ROSA GONÇALVES - mulher forcado

(in G.P. 1947)

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Conchita Cintron - La Diosa de Oro

(Sec. Ilust. 1944) Daqui http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/

Nascida no Chile, em 1922, Concepción Cintrón Verrill, ficou conhecida por Conchita Citron ou "La Diosa Rubia ou de Oro", como era chamada no mundo da Festa Brava. Em Lima, no Peru, para onde foi viver ,com a idade de três anos, com a sua família, frequentou a escola de equitação do cavaleiro tauromáquico português Ruy Zarco da Câmara, exilado em Lima, que lhe ensinou, não só a lusitana "arte de bem cavalgar toda a sela", mas também a não menos portuguesa de tourear a cavalo. Pode dizer-se que aqui começa a sua ligação a Portugal, que vem posteriormente a fortalecer-se, quando, no início dos anos 50, se casa com o português Francisco de Castelo Branco, ficando a residir em Portugal até 1975, ano em que, por motivos políticos, se vê obrigada a refugiar-se no México, com seu marido. Porém, logo que foi possível, regressam a Portugal, em 1995. A Deusa de Oiro, que, nos anos trinta, ousou enfrentar o mais bacoco dos conservadorismos "de género", que lidou toiros a cavalo e a pé e que sofreu algumas colhidas, é, sem dúvida, género à parte, uma referência maior na Festa Brava.
Morreu em Fevereiro deste ano, em Portugal, país que adoptou por amor, mas terá sido esquecida pelos que, por ofício, obrigatoriamente deviam lembrá-la nessa hora, assim lhe prestando a mais que merecida "última homenagem".
Aqui fica esta modesta homenagem a essa mulher que foi o ídolo de muitas raparigas da sua e minha geração.
Praça de pé para Conchita Citron!

(Vídeo - imagens retiradas da Net; música: PasoDoble "La Virgen de Macarena", da autoria de Calero e Monterde, interpretado pela Banda Taurina)

Sites relacionados

http://novafloresta.blogspot.com/2009/02/deusa-loura-caminho-do-olimpo.html

http://sol.sapo.pt/blogs/tordesilhas/archive/2009/02/18/Morte-de-Conchita-Citr_F300_n.aspx

http://www.pedradaanixa.com/historia3.htm

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"BARRETE VERDE"

 

 (recorte do Sec. Ilust. de Ago.1944)

As Festas do Barrete Verde e das Salinas, com mais de 60 anos de história, anualmente realizadas em Alcochete, na 2ª semana de Agosto, e que atraiem anualmente milhares de visitantes, são uma homenagem ao forcado, ao salineiro e ao campino.

Em Setembro de 1955, o Aposento do Barrete Verde foi visitado pelo fadista Moniz Trindade e pelos compositores Frederico de Brito e Ferrer Trindade, criador e autores do fado "Barrete Verde", respectivamente, fado que se tornou muito popular em Alcochete e é como que o seu Hino e das suas Festas. Aqui o temos, interpretado por Moniz Trindade, neste belíssimo vídeo 

  

Neste outro vídeo, podemos ouvir a interpretação desse mesmo fado pelo fadista Manuel de Almeida, um trabalho que dedico a todos os Alcochetanos e particularmente ao Pedro - MrJiggy069, residente na Alemanha

 

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No Campo Pequeno - 1915

O Chico Marujo a quem o fado se canta e o José Casimiro, que ia ouvir cantar o fado...

Por muito que alguns meninos não queiram, a Festa Brava é Tradição Nacional e, como tal, já vem de longe!...

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MANUEL DOS SANTOS - Homenagem

Há, pelo menos, dois fados que celebram esta enorme figura da Festa Brava - o do filme "Audácia e Touros", de que aqui se exibe a partitura, e estoutro disponibilizado em     http://www.youtube.com/watch?v=bxaMj06K1V8

De facto, Manuel dos Santos era, como muita gente da Festa, frequentador de casas de fado e amante da Canção Nacional. Aqui o podemos ver, na Adega Mesquita, posando ao lado das fadistas Mariana Silva e Estela Alves, do cantador Gabino Ferreira e da Tia Adelina.

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Estação do Metro do Campo Pequeno - "O Forcado foi esquecido"

A propósito dos meus anteriores posts sobre a Praça do Campo Pequeno, o conceituado bloger do Partebilhas e do Tordesilhas, e Homem da Festa, Manuel Peralta, chamou-me a atenção para o facto de, nos painéis do Metro do Campo Pequeno não se encontrar representada essa figura maior da Festa Brava que é o Forcado. Efectivamente assim acontece; estão representados ou toureiros a cavalo e a pé, bem como o cavalo e o touro, mas "o forcado foi esquecido", como muito bem refere, no seu texto, publicado no Festa Brava, de 10.04.1997, Manuel Peralta Godinho e Cunha, um dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Aqui http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=451  encontram a informação relativa à remodelação da Estação e a identidade dos que, em princípio, poderão explicar este lamentável esquecimento e, quem sabe, tentar ainda "emendar a mão"!...

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Mudar de sítio...

... é o que vou fazer!

Gostava de continuar com este espaço, dedicado ao Fado e à Festa Brava, mas é muito complicado postar vídeos e agora também já não tenho espaço no Album, o que me impede de postar imagens.

Continuarei a escrever sobre estes assuntos nos blogues

http://olhai-lisboa.blogspot.com/

http://fadistascomoeusou.blogspot.com/

Até lá!

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Nos bastidores da Festa

Em noites de Tourada, o dia começa cedo na Praça do Campo Pequeno.

Chegam primeiro os toiros, depois os cavalos.

Aos toiros, não é qualquer um que lhes põe a vista em cima, antes da tourada... são "descarregados" directamente no touril e tudo o que se consegue ver é o enorme veículo em que foram transportados.

Mas quando começam a chegar os cavalos, é uma festa!  A quantidade de curiosos que se junta no recinto para assitir à saída dos cavalos dos respectivos transportes e à entrada na Praça, pela Porta dos Artistas, dá para sentir que o nosso coração rural ainda bate e se acende no coração da Cidade.

Dentro da Praça, onde a objectiva não chega, a azáfama continua para que, à hora marcada, tudo esteja pronto e as estrelas brilhem em felizes reuniões, em sortes que o Fado já terá decidido e o fado canta.

Ontem, eram muitos os que vestiam a camisola "Sou Português Sou Aficionado", assim querendo mostrar claramente o seu Orgulho em ser Português. Eram, na sua maioria, Emigrantes, que inundaram a Praça de alegria e entusiasmo, dando à Festa mais brilho, mais sentido à Tradição.

À Festa, que a Festa é nossa!...

 

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Mestre Baptista - Homenagem

                          

Em homenagem a José Mestre Baptista (1940-1985), o toureiro que revolucionou o toureio a cavalo em Portugal, este Pasodoble da autoria de R. Dias e de J. Guimarães, interpretado por Mª de Fátima.

http://www.youtube.com/watch?v=tZ5gTP93DBM

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Praça do CAMPO PEQUENO

                         

                                        

               

(I.P.1915)

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O Calão de Toureio

(in I.P. 1915)

Efectivamente, a Língua Portuguesa é muito traiçoeira!...

É claro que os "calões profissionais" a que Dantas se refere não serão os calaceiros encartados que enxameiam meio país, mas sim as linguagens especiais, as gírias, tão comuns em determinadas artes e ofícios, que enriquecem a nossa língua já de si uma das mais complexas e vocabularmente abundante. É possível que um dos primeiros reconhecidos calões tenha sido o do Fado; por algum motivo, o primeiro significado de "calão" que o dicionário (Porto Editora) regista é "linguagem especial usada pelos fadistas, ...", mas parece, de facto, que um dos mais ricos e estáveis será, como reconhece J. Dantas, o calão de toureio.

Se acabarem com a Festa Brava (lagarto!lagarto!), até a nossa Língua fica mais pobre!... E a nossa Língua é a nossa Pátria e vice-versa. A não ser que seja isso mesmo que pretendem... eu cá, já não digo nada!....  

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FESTA BRAVA

Este verbete é particularmente dedicado a esses bravos das arenas, que são os forcados, na pessoa do meu ciber amigo, escritor, homem da festa brava e forcado, Manuel Peralta.

Um abraço

OP

 

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