Um ano depois de escavar.
Fossem as palavras descomplicadas, não as tinha trocado por uma pá.
Lá em baixo, a distância negra
arranca-me do corpo.
Inclino-me.. inclino-me.. inclino-me..
(o meu corpo ou eu?)
Sem chão mas com pé,
a queda é invariavelmente vertical.
Vertiginosa, não há tempo para imagens
ainda que me assista
vez única
a voltar atrás -
à origem clara das coisas -
e a ajeitar a posição da árvore ao sol
apenas pelo sabor tenro do fruto.
Mas o som contínuo que me envolve e adivinha o
é claustrofóbico e desfaz o desengano da quedanolugar.
Impetuosa, não há espaço para memórias-tabu.
Haverá mesa para "Desculpa"?
PÁ!