Para que não fiquem dúvidas e poupar o esforço a quem ler este artigo, digo já que vou votar NÃO no dia 11 de Fevereiro e que considero que mesmo nas situações da lei actual, um aborto é sempre eliminar uma vida.
Quando se encerrarem as urnas e se contarem os “votos”, o resultado que será apurado indica-nos o tipo de consciência social que moldamos.
Se o sim prevalecer, significará que estamos a enviar uma mensagem ao nosso futuro, no sentido de dizer que passamos a tomar uma atitude de desperdício, onde até a vida é dispensável; prevalecendo o não significará que haverá esperança no futuro, que o que queremos é apoiar, não empurrar, que queremos a felicidade das mães, dos pais e dos filhos, que queremos que sejam criadas políticas de apoio à maternidade, como uma obrigação e dever dos nossos governantes.
Por isso cada qual deve ser capaz de olhar as situações e encaminhar, apoiar, não recriminar. Se por alguma razão não podemos ajudar directamento, podemos ao menos encaminhar para quem possa.
Depois do dia 11 de Fevereiro os apoiantes do sim e os seus partidos irão continuar nas suas actividades políticas, retirando deste referendo os créditos e débitos desta votação. O seu trabalho termina com o referendo, devido à ausência de propostas concretas que visem apoiar as mulheres, uma vez que a sua solução mais fácil é o aborto.
Para os defensores do não, o seu trabalho não se esgota neste referendo, uma vez que continuarão junto dos variados movimentos que existem e que promovem, o carinho, o apoio, a dedicação às mães a quem só se lhes apresentava a solução do aborto como a solução mágica dos seus problemas, e que nestes movimentos e associações, encontram pessoas que as aconselham, acarinham e ajudam.
Não há ajuda quando se empurram as mulheres para a solução do aborto, não há ajuda quando se diz à mulher que a melhor solução é que retire do ventre o seu filho, não há ajuda quando se diz a uma mulher “ - na tua situação o melhor é fazer um aborto”.
O nosso futuro está na juventude, pelo que dificuldade em entender que o que se poderá estar a ensinar aos jovens, é que a vida é um desperdício, que o que interessa é o nosso comodismo. É claro que nós olhamos para a nossa vida, que engloba a nossa carreira, as nossas férias, o nosso casamento, a nossa posição social. São estas as condições para abortar? As opções? Efectivamente, o que é mais importante?
O que é o conceito de uma gravidez indesejada? O termo não será mais uma gravidez não planeada? E depois? E se acontecer? Não será nosso filho até às 10 semanas? Não será nosso filho após as 10 semanas? Não há capacidade para resolver as situações? Existirá uma tão grande incapacidade de acção das mães e dos pais para conciliar um filho com o trabalho, a carreira, a posição social, que leve ao aborto?
É necessário investir na família, é necessário que as empresas olhem para os seus funcionários como um todo familiar e não como um só indivíduo; quanto mais uma família feliz for, melhor as pessoas se sentem, melhor produzem, melhor contribuem.
O que o dia 11 nos traria se vencesse o sim, é tão simplesmente a mentalidade de que se pode engravidar quando se quiser, sem problemas, uma vez que se pode abortar um bebé com dois meses quando se quiser e apetecer; é esta a resposta que queremos dar no dia 11 de Fevereiro?
É claro que o lógico é que seja NÃO.