de ajuda e apoio aos jovens terei todo o gosto em encaminhá-lo no caminho correcto. Informação é poder.

# December 14, 2007 7:45 PM

dakshinamurti said:

Depois de ler tudo (post + comentários), chego à conclusão que existe de facto homofobia por parte do autor.

A homofobia é moderada, e quase me passou despercebida. E irei dizer onde ela existe, especificamente.

Primeiro, quero dizer que acho profundamente ineficaz e desadequado rotular-se as pessoas. Isto neste caso, equivale a dizer que Marklula e sofiapaula estiveram, a meu ver, muito mal, ao rotular o Santana de homofóbico, e no descontrolo das emoções que patentearam, ao escrever num tom de cinismo e agressividade. Distancio-me desse tipo de abordagens.

O último comentário foi bastante bom, embora começando e por vezes caindo nos 2 pecados já enumerados (agressividade e cinismo), na generalidade, foi o mais poderoso e acertado comentário deixado. Dele retiro desde logo a ideia que deve existir sensibilidade ao tratar estes assuntos, que são de facto, melindrosos. O uso de termos correctos é elementar. A meu ver, a distinção entre homossexual e gay é incorrecta e fomenta inadvertidamente o preconceito e hostilidade para com os gays. Gay e Homossexual são a mesmíssima coisa, e não existe qualquer razão para qualquer dos leitores aceder a contemplar um conceito privado do autor, em que gay tem um sentido específico e desajustado do seu real significado. O que mais afecta o autor é:

1- Os bichas;

2- as demonstrações públicas da sexualidade homossexual.

Sobre os bichas. Independentemente da reacção fisiológica que cada pessoa possa ter, o bicha é um estereótipo anódino e inócuo. É um homem extravagante e baseia a sua personalidade numa série de clichês. Mas isso todos nós, uns mais que outros, baseamos. Os rappers, os góticos, os metaleiros, qualquer subcultura encarna uma existência formatada mais ou menos rigidamente em torno de um reportório de clichês. Portanto existe homofobia, se e apenas se o "problema" do autor for com, especificamente, o reportório de clichês do bicha, aceitando pacificamente todos os outros clichês, desde logo o de pessoa mimada, teenager inconsciente, ou qualquer personalidade-tipo existente.

Quanto às demonstrações públicas de sexualidade homossexual. Esta é talvez a componente mais homofóbica. A anterior participante já disse o essencial, e sirvo-me dela:

"Tenho a certeza que vê muitos mais casais heterossexuais em manifestações de carinho publicamente, do que um homossexual. Quando vê um homem e um mulher de mãos na rua, percebo imediatamente que a sua orientação sexual é aquela. De certeza que isso não o choca. Porque razão fica indignado se vir dois homens ou duas mulheres de mão dada?"

e

"Se não gosta de ver duas pessoas do mesmo sexo aos beijos, vire a cara. Não lhe estão a provocar nenhuma dano físico ou psicológico. Já chega de dramatizar uma coisa que não tem sentido dramatizar."

Só duas hipóteses me ocorrem aqui: Ou o autor tem um "problema" com demonstrações públicas de afectividade/sexualidade, e nesse caso, não existe qualquer homofobia, mas quando muito um puritanismo ou pudismo, melhor dizendo, ou então se é uma limitação ou censura que defende dever ser exercida, por terceiros ou pelos próprios homossexuais, de modo a que esses comportamentos sejam terminados, penso que existe de facto um preconceito homofóbico sobre o qual talvez queria de futuro trabalhar.

Durante os comentários, detecto ainda homofobia, talvez a mais nítida, na obstação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Isso, argumente-se como se quiser, resulta sempre numa coisa essencial: A singrar, esse impedimento consubstancia uma limitação à auto-realização da pessoa humana homossexual. Significa que fica impedida de celebrar, oficializar, e ver reconhecida e protegida com os mesmos direitos, a sua relação especial e de natureza particular, com uma pessoa do mesmo sexo.

E não existe absolutamente nenhum nexo causal entre permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e ter de o permitir entre pessoas unidas por laços de sangue. Não que defenda a proibição de casamentos entre familiares, porque acredito que, a partir do momento que estejamos a falar de pessoas com capacidade integral para serem titulares de direitos e obrigações, tudo o que deve obstar ou suportar uma união entre duas ou mais pessoas, deve ser o seu livre arbítrio, e nada mais. Porque a vida de cada um a ele pertence, e pode dispor dela da forma que quiser e bem entender, e ninguém tem qualquer obrigação positiva relativamente à humanidade pelo simples facto de ter nascido (como ter filhos, casar, pagar impostos, praticar a caridade, o que seja), embora possa voluntariamente escolher fazê-lo.

Isto tudo para dizer que pode muito bem a sociedade dar aos gays esse direito, sem ter de o dar a familiares. Não existe qualquer nexo de causalidade, e a barreira arbitrária da consanguinidade pode manter-se perfeitamente.

Portanto, e rematando, mais do que o "problemas" com os bichas, que pode ser um problema com "personalidades-tipo" ou "walking-clichets", ou as diatribes às demonstrações públicas de amor homossexual, que podem ser válidas para qualquer tipo de relação e por isso mais pudismo que outra coisa, a homofobia está, acima de tudo e relativamente clara de se ver, na defesa do impedimento do casamento e adopção homossexual.

Por isso fica diagnosticada homofobia moderada ao autor, apesar desta não estar no Post de forma cabal, apenas se revelando ao longo da cadeia de comentários.

Abraços

Salazar

# December 15, 2007 7:55 PM

contracorrente said:

stophomophobia

Quanto ao facto de achar uma vergonha os actos homossexuais, isso deve ser um complexo seu. Eu não acho vergonha, nem deixo de achar. E em relação às pessoas que os praticam, não acho que isso faça delas pessoas melhores ou piores do que as outras pessoas.

E isso não tem nada a ver com as estatísticas. Duas em cada cem pessoas também pratica ou já praticou sexo com animais. E 6 em cada 10 pessoas já manteve relações com mais do que um parceiro simultaneamente.

Nem acho bem, nem acho mal. É-me absolutamente indiferente.

Ninguém tem de ter vergonha sa sua sexualidade. Mas a sexualidade de cada um não deve ser do domínio público. A liberdade sexual (que eu defendo) só pode ser preservada se houver a reserva da vida privada.

# December 17, 2007 2:48 AM

contracorrente said:

gotika

Não me leve a mal mas não tive paciência para ler o seu texto. Bastou-me ler as primeiras linhas para ver que não percebeu o que eu escrevi. Provavelmente fui eu que me expliquei mal. Mas também não é de excluir a hipótese de o senhor ou a senhora não o ter entendido, por fanatismo. E se for esse o caso, també, não vale a pena conversarmos. Em odo o caso, esclareço-o que, no meu texto "gay", não é sinónimo de bicha, nem de homossexual, nem de travesti, nem de paneleiro... Se não percebeu isso, é porque, pura e simplesmente, não percebeu o texto. Mas a culpa também pode ster sido minha.

# December 17, 2007 2:55 AM

contracorrente said:

Salazar

Li com atenção o seu comentário e compreendo que, pelo facto de não me conhecer, o meu texto lhe possa ter induzido a leitura num sentido diferente daquele que eu pretendia.

Em primeiro lugar, em relação à sexualidade, não tenho quaisquer preconceitos. Desde que as pessoas sejam maiores e desde que o façam de livre vontade, ninguém tem nada a ver com isso. Um homem viver com um homem, com duas ou três mulheres, com a irmã ou com a avó, ser sadomasoquista, praticar a zoofilia, etc... ninguém tem nada a ver com isso, para além dos envolvidos. E ninguém é melhor ou pior médico pela vida sexual que leva.

É evidente também que a maioria das pessoas se chocaria em saber com pormenor a vida sexual da sua vizinha. Se a vizinha tiver um amante, praticar actos sexuais sadomasoquistas ou tiver relações com o seu cão, provavelmente muita gente ficará escandalizada. E também não podemos levar isso a mal. Por isso, a única forma de se defender a liberdade sexual é defender a intimidade de cada um como território que não pode ser violado. Por isso, quando aparecem na tv ou nos jornais imbecis a divulgarem as suas actividades sexuais e muitas vezes dando a entender o nome dos seus parceiros (isto tanto se aplica a homo como a hetero), revolta-me.

Em segundo lugar, é óbvio que o termo «gay» foi utilizado neste texto com uma conotação muito especial e que se esgota no próprio texto. Fora dele, é óbvio que gay e homossexual são sinónimos. Em termos de classificação de géneros, para mim, existem apenas homens e mulheres, pelas razões atrás expostas.

Em terceiro lugar, relativamente ao casamento, trata-se de ums instituição que não tem por finalidade permitir que duas pessoas vivam juntas. Quem quiser pode fazê-lo e era o que faltava o Estado meter-se nesse assunto.

A questão é diferente. O casamento é uma instituição que só existe e só faz sentido se houver filhos. Ou melhor, foi criada precisamente por causa dos filhos.

Um coisa é o Estado intrometer-se na vida privada de cada um; outra coisa é o Estado preocupar-se em regulamentar relações que lhe interessam. ORa, nas relações ferteis é óbvio que o interesse dos filhos tem de ser salvaguardado. Por isso, criou-se uma instituição que visa proteger e acautelar os direitos de terceiros, os filhos. É por esse razão que são proibidos os casamentos entre familiares próximos. Não se trata de uma questão de preconceito, mas para proteger os filhos.

O facto de um Governo criar incentivos às pessoas para se fixarem no interior, não significa que esteja a ser litoralfóbico. Da mesma forma, se comprende que o Estado favoreça e promova o casamento heterossexual minogâmico, porque a relação fértil é aquela que mais lhe convém, com vista não só ao nascimento de novos cidadãos mas também ao seu crescimento. Sem filhos, os Estados morrem.

Eu sou contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, porque sou contra a adopção de crianças por casais de homossexuais. Agora se se permitir a adopção por casais do mesmo sexo, neste caso, é óbvio que deverá ser permitido também o casamento. Não compreendo uma coisa sem a outra. Penso que os dois entendimentos são defensáveis: casamento só de casais de sexo diferente ou casamento também de casais do mesmo sexo, desde que possam adoptar crianças. O que é uma estupidez é defender-se o casamento de casais do mesmo sexo e ser contra a adopção. Só uma pessoa muito estúpida e ignorante é que é capaz de defender esta solução.

# December 17, 2007 3:33 AM

contracorrente said:

Salazar

E só mais uma coisa: o facto de eu não simpatizar com certo tipo de manifestações, não significa que eu queira acabar com elas ou proibi-las. São duas coisas diferentes. Se estiver num café e um indivíduo começar a gritar palavras de ordem a Hitler e a fazer a saudação nazi, eu não gosto e incomoda-me. Mas não quero dizer com isso que se deva prender o indivíduo. Acho apenas que ele devia compreender que aquela sua atitude incomodava as outras pessoas. Da mesma forma se um homem e uma mulher, estiverem no mesmo café a fazer linguado e a apalparem as mamas, também não acho que seja correcto.

Sou contra este tipo de exibicionismo porque acho que não só não leva a nada como sobretudo leva a que a maioria comece a defender medidas mais apertadas e maior viglância para defesa da moral pública.

Se um homem gosta de se vestir de mulher e se comporta como uma pessoa normal, isto é, sem exibicionismo bacocos, não tenho nada contra. E quando digo pessoa normal refiro-me a comportamentos que respeitem os outros. Por ex: um homem masturbar-se num café ou exibir o pénis em público, não acho normal. Um homem vestir-se de mulher e entrar num café e tomar a bica, acho normal.

# December 17, 2007 3:47 AM

gobblin said:

Pelo que percebi entao, em modo de conclusão, o seu artigo poderia (deveria) se chamar: Detesto os "exibicionistas". Ficavamos todos felizes e contentes e conseguia que toda a gente o percebe-se. Mas sabe... esse título não chamaria a atenção e talvez aí esteja o problema. Não será toda essa maquilhagem aplicada por sí à volta da questão, uma certa manifestação exibicionista? Eis a questão.

# December 17, 2007 12:06 PM

stophomophobia said:

"E isso não tem nada a ver com as estatísticas. Duas em cada cem pessoas também pratica ou já praticou sexo com animais."

E dito isto desisto!O senhor perdeu simplesmente todo o poder à razão...

Que se mantenha na ignorância quem nela quer ficar...

O mundo vai deixando os ignorantes para trás entretanto.

Boa tarde e as melhoras.

# December 17, 2007 12:11 PM

gotika said:

subscrevo o gobblin e a stophomophobia. é pena não ter lido o meu texto. podia ser que tivesse aprendido alguma coisa. peço desculpa se não percebi o texto. devo ser uma pessoa mesmo muito burra.

só acho pena ter publicado o seu artigo no jornal da minha terra. pode ter a certeza que só ajudou a criar ainda mais preconceito.

mas já não vale a pena discutir sobre uma coisa que não tem discussão. como diz a minha amiga stophomophobia: "O mundo vai deixando os ignorantes para trás entretanto."

# December 17, 2007 12:17 PM

ifabiao said:

Bem, não quero ofender ninguém, mas sinceramente, não acho que o contracorrente mereça ser chamado de ignorante.Toda a gente tem direito a pensar o que quiser.Os meus pais, se eu mudasse as minhas preferências sexuais, teriam tido com certeza um enorme desgosto.Não conseguiam "abrir" a mente.Não os chamaria de ignorantes por isso...

Qualquer pai que descobrisse que o seu filho nunca iria casar com uma mulher e ter filhos, demoraria a aceitar tal facto.Eu como mãe de uma menina, tenho que me mentalizar que um dia ela poderá dizer-me que não se sente atraída por homens.Porquê? Porque cada vez mais isso faz parte da nossa realidade.Porém, não escondo que vou ficar decpecionada, ainda que não vá deixar de a amar por isso.Agora, que não faça disso uma forma de dar nas vistas, de chocar os outros.Isso NUNCA!

# December 17, 2007 1:28 PM

contracorrente said:

gobblin

Mas graças ao título este meu post bateu todos os records de visitas. Estou muito feliz. Nunca esperei ter tantos leitores.

# December 18, 2007 3:36 AM

contracorrente said:

stophomophobia

Mas V.Ex.ª está convencida que a modernidade termina na homossexualidade? Só faltava agora vir também  pregar moral para aqueles que praticam a zoofilia... Não me diga que diz desta gente aquilo que antigamente se queixava que os outros diziam dos homossexuais...O sexo com animais existe há tanto tempo como a homossexulidadem, assim como a pedofilia, o incesto e a bissexualidade.

# December 18, 2007 3:40 AM

contracorrente said:

gotika

Está a ver? O burro sou eu. Francamente, não sei o que é mais detestável se a homofobia se a homomania. Ou melhor, a homolatria.

# December 18, 2007 3:42 AM

contracorrente said:

ifabio

Obrigado. Foi a minha tábua de salvação. Já não sabia onde me havia de meter. Pelos vistos, o homofascismo existe. Ai de quem tiver, hoje, a ousadia de criticar qualquer comportamento homo... Nunca pensei que um post tão soft gerasse uma agressividade tão grande.

# December 18, 2007 3:48 AM

contracorrente said:

Bluewater

«Portugal é um país de preconceitos e falsas aparências». Estamos de acordo. Mas gostaria de saber até onde vão os seus preconceitos.

Este ano, como sabe, foi legalizado na Holanda um partido político que defende, entre outras coisas, a legalização da pedofilia e da zoofilia.

Quer a pedofilia, quer a zoofilia, existem há tanto tempo como a homossexualidade.

Em termos estatísticos, há mais pessoas que já praticaram actos pedófilos do que actos homossexuais. E, se 10% da população já praticou actos homossexuais, também há cerca de 2 a 3% da população que já praticou sexo com animais.

Deixemo-nos de preconceitos. Era o que faltava era argumentarmos com teorias pseudo-científicas idênticas às que antigamente se usava para condenar a homossexualidade. E não recorramos também ao argumento puramente circunstancial de que a pedofilia é crime, porque a homossexualidade também já foi crime e ainda é nos países islâmicos.  

Espero também que nenhuma dessas situações lhe cause repugnância, caso contrário teríamos de aceitar que outras pessoas com outra sensibilidade também sentissem repugnância por actos que nós achássemos normais.

A questão é a seguinte: se um dia descobrisse que a sua filha praticava sexo com animais ou que o seu filho era pedófilo, como reagia?

Ou será que, para si, o preconceito e a modernidade termina na homossexualidade?

Ou seja, se nos despirmos de todos os preconceitos onde paramos? Uma coisa lhe peço: não me venha pregar moral pública, porque a existir uma moral pública a que se deva respeito, ela tem de ser da maioria. E pelos comentários, já vi que a regra deve ser a seguinte: quem não gosta de ver, que olhe para o lado.

# December 18, 2007 4:31 AM

bluewater68 said:

Contracorrente,

Começo pelos comentários que escreveu no seu blogue

«Mas graças ao título este meu post bateu todos os records de visitas. Estou muito feliz. Nunca esperei ter tantos leitores.»

«Ai de quem tiver, hoje, a ousadia de criticar qualquer comportamento homo... Nunca pensei que um post tão soft gerasse uma agressividade tão grande.»

Não me parece que você escreva para ter audiências. Se assim for, digo-lhe que encontrou a fórmula mágica. Espero é que mantenha a objectividade que teve no passado e que não fique cego por lutar tanto contra a corrente. É que pode correr o risco de começar a ser ignorado. E se você acha que o seu texto é soft, é porque os seus critérios de análise estão bastante deturpados. Gerou agressividade? Engraçado. Possivelmente, noutro contexto, já muitos lhe teriam respondido com o coração. Chama agressividade às respostas que teve? Aos argumentos que lhe foram apresentados? Se é assim que interpreta as respostas que teve, então eu respondo apenas por mim. Procurei responder ao seu texto com objectividade e com argumentação. Se o fiz é porque tenho toda a consideração por si e por achar que determinadas afirmações podem ser discutidas. Se vê as opiniões contrárias ao seu texto como respostas agressivas então digo-lhe que talvez seja melhor passar a ignorar o que escreve.

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A sua questão agora é saber até onde vão os meus preconceitos? Se aceito a homossexualidade mas abomino ou acho repugnante a pedofilia e a zoofilia? Hum! Pergunta difícil. Vou tentar responder com a cabeça e não com o coração.

Como você sabe eu não sou um homem ligado às leis. Por isso, falar de leis com quem faz disso a sua vida, é sempre complicado. Se na minha resposta eu cometer alguns erros, peço que os corrija com base nos seus conhecimentos.

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«Em termos estatísticos, há mais pessoas que já praticaram actos pedófilos do que actos homossexuais. E, se 10% da população já praticou actos homossexuais…»

Nesta afirmação eu gostaria de ler a fonte de onde você tirou estes dados. Nos textos que eu escrevo, costumo colocar links para as notícias de onde retirei informação. Sugeria que fizesse o mesmo.

Mas vamos analisar estes dados que aqui são colocados, como se diz, à papo-seco. Portugal tem grosso modo uns 10M de habitantes. Isso significa que existe 1M de homossexuais. E pior. É uma situação que me deixa completamente transtornado e aterrorizado. Isso significa que também existem, pelo menos, 1,1M de pedófilos em Portugal. Sim, porque a homossexualidade não é sinónimo de pedofilia (espero que concorde comigo neste ponto).

1,1M de pedófilos em Portugal? Se tivermos em conta que 7(?) suspeitos de pedofilia estão há 3 anos a ser julgados, então poderemos concluir que Portugal é o Éden dos pedófilos.

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Você já disse que a pedofilia é crime, porém, não aceita esse critério para servir de argumentação, ou diz que ele é apenas circunstancial. Segundo a Wikipedia, «A pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização Mundial de Saúde[1]. Os atos sexuais entre adultos e crianças abaixo da idade de consentimento (resultantes em coito ou não) é um crime na legislação de inúmeros países.».

E sobre a idade do consentimento é dito que «Até 15 de Setembro de 2007 a idade de consentimento, em Portugal, era de 14 anos para actos heterossexuais e de 16 anos para actos homossexuais, como especificado no Código Penal Português, respectivamente nos artigos 172 e 175. O artigo 175 estabelecia que quem praticasse actos homossexuais de relevo (judicialmente esta expressão pode ser aplicada a um simples beijo) com indivíduos menores de 16 anos, ou incitasse outras pessoas a fazê-lo, estava sujeito à pena de até dois anos de prisão, ou multa»

Como você faz das leis a sua profissão e eu penso que aceita o que está escrito no Código Penal Português, sou obrigado a responder-lhe com uma pergunta: “Quem fez a legislação, como terá chegado à brilhante conclusão que abaixo da idade do consentimento seriam crime as relações sexuais de qualquer espécie, ou de outra forma, que o abuso sexual é legalmente presumido, independentemente se houve ou não violência real.”?

Do Wikipedia «O adulto que comete violência sexual sempre pede para a criança guardar segredo sobre o que aconteceu usando diversas formas de pressão. É muito comum a criança se sentir culpada e até merecedora da violência em si, visto ela não ter estrutura mental suficiente para explicar tal ato cometido contra si. Aliado ao sentimento de culpa, a pressão psicológica exercida pelo perpetrador, o próprio laço de afeição entre estes (não se esqueçam que normalmente o abuso ocorre entre familiares).»

Será que o pormenor fundamental da estrutura mental da criança é suficiente para explicar que a pedofilia não é uma questão de preconceito, mas sim um problema de violação da integridade da criança?

Se quiser, faça um texto para se discutir a pedofilia. Mas não a coloque nesta discussão como termo de comparação entre preconceitos. No mínimo é uma ofensa a todas as crianças que já foram vítimas de actos pedófilos. Repito, não perca a objectividade. Se gosta de comparações, use as que se enquadrem no debate.

E se um pai descobrisse que o filho era pedófilo, pode ter a certeza que teria todos os motivos para ficar desolado. E o filho, acabaria na prisão, dependendo claro está da velocidade dos tribunais ou da acção de algum advogado que fosse capaz de impugnar as provas que tivessem contra o seu cliente.

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A Zoofilia.

No caso das crianças, já vimos que existe um aspecto fundamental relacionado com a estrutura mental das mesmas. No caso dos animais a situação é mais complicada, sobretudo pelo facto destes não falarem. A zoofilia é legal em alguns países, mas não é explicitamente aceite. É ilegal na maioria dos países perante as leis de abuso dos animais e crueldade contra os animais.

Diz o nº 1 do Art.º 3º dos Direitos dos Animais que: “Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a actos cruéis.”. Mas como determinar se a cópula com um animal é um acto cruel se este não tem hipótese de afirmar o seu consentimento?

E isto faz-me lembrar as piadas que costumam estar associadas aos pastores (com todo o respeito por eles). Tal como dizem, quando o pastor, no meio da serra, se entrega aos seus prazeres sexuais, será que a Ovelha ao balir durante a penetração estará a querer dizer: “NÃO! NÃO É NÃO!”. Quem sabe? É que se a ovelha fosse a Jodie Foster e a relva uma Máquina de Flippers, estaríamos perante uma cena dos “Acusados” e saberíamos que o caso poderia ir a tribunal.

Você já viu o que seria se os animais falassem e pudessem denunciar as ofensas corporais de que são alvo? Você diz «também há cerca de 2 a 3% da população que já praticou sexo com animais.». Ora isso representa uns 300.000 abusadores de animais. Porém, também poderá representar 300.000 potenciais clientes. Sim, porque os animais iriam precisar de um advogado para os acompanhar nos processos em tribunal. Não sei como os animais poderiam pagar aos advogados, mas isso seria puramente circunstancial.

Mas vamos esquecer o aspecto circunstancial da legalidade do acto e vamos apenas abordar a questão do preconceito.

Se um senhor for a passear na rua com o cão e lhe fizer uma festa, isso será normal (para mim, claro está). Se o beijar eu poderei achar estranho. Talvez por nunca ver esse acto e achar algo diferente. Se o visse a praticar um acto sexual com o animal, então telefonava para a Liga de Protecção dos Animais a denunciar o caso (lembre-se que o pobre do animal não se pode defender). E ficaria chocado como ficaria chocado se visse dois homens a ter uma relação sexual no meio da rua. Creio, esclareça-me, que esses actos constituem aquilo que se chama de atentado ao pudor. Por isso, e TODOS estão de acordo consigo, existem coisas que se devem fazer na intimidade, pois caso contrário é exibicionismo e ofensa pública.

É dito que «Nas leituras tradicionais a zoofilia é considerada como uma perversão sexual humana, associando-a a transtornos neuróticos, rudez, insensibilidade e grosseria aliada à um bloqueio afetivo de amor a um parceiro humano.» Temos em Portugal 300.000 pessoas nesta situação?

Seja como for, muitas pessoas que eu conheço e que possuem animais até podem praticar actos sexuais com os mesmos. Desde que eu não saiba, qual é o problema? E não se trata de praticar o acto na intimidade. Trata-se mesmo de eu desconhecer por completo que o acto é praticado. Caso contrário vou achar que estão a sodomizar o pobre do animal e aí eu ficarei bastante chateado. Você que tem cães (creio) é capaz de compreender isto. É um pouco diferente da homossexualidade, onde existe o consentimento de ambas as partes, ou não?

.

Acha que eu fiz este texto para pregar Moral Pública?

Acha que lhe respondi à questão se o preconceito e a modernidade terminam na homossexualidade?

Acha sinceramente que hoje a comunidade gay se julga o centro do universo? E que todos aqueles que não lhes prestam vassalagem são estúpidos, ignorantes e deveriam ser decapitados?

É daqueles que não acreditam que a inteligência esteja directamente relacionada com a vida sexual de cada um? Mas neste debate de ideias isso foi sequer posto em causa?

Já lhe disse antes e repito. Não perca a objectividade. Se gosta de usar exemplos, use os que se enquadrem no debate.

E no dia em que esse partido apresentar uma proposta de lei que despenalize a Pedofilia, pode ter a certeza que eu, mesmo não sendo holandês, lutarei com tudo o que estiver ao meu alcance para demonstrar a minha revolta e para unir todos em torno de uma causa contra aquilo que são actos abomináveis, executados por verdadeiros monstros. Terei todo o gosto em tê-lo ao meu lado nessa luta.

# December 18, 2007 12:10 PM

ifabiao said:

Um dado curioso: porque é que já não fazem comentários aqui no teu blogue e o fazem no do Blue apenas? Não foste tu que iniciaste a discussão????

Interessante, não?

# December 18, 2007 5:12 PM

Anahory said:

Olá Contracorrente

Só agora vi este seu post e começo por lhe dar os PARABÉNS por ter tido a coragem de dizer aquilo que muitos pensam mas que poucos dizem.

Não li os comentários mas posso imaginar a polémica.

Eu entendo perfeitamente a frase da Agostinha e estoui de acordo com ela a 500%.

Ser homoxessual é uma coisa, ser maricas ou gay é outra, bem diferente.

Cada um é livre de ter os seus gostos e de viver de acordo com eles mas não tem que impor aos outros situações ridículas ou caricatas, como a maioria dos gays faz.

Não gosto de gays da mesma forma que não aprecio machões ou "pegas"....

Beijos

Kiki

# December 18, 2007 8:04 PM

contracorrente said:

Bluewater

Pois é, meu querido amigo, o problema é que todos nós temos valores. É óbvio que não confundo homossexualidade com pedofilia. A pedofilia é transversal à sociedade. Os dados estatísticos que tirei são de estudos de sexeologia nos Estados Unidos da América.

Mas estou absolutamente convencido de que o número de pessoas que praticaram actos sexuais de relevo com menores é muito maior do que os valores apresentados. Assim como é muito maior o número de pessoas que, em Portugal, já tiveram, pelo menos, uma experiência sexual com animais. Nas zonas rurais, muitos adolescentes foi dessa forma que se iniciaram sexualmente. E o mais engraçado é que já ouvi muitas pessoas, mesmo no café, contarem essas suas experiências de adolescentes como se fosse a coisa mais normal do mundo. E, segundo dizem, os bichos (porcas, ovelhas, burras...) gostavam.

Não quero fazer juízo sobre as pessoas que levam a cabo estas práticas. E não é isso que está aqui em questão.

Como sabe, os líderes do Maio de 68 defendiam, na altura, em nome da revolução sexual, que as crianças fossem iniciadas sexulamente pelos adultos.  A argumentação de quem defende a legalização da pedofilia é a mesma chapa: o sexo é uma coisa natural que não deve ser reprimida, desde a antiguidade que os menores são iniciados sexualmente pelos adultos (e lá vem a história de Sócrates e da Grécia), ainda há pouco tempo crianças com 7 e 8 anos casavam com homens muito mais velhos, não é por ser proibido que deixa de haver, sendo certo que a legalização era a melhor forma de proteger as crianças, que tudo isto é fruto do preconceito social relativamente ao sexo, etc. etc.

Para o meu amigo, isto são tudo depravações e escuda-se na Código Penal. Mas o legislador penal não é Deus para definir o que é o Bem e o Mal. O legislador penal apenas reproduz os preoconceitos da maioria.

E aqui é que bate a qustão.

Das duas uma: ou, pura e simplesmente, aceitamos que tudo deve ser permitido, segundo a teoria de quem não gosta que vire a cara, ou, pelo contrário, defendemos que viver em sociedade é viver com regras e que essas regras devem reproduzir o sentido da maioria. Não significa isso, obviamente, que os comportamentos que a maioria rejeita sejam melhores do que aqueles que a maioria permite, mas apenas e tão só são aqueles que não ofendem a sensibilidade da maioria.

# December 18, 2007 8:18 PM

contracorrente said:

ifabio

Obrigado pelo seu apoio.

# December 18, 2007 8:18 PM

recardenense said:

Parece-me que anda aqui uma guerra do "sexo dos anjos".

Vão-me desculpar, pois eu não passo dum pacóvio da província e ainda por cima só com o antigo 5º dos Liceus e já tirado como adulto e já depois de ser primeiro oficial,...vou deixar esse assunto para mais elevadas categorias sociais, MAS CONTINUO A GOSTAR MUITO DUMA BOA MULHER.

Humberto

# December 18, 2007 11:58 PM

contracorrente said:

Anahory

Obrigado. Já me estava a sentir um judeu na Alemanha nazi.

# December 19, 2007 3:31 AM

contracorrente said:

recardenense

Um abraço para si. Somos um país de pacóvias que necessita de ser liderado pelas novas vanguardas do povo.

# December 19, 2007 3:33 AM

Rufia said:

Eu ainda gostava de perceber porque razão alguns indivíduos sentem orgulho em ser gays. Será por terem um cérebro superior às galinhas?

# December 19, 2007 2:21 PM

trout said:

# December 19, 2007 3:45 PM

paton said:

Salvé amicus et Magister meus .

Eis alguem que de facto está em contra-corrente.

Li e reli o teu post,não posso estar mais de acordo com ele.

Permito-me a discordar com alguns comentários ,não só ao teu excelente artigo,com tambem ao modernissimo epiteto usado por um certo estrato de superior e de altissima cultura ,o chamado homofobismo,o que é?,desculpem lá mas é que eu só temho um reles bacharelato de engº mecanica,portanto sou um ignorante desta nova forma de falar Português.

Isso que dizem "os iluminados" é não aceitar maricons?.Se isso é ser homofóbico desde já afirmo que o  sou ao quadrado.

Afirmo essa minha posição não por pertencer ao parque jurássico do Sol,nem tão pouco por intolerancia ou formação castrense.Não,nada disso,é bem simples o motivo;Porque é contra natura,pura e simplesmente.

Claro que aceito plenamente os casos de hemafroditismo,de um predominancia genética feminina,enfim desvios da própria natureza.

Curiosamente esse grupo tem um comportamento exemplar,não se exibe é discreto.

Contráriamente a "rabichagem"ou aos gays ,a tal comunidade em crescimento,é exibicionista,é provocante,mutila-se para adquirir formas e sexo de mulher,gesticula,seduz com dinheiro ou outras coisas jovens de classes desfavorecidas,mas mais grave ;São potenciais predadores pedófilos.

Como será possivel apoiar essa verminia no caso de adopção de crianças ?Não será visivel o perigo de uma dessas aberrações,ou as duas ,vitimizarem a criança?.

Desgraçadamente o meu segundo País ,a España,aprovou e inseriu na sua Constituição o casamento entre pessoas do mesmo sexo.Para onde caminhas querida España?.

E tu meu querido Portugal,por quem lutei ,por quem me orgulho de pertencer,vergas-te a um grupo de degenerados?Acreditas que esses abusadores da Democracia são dignos de serem Portugueses? Aceitas que te governem?Se a tua passividade ou comodismo os aceitam,então eu vou procurar asilo politico num País Muçulmano/Fundamentalista.

Lamento que os grupos defensores da Natureza,do ambiente,das crianças,anti aborto e os imputáveis(?)Católicos mantenham um silencio assustador.Têem medo ?De quê ? De estarem fora de moda ? E a nossa justiça ;para quando o julgamento dos culpados do escandalo Casa Pia?.Estão à espera que perscreva ,para depois os Portugueses pagarem grossas maquias de indeminização aos degeenerados que utilizaram crianças indefesas e deficientes?.

Como diria o mmuito saudoso ALMIRANTE PINHEIRO DE AZEVEDO ,em outra circunstancia ,mas que tem cabimento (...Bardamerda mais os os Gays ...)

Desculpa o lençol meu caro Santana .

Obrigado pelo teu artigo.

Abraço-te .

João Manuel                               PATON

# December 19, 2007 5:26 PM

ifabiao said:

Rufia

Boa pergunta!!!

:-)

# December 20, 2007 3:57 PM

contracorrente said:

Rufia

Obrigado pela sua participação. Mas cada um é como cada qual. Devemos respeitar isso.

# December 20, 2007 7:33 PM

contracorrente said:

trout

Não me diga que me enviou este video apenas para me fazer inveja. É por estas e por outras (ou melhor, por uma e por outra) que eu, às vezes, gostava de ter nascido mulher.

Agora falando a sério, ou melhor, um pouco mais a sério, porque, em boa verdade, eu, no parágrafo anterior (lá bem no fundo) também estava a falar a sério. Agradeço-lhe, antes de mais, ter dito o bom gosto de colocar no seu comentário este video que sempre torna este lençol de comentários mais divertido e mais ligeiro. Quanto ao conteúdo do video, como deve ter percebido, eu não tenho qualquer comentário ou juízo de valor a fazer. Nem acho bem, nem acho mal. Em relação à liberdade de expressão e à liberdade sexual, sou o mais liberal possível. Apenas com duas reservas: relativamente à liberdade de expressão, apenas considero que deve ser censurado mensagens políticas que incentivem os destinatários a levar a cabo actos criminosos (tudo mais, desde se seja argumentação, deve ser permitido, inclusive a defesa de ideais fascistas, comunistas, racistas, fundamentalistas, etc.); relativamente à liberdade sexual, apenas deve ser proibido o que seja feito contra a vontade de um dos parceiros (se for maior) ou com menores.

E é precisamente em defesa da liberdade sexual que eu sou contra toda a violação, divulgação ou banalização da vida íntima das pessoas.  

# December 20, 2007 7:50 PM

contracorrente said:

João Manuel

Agradeço-lhe a sua participação. Os «gays», com o sentido que lhes dei, pensam que impõem a sua perspectiva minoritária afrontando deliberadamente a sensibilidade maioritária. Pensam que é dessa forma que conseguem os seus objectivos.

A história devia ensinar-lhes que é perigoso desafiar as maiorias... E não pensem que as vitórias que vão conseguindo são irreversíveis. Cuidado porque podem estar a mexer com um gigante adormecido. O futuro pode não terminar nas sociedades unisexo. À futuro para além disso. O pior é se, com o crescimento das comunidades muçulmanas, o futuro é o islão.

# December 20, 2007 7:58 PM

contracorrente said:

ifabio

Um Bom Natal para ti

# December 20, 2007 7:59 PM

gobblin said:

Caro PatoN:

"Isso que dizem "os iluminados" é não aceitar maricons?.Se isso é ser homofóbico desde já afirmo que o  sou ao quadrado."

- Esqueceu-se de colocar o "ignorante" antes do ao quadrado.

"Contráriamente a "rabichagem"ou aos gays ,a tal comunidade em crescimento,é exibicionista,é provocante,mutila-se para adquirir formas e sexo de mulher,gesticula,seduz com dinheiro ou outras coisas jovens de classes desfavorecidas,mas mais grave ;São potenciais predadores pedófilos."

- Senão sabe as crianças do sexo feminino continuam a ser as maiores vítimas da pedofilia. Uma coisa é ser gay, outra é querer mudar de sexo. Acredite que são realidades distintas.

"E tu meu querido Portugal,por quem lutei ,por quem me orgulho de pertencer,vergas-te a um grupo de degenerados?Acreditas que esses abusadores da Democracia são dignos de serem Portugueses? Aceitas que te governem?Se a tua passividade ou comodismo os aceitam,então eu vou procurar asilo politico num País Muçulmano/Fundamentalista."

- Boa viagem, é da maneira que o país evolui um bocado.

"(...)degeenerados(...)"

- Assim derepente faz-me lembrar o Hitler. Mas creio que ele soubesse escrever melhor.

"Como diria o mmuito saudoso ALMIRANTE PINHEIRO DE AZEVEDO ,em outra circunstancia ,mas que tem cabimento (...Bardamerda mais os os Gays ...)."

- Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Caro Rufia:

"Eu ainda gostava de perceber porque razão alguns indivíduos sentem orgulho em ser gays. Será por terem um cérebro superior às galinhas?"

- Para não acabarem frustrados como certos homofóbicos que se vangloriam da sua pseudo-heterossexualidade e humilham os homossexuais para esconderem as suas repressões. Muitos acabam com 60 anos nas discotecas a engatar canalha que nem uns loucos (quando finalmente decidem sair do armário)e a fazer sexo sem protecção, trazendo muitas vezes doenças às suas pobres esposas. E ainda falam voces dos gays (=bichas; "pessoa que se mutila pa ficar igual as mulheres") exibicionistas. Acho que estas "mordidelas" pela calada são ligeiramente mais perturbantes. Que acha de escrever um artigo sobre isso sr contracorrente. Se quiser fazer um estudo de campo posso-lhe oferecer uma série de locais. Vai ver que não existem por lá só trichas indiscretas.

# December 20, 2007 9:41 PM

gobblin said:

Caro ifabiao

Compreendo o seu ponto de vista no sentido de considerar que algo são os outros, outra são os nossos filhos. Mas não deixo de pensar que é uma certo acto de egoísmo os pais programarem a vida dos seus filhos de encontro com as suas expectativas, em detrimento de muitas vezes daquilo que os faz felizes.

Não detesto as pessoas de uma geração anterior à minha por terem os preconceitos que têm em relação à homossexualidade, mas não deixa de me surgir a palavra ignorância, ou pelo menos obsolência quando ouço certos comentários. Considerar a homossexualidade "uma opção" ou "uma doença" ou "uma atitude propositada para causar espalhafato" é mais que hermético, um completo desinteresse pela informação... isso para mim é viver totalmente na ignorância.

Espero que no futuro as pessoas ainda se riam muito dos disparates que muita gente diz por aqui sobre a homossexualidade, como nos rimos muito hoje em dia de certos dogmas de épocas passadas.

Para mim não há maior infelicidade do que pautarmos a nossa vida de acordo com as expectativas alheias. Isso para mim é sem dúvida um acto de exibicionismo, é viver num teatro em que somos fantoches que agem de forma a fazer sorrir o público, a ir de encontro às suas expectativas.

"Informação é poder".

# December 20, 2007 10:05 PM

contracorrente said:

gobblin

Ao ler os comentários mais radicais das outras pessoas que pensam diferente de si devia-se ver ao espelho... Porque já lá vai o tempo das vanguardas da classe operária que também pensavam que elas é que sabiam tudo e que eram os visionários do futuro e depois veio uma rabanada de vento que deitou por terra o muro de Berlim e as suas presunções e a sua soberba.

«Ninguém sabe o suficiente para ser intolerante». nem o meu amigo/a sabe tudo, nem os outros sabem nada. E o futuro tanto pode ser o que pensa, como o islão ou uma nova inquisição. Cuidado porque os sinais de intolerância subjacentes a muitos destes comentários não adivinham nada de bom.

# December 20, 2007 10:49 PM

OlindaGil said:

Este post vai bater algum record?

# December 20, 2007 11:12 PM

contracorrente said:

OlindaGil

Pelos vistos. Tenho de passar só a escrever textos sobre este tema. Nunca esperei ter um sucesso tão grande.

# December 21, 2007 3:46 AM
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