SOL

O PRIMEIRO CASO

António Maria Pereira, o conhecido advogado e político, que partiu aos 84 anos de idade, era também um notável contador de histórias.
Entre as muitas que me relatou, destaco a que escutei certa vez, ao jantar, na sua casa da Estrela.
À sobremesa, cachos de bananas integravam o vasto leque de frutas que eram servidas.
Ao causídico ocorreu, então, narrar o seu primeiro julgamento, enquanto jovem advogado, que deixara há pouco os bancos da Faculdade.
O caso era mesmo curioso. Mais tarde, pedi-lhe que o convertesse em texto, por forma a inseri-lo num livro em que se narravam histórias verídicas ocorridas em tribunal.
Deixo-vos com as palavras escritas por António Maria Pereira. Bon appétit…

O JULGAMENTO DAS BANANAS
Por: António Maria Pereira

Passou-se nos anos 50. Tinha acabado de me formar e de me inscrever na Ordem dos Advogados e eis que, por milagre, consigo o meu primeiro cliente: o dono de um restaurante da rua do Ouro, que ainda lá existe, onde eu ia com frequência e cujo dono, sabendo que eu já era advogado, me procura pedindo assistência jurídica.
Como ainda não tinha escritório a consulta fez-se numa das mesas do restaurante.
Tratava-se de uma acusação deduzida pela antiga Intendência Geral dos Abastecimentos (actualmente Inspecção Geral das Actividades Económicas) por especulação no preço de venda de bananas.
Aceitei, orgulhosíssimo, este meu primeiro caso profissional e pus-me imediatamente em acção. A primeira medida foi mandar fazer uma toga à costureira da minha mãe. Todos os trabalhos de costura que ela tinha em curso foram suspensos perante a exaltante tarefa de confeccionar o traje profissional para o Dr. António, que ela quase tinha visto nascer.
Seguiu-se o delineamento da estratégia de defesa. Como o crime consistia na venda de bananas a preço superior aos praticados correntemente no mercado, concluí que se pudesse demonstrar que os preços praticados pelo meu cliente não ultrapassavam os correntes teria conseguido desfazer a acusação.
Como obter essa prova? Pareceu-me que se apresentasse no julgamento testemunhas exibindo recibos de contas pagas noutros restaurantes nas quais viessem descriminados os preços das bananas consumidas, superiores ao preço das bananas objecto da incriminação, teria conseguido o meu objectivo.
Essa estratégia obrigou-nos, a mim e ao meu cliente, a jantar em vários restaurantes nos quais sistematicamente pedíamos como sobremesa bananas. Coleccionadas umas dúzias de facturas, seleccionei as que na rubrica “bananas” apontavam preços superiores aos praticados pelo meu cliente. Assim consegui organizar um dossier de defesa que me pareceu imbatível.
Aproximava-se entretanto o temeroso dia do julgamento. Nas vésperas, o stress tomou conta de mim. A concentração tornava-se-me cada vez mais difícil e o meu sono era irregular e frequentado por pesadelos em que me via em situações desesperadas na audiência, expulso pelo juiz, esquecido do discurso, acusado pelo cliente, eu sei lá que mais horrores ...
Na noite que precedeu o julgamento praticamente não consegui pregar olho. Mas o dia começou e lá me arrastei, mais stressado que nunca, para o antigo Tribunal Correccional no Calhariz. Visto a toga e ocupo a secretária destinada aos advogados, aguardando a chegada do meritíssimo e do Delegado do Ministério Público.
Passados uns minutos, estes chegam, envergando as suas becas negras e sentam-se nos lugares respectivos. O escrivão grita: “todos de pé !” Após o que me aproximei dos magistrados para os cumprimentar.
Todo este ritual acentuava a solenidade do momento, que para mim era uma iniciação histórica.
Aberta a audiência, o oficial de diligência foi buscar o réu e indicou-lhe a cadeira que lhe era destinada. Seguiram-se as perguntas da praxe e passou-se à inquirição da lª testemunha a qual, mostrando um recibo, confirmou que o preço das bananas que ela havia comprado no mercado era superior ao praticado pelo meu cliente. O mesmo aconteceu com a 2ª e 3ª testemunha. Tudo corria portanto, tal como previsto, da melhor maneira. Ao ponto de me parecer vislumbrar através do modo como o juiz interrogava as testemunhas e ouvia os seus depoimentos, que ele estava a aderir à tese da defesa;
Eis senão quando...
Eis senão quando, vindo do fundo da sala e avançando a passos largos em direcção a secretária do juiz, o oficial de diligências interrompe abruptamente a inquirição da testemunha e anuncia, excitado, com voz cavernosa:
- Senhor Dr. juiz, desculpe interromper, mas está lá dentro uma testemunha a ofender V. Exa!
Perante o insólito da situação, há uma perplexidade geral. O interrogatório pára e o juiz, estupefacto, pergunta:
- O que é que o senhor está para aí a dizer?
A resposta veio de imediato, peremptória:
- É uma testemunha do réu que está lá dentro a ofender gravemente
V. Exa!
- O que é que o Sr. quer dizer com isso - pergunta de novo e já agastado o juiz.
A nova resposta agravou a situação:
- Não posso dizer mas é uma ofensa muito grave a V. Exa.
Perdendo de vez a paciência o juiz increpa o funcionário:
- Explique-se lá, homem, o que é que aconteceu?
Perante o tom peremptório do juiz o oficial de diligências, não podendo arrastar mais a situação, explicou-se finalmente:
- Então se o Sr. Dr. juiz manda eu digo: é a testemunha Nascimento que anda lá dentro a dizer em voz alta que o Sr. Dr. juiz antes de julgar as bananas, devia levar uma banana pelo cu acima !!! ...
Foi como se um raio tivesse caído na sala de audiências. Risinhos e murmúrios preencheram os momentos de grande tensão e confusão que se seguiram a esta insólita declaração. Até que o juiz retomou o controle da situação: “Está suspensa a audiência por duas horas” – decretou – “e os autos vão de imediato ao Ministério Público para dedução da acusação pelo crime de injúria a magistrado contra a testemunha Nascimento, seguindo-se o seu julgamento. Só após prosseguirá o presente julgamento. Nomeio o Sr. Dr. António Maria Pereira defensor oficioso do réu Nascimento.”
Senti que o universo desabava sobre mim. A extrema ansiedade de que estava possuído naquela minha fatídica estreia duplicava perante o catastrófico desenvolvimento dos acontecimentos. Que ia eu fazer em tão angustiante emergência?
Mas antes de relatar o que seguiu, façamos um passo atrás para explicar o que tinha sucedido na sala onde as testemunhas – incluindo o Sr. Nascimento – aguardavam ser chamadas a depor.
Era um compartimento escuro, com banquetas em madeira e ali as testemunhas tinham aguardado durante toda a manhã para serem chamadas a depor, o que as tinha deixado mal dispostas. O Sr. Nascimento, ajudante de notário, que era um homem extrovertido e apopléctico, de faces coradas, tinha acabado de almoçar. Como era seu hábito, comera bem e bebera melhor. Já tinha perdido a manhã inteira na sala das testemunhas e tudo indicava que teria de aguardar mais algum tempo até ser chamado a depor. Para quebrar a incómoda monotonia da situação, o Sr. Nascimento começou, em voz alta, a dizer graçolas sobre bananas – tema central do julgamento. As outras testemunhas riam e contavam, também elas, outras histórias de bananas.
Eis senão quando, em plena euforia bananal, intervêm o oficial de diligências com um ríspido: “pouco barulho, estão a prejudicar os trabalhos do tribunal”.
Vai daí o Sr. Nascimento que, como ajudante de notário que era, não estava habituado a esse tratamento, antes pelo contrário, insurge-se e exclama: “O Sr. não manda em mim, eu falo quando quero !”
“Não fala não senhor” responde em tom desabrido o oficial de diligências, “olhe, que eu vou fazer queixa do Sr. ao juiz...”
Cada vez mais furioso e ainda sob os efeitos do vinho copiosamente ingerido ao almoço, o Nascimento sobe a parada : “Vá lá fazer queixa à vontade e diga a seu juiz que para perceber de bananas devia era meter uma pelo cu acima !!!” .
Explicado o incidente e fazendo das tripas coração tentei defender o que era quase indefensável. Comecei por falar com o Sr. Nascimento convencendo-o a entrar na ordem pedindo desculpa ao juiz e explicando que se tinha excedido por que tinha bebido um pouco de mais ao almoço...
Reaberta a audiência, procedeu-se ao primeiro julgamento, do Sr. Nascimento, arguido do crime de injúria a magistrado. Graças à atenuante da embriaguez foi condenado a 4 meses de prisão com pena suspensa. Seguiu-se a continuação do julgamento do meu cliente das bananas que foi absolvido por não se ter provado o crime de especulação.
Depois desta angustiante estreia profissional contraí uma tal alergia às bananas que a sua simples visão me provocava enjoos. A alergia durou algum tempo mas hoje já me considero curado...

António Maria Pereira
16 de Dezembro de 2003
in Helder Fráguas, Se a Justiça Falasse…, Lisboa, 2004
Publicação: Friday, January 30, 2009 7:50 PM por HelderFraguas

Comentários

# re: O PRIMEIRO CASO

Friday, January 30, 2009 9:51 PM por oserrano

Bom, meu Caro HelderFráguas...é do melhor!Devagarinho, também eu sentei o "cú no mocho" à espera do desenlace.

É que eu adivinhei-me a ouvir o nosso decano cá dos burgos, Dr. Vaz de Carvalho a contar das peripécias do seu tempo, enqunto o jantar ia correndo.

E...algumas já passei ao papel. Outras, há uma certa relutância e, nome de uma postura profissional e deontológica

Compreendo-os mas, a minha vontade de mostrar vida através da história, para que conste, deixa-me por vezes triste, pelo perigo de se chegar tarde!

Posso ser malandro consigo, Meritíssimo?

( Com todo o respeito, entenda-se desde já!)

Ah, quer dizer que já nessa altura se colecionavam recibos!

E ainda não haviam auto estradas, portagens e respectivos talões!!!!!

Bom, mas até pela oportunidade de um julgamento "sui generis", permito-me enviar-lhe um link com uma transcrição ( absolutamente verdadeira) narrada pela minha mulher:

http://sol.sapo.pt/blogs/aserrana/default.aspx

AH ! Um último comentário.

A ilustração dos seus textos é espectacular!tenho que estar atento.

Muito obrigado por este bom bocado e votos de um bom fim de semana

# re: O PRIMEIRO CASO

Friday, January 30, 2009 10:09 PM por joaocrm

Excelente história.

O Dr. António Maria Pereira, que não tive o prazer de conhecer pessoalmente, sempre demonstrou uma grande seriedade e mesmo quando tomou publica posição contra os Touros de Morte em Barrancos, tema que me toca muito pessoalmente, sempre o fez de forma respeitosa e tolerante.

Um Abraço e muito obrigado pela sua visita ao meu Blog.

# re: O PRIMEIRO CASO

Friday, January 30, 2009 11:09 PM por Meduarda

Helder,

Uma história de ler e reler.

O seu amigo descreveu  todos os factos com um primor inegável.

Eduarda

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 12:04 AM por Lucat

Olá Helder.

Tal como o João só conheci António Maria Pereira na sua luta em favor dos direitos dos animais. Quando ele aparecia nos programas de tv achava que ele falava com paixão e perfeita noção de realismo, uma dicotomia difícil para a maioria das pessoas. Considerava-o um hábil defensor destas causas.

Lamento a perda do seu amigo, mas acredito que lhe tenha deixado muito boas recordações.

Beijos,

Luísa

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 10:04 AM por bp63

Uma história bem engraçada e a revelar 2 coisas bem típicas portuguesas, por um lado a solenidade dos actos, por outro o desbocado do povo quando tem o alvo pelas costas.

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 1:02 PM por FernandaValente

Olá Helder Fráguas!

Adorei este seu post, como sempre cheio de boa disposição e, desta vez, a lembrar aquele que foi um excelente causídico da nossa praça.

Aproveitei para o transcrever no meu blogue, exterior à comunidade da blogosfera Sol, deixando aqui o respectivo link:

http://dapolitica.blogspot.com/2009/01/antonio-maria-pereira-o-conhecido.html

Espero que não se importe e que aprecie as ilustrações que achei bastante humoradas.

P.S: O seu livro «Se a Justiça Falasse...» ainda se encontra disponível? Qual a editora?

Cumpts.

Fernanda

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 2:52 PM por ladoposto

Olá,caro Helder,

É sempre com grande prazer que leio o que Helder aqui nos conta!Aprende-se sempre qualquer coisa naquilo que o Helder nos transmite,obrigado!

  Cumprimentos!!

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 6:54 PM por Talina

Olá caro  Helder Fráguas!

Gostei imenso do post, parabéns, gostava também de ler o livro Se a Justiça Falasse, a onde o posso adquirir?

Resto de bom fim de semana.

Abraços Talina

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 6:59 PM por portocego

Mais uma caso prático em jeito de história com o habitual bom humor mas que é bem mais comum do que se possa pensar.

Fez-me lembrar certo comentário que eu ouvi junto a uma vitrina de um estabelecimento de restauração em que alguém comentava o lucro que se obtém com um bife. As contas eram feitas comparando o custo de um bife no talho e o o preço marcado na ementa.

Ainda há muito boa gente que não consegue ver mais longe...Custos indirectos..!  O que é isso.

Um bom fim de semana.

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, January 31, 2009 7:00 PM por massapinaopiniontotal

Caro Dr. Helder Fraguas

Realmente o Dr. António Maria Pereira era um optimo contador de anedotas e passagens reais da sua vida.

Desapareceu um "homem bom" e Portugal ficou muito mais pobre.

Tive o grato prazer e grande honra de o poder conhecer pessoalmente, fora da politica e na politica.

Antes mesmo de o reencontrar na politica, só posso dizer que era um humanista de mão cheia, tendo ajudado a resolver um grave caso que tive entre mãos no H. S. José, com um asilado dos EUA que ali prestava serviços nos idos anos 80 do seculo passado, sem ter sequer documentos, sendo colocado pela entidade Senhora da Visitação, para prestar trabalhos auxiliares, como limpeza de jardins, ajuda na recolha de lixo contaminado e sua saida para inceneração e tratamento.

Sem a preciosa e desinteressada ajuda do Dr. António Maria Pereira, esse homem teria sido repatriado. Hoje está já reformado, e vive tranquilamente, como cidadão honrado.

Acho que por muito que se possa dizer, faltara sempre algo para poder caracterizar a optima personalidade de um grande portugues que nos deixou.

Saudações Amigas  

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 11:36 AM por HelderFraguas

O SERRANO:

Conhecendo eu as suas qualidades literárias, estou certo de que teremos uma obra muito interessante, se decidir passar a letra de forma.

Vou consultar o blogue que indicou

JOÃO CRM:

Concordo consigo. Era um Senhor!

M EDUARDA:

Ninguém escreveria melhor do que ele.

LUÍSA (LUCAT):

Uma abordagem interessante a que faz. É mesmo difícil aliar a paixão ao realismo, mas ele conseguia-o.

BP63:

Absolutamente de acordo.

FERNANDA VALENTE:

Estimada Amiga,

Muito obrigado pelas suas amáveis palavras, que não mereço, mas que me tocaram mais do que poderá imaginar.

A inclusão do "Julgamento das Bananas" no seu Blogue Da Política – com divertidíssimas imagens – constitui uma justa homenagem a um Homem com H Grande, que acaba de nos deixar.

Fiquei muito entusiasmado com o seu excelente blogue Da Política, que vou consultar mais detalhadamente.

Quanto ao livro, a editora é a Booktree, mas julgo que é difícil encontrá-lo actualmente.

LADOPOSTO:

Agradeço a simpática visita.

TALINA:

Agradeço a sua simpatia.

Julgo que não será fácil encontrá-lo presentemente. Um extracto do livro foi publicado na revista “Selecções do Reader´s Digest”, de Dezembro de 2004.

PORTO CEGO:

Não deixa de ser insólito querer comparar um bife cru no talho a um bife cozinhado, servido à mesa de um restaurante.

MEU CARO AMIGO MASSAPINA (MASSAPINAOPINIONTOTAL):

Que relato interessante, confirmando a enorme vocação que o Dr. António Maria Pereira tinha para os assuntos internacionais. Aliás, como se recorda, ele presidiu à Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República. Tudo o que eu sei sobre o Tribunal Penal Internacional foi ele que me transmitiu.

Um abraço grande!

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 1:11 PM por LUCINDA

Helder,

       Estava eu a lêr este seu relato, e a imaginar a cena delirante do oficial de deligência, imaginando eu estar na sala.

E o Doutor António Pereira, já de si setresado, e ainda por cima com a TROVOADA DAS BANANAS. Temos que admitir que na época em que se passou devia ter sido ALGO BEM INSÓLITO.

Por outro lado o Juiz com tanta existência para saber tal perjúrio, nunca pensou receber tal resposta.

Muito eu me ri!

Beijinho!

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 2:54 PM por OlindaGil

Olá Hélder

Gostei bastante da história das bananas.

Bom Domingo!

Beijinhos

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 5:25 PM por void2

Gostei mesmo tanto da história do Dr.António Maria Pereira, como da forma e da oportunidade como o meu Amigo a colocou em letra de forma.

E já não falo das ilustrações escolhidas, na verdade são óptimas.

Ainda ouvi algumas vezes o Dr.António Maria Pereira discursar no American Club, de que ambos erámos sócios; já tenho saudades.

Um abraço amigo

a formiga

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 7:01 PM por luardeagosto

É um prazer passar pelo seu blogue! Sempre nos espera uma história ou relato bem narrados... e com uma pitada de picaresco, neste caso!

Pelo seu atento olhar em 'fragmentos', sensibilizada!

Luar

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 8:47 PM por meninosdocoro

Pensamos, Helder que esta é uma das melhores homenagens que se faz a alguém que parte mas não nos deixa, porque a memória guarda as lembranças que valem a pena.

Um abraço

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 01, 2009 9:59 PM por JorgePaz

Meu caro Dr. Helder Fráguas:

Grande post, em honra de um grande homem, que também tive o prazer de conhecer pessoalmente, como Advogado e como político.

Como a bela história dele, que nos transcreve, revela, ele era um verdadeiro Humanista e muito bem conceituado internacionalmente.

Infelizmente, em poucos dias, perdemos, quase simultaneamente, dois bons Advogados e polítcos; O Dr. Fernando Amaral e o Dr. António Maria Pereira. Espero que o exemplo de ambos, como homens livres, justos e de bons costumes, perdure.

Um grande abtraço,

Jorge da Paz.  

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 11:21 AM por eduardocarneiro

Caro Helder

Parabéns pelo post, com uma excelente história.

Ainda não conhecia:

"Se a Justiça Falasse…", Lisboa, 2004

Cumprimentos

Eduardo

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 1:23 PM por Tempestade

Caro Helderfraguas

Como sempre, trouxe-nos mais um excelente Post.

Abraços

Tempestade

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 2:31 PM por aselva

É caso para dizer, "fruta de dificil digestão".  Fiquei com curiosidade pelo seu Livro, irei procurar nas livrarias

Um abraço e parabens pelo texto.

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 4:47 PM por lafornelas

HelderFraguas

Cá vim eu e sei que tem que ser com tempo ,para ler devagar as très últimas .Pelos vistos o livro vai de vento em popa .É sempre bom saber .Um abraço lafornelas

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 5:41 PM por PapoilaAmarela

ahahahahahhaah

mas que belo cair de tarde...nem imagina Dr. as gagalhadas que soltei ao ler esta história veridica...consegui por a minha colega de gabinete a rir sem saber do que se tratava...imagine tal não foi a minha reacção... brilhante!!!

Bjo

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 7:39 PM por Zorate

Caro Hélder,

Mais um soberbo post! :)))

Uma história bem humorada, e uma linda homenagem que faz ao seu amigo...

:)))

Um abraço,

Alberto João

PS: Também gostaria de ler o seu livro "Se a Justiça Falasse", mas li a resposta que deu à Talina...e vou ficar atento...quem sabe descubro algum amigo/a que o tenha e mo empreste por uns dias.

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 02, 2009 10:09 PM por mitalaia

Helder Fráguas

Ao saber do falecimento de António Maria Pereira, como simpatizava com a pessoa, senti pena.

Agora ao ler o texto, achei graça e sorri. No fundo, Achei piada ao caso.

Coisas da vida!

Danie

# re: O PRIMEIRO CASO

Tuesday, February 03, 2009 11:02 AM por Anique52

Meretíssimo,

Um caso que está cheio de humor mas que nem sequer pode ser tratado como tal, dadas as circunstâncias pois uma sala de espera de um tribunal não é propriamente um salão de festas onde se proferem frases e anedotas brejeiras.

Quem nem sequer pode rir foi o famoso advogado, que viu aumentado o seu trabalho de defesa, já de si pouco comum, para iniciar carreira.Insólitos da vida!

Um abraço,

Emidio

# re: O PRIMEIRO CASO

Thursday, February 05, 2009 12:32 AM por Luana

Eu escolhia agora para titulo

" No tempo em que as bananas eram um caso de polícia". Interessante. Gostaria que os advogados de hoje se sentissem SEMPRE com a angústia existencial do seu amigo quando fossem defender alguém; que levassem tantas provas quantas ele tentou obter; que as testemunhas fossem tratadas assim....

Salvo seja. Até eu, vou começar a pensar antes de comer bananas!!!!

Beijinhos

Luana

# re: O PRIMEIRO CASO

Thursday, February 05, 2009 2:20 PM por ramodebarro

Esta está de mandar a bananeira ao chão!

Só faltou andar toda a gente à bananada!

# re: O PRIMEIRO CASO

Thursday, February 05, 2009 5:25 PM por laranjeira

Hélder, olá.

Vivam as bananas, rrss

Confesso, já aqui estive, mas o servidor não colaborou.

Adorei a história, neste caso verídica.

Beijinho

laranjinha

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, February 07, 2009 11:49 AM por ZCC

Helder,

Excelente relato. Fartei-me de rir ao imaginar...

Lembrei-me de uma acção de despejo em que fui testemunha, e em que o advogado do autor ao perceber que a inquirição das testemunhas não lhe era favorável, teve uma reacção algo parecida....

Bjinho

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 08, 2009 1:33 PM por AlfredoRamosAnciaes

Caro Helder

Os dois casos que aqui traz revelam bem a mentalidade da época. O bufo do oficial de diligências interrompendo um julgamento de babanas e a pingoleta que não podia faltar para tornar os dias menos cinzentos.

Gostei deste bom trabalho elucidativo do tempo e das pessoas nesse mesmo tempo.

fred

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 08, 2009 4:13 PM por PedroPenedo

Claro que comendo bem e bebendo melhor sai isso.

Conheci um homem que gostava muito de sardinhas. E ainda por cima tinha a particularidade de as querer manter a nadar, mesmo depois de assadas.

Era cada uma de «caixão à cova».

# re: O PRIMEIRO CASO

Monday, February 09, 2009 7:00 PM por joaocarreira

Estimado Helder Fráguas,

Confesso que já li esta história 3 vezes e, pelas últimas duas, tentei deixar um comentário, mas logo apareceu algo ( uma chamada no telemóvel...)que me impediu de deixar algo aqui escrito.

Eu conheci o Dr. António Maria Pereira por volta dos meus 18 anos. A irmã de um amigo meu foi estagiar com o brilhante advogado. Um dia eu e o meu amigo fomos buscar a irmã e fomos até às Amoreiras, que eram recentes. Estavamos nós entretidos a lanchar quando, ao pedirmos a conta, o empregado informou que já estava paga e que o Senhor sentado numa mesa mais afastada mandava entregar um envelope. A minha amiga sorriu e abriu o envelope, onde estavam 4 bilhetes de cinema. Agradecemos imenso, depois de sabermos que o referido Senhor era o Dr. António Maria Pereira. Naquela tarde, fomos ao cinema à borla e eu achei aquele pequeno acto, um acto de grande cavalheirismo e amizade para com aqueles que lhe eram próximos.

Depois nunca mais vi o Senhor Dr. António Maria Pereira, até que li no SOL (aqui) e seguramente lamentei a sua perda.

Muito Obrigado por este magnífico texto.

Com estima e admiração,

João

# re: O PRIMEIRO CASO

Wednesday, February 11, 2009 12:14 PM por Partebilhas

Caro Dr. Helder Fráguas

Penso que é "um valor acrescentado" este SOL dispor do seu blogue.

Este post é maravilha.

Cumprimentos,

Manuel Peralta

# re: O PRIMEIRO CASO

Saturday, February 14, 2009 11:19 AM por OlindaGil

Bom Dia Hélder

Deixo aqui o link para o parecer do advogado Garcia Pereira:

http://educar.files.wordpress.com/2009/02/parecer-preliminar-garcia-pereira.pdf

# re: O PRIMEIRO CASO

Sunday, February 15, 2009 10:33 AM por HelderFraguas

LUCINDA:

Fico feliz por saber que se divertiu!

OLINDA GIL:

Embora este já seja outro Domingo, desejo-te também a continuação de bom fim-de-semana!

Quanto ao link, aí fica ele.

A FORMIGA (VOID2):

Imagino que o American Club seja realmente um importante espaço de troca de experiências

LUAR DE AGOSTO:

Agradeço a habitual simpatia, neste caso dirigida a um Grande Homem, que relatou o seu primeiro caso em tribunal.

MENINOS DO CORO:

Que excelente observação!

MEU CARO DR. JORGE DA PAZ:

Tenho, realmente, esperança de que estes exemplos se reproduzem.

EDUARDO CARNEIRO:

Muito obrigado pela simpática visita.

TEMPESTADE:

Um abraço grande para si também!

A SELVA:

Muito bem observado! Não foi fácil digerir.

LAFORNELAS:

É muito gentil.

PAPOILA AMARELA:

A sua boa-disposição é contagiante!

ALBERTO JOÃO (ZORATE):

É simpático demais… neste momento, é mais fácil nas bibliotecas.

DANIEL (MITALAIA):

Uma boa observação, plena de manifestação de sentimentos.

EMÍDIO (ANIQUE52):

É verdade. O insólito aumentou o trabalho.

LUANA:

Uma pertinente observação.

RAMO DE BARRO:

Bem visto!

LARANJINHA (LARANJEIRA):

Nem só as laranjinhas são fruta : )

ZCC:

Quando é uma testemunha, ainda se pode ter alguma compreensão e benevolência.

ALFREDO RAMOS ANCIÃES:

Típico do nosso Portugal. Já aprendi um vocábulo novo. O título bem podia ser: “A Pingoleta e o Bufo”.

PEDRO PENEDO:

Gostei da sua divertida alusão às sardinhas nadadoras, mesmo depois de assadas.

JOÃO CARREIRA:

Que interessante episódio, bem marcante e revelador de uma personalidade muito especial.

MANUEL PERALTA (PARTE BILHAS):

Muito, muito obrigado pelas suas amáveis palavras.

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