Começa em Teerão a polémica conferencia que pretende rever o Holocausto.
Especialistas e investigadores de 30 países, incluindos europeos e islamitas, inauguraram hoje em Teerão uma conferencia sobre o holocausto judeu, no meio de duras críticas de varios países ocidentais. O Governo dos EUA, já criticou como novo "acto vergonhoso" das autoridades iraníanas a celebração do forum. Mas a surpresa, para mim, é os rabinos anti-semitas.
Durante a sessão de hoje, um membro da Associação anti-sionista da Austria, identificado como o rabino Vice, disse que o "governo israelíta deve ser destruido por completo, e que foi criado contrariamente aos ensinamentos e as normativas (da religião judía)". "Por ordem de Deus nosso povo deve estar sempre no exilio", disso o rabino, segundo a agencia de noticias iraníana Fars. Por outra parte, o rabino Arnold Cohen, da mesma associação, opinou que "a raíz do derramamento de sangue na região é o Governo israelíta", ainda considerou que "recusar (a veracidade) do holocausto é um insulto aos víctimas do mesmo". Robert Forbeso, historiador e professor da Universidad de Sorbonne de França, disse por sua parte que o holocausto é "absolutamente mentira" e que "não existe nenhum documento valido para ele". "o genocidio dos judeus em camaras de gas de Hitler é um falso mito", insistiu Forbeso, e opinou que o governo de Israel e "o sionismo internacional são os únicos que se beneficiam disso, entendendo-se que os povos da Alemanha e Palestina têm que pagar por ele".
O primeiro ministro israelíta Ehud Olmert já condenou como "um fenómeno enfermo" a decisão do Governo do Irão de convocar o simposio internacional que se inaugura em Teerão sobre o holocausto nazi.