Holocausto (II) - o negacionismo
Corria o ano de 1945 quando a Holanda foi libertada da ocupação nazi pelas tropas aliadas. Tinha passado um ano desde o desembarque nas praias da Normandia.
Enquanto se limpavam as armas, num curto espaço de descanso antes da caminhada até Berlim, os soldados aliados aproveitavam o tempo de acalmia nos combates e alguns registaram o momento num estúdio de fotografia na cidade de Amesterdão.
De entre os milhares de fotos tiradas pelo fotografo de Amesterdão, um lote de cerca de 200 nunca foi levantado ou reclamado, o que no cruel contexto duma guerra, significa que possivelmente os soldados fotografados tenham morrido.
Este “acaso” do destino, fica para a história da Humanidade como a primeira vez em que o soldado desconhecido ganha um rosto e, deixa de ser uma lápide de mármore frio ou um simples monumento.
Desse lote de cerca de 200 fotos, escolhi quatro aleatoriamente.
Não têm nome, idade ou estado civil. Apenas se sabem as nacionalidades pelas fardas que envergam.




Se a “conferencia” negacionista e revisionista que decorre hoje e amanhã em Teerão, tirar as conclusões para a qual foi organizada, que não houve holocausto e que 6 milhões de seres humanos não foram assassinados nos campos de concentração nazis; o sacrifício destes homens que deixando para trás o seu dia-a-dia, as suas famílias e quem sabe se, namoradas mulheres e filhos e, desinteressadamente deram o melhor de si, da sua juventude e a própria vida numa guerra contra a barbárie a tirania e o sadismo, para usufruirmos hoje na Europa do bem-estar, da Liberdade e da Democracia, terá sido em vão.
Assistiremos à sua segunda morte, e a pior de todas as mortes.
Depois da morte física, a morte pelo esquecimento, pelo apagamento na memória.
Pelo respeito devido e, divida de eterna gratidão pelo sacrifício destes homens, não é possível calar e esquecer. Assim como os nossos pais e avós nos contaram a nós, temos de contar aos nossos filhos e aos nossos netos; para que a história não se repita nunca mais.
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