SOL

INCLUSÃO SOCIAL?

Publicação: 28 October 06 05:12 PM | nikonman 

Não vai ser notícia nas rádios nem nos jornais. O tema é muito sensível e a hipocrisia abunda por aí.
O facto: os festejos de um casamento cigano ocupam todo o terreno do parque de estacionamento em frente à piscina coberta. Nenhum mal viria ao mundo se não estivéssemos na presença de mais uma atitude que deixa os bejenses perplexos. Porque razão se autorizou a utilização daquele espaço, ao lado da mais nova unidade hoteleira da cidade e num local onde pais vão deixar os filhos para aulas de natação?

Escreve-me um leitor da Praça: "Ora, para além do amontoado de gente que lá está e que tem provocado dificuldades de circulação na zona com as pessoas que passam na estrada a terem de o fazer de forma lenta, outra situação ainda mais grave foi a dos establecimentos comerciais, como a sede do Despertar, que se viu obrigada a encerrar devido à balburdia que lá se formou com os ciganos a entrarem, consumirem, sujarem e não pagarem. Fechado o Despertar vieram os ciganos para a zona universitária, para as casas de restauração da zona, importunando os frequentadores, maioritariamente universitários, que logo desertaram."

Desrespeitadora das regras mínimas de civismo, agravado agora com o excessivo consumo de álcool, a comunidade cigana tem em Beja uma permissividade que não se alarga quer ao cidadão comum quer a outras comunidades.
Quem autorizou aquilo deve pensar que é assim que se faz a inclusão social dos ciganos, não percebendo que esta é mais uma forma de potenciar a rejeição social por parte dos bejenses. Os inteligentes técnicos de gestão social não percebem isto?

 

Attachment(s): casamento gitano.jpg

Comentários

# ensinasola said on December 28, 2006 3:49 PM:

Infelizmente não é só em Beja que o problema da permissividade para com os ciganos se verifica. Há casos graves, pelo menos noutra vila do Alentejo, com agressões a pessoas, invasão de algumas instiuições e total desrepeito pelas mais elementares regras de civilidade. E as autoridades (?) parecem não querer actuar.

Acho que não é um problema de ser contra os ciganos, nem uma questão racista, mas de não tolerar atitudes marginais que podem descambar para a criminalidade.

# HelderFraguas said on January 7, 2007 1:02 AM:

A matéria é sensível, como o NikonMan já prevenira.

Mas vejamos o que se passa em Hong Kong, em Central, todos os Domingos.

Não são as ruas ocupadas por milhares de cidadãos filipinos, que ali confraternizam e fazem um gigantesco pic-nic?

Não foram as autoridades que acabaram por reconhecer que era preferível fechar algumas artérias ao trânsito todos os Domingos para que tais encontros se realizem?

A população - maioritariamente chinesa - nunca se opôs, não obstante os incómodos que tal provoca.

Toda a gente compreende e repeita a comunidade filipina. É maioritariamente constituída por empregadas domésticas internas, que vivem a tempo inteiro em casa dos patrões. Não dispõem de residência própria e o local de convívio só pode ser mesmo a rua, as praças e os espaços por debaixo dos fly-overs.

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