SOL

CONVERSAS COM O 666 - AO SOL

DIÁRIO DE BORDO
SEGURANÇA E DEFESA

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De:      http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Defesa/seg/

 

 

Segurança e Defesa

 

 

O fim da Guerra Fria determinou a emergência de uma nova ordem internacional, marcada pela formação de um sistema unipolar e pelo fenómeno da globalização. Mas o fim do confronto Leste-Oeste e do equilíbrio do Terror determinou, por sua vez, a emergência de um novo quadro de segurança internacional, marcado por um novo tipo de ameaças e riscos e um novo tipo de conflitos.

 

 

São cada vez menos as ameaças e os conflitos tradicionais de natureza inter-estatal e surge cada vez mais um novo tipo de conflitos intra-estatais e ameaças e riscos transnacionais. São conflitos de raiz étnica, fundamentalismos religiosos e Estados falhados, que desestabilizam as periferias do sistema. São riscos ambientais, catástrofes humanitárias e as epidemias, como a SIDA que ameaçam a vida de milhões de seres humanos. São, finalmente, as ameaças da criminalidade organizada e do terrorismo transnacional. Ameaças sem rosto, desterritorializadas, por vezes desmilitarizadas, de actores não estatais que colocam desafios estratégicos à segurança internacional. O 11 de Setembro em Nova Iorque e Washington e o 11 de Março em Madrid marcam de forma trágica esse fenómeno de transnacionalização da segurança.

 

 

Neste novo quadro, o conceito de Segurança regista duas alterações fundamentais.

 

 

Primeiro, a segurança não é, exclusivamente, a segurança dos Estados. É, também, a segurança das pessoas: é um quadro de Segurança Humana.

 

 

Segundo, contra riscos, ameaças e conflitos transnacionais, a resposta terá que basear-se, essencialmente, na cooperação internacional: é um quadro de Segurança Cooperativa.

 

 

É neste novo cenário internacional que Portugal desenvolve as suas áreas de interesse estratégico e, consequentemente, é nesse mesmo contexto que se desenvolvem, prioritariamente, as relações externas de defesa, tanto no quadro multilateral, como no quadro bilateral.

 

 

No quadro multilateral, o Governo reafirma a sua presença e empenhamento nas organizações internacionais e sistemas de alianças a que pertence.

 

 

País atlântico e fundador da Aliança Atlântica, Portugal reafirma o seu empenhamento nos compromissos militares de defesa colectiva da Aliança Atlântica e, em particular, a sua presença no quadro da NATO Response Force.

 

 

País europeu, membro da União Europeia, reafirma o seu empenhamento no desenvolvimento da Política Externa e de Segurança Comum (PESC) e quer estar na primeira linha da construção da Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD), incluindo a sua participação nas missões militares sob comando da União Europeia, bem como a sua participação na cooperação estruturada em matéria de Defesa.

 

 

País com fortes relações pós coloniais, Portugal reafirma os laços de amizade e cooperação com os países de expressão portuguesa, nomeadamente no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sem esquecer a sua dimensão de defesa.

 

 

No que respeita à Organização das Nações Unidas (ONU), Portugal reitera a importância da organização na Manutenção da Legalidade, da ordem internacional e da Paz e afirma a centralidade do seu papel e a necessidade de reforço dos seus instrumentos nos processos de apoio à paz e de reconstrução pós conflito e de reconstituição de Estados falhados.

 

 

No plano bilateral, o Governo manterá as relações com os seus aliados tradicionais, em primeiro lugar com os Estados Unidos da América a que o liga um Acordo de Cooperação e Defesa, mas também com os parceiros europeus da NATO e da União Europeia e, em especial, com os países africanos de expressão portuguesa aos quais o ligam diferentes Acordos de Cooperação Técnico Militar que quer desenvolver e aprofundar. De igual modo se deve proceder em relações a outros países que se inserem em áreas regionais de interesse estratégico para Portugal, designadamente no Magrebe e na margem sul do Mediterrâneo.

 

 

 

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CADERNO DE PENSAMENTOS:

 

 

O texto de referência é inequívoco, traduz a política de Segurança e Defesa Nacional do Governo Português e é perfeitamente claro quanto aos princípios orientadores nos planos político, operacional e estratégico do Estado Português numa matéria que se tornou crítica e prioritária nas agendas políticas de todos os Governos dos Estados do nosso mundo global.

 

 

Mas a prática política corrente e os acontecimentos políticos e estratégicos emergentes são, também eles, matéria de análise profunda que obrigam a reflexões ideológicas perspicazes, numa visão orientada para o discernimento correcto das modalidades de acção estratégica previsivelmente mais adequadas aos desafios correntes do “Negócio Estratégico Mundial”.

 

 

As palavras chave para Portugal (país constituinte de uma Europa ocidental próspera e moderna caracterizada por uma comunidade económica e política chamada União Europeia, que no seu conjunto se tornou um dos territórios do globo economicamente mais ricos e onde a vida dos povos e comunidades sociais tem uma qualidade mais elevada), no contexto descrito e num quadro geopolítico europeu e mundial, são a PESC (Política Externa e de Segurança Comum) e a PESD (Política Europeia de Segurança e Defesa).    

 

 

O fenómeno político Globalização mais do que uma nova ordem económica mundial, trouxe, num plano político e estratégico, desafios importantes (provavelmente críticos) no âmbito da segurança e defesa a todos os Estados do mundo, em particular, aos Governos dos países desenvolvidos e aos países em vias de desenvolvimento.

 

 

Nesta actualidade, todos os acontecimentos inerentes a uma qualquer actuação de contestação política, de qualquer tipo ou formato, que ocorram em qualquer parte do mundo têm “Algo” em comum a todos eles – Manifesto e Luta Anti-Globalização.

 

Da mesma forma, grande percentagem da criminalidade organizada actua com fundamentos de perfil subversivo e claramente indicadores de actividade de natureza política associada ao fenómeno político (transversal) Anti-Globalização.

 

 

Importa, pois (naturalmente), reconhecer a Ameaça e os destinatários políticos e estratégicos prioritários a este tipo de “Movimento” político transnacional denominado Anti-Globalização.

 

Em conformidade com aquela leitura, tomam realce os países do G8 e, numa abordagem específica e individualizada, os EUA e a UE (numa espécie de geminação política, cultural e estratégica).

 

 

Nesta medida, a Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD) toma uma proporção crítica num fundamento político deste tipo para a Segurança dos Estados constituintes da União Europeia e, de uma forma geral, da Europa Ocidental.      

 

Até à actualidade, os esforços operacionais naquele sentido (PESD) materializaram-se na criação de uma força militar (EUROFOR) constituída por quatro dos países integrantes da União Europeia – França, Itália, Espanha e Portugal.       

No entanto, a criação de uma doutrina comum de segurança e defesa europeia é ainda de pequena dimensão e totalmente dependente da doutrina NATO na sua forma de empenho operacional e táctico.

 

 

A Política Externa e de Segurança Comum (PESC) assenta os seus alicerces (no que respeita a Segurança e Defesa) na relação bilateral com os EUA e com a NATO na sua forma de actuação operacional.

 

Ou seja, toda a política de segurança e defesa da União Europeia está intimamente ligada à NATO e actua, numa perspectiva operacional, sob a sua égide ou numa relação política, militar e estratégica muito estreita.

 

(num quadro em que os interesses estratégicos da União Europeia não são os mesmos que os dos EUA, e muito menos a sua perspectiva de actuação política comunitária e relações internacionais)

 

 

Portanto, para Portugal (no seio íntimo da União Europeia), num cenário altamente dinâmico, concorrente e cada vez mais complicado (e perigoso) no que respeita à determinação das ameaças à sua integridade política, humana e territorial, devem ser perspectivadas as ameaças reais à integridade dos portugueses no quadro político de uma cultura europeia de cariz ocidental e comunitário.

 

 

 

 

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DEFESA NACIONAL E AMBIENTE

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De:

http://www.mdn.gov.pt

 

 

 

Defesa e Ambiente

 

 

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) é o responsável pela implementação da Política Ambiental no âmbito da Defesa, nomeadamente na área militar.

 

As actividades que desenvolve são susceptíveis de interagir com o ambiente, tal como acontece com outras áreas da sociedade, e podem originar impactes ambientais específicos, nomeadamente, os resultantes da actuação da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

 

O MDN, sem comprometer o cumprimento da missão das Forças Armadas, actua de forma responsável em relação ao ambiente e, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável, promove a utilização eficiente dos recursos naturais e a valorização do património e da biodiversidade.    

Para isso:

 

- Mantém e divulga a sua Política Ambiental;

 

- Dinamiza acções de Protecção Ambiental incluindo a realização de Estudos de Incidências Ambientais e o apoio à implementação e certificação de Sistemas de Gestão Ambiental;

 

- Promove anualmente a atribuição do Prémio Defesa Nacional e Ambiente;

 

- Estabelece contactos com Entidades Externas, celebra Protocolos de Cooperação de âmbito ambiental e divulga boas práticas ambientais através de Acções de Formação e de Sensibilização.

 

 

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POLÍTICA AMBIENTAL DE DEFESA NACIONAL

 

 

 

1. A missão primária das Forças Armadas é defender a Soberania Nacional. Para atingir esse objectivo estas têm de estar convenientemente equipadas e os seus elementos treinados no uso eficaz desses equipamentos. Necessariamente, os adequados requisitos de formação, treino militar e utilização desses equipamentos terão efeitos no ambiente;

 

 

2. Sem comprometer o cumprimento da missão, as Forças Armadas deverão cumprir com as políticas e a legislação ambiental estabelecidas para os outros sectores da sociedade;

 

 

3. Através de um planeamento adequado, as Forças Armadas poderão satisfazer os requisitos da missão sem afectar significativamente os recursos naturais e culturais do local ou região onde operam. Na verdade, a consideração dos aspectos ambientais,

contribui para a prontidão dos meios, para o cumprimento da missão e, nalguns casos melhora a performance e a capacidade operacional, resultante de treino mais realístico e sustentável, do uso de materiais e processos mais eficientes e de uma opinião pública mais favorável;

 

 

4. Actuando de uma forma responsável em relação ao ambiente, as Forças Armadas exercerão uma influência positiva no resto da sociedade, levando-a a comportar-se da mesma maneira. Neste âmbito, como gestoras de extensas áreas de treino e de inúmeras

instalações e administradoras de alguns complexos industriais, têm uma situação privilegiada para influenciar a sociedade civil na implementação da gestão ambiental;

 

 

5. Por outro lado, com a passagem pelas fileiras de grande número de jovens, as Forças Armadas poderão, através da educação e treino ambiental exercer um papel decisivo na formação da consciência ambiental dos cidadãos.

 

 

6. Assim, em tempo de paz, a missão das Forças Armadas será cumprida de acordo com a legislação ambiental em vigor, devendo estas:

 

 

a) Considerar o ambiente em todo o planeamento e actividades;

 

 

b) Incorporar considerações ambientais nos projectos de desenvolvimento de novos sistemas de armas, bem como no processo de aquisição de equipamentos;

 

 

c) Prevenir a poluição, minimizando o uso de substâncias prejudiciais à natureza e a produção de resíduos, ou introduzindo melhorias que evitem a sua dispersão acidental;

 

 

d) Poupar energia e os recursos finitos;

 

 

e) Reduzir a emissão de ruído;

 

 

f) Promover a biodiversidade;

 

 

g) Promover a consciência ambiental de todo o seu pessoal militar e civil das Forças Armadas;

 

 

h) Promover a formação e treino ambiental nas Forças Armadas;

 

 

i) Esforçar-se por introduzir melhorias contínuas na área ambiental;

 

 

j) Apoiar a sociedade civil em caso de desastre ambiental.

 

 

 

 

Será desejável que este compromisso seja consubstanciado através da implementação de um Sistema de Gestão Ambiental nas Un/Estab/Org, com a finalidade de integrar os aspectos ambientais na gestão corrente das Forças Armadas.

 

 

 

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COMENTÁRIO:

 

 

 

Frases feitas antigas, como, “as Forças Armadas são o Espelho da Nação” continuam no activo e em boa forma física e espiritual, como se comprova facilmente.

 

 

Na verdade, a realidade tende a assumir alguma derivação em ordem a variáveis temporais também elas de natureza ambiental;   porque a Instituição Militar assume nesta modernidade clássica da contagem do tempo histórico uma postura eminentemente vanguardista no que concerne a toda a problemática ambiental da nossa realidade política global emergente na Europa e no Mundo.

 

 

Portugal, por razões históricas (não contabilizáveis por parcelas políticas), também assumiu uma sua realidade geoestratégica numa semelhança simbólica com um “Padrão dos Descobrimentos” do mundo moderno e global, e um agente catalisador de mudança numa matriz política e estratégica caracterizada por uma realidade histórica metafísica e mitológica de grande conteúdo ideológico para as grandes civilizações do mundo antigo.

 

 

É óbvio que as realidades mudam, mesmo quando tal parece obra de realização impossível pelas próprias características do sistema político internacional.

 

 

 

Um complexo conjunto de acontecimentos ocorridos no tempo próprio, em local simbólico e adequado, e operacionalizados pelas personagens políticas correctas (também elas emblemáticas de paisagens ecológicas insubstituíveis) deram o colorido catalisador e a dinâmica estratégica própria para os grandes eventos do tempo que se lhe sucederam.

 

 

E, nesta perspectiva, parece ser hoje possível compreender a dimensão do contributo do factor humano, mobilizado pelas  acções ambientais premeditadas e tendentes a um objectivo, e operando no seu ecossistema específico, que bem sucedidas de êxito e sucesso exemplar criaram condições naturais para que o mundo mudasse da forma como o vimos mudar.

     

 

Saberemos dizer que a Acção Humana dos Povos foi gigantesca e serviu de alavanca às grandes “alterações do clima político e estratégico” do mundo.      A geografia política e estratégica do planeta sofreu uma mutação na sua natureza e identidade de forma brusca, imediata e definitiva.

 

 

Claro que houve consequências, houve guerras, houve mortes e catástrofes humanas ambientais classificadas no patamar do crime contra a humanidade.

 

 

 

Mas há uma conclusão incontornável para contabilizar (em tempo de reflexões);     o clima, os ecossistemas dos povos do mundo e o meio ambiente político e estratégico nas suas variações repentinas (ainda que por razões consolidadas na razão objectiva e no senso da lógica) têm regras próprias, bem consolidadas e uma inércia de movimento passível de prever mas impossível de controlar.

   

 

 

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Quanto às Forças Armadas, a sua actuação operacionalizada e o código de conduta de qualquer exército do mundo, no seu desfile em tapete de seda vermelha, são um manancial de comportamentos tipificados para as sociedades politicamente organizadas de todos os povos e ideologias e em todos os cantos do mundo.

 

 

 

Se será possível determinar qual a conduta certa, ou a mais certa para o “nosso lado”, para o regulamento de disciplina militar do nosso exército ???

 

 

Claro que será, mas (nesse caso) deixa de ser possível chamar-lhe Exército da Nação para passar a ter uma denominação de “Legião Nacional” (e uma para cada uma das “nacionalidades políticas” envolvidas no negócio).      

 

 

 

Ou seja, a problemática ambiental da Política de Defesa Nacional tem a sua especificidade própria, estrutural no Estado, e materializa uma identidade nacional transversal a todos os cidadãos portugueses;     e não parece ser passível de instrumentalização dum ponto de vista ideológico e político-partidário.  

 

 

 

 

 

 

 

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O AMBIENTE OPERACIONAL

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Este será, provavelmente, um dos documentos (em imagens) mais feliz (pela qualidade do texto e da história e o valor fidedigno da narração dos factos), e espectacular, que tive a  sorte e a fortuna de ter tido acesso;      e a caracterização tem razão objectiva de ser porque o documento constante no vídeo retrata de uma forma simples e sóbria uma realidade política e social que caracteriza a Comunidade Histórica da Cultura Portuguesa há mais de um século.
(não tivesse o futebol "aparecido" em Portugal logo após o Regicídio de El Rei D. Carlos)
Num tempo em que muito se fala de acontecimentos políticos e sociais que ganham a dimensão de verdadeiros Anagramas (pela sua dimensão irracional e improvável), são sempre bem vindas histórias (reais e superiormente contadas) que nos embalam a mente e a memória, e nos contam de forma lúdica (quase humor sarcástico mas ao mesmo tempo sério) a verdadeira história contemporânea do Povo Português, a sua natureza e dimensão política.

 

 http://www.malhanga.com/_videos/ser.benfiquista/

 

A GUERRA PENINSULAR E O DESENVOLVIMENTO DA EUROPA OCIDENTAL

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A comemoração do centenário da Guerra Peninsular (incontornável na História Militar de Portugal) tem sido alvo de inúmeras iniciativas das “Forças Vivas da Sociedade Portuguesa”, em particular tertúlias universitárias, culturais, científicas e políticas.

(que se dedicam ao estudo desse período “fértil” da nossa história, e um “momento sempre actual” de grande significado para a história da nossa civilização ocidental)


Todas essas iniciativas têm tido forte significado, mais ou menos sofisticado, e de cariz mais político ou histórico.

[ não gostaria de me alongar mais nesta análise de cariz militar, com a devida humildade e deferência social, dadas as instituições envolvidas e as personagens eminentes do nosso meio cultural, académico, científico e político ]

De facto, num Estado de Direito, a opinião académica e científica (e política) é livre, mas deverá ser cativa de quem a emite.

O texto que se segue resulta de um trabalho de pesquisa nas obras mencionadas em “Referências” e, da incontornável plataforma geral e global que se chama Internet (um conglomerado gigantesco de redes de computadores).

Este trabalho é uma cópia quase integral (como não poderia deixar de ser para que não se perca o rigor do conteúdo científico e histórico) e pretende, com alguma simplicidade, contar a história contemporânea daquela época histórica numa perspectiva de integração no mundo, e das consequências políticas, militares e sociais resultantes do conflito para a Europa ocidental.

Que o leitor improvável faça uma boa leitura.

 

 


Breve introdução




A chamada Guerra Peninsular sucedeu no início do século XIX, na Península Ibérica, integrando o evento mais amplo das Guerras Napoleónicas. Envolveu Portugal, Espanha, Grã-Bretanha e França, com repercussões além da Europa, na independência da América Latina.




Antecedentes




A Guerra Peninsular entre
1807 e 1814, tem uma sequência de eventos envolvendo a península que remontam à Campanha do Rossilhão (1793–95), quando tropas de Portugal reforçam as da Espanha, integrando a primeira aliança liderada pela Inglaterra contra a França revolucionária.


A partir da ascensão de
Napoleão Bonaparte ao poder (1799), a Espanha alia-se à França para, por meio da invasão e da divisão de Portugal entre estes, atingir indirectamente os interesses comerciais do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte (Guerra das Laranjas, 1801).

 

Em Julho de 1807, com os acordos secretos de Tilsit, vai no entanto abrir-se um novo capítulo na guerra europeia. Em Agosto, enquanto Napoleão faz concentrar tropas em Baiona para a invasão de Portugal, os representantes da França e de Espanha em Lisboa entregaram ao príncipe regente de Portugal, Dom João, os seus “pedidos”: Portugal teria que se juntar no bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra; fechar os seus portos à navegação britânica; declarar a guerra aos ingleses; sequestrar os seus bens em Portugal, e prender todos os ingleses residentes.

 

Em 5 de Setembro de 1807, o general Andoche Junot está já em Baiona a cuidar dos últimos preparativos das tropas que irão invadir Portugal, antes de obter uma resposta definitiva do príncipe regente de Portugal, e antes mesmo de Napoleão assinar o Tratado de Fontainebleau com a Espanha (27 de Outubro de 1807), no que parecia ser o projecto de uma repartição do território português em três novas unidades políticas:

 

Lusitânia Setentrional – território entre o rio Minho e o rio Douro, um principado a ser governado pelo soberano do extinto reino da Etrúria (então Maria Luísa, filha de Carlos IV de Espanha);

 

Algarves – região compreendida ao sul do Tejo, a ser governada por Manuel de Godoy, o Príncipe da Paz, primeiro-ministro de Carlos IV, com o título de rei; e

 

Resto de Portugal – território circunscrito entre o rio Douro e o rio Tejo, região estratégica pelos seus portos, a ser administrada directamente pela França até à paz geral.



Tornando aparente à Espanha querer cumprir o Tratado de Fontainebleau, Napoleão ordena a invasão de Portugal, iniciando o que se denomina por Guerra Peninsular (1807–1814), cuja primeira parte é conhecida como invasões francesas a Portugal.

 


A 1ª Invasão

 

 

Embarque para o Brasil do Príncipe Regente de Portugal, D. João VI, e de toda a família real em 27 de Novembro de 1807.

 

Na iminência da invasão, o príncipe regente, Dom João, fizera já saber a Napoleão que iria cumprir as disposições do Bloqueio Continental e, em 30 de Outubro, declarara mesmo guerra à Inglaterra, mandando prender em Novembro os ingleses residentes em Portugal. A Convenção secreta entre Portugal e a Inglaterra, assinada no dia 22 de Outubro, estabelecia com segurança a manobra luso-britânica de pôr a salvo a Família Real e o governo português no Brasil.

 

Sob o comando do General Jean-Andoche Junot, as tropas francesas entraram na Espanha em 18 de Outubro de 1807, cruzando o seu território em marcha acelerada em pleno inverno, e alcançando a fronteira portuguesa em 20 de Novembro.

Sem encontrar resistência militar, uma coluna de tropas invasoras atingiu Abrantes em 24 de Novembro. Faminto e desgastado pela marcha e pelo rigor da estação, o exército francês teve dificuldade para ultrapassar o rio Zêzere, entrando em Santarém em 28, de onde partiu no mesmo dia, rumo a Lisboa, onde entrou em 30, à frente de dois regimentos em muito mau estado.

Um dia antes, a Família Real e a corte portuguesa haviam saído para o Brasil a bordo de uma larga esquadra naval, protegida por naus britânicas, e levando consigo cerca de 15 mil pessoas, deixando o governo do território europeu de Portugal nas mãos de uma regência, com instruções para não "resistir" aos invasores.

 

Ficava vazio de conteúdo o decreto de Napoleão publicado pelo jornal francês Le Moniteur de 30 de Outubro, dando como banida a Casa de Bragança do trono de Portugal.

 

A ida do monarca português (D. Afonso VI) para o Brasil com a sua Corte transportou para aquele território português a Metrópole do Reino e do Império Colonial (o Brasil, na data dos acontecimentos, era uma província colonial portuguesa).

 

A capital do Reino de Portugal passou então a ser o Rio de Janeiro.

Com este acontecimento, a figura de "el-Rei D. Junot" nunca existiu; ou seja, a França e Napoleão Bonaparte nunca ocuparam o Trono de Portugal.



Ao chegar a Lisboa, Junot tomou medidas para a instalação das tropas que o precediam.

No dia 2 de Dezembro, entrou na cidade o general Laborde, com os efectivos reduzidos e extenuados, com muitos homens montados em burros, mal podendo estar de pé. Três semanas depois de chegar a Lisboa, Junot tinha ainda apenas um efectivo de 10 mil dos 28 mil soldados franceses que tinham invadido Portugal, distribuindo-os ao redor de Lisboa.

A divisão espanhola de Solano, saindo de Badajoz, tomara entretanto Elvas e Campo Maior, indo estabelecer o seu quartel-general em Setúbal, ocupando também Alcácer do Sal e, no Algarve, Tavira e Lagos.

A divisão de Tarranco, com cerca de 6 mil homens, entrou por Valença e foi garantir a tomada da cidade do Porto, onde já estava o general Juan Carrafa com 4 mil homens, vindos por Tomar e Coimbra. Iniciava-se o período do domínio francês de "El-Rei Junot".

 

Entretanto, Napoleão envia mais tropas para o norte de Espanha que, sob o pretexto apoiar as tropas de ocupação em Portugal, tomam as cidades de Pamplona, Barcelona, Figueras (Catalunha) e San Sebastian.

O marechal Joaquim Murat, cunhado de Napoleão, atravessa então Bidassoa e marcha com 100 mil soldados sobre Madrid.

Antes de Murat chegar a Madrid, uma rebelião em Aranjuez, em 19 de Março de 1808, depõe o rei Carlos IV, afasta Manuel Godoy, e coloca no trono espanhol o príncipe das Asturias, com o nome de Fernando VII.

 

O rei Fernando VII recebe o marechal Murat como aliado, confiando ainda que Napoleão cumprirá o Tratado de Fontainebleau.

Em Abril, o rei Fernando VII de Espanha é forçado a abdicar em Baiona e a reconhecer José Bonaparte como rei de Espanha. Além do rei Fernando VII de Espanha, são colocados sob prisão Carlos IV, a rainha, e Manuel de Godoy.

Perante a anulação da Casa Real Espanhola, a população de Madrid levanta-se contra os franceses, levando Murat a ordenar o fuzilamento de milhares de espanhóis, que Francisco Goya, em 1814, veio a homenagear no quadro "Os fuzilamentos de 3 de Maio".

Durante o mês de Maio e Junho, eclodem insurreições populares contra as tropas francesas de ocupação por toda a Espanha e Portugal.

 

Em 9 de Maio de 1808, o príncipe regente de Portugal, no Brasil, declarava nulos todos os tratados de Portugal com a França, declarando guerra aos franceses e amizade ao seu antigo aliado, a Grã-Bretanha.

No Porto, em 6 de Junho, vai abrir-se um período de revoltas populares contra a ocupação francesa, em resultado das quais as populações de Chaves, Miranda, Torre de Moncorvo, Ruivães, Vila Real, entre outras, responderam imediatamente à chamada.

Sob o comando do Tenente-General Sepúlveda o movimento de Trás-os-Montes voltou ao Porto, onde foi nomeada a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (1808), sob o comando do bispo do Porto, D. António de Castro.

 

A notícia do levantamento do povo espanhol, levou o general Solano a retirar com as suas tropas para Espanha.

O general Quesnel, um francês que substituíra Tarrancos por morte deste, é preso pelas tropas espanholas de Balestra que, entretanto, recebera também ordem de regressar a Espanha.

 

Em Portugal, as tropas francesas sob o comando de Junot ficam reduzidas às concentrações numa área em volta de Lisboa, delimitada pelo Atlântico, o rio Tejo, e por uma linha que ia de Peniche até Abrantes.

No resto do território, os franceses dispunham de forças em posições fortificadas em Setúbal, Almeida e Elvas. Fora dessa área e dessas localidades, os franceses deslocavam-se ainda com um certo à vontade, provocando baixas às forças portuguesas e às populações que se lhes opunham.

A resistência portuguesa crescia porém dia-a-dia. Quando uma força francesa sob o comando do general Loison, sediada em Almeida, tentou marchar sobre o Porto, viu-se cercada por forças de guerrilha de camponeses rudimentarmente armados, mas muito aguerridos. Após três dias de combates, Loison é forçado a retroceder.

 

A Junta do Porto, sob o comando do bispo D. António de Castro, vai manter-se ao lado dos resistentes ao ocupante francês. No dia 24 de Julho, depois de passar pela Corunha, desembarca no Porto o general Arthur Wellesley (mais tarde duque de Wellington), onde recebe algum apoio, mas sobretudo preciosas informações sobre a situação militar no conjunto do território português.

No dia seguinte, Wellesley decide navegar até à entrada do Tejo para consultas com o almirante Charles Cotton, comandante naval britânico na área.

O forte de Peniche estava ocupado por forças francesas e no Tejo estava por perto uma esquadra russa. Decidem fazer o desembarque das tropas britânicas na foz do Mondego.

 

No dia 1 de Agosto, as tropas britânicas começaram a desembarcar perto da Figueira da Foz, marchando no dia 10 em direcção a Leiria onde se juntaram às forças portuguesas de Bernardino Freire, comandante do exército português em Montemor-o-Velho. No total seriam cerca de 20 mil homens; 14 mil britânicos e 6 mil portugueses.

Do lado francês, havia inicialmente 30 mil homens, mas calculou-se que não haveria agora mais de 12 mil homens nos arredores da capital.

 

Os restantes estariam distribuídos por Tomar, Abrantes, etc., a que havia que descontar o número de baixas provocados pelas guerrilhas populares e pelas deserções.

Travaram-se, na seqüência, a batalha de Roliça e a batalha do Vimeiro, vencidas pelos aliados Portugal/Reino Unido da Grã-Bretanha forçando à Convenção de Sintra.



 

A 2ª Invasão

 


Enquanto em Portugal se lutava contra a ocupação francesa, Napoleão mantinha no trono espanhol o seu irmão
José Bonaparte.

Os espanhóis, em revolta contra os usurpadores franceses, obtêm apoio das tropas britânicas estacionadas no norte de Portugal. Sob o comando de John Moore, os Britânicos passam a fronteira no início de 1809, para serem derrotados, na Corunha, pelo Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult. Obrigadas a retirar, deixaram a descoberto a fronteira com Portugal, permitindo a Soult, invadir o país pela fronteira de Trás-os-Montes e Alto Douro (Chaves) em Março de 1809, avançando até à cidade do Porto, cidade que ocuparam a 24 desse mês, fixando fronteira no rio Douro.

Em Maio desse mesmo ano, tropas Luso-Britânicas sob o comando do General Arthur Wellesley e do comandante-em-chefe o Marechal William Carr Beresford, venceram a chamada batalha do Douro, reconquistando a cidade do Porto (29 de Maio) e expulsando o invasor, que se retirou para a Galiza.

Seguindo para o sul, as tropas de Wellesley travaram a batalha de Talavera em território espanhol e regressaram a Portugal.

 

É de salientar ainda a importância da escaramuça de Serém, Concelho do Vouga — região pantanosa do rio Vouga e do rio Marnel, actualmente pertencente ao Concelho de Águeda —, em que o Capitão-Mor do Vouga, José Pereira Simões, travou o avanço para o Sul do Marechal Soult, até à chegada do Coronel Nicholas Trant e do Batalhão Académico e, posteriormente, do General Arthur Wellesley, com reforços. Como consequência, as hostes do Marechal Soult não conseguiram atravessar o rio Vouga, perderam a escaramuça de Serém e foram obrigados a retirar-se para o Norte, tendo-se acantonado na cidade do Porto.



 

A 3ª Invasão

 

 

Uma terceira invasão francesa do território português teve início em 1810, sob o comando do Marechal André Masséna.

Penetrando pela região Nordeste de Portugal, conquistou a Praça-forte de Almeida (Agosto), na fronteira, marchando em seguida sobre Lisboa.

Interceptado pelas forças Luso-Britânicas, foi derrotado na batalha do Buçaco (27 de Setembro).

Reagrupando as suas forças, retomou a marcha, flanqueando as tropas Luso-Britânicas e forçando-as a recuarem para defender a capital.

Os franceses atingiram as Linhas de Torres a 14 de Outubro, erguidas na previsão dessa eventualidade e onde as tropas Luso-Britânicas os aguardavam desde o dia 10, retirando-se, derrotados, ao final do dia seguinte.



 

A contra-ofensiva

 


A campanha dos exércitos britânico, português e espanhol, entre Maio e Agosto de 1813, culminou na
batalha de Vitória, seguida um mês depois pela batalha dos Pirinéus.

Em pouco mais de dois meses e depois de uma ofensiva de 600 quilómetros com mais de 100 mil homens das três nações em armas, o curso da história europeia foi modificado de forma decisiva.

Seguiu-se uma série de batalhas em território francês até à vitória em Toulouse (10 de Abril de 1814), que colocou fim à Guerra Peninsular.





Conclusão

 


O estudo das circunstâncias que envolvem a Guerra Peninsular são importantes pelos desdobramentos que encerram, debilitando as forças da França e consolidando a hegemonia inglesa que se afirma desde então.

Ao eliminar a monarquia de Carlos IV de Bourbon na Europa, Napoleão abriu as portas que conduziram à independência da América espanhola (com importante apoio da Grã-Bretanha).

O mesmo ocorreu ao permitir a saída de D. João VI para o Brasil, processo que criaria as pré-condições para a independência da América portuguesa.

Ainda em 1808, ao aportar a Salvador, na Bahia, o Príncipe regente assinou o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, vindo a assinar, em 1810, os tratados que permitiram a hegemonia britânica nas relações comerciais entre ambos os países, abrindo as portas de um mercado em três continentes, com tarifas alfandegárias privilegiadas.

Com fôlego renovado, sob o comando do mesmo Wellington, herói da Guerra Peninsular, a Grã-Bretanha derrotou Napoleão na batalha de Waterloo (1815), desfrutando de uma hegemonia mundial que conservaria até a Primeira Guerra Mundial (1914–18).

 

 

Por outro lado, embora com menor impacto, o governo de Portugal declararia guerra à França e à Espanha, ocupando a Guiana francesa (1809–15) e a Banda Oriental do rio da Prata, actual Uruguai (1810–28).


A crise económica e institucional em Portugal continental agravou-se com a permanência da corte portuguesa no Brasil, o que fortaleceu as ideias liberais no país, conduzindo à Revolução do Porto (1820) e forçando o retorno do soberano à Europa (1821).

A tentativa de recolonização do Brasil levou à independência deste, no ano seguinte (1822).

 

Enquanto que franceses e ingleses continuaram com o seu desenvolvimento económico e industrial, Portugal viu o seu território transformado em campo de batalha, as cidades constantemente pilhadas pelos exércitos estrangeiros e a indústria estagnada.





Referências

 


Paul Thiébault, Relation de l'expedition en Portugal faite en 1807 et 1808 par le Ier Corps d'Observation de la Gironde, Paris, 1817 ;


António Pires Nunes, "A primeira invasão francesa", in Nova História Militar de Portugal, Volume III, Lisboa, Círculo de Leitores, 2004, p. 51 ;


Jac Weller, Wellington in the Peninsula, Londres, Greenhill Books, 1992, pp. xvii, 20-21 ;



 

 

 

 

 

CÓPULAS WIRELESS

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 Dei comigo assim.

 

“Grande, anafado e chateado”.

 

 

(admiração e ódio não pareciam sentimentos normais)

 

 

Eu só queria, com aquilo que aprendi e como antes, ser bom, talvez diferente e melhor.

 

(e consegui, mas não me agradava, como hoje)

 

 

Depois, falaram-me num sistema novo e eu não percebi, perguntei o que era.

 

“Cópulas”, responderam-me.

 

E eu perguntei quem, e responderam que não era assim.

 

Falaram-me de antenas e de uma “máquina” nova, que não conheciam e não sabiam quem era.

 

Eu voltei a perguntar porquê.

 

Eles responderam que não, porque não, e na opinião deles era não.

 

 

Eu ouvi, e não disse nada.

 

(comecei a sorrir naquela altura)

 

 

Talvez por não entender o desenho, e ter achado piada, claro.

 

(e pensei ligeiramente qual poderia ser o motivo ou razão, mas desisti com rapidez)

 

Percebi que não havia nada dentro daquela figura, geometria ou boneco.

 

(havia eles, só eles e mais eles)

 

 

E acabei por achar que era uma modalidade de acção;    e concordei com isso, com a modalidade.

 

(mas pensei nas consequências)

 

 

Pareceu-me normal não ter gostado.

 

Mas pronto, sim senhor, seja quem for ou a direcção escolhida.

 

(a deles, portanto)

 

 

Consegui, com isso, seguir viagem.

 

 

Atribulada, nesse caso, mas a vida não é fácil e concordamos todos.

 

 

A situação tinha mudado, a meu pedido.

 

 

E comecei a ouvir falar no modelo “wireless”, que agora conheço bem.

 

(neste novo tempo e realidade)

 

 

Fiquei pensativo, claro, e pensei em sobrevivência naquela condição.

 

Pareceu-me difícil, complicado e impossível de passar na prova, mas o resultado foi baixo e favorável.

 

 

Tinha conseguido encontrar a passagem no “tempo”, mas perdido “componentes” importantes, para mim fundamentais.

 

 

O resultado é parcial, porque não termina.

 

 

E eu habituei-me, tornei-me amigo e uma máquina como ela.

 

Wireless;

 

(um nome “português” fino e bonito, e eu em polvorosa com o evento)

 

 

Quem diria uma coisa destas.

 

(grande como só eu)

 

 

E é esse o “tipo”, a estrela da companhia, o que continua a deixar-me desconfiado.

 

(estas coisas têm preço, que normalmente é preciso pagar a alguém)

 

 

Portanto, fiquei desconfiado porque não pedi nem fiz encomendas a “Deus”.

 

E sinto muito medo, “ai que pavor”, por aquilo que é anormal na nossa terra.

 

 

 

Enfim…

 

 

 

(é sempre assim esta conversa)

 

 

Já agora, vem a preceito lembrar-me do fenómeno mais parecido com o “Milagre na Terra” que até então eu nunca tinha visto.

 

(na minha curta existência)    

 

 

E disseram-me que não era o único a pensar dessa forma e feitio, porque (de facto) parece que sim.

 

 

Presente a Deus e na ausência momentânea do Diabo fui absolvido dos meus pecados, embora tenha tido um percalço.

 

 

Dessa forma, será então um milagre a existência deste bicho que sou eu.

 

(o que tem a sua piada, porque…)

 

 

 

Adiante, pois, com esta conversa escrita para aproveitar a boa vontade do Céu.

 

 

E eu, alma triste mas encantada, (de)penada e ingénua agradeço a graça de Deus.

 

 

(obrigatoriamente, com uma humildade orgulhosa)

 

 

 

 

 

 

 

Pós-Escrita:

 

 

Disseram-me que era melhor reconhecer e admitir que quase tudo neste texto é “inverdade”.

 

Em particular, coisas daquela natureza e formato.

 

E uma conclusão técnica oficial: _ " É tudo mentira ".

 

 

Como sugestão paliativa (no fim), aqui fica o conselho:  não “emprenhais wireless” porque as orelhas não merecem o valor do stress.

 

O CINISM0 DEMOCRÁTICO

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....................

“...

De:

     http://tintadachina.weblog.com.pt/arquivo/215203.html

Viva o Consumo! Viva a Globalização!

A globalização veio alterar significativamente os hábitos de consumo do mundo.

É um bom indicador do nível de integração social as marcas que existem num país.


 

Quando é que o Starbucks chega a Portugal?      Quando é que chegou o MacDonald's?

Estas marcas e algumas outras são negócios geridos ao pormenor, tudo é pensado de maneira a ser interpretado da mesma maneira por pessoas de todos os países onde marcam presença.      São autênticos filhos da Globalização.

Despertam o ódio do tradicionalismo e a paixão do consumismo, mas sem dúvida, vivem para aproximar as pessoas, vivem da aproximação das pessoas.

……………….//………………

De:

http://ventoseversos.blogspot.com/2007/01/globalizao-e-o-consumo.html

A Globalização e o Consumo

Por: Priscila Silva



A globalização foi de uma certa forma, positiva para o mundo.

Tivemos desenvolvimentos, evoluções, descobertas na medicina, curas, entre outros factores.      Mas, infelizmente, ela também possui um lado negativo, antes do surgimento da globalização, por volta de 1972/1973, o acto da cidadania estava ligado "á capacidade de apropriação de bens de consumo e a maneira de usá-los.      As diferenças eram compensadas pela igualdade em direitos abstractos" (GARCIA CANCLINI,1995).

 

Nos anos 60 e 70, as culturas e produções nacionais eram suficientes (todos estavam satisfeitos), porque os produtos nacionais eram mais baratos do que os importados.

O valor de consumir o que era "nosso" era bastante simbólico, "procurar bens e marcas estrangeiras era um recurso de prestígio e às vezes por opção de qualidade" (GARCIA CANCLINI,1995).

Com o enfraquecimento da política, foi gerada a descrença nas instituições.     O consumo privado de bens e os meios de comunicação começaram a superar as realidades democráticas e a consequente participação do homem público, surgindo então uma nova era, recheada de imagens e mensagens produzidas pelo marketing.

O lado mais difícil de lidar da Globalização e que certamente origina descontentamento sobretudo de duas maneiras: em primeiro lugar, tudo que você compra em seguida torna-se obsoleto. Segundo, há pouco interesse com o passado e também com o futuro, o que irá ser periodizado é o presente, o imediato. Com toda essa vontade de ter tudo e agora entra a questão da alta rotatividade de produtos, que é a necessidade de trocar o produto, acompanhar a moda, a tecnologia, acompanhar o mundo. Um exemplo claro disso: os celulares, que antigamente eram conhecidos como um simples meio de comunicação, hoje são considerados como uma necessidade.

A cada modelo novo, multidões correm para trocar de aparelho, mesmo este em perfeito estado. Um celular no Brasil tem um tempo médio de troca de dois anos. Com inovações, câmeras, cores brilhantes, máquina de filmar, vídeos, fotos transforma um mero consumidor em um consumidor alienado. "Celular é item de moda, ele diz muito sobre a pessoa", avalia a directora de marketing da BenQ Mobile, Regina Macêdo. Não importa o preço, o importante é ter o produto, "Troquei meu celular antes dele completar 5 meses em minha mão, troquei por um melhor é claro. Ele faz sucesso entre os meus amigos, toca mp3", disse o estudante de marketing, Daniel Gregório, quando questionado sobre o preço "R$1300,00.

Sei que irá surgir um melhor que o meu daqui há alguns meses, virei escravo do consumo !", brinca o estudante.

Que sejam eternos enquanto durem.

…”

………………..

COMENTÁRIO:

No Natal de 2009 (como em todos os outros anteriores períodos natalícios) Consumismo e Globalização foram a moda das conversas políticas “de caserna” das mais diferentes trupes e tertúlias políticas e culturais.

Claro que é óbvio que há interesses corporativos instalados que não passam pelos interesses das massas populares;    e a intelectualidade é a pedra de toque de tudo, porque justifica o pensamento médio acéfalo das maiorias de cidadãos do mundo, estúpidos pela natureza do nascimento e maus pensadores da sua realidade política e económica.

Numa semelhança profunda com verdadeiros diletantes de uma realidade política pós-moderna e também ela uma analogia surreal implícita mas espontânea e “inconfundível” com os famosos Paraísos Artificiais do mundo estupefaciente.

(…)

E “isto é assim”, dizem os mais tradicionais e moldáveis à realidade intelectual das minorias dominantes e incontestadas.

Mas há um pequeno “senão”, um pequeno problema, neste silogismo construído em pura base matemática e filosofia política de alta e qualificada elite académica.          Trata-se de um problema cognitivo de inserção do “Pensamento Burguês” nesta matriz de craveira intelectual.

(ao mais alto nível)

E por burguesia (ou cidadão burguês, e não português) deve entender-se alguém que preza elevadamente o seu estatuto económico e social e, essencialmente, alguém que também preza em dose elevada impedir que outros cidadãos atinjam igual proporção de grandeza de posição política, económica e social.

E é isto, sem tirar nem pôr;     as mais elevadas opiniões políticas e alguns especialistas económicos são isso mesmo (precisamente) – Burgueses Anafados e Bem Criados.

Mas também intelectuais de craveira distinta.

Claro que nesta altura dos meus pensamentos solitários, costumo dizer, enfim…

(o que é que se há-de fazer…)

Mas há uma outra questão mais técnica.

Essas pessoas críticas da nossa realidade política actual não concordam com algumas actividades económicas que produzem riqueza específica e estrutural para os particulares e para o Estado (PIB);      essencialmente, não concordam com o Sector Primário, porque é primário (então a mecanização da agricultura e das pescas, meu amigo, é uma loucura…);       não concordam com o Sector Secundário, porque é Porco e Polui o Meio Ambiente, causa Efeito de Estufa e Aquece o Clima pela emissão de gases para a atmosfera (CO2,etc. …);      não concordam com o Sector Terciário, porque é “Policéfalo” (mas acéfalo, o que é espantoso) e representa a Demanda de Pessoas para as cidades com as consequentes consequências ao nível do Crescimento Insustentável dos grandes agrupamentos urbanos.

Mas acontece que “Tudo Isso” são as Actividades Económicas da Economia de um Estado que provocam riqueza (PIB) e Crescimento Sustentável dos diferentes sistemas que o compõem.

Portanto, tudo é caracterizado por um Equilíbrio instável, desordenado e caótico pela própria natureza da vida e dos sistemas económicos;     e naturalmente que é necessário o Estado exercer a sua função reguladora e é para isso que existe a profissão política que o tutela e administra.

Ou seja, não se percebe a razão de tantas lamúrias e lamentações que colocam em questão a competência desses próprios cidadãos que se dedicam à causa pública e ao bem estar social das populações que representam por sufrágio directo e universal.

(…)

Para terminar este breve apontamento (também ele uma lamúria do seu destino), regressemos à questão do Consumo;      e acontece (por acaso) que o consumo deriva da existência e capacidade de um cidadão poder gastar o seu próprio dinheiro, que por isso é uma sua propriedade privada;     e, também por mero acaso da natureza, consumo significa riqueza para as partes envolvidas no negócio, impostos (de grande monta) e PIB para o Estado;       significa mais emprego, remunerações mais elevadas, melhores negócios e…    alegria e felicidade para os intervenientes nesse processo.

Claro que nós consumimos desalmadamente para deitar fora e voltar a comprar melhor e mais barato, e isso é imoral e contrário aos mais elevados valores da moral, da religião e da ordem política.

E, mais uma vez, tudo isto são curiosidades estúpidas;    coisas para “Católicos” e “Protestantes” exercerem o seu desígnio de vida, a sua luta filosófica pelos mais elevados ideais apreendidos numa educação distinta e elitista de conteúdos morais e religiosos, e um destino existencial de cidadania e de vida política e social.

(etc.  …………)

 

ÓPTICA POLÍTICA E ILUSÃO

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Sempre gostei de “Óptica” nas disciplinas de Física (e “Química”).

Sempre achei maravilhoso compreender a “trajectória residual” de uma incidência (um raio incidente num prisma) com base no ângulo incidente do raio ou feixe na face do referido prisma.

 

Ou seja, com base na inclinação (caracterizada por um ângulo) do raio incidente na superfície do prisma pode definir-se com rigor o ângulo de saída da incidência e caracterizar a sua trajectória residual.

 

(…)

 

Portanto, parece-me a mim ser esta a “história política” da nossa vida corporativa.

(ou algo muito semelhante)

 

 

É óbvio que sendo uma teoria relativamente simples de apreender, é necessário assimilar o seu conteúdo.

 

(e dessa forma prever as trajectórias finais dos raios incidentes nos diferentes “prismas”, embora não seja tudo linear)

 

Pelo menos, no caso deste tipo de prismas políticos.

 

Porque aqui a Ilusão é muito maior e pode atingir proporções mal definidas, difíceis de controlar e imprevisíveis.

 

Por outras palavras, a Ilusão da Óptica Política é, na sua generalidade, demolidora pelo seu grau de banalidade estrutural e embuste político, económico e social.

 

(...)

 

 

E poderia escrever muito mais, porque o texto é simples e indiscutível, mas o bom senso manda aplicar os seus axiomas.

 

Que são para cumprir, naturalmente;    porque este fenómeno tem que andar devagarinho para cumprir os seus requisitos culturais e agradar à maioria de cidadãos que ficam calados, mas agem (também dessa maneira) em conformidade com a sua situação política desfavorável.

 

(senão, teremos os tais problemas desagradáveis e de impossível resolução política)

 

 

 

[.....]

 

 

 

Pós Escrita:

 

Parece ser óptimo para os portugueses (de uma maneira geral) que as nossas novelas televisivas (com todo o seu poder didáctico de formação de opinião e “cultura mass-media”) construam representações sociais nas quais “colocam” cidadãos de diferente tipo e natureza a representar um papel social de “Cabo de Guerra” amador (ou não profissional no que respeita à profissão).

 

Porque tornam-se fenómenos difíceis de controlar numa perspectiva então profissional da matéria em questão, e de política de Segurança e Defesa.

 

(embora em cenas específicas e limitadas, mas de grande simbolismo e significado político)

 

É, de facto, óptimo e é um espanto de imaginação recreativa de alto gabarito.

 

(própria de génios políticos gestores de macro relações televisivas)

 

 

 

O PROBLEMA DOS AGNÓSTICOS

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………………..

“...

 

De: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090821114052AA9rdGi

 

Católicos, Ateus, Protestantes e Agnósticos:    Como devemos educar os nossos filhos neste mundo de hoje ?

 

 

O que é educar?

FONTE:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.…

 

Os pensadores deram muitas respostas a esta importante pergunta.


1)-Ghandi dizia que “a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa.”     Nisto é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.


2)-Michel Quoist dizia “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus.”


3)-O pensador inglês John Spalding, dizia que a educação pelos outros lança as bases; a educação por si mesmo termina o edifício.


4)-Para Rousseau, educar é a arte de formar homens.


5)-De facto, educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, educação não se aprende só na escola, mas principalmente em casa. Às vezes ouve-se dizer: “ele é analfabeto, mas é muito educado”.    Não adianta ser doutor e não saber tratar os outros; não cumprir com a palavra dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser afável, etc. .

 

Sem dúvida, a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos; esta ninguém lhes pode roubar nem destruir.


6)-Educação não é “esperteza”, ter sucesso a qualquer custo, às vezes pisando e tapeando os outros. A triste filosofia do “levar vantagem em tudo”, transformou-se em filosofia de vida para muitos.


7)-O grande pensador grego Aristóteles, dois séculos antes de Cristo, já dizia que “a educação é um ornamento na prosperidade e um refúgio na adversidade”.


8)-O grande filósofo grego Sócrates, mesmo sem conhecer o cristianismo, já dizia que “só é útil o conhecimento que nos faz melhores”.


9)-É através da educação que a pessoa vai apropriando-se da herança da humanidade, aprende a ler as palavras e a realidade que a circunda, torna-se cidadão deste mundo e apto a dar a sua parcela na construção desta obra de Deus, para que o mundo seja um lugar agradável para viver, como irmãos.


Há um belo Salmo que diz: “Os que semeiam entre as lágrimas, Recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a esparzir. Na volta virão com alegria, Quando trouxerem os seus feixes.” (Sl 125,5´6).


...”

………………..

 

 

 

 

Comentário:

 

 

Esta é a história de um problema que não começou nos nossos dias, mas que tomou proporções nunca antes vistas.

(na história da humanidade, sendo que vivemos em 2009 d.c.)

 

As gerações deste nosso tempo são polémicas (como toda a gente sabe), politicamente dotadas de uma mentalidade radical (nunca antes vista) naquilo que respeita às grandes questões sociais e religiosas dos povos do mundo.

 

Não serão gerações de pessoas que professam a religião anti-católica, no sentido da leitura da história política da religião e das suas grandes questões universais sobre a existência do homem no seio da sociedade (e no relacionamento político entre os homens), mas parece indiscutível que a Religião Católica Apostólica Romana vive momentos de crise existencial.

 

(com todas as consequências sociais e políticas daí decorrentes)

 

Parece, mesmo, que as doutrinas políticas tradicionalmente opositoras da Religião Católica (Comunismo, Fascismo, ...) ganharam a sua guerra pela posse da Organização Política das Nações (o Estado), ou seja (no fundo), a organização política da sociedade e a forma de existência do homem no seio dessa sua organização política.

 

Poderão ser, por exemplo, os novos pontos de vista políticos do nosso tempo actual e da nossa sofisticada giesta de homens políticos pós-modernos de uma nova civilização ocidental.

 

Parece, de facto, que esta Filosofia Política Protestante professa a sua Fé (política radical) na acepção restrita da própria palavra;   ou seja, protestar como forma de vida e de existência política no seio da comunidade de pessoas a que normalmente chamamos “sociedade política”.

(cumprindo, dessa forma, uma nova ritualização do “Jogo Democrático”)

 

Portanto, uma nova Organização Política e Administrativa (e logística) da Nação.

 

Mas sobra um pensamento residual: _ será esta uma aplicação prática (à política) do método matemático de “Redução ao Ridículo” ??

 

Se alguém sabe e quiser responder a esta questão que o faça, sendo que tal corresponde ao Paradigma Político do nosso tempo.

 

[um verdadeiro Anagrama Político no seio de uma Emergente, nova e Moderna Civilização Ocidental]

 

(…)

 

Quanto aos meus pensamentos pessoais de autor (quando resolvo ter opinião), costumo concluir com discernimento natural que tudo “Isto” é uma Tragédia Desnecessária.

 

(patética e inoportuna para a Democracia e para o Estado de Direito)

 

 

E é este o (grande) Problema dos Agnósticos, pessoas que aspiram a ser cidadãos de um mundo novo (e melhor) e que tendo dificuldades na respiração de um Catolicismo Laico subserviente à causa política da Giesta Elíptica, não professam (pelo lado oposto) um Protestantismo Militante de cariz político e social de intervenção pela Causa do Derrotismo da Sociedade Progressista do Estado Democrático.

 

 

 

(etc. ...........)

 

 

 

A LUZ DA AMEIRA 5

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TEMA: UM TEXTO DESACTUALIZADO SOBRE JURISPRUDÊNCIA NO ESTADO DE DIREITO PORTUGUÊS

………………..

 

 

“…

 

 

(de:

 

http://cyberdemocracia.blogspot.com/2008/09/stephen-toulmin-lgica-e-jurisprudncia.html )

 

 

 

Stephen Toulmin: Lógica e Jurisprudência

 

 

 

Para quebrar o poder dos antigos modelos e analogias (da lógica), vamos tratar de nos munir com um novo modelo.

 

 

A lógica ocupa-se da solidez das alegações que fazemos, da solidez dos fundamentos que produzimos para apoiar as nossas alegações, da firmeza do suporte que lhes damos, ou, para trocar de metáfora, com o tipo de precedente (no sentido em que os advogados usam este termo) que apresentamos em defesa das nossas alegações.

 

 

A analogia com o Direito, implícita neste modo de expor o problema, pode, desta vez, ser muito útil.     Assim, deixemos de lado a Psicologia, a Sociologia, a tecnologia e a Matemática, ignoremos os ecos da engenharia estrutural e da collage nas palavras "fundamentos" e "suporte", e tomemos a jurisprudência como o nosso modelo.

 

 

A lógica (pode-se dizer) é jurisprudência generalizada. Os argumentos podem ser comparados a processos judiciais; e as alegações que fazemos e os argumentos que usamos para "defendê-las", em contextos extra-legais, são como as alegações que as partes apresentam nos tribunais; e os casos que oferecemos para provar cada uma das alegações são jurisprudência consagrada, para a lógica, num caso, e para o Direito, no outro». (Stephen Toulmin)

 

 

 

(..............)

(..............)

 

 

 

Toulmin foca a sua atenção fundamentalmente na avaliação prática dos argumentos e, com o objectivo de apreender se a análise formal lógica teórica tem alguma ligação com aquilo que a crítica racional visa obter, muda de modelo, adoptando o da jurisprudência: a lógica estuda a solidez dos fundamentos que produzimos para apoiar e suportar as nossas alegações.

 

 

Este paralelo entre a lógica e as práticas do Direito tem duas importantes vantagens: "Uma das principais funções da jurisprudência é garantir que se conserve o que é essencial no processo legal: os procedimentos pelos quais as alegações devem ser apresentadas em juízo, discutidas e estabelecidas, e as categorias segundo as quais se devem apresentar, discutir e estabelecer as alegações".

 

 

De modo análogo, a investigação de Toulmin visa caracterizar o processo racional: os procedimentos e as categorias mediante os quais podemos discutir e decidir todas as "causas". Aliás, este paralelo não é uma mera analogia, porque "os processos judiciais são apenas um tipo especial de disputa racional, no qual os procedimentos e as regras da argumentação se consolidaram em instituições".

 

 

Em segundo lugar, este paralelo ajuda a manter no centro do quadro a função crítica da razão.

 

 

Embora possam não ser sugestões ou generalizações, as regras da lógica "aplicam-se aos homens e aos seus argumentos, não do modo como se aplicam as leis da Psicologia ou as máximas do método, mas como padrões de realização que um homem, quando argumenta, pode alcançar mais plenamente ou menos plenamente, e pelos quais os seus argumentos podem ser julgados.

 

Uma «boa causa», solidamente construída, uma alegação bem fundada ou firmemente apoiada, resistirá à crítica, será «causa» que corresponde ao padrão exigido, para a qual se pode esperar veredicto favorável".

 

Isto significa que aquilo que alegamos fora dos tribunais, as nossas alegações extra-judiciais, deve ser justificado, "não perante os juízes de Sua Majestade, mas diante do Tribunal da Razão".

 

 

Para Toulmin, as "leis" da lógica não são formais, no sentido de que não dependem da matéria do raciocínio, mas são padrões de realização usados para criticar aquilo que é pensado pelos homens em situações e circunstâncias particulares: a lógica é uma ciência crítica, não é uma ciência natural supostamente livre de contexto.

 

 

Deste modo, quando se encara a lógica como jurisprudência generalizada, a sua "matéria" é "a prudentia, não apenas do jus, mas, em termos mais gerais, da ratio": tratar a lógica como jurisprudência generalizada e testar as nossas ideias mediante a prática real de avaliação de argumentos foi o contributo fundamental de Toulmin para o actual quadro da teoria filosófica da argumentação que, conforme mostrou Chaïm Perelman, além de ser distinta da lógica deôntica elaborada por G.H. Von Wright, retoma a vertente dialéctica da lógica aristotélica.

 

 

 

J Francisco Saraiva de Sousa

 

 

…”

 

………………..

 

 

 

 

 

 

 

COMENTÁRIO:

 

 

 

É natural sentir o mais perfeito direito de relutância para acrescentar estas poucas linhas de um (meu) raciocínio (devidamente modesto) a uma exposição exemplar que comunica por si com o leitor.

 

 

Mas tento escrever sobre uma situação particular;     porque a dialéctica da Jurisprudência no nosso Estado de Direito atingiu dimensões improváveis e imprevisíveis neste nosso pequeno país.

 

 

(e creio que a razão possa ser essa mesmo, num plano ético e deontológico, ou antes, talvez, um problema de cidadania)

 

 

Culturalmente, admito que possa entender-se o mecanismo (conservador e tradicional) que conduziu a este “estado das coisas”, mas não na lógica do direito canónico, nem numa perspectiva cultural e racional da razão e da sociologia do fenómeno de democracia ocidental em Portugal.

 

 

Portanto (nesta perspectiva), deveria ser mais fácil a raciocínios comuns entenderem a razão pela qual terá acontecido uma generalização do uso instrumental (quase mecânico) de uma ferramenta conhecida na doutrina empírica portuguesa como “Jurisprudência”;   no direito civil e criminal, na política e na governação do país, e até na economia e finanças.

 

 

(por exemplo, veja-se o que se passa nas contas do erário público que a política faz em Portugal a diferentes níveis dos poderes do Estado, particularmente, ao nível em que o respectivo controlo pela tutela responsável pela fiscalização das contas públicas é mais difícil e complicado de fazer;   por razão das “complicações políticas associadas e respectivas consequências”)

 

 

E também parece normal admitir que possa não parecer fácil a espíritos “certos, correctos e ingénuos” encontrar uma resposta coerente para “esta” situação;     e poucos terão coragem para reconhecer a existência na praça pública da componente irracional desta questão (à luz do direito) pelas mais diferentes razões;    e muito menos ainda, alguém apresentar provas reais e sintomáticas da sua existência e prática corrente adoptada a diferentes níveis da sociedade e do Estado.

 

 

Em presença desta perspectiva, existem actores (muitos e com diferentes discursos) residentes no nosso sistema operativo nacional que afirmam que a doutrinação canónica e a teoria geral adoptadas pelas instituições do Estado são puros aspectos teóricos da nossa vida colectiva.

 

(o que não será mentira)

 

 

E mais ainda, tal constatação é (no preciso momento desta “conversa”) a mais pura verdade dos factos provados e consumados, e parece tratar-se (com rigor) de uma espécie de verdade conventual de diferentes elites políticas e sociais.

 

 

E em conformidade com esta constatação empírica, poderia haver vontade e (muita) “coragem nacional” para exaltar as qualidades e vantagens desta situação “normativa”, de preferência com o necessário (grande) esplendor e alegria contemplativa das “minorias intelectuais”, necessariamente pelo grande sucesso desta variante portuguesa de Jurisprudência no Estado do Direito.

 

 

 

(…)

 

 

 

Entretanto (por aqui), nesta breve janela de tempo, alguém acena de longe e garante que sou um cidadão ingénuo e estúpido por escrever “uma coisa destas”, mais ainda porque o tema está (neste preciso tempo político actualizado) completamente desenquadrado de sentido e a situação normativa em causa está retratada e o problema corrigido e debelado.

 

 

(em definitivo)

 

 

 

Claro que eu, com grande naturalidade, não tenho qualquer dúvida e até juro que acredito que sim.

 

 

 

 

 

(etc. ...................)

 

 

 

 

CONVERSAS COM O 666 - 11,04

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TEMA: EXPLICAÇÕES

 

 

 

“ O que é que tu estás a fazer ?       Grande sacana !!... ” – ouviu-se (muito) bem a interjeição declamada por uma personagem credenciada daquele sistema de valores numéricos;         

 

Só que, no fundo, eu não percebi nada;     porque não percebo a nova doutrina da “Jurisprudência Nacional” emergente da maioria nacionalista auto-proclamada no “exercício de funções no Poder do Estado”.

(e auto-didacta, claro, de um ministério de política corporativa)

 

Mas, enfim, cá vamos vivendo “Com a Cabeça Entre as Orelhas”.

(e bem, de preferência, digo eu)

  

(...)

 

Então, a Escola é aqui !!

(pensei eu, para mim)

 

Se é (mesmo) verdade, Eles vão às aulas todos os dias, mas não percebem nada do que se passa nas salas.     

E nessa conformidade, o que se passou foi que eu senti aquele forte abanão, um apelo muito profundo da minha melhor vocação para o bem e para a nossa segurança (nacional), e para as causas perdidas (com grande naturalidade).

 

Pronto é assim mesmo.    

Alguém tem que fazer isto, porque se os meninos não percebem estes professores, que por sua vez parece que falam uma língua diferente da nossa, eu (como já disse) senti-me compelido (entenda-se em grande obrigação de ser parvo) e chegar-me a Eles para tentar fazer alguma coisa pela nossa vida comum e colectiva.

 

(que diabo, isto é uma situação muito chata, que na realidade não convém a ninguém, ao contrário do dizem as “imagens” e aparentam as situações)

 

Mas pronto, vá lá, isto está a correr (muito) bem

(extraordinário...)

 

E eis-me aqui nas peles de bom samaritano, burgesso ou saloio (à escolha) e bom estúpido.

(talvez, mesmo, burro ou idiota)

    

E eu juro que não é complexo, é a observação que se pode fazer à vista desarmada.

 

(e vai continuar a festa no mastro)

 

“Eles não são burros !!!...” – esclareceram-me, em tom irado

 

E eu acho que sim;   não são, de facto.    

Há aqui alguém é que é (muito) mais inteligente;    verdadeiros “génios da bola”.

 

(...)

 

Mas há um problema a reputar;     embora não pareça nada, o resultado do jogo e a classificação final do campeonato não interessam, porque não tem interesse nenhum;     o jogo (em sentido lato) é que conta.

A “doutrina desportiva” é arrancada das entranhas da modalidade e jogada às urtigas, para que os papalvos se possam deliciar numa espécie de “arte masturbatória”, que, infelizmente, está doente de esterilidade e de significado legítimo concreto e definido.

 

 

E parece necessário justificar os actos (legítimos) de Segurança e Defesa, para que não se faça entendimento errado de “votos à Lá Patrie”.

(se estas palavras têm existência real)

 

Mas não é isso, de facto.

Primeiro, é um acto individual.

E...    faço isto por vício da aprendizagem profissional, bebedeira intelectual e deformação também ela profissional, com grande objectividade.

 

Se sou de Esquerda  ???

 

Óh Companheiros...       Por amor de Deus, não exagerem na condução e administração do “Palheiro Nacional” !!

(porque isto, às vezes, tem perigos inesperados para raciocínios impreparados e ingénuos, porque não serão especificamente maldosos;    parecem ser apenas “Tontos”...)

 

(...)

 

E lá fui eu andando, para continuar este discurso numa espécie de transe híbrido num discernimento quase sexual.

 

Não sei se será perceptível o meu ponto de vista...    

Porque não faço isto por amor à (sua) Pátria.

    

Começo a acreditar (inclusive), como certos actores afirmam, que a sua Pátria desapareceu em combate num cenário aonde não falta D. Sebastião.    

E como o “Senhor” se mantém firme na alocução de que o Estado/Nação Português é a “SUA” Pátria, e eu não tenho pretensões a ficar confuso,  para mim este “negócio” é muito claro;    mas não acredito em si, naturalmente, porque senão...

    

Costumo pensar (nestas alturas) que gostaria de repetir o meu 1º ano da minha Escola com ensino superior para me explicarem a “Matéria” toda outra vez;     mas vamos ficar assim.

 

(...)

 

E eu também me calei, fiquei à espera.

 

E não aconteceu nada.    

 

Simplesmente, continuámos a falar.

 

“Ambos” disfarçámos a nossa irritação e mudámos de assunto com suave habilidade.

 

Eu pus um sorriso enganadoramente tímido e infeliz, com todo o meu espírito cínico à superfície.

 

E como não havia mais nada a fazer, terminei a Conversa e fui andando à procura de um outro “lado qualquer”.

 

 

 

Pós-Escrita:

 

É preciso saber esperar !

A LUZ DA AMEIRA 4

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                               TEMA: Sooo Sexo

 

 

 

 

 

Referências de uma Exaltação Simbólica à Música Popular das Caraíbas:

 

 

*  Sooo Sexy music of the Caribbean 

(música do Caribe;  música das Caraíbas;  música de Piratas do Caribe;  cruzamento de músicas e sons Africanos, Caribe e Medievais;  the epic music of King Arthur; “Pirates of the Caribbean”; Capitão Jack Sparrow;  Orlando Bloom;  etc. …)

 

 

*  Sexo político na música popular Caribe: Consumidor perspectivas académicas e interpretação
 

     Manuel Pedro  
Popular Music and Society , 1740-1712, Volume 22, Issue 2, 1998, Pages 11 – 29 Música Popular e Sociedade, 1740-1712, Volume 22, Issue 2, 1998, páginas 11 – 29

 

 

*   Relato da Enciclopédia multimédia Wikipédia:

     “…

   

     Calipso é um estilo musical afro-caribenho influenciado pelo Reggae com base rítmica forte que faz as vezes melódicas do Reggae de forma subtil no batuque do ska, por meio de surdos e tambores, sendo um derivado da música Jamaicana de sucesso.  

 

    O Calipso é originário da Ilha de Trinidad na década de 1980, a partir da trama de tambores daquela região, durante as manifestações populares, principalmente durante o carnaval caribenho.   As raízes dessa música remetem ao tempo da chegada dos escravos africanos, que, não podendo conversar uns com os outros, comunicavam pela música (“Ska Percussion”).    

 

    O Calipso tem ligação directa com Moçambique, em África, por causa do Ska originário deste país, o ritmo que formou o Calipso.    

 

    No final do século XX, o Calipso passou a fazer sucesso de diversas formas no mundo inteiro, criando versões totalmente diferentes.   Em Moçambique o Calipso também recebeu influencias afro-portuguesas.

   

 

    Esse hábito construiu entre os escravos um senso de comunidade desde os tempos de escravidão.    Com a chegada da música francesa, espanhola e inglesa à ilha, os hábitos mudaram. Os franceses trouxeram o carnaval, e muito tempo depois as competições de Calipso ganharam muita popularidade, principalmente com os movimentos negros que foram amplamente divulgados a partir da década de 1980.

   

 

    Enquanto a maior parte dos especialistas atribui raízes africanas ao Calipso, num livro escrito em 1986 intitulado "Calypso from France to Trinidad, 800 Years of History", o Calipso veterano Rafael de Leon afirma que o Calipso descende da música medieval dos trovadores franceses.

 

    Este estilo musical nasceu no mar das Caraíbas, mais propriamente nas ilhas de Trindad e Tobago, porque na Segunda Guerra Mundial foram deixados bidões de gasóleo, que serviam para abastecer as aeronaves.   Entretanto, os nativos pensaram que aqueles bidões poderiam servir para mais alguma coisa para além de causar poluição.   Então, pegaram nos bidões e fizeram alvéolos circulares, e assim se constituíram os “Steel Drums”, da categoria dos Idiofones.    

 

    O Calypso é um estilo musical muito alegre, que se costuma tocar no carnaval com várias acentuações e ritmos sincopados.   As harmonias são muito simples utilizando-se os acordes da tónica sub-dominante e dominante.    

 

    Os franceses trouxeram o carnaval, no qual as competições do Calipso ganharam muita popularidade, principalmente após a proibição da escravatura em 1834.     

 

    O Calipso, influenciando a música Jamaicana dos anos 70 em alguns géneros musicais como o reggae rap ou reggae swing, pode apresentar variações nítidas no estilo.

    Uma boa fonte de pesquisa dos anos em que esse ritmo fez sucesso na Jamaica, são as colectâneas lançadas pelo selo Trojan records como Trojan calypso box set (vol. 01, 02 e 03).

  

 

    …”

 

 

 

 

 

 

COMENTÁRIO:

 

 

 

Depois de uma pesquisa de trabalho é retemperador conversar, porque é importante irrigar o cérebro com um sopro de inteligência.

 

 

E havia motivo para isso, ou seja, um tema para o nosso jogo de “palavras cruzadas”;    eu e Ele, 666 de nome.

 

 

Comecei eu a jogar e falei na natalidade não programada, nos filhos dos pais conhecidos ou incógnitos resultantes da exaltação dos corpos e do “amor entre os homens”.

 

 

Ele jogou a parte dele:

 

E eu não tinha uma noção exacta do número de crianças que nascem todos os dias no mundo como resultado de uma gravidez não programada, e fiquei estupefacto com o número.     E é curioso que nos últimos anos a situação melhorou, mas do lado da concepção por pais ligados pelo matrimónio ou união de facto, e com uma vida sexual normal e estabilizada.    

 

Porque a gravidez como resultado de uma relação ocasional já não deveria ter a expressão numérica que ainda tem.”

 

 

Eu voltei a jogar:

 

E é tudo muito diferente daquilo que se passava à trinta anos atrás.

(por exemplo)

 

No século XX, se houvesse alguma estimativa numérica sobre o número de pessoas que nasceram por “motivo passional”, ou não programado, provavelmente concluir-se-ia que 50 % da população mundial teve uma concepção “inesperada”.

 

Sociologicamente esta leitura terá uma perspectiva importante, mas numa visão politica esta questão ganha uma dimensão estrutural gigantesca para a génese e natureza da sociedade e do Estado.

 

 

 

Ele viu o meu jogo e respondeu:

 

 

“Escavando até ao nível freático, encontra-se água.”

 

 

 

Eu avancei umas palavras:

 

É o mais natural.     E água salgada, provavelmente, se a cota do terreno for baixa.

Atingindo o nível da água do mar, chega-se a ele, ao mar.

 

 

Ele continuou a jogar:

 

“Os filhos do sexo.

Mas eu não sabia que eras fã de música do Caribe;    eu vi “Os Piratas das Caraíbas” e achei o filme sensacional, e a música é uma espécie de hino nacional da Jamaica.”

 

 

 

E eu resolvi arrematar o jogo:

 

Vi o filme duas vezes e ainda gostei mais da segunda;     a música e os cenários são fantásticos.     A interpretação do “Capitão Jack Sparrow” é espectacular.

Enfim…

Um filme muito bom que eu recomendo a todos.

 

 

 

(etc. ...)

 

 

 

Combinámos que iríamos voltar a fazer outros jogos.

 

A LUZ DA AMEIRA 3

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O paradigma das informações é curioso.

E tem tanto de enigmático como de místico;   o que lhe dá um aspecto surrealista e sempre “pós-moderno” para a “realidade actual”.

 

Talvez a sua batota intrínseca seja a causa das coisas, não sei.

(e não quero saber, de resto)

 

Mas admito e constato empíricamente que seguir um itinerário direito e vertical é pouco consentâneo com a sua tradição histórica, sempre alinhada e próxima de uma “realidade política correcta e aprumada” para o sistema adoptado como operativo, entenda-se.

 

E é assim a vida;    mas isso não quer dizer que eu obedeça a essa realidade e siga a tradição histórica implementada pela filosofia política dos Estados e das Nações do mundo que professam ideais políticos de Poder Ditatorial.

(embora apregoem aos ventos o embuste da sua democracia)

 

É óbvio que “falamos” da verdade dos factos de todos os nossos dias.

 

E isso é tudo.

 

Ou seja, é a “cultura de massas” implementada pelos mass media alinhados politicamente com uma certa visão de “Regime Democrático" desse Estado.

 

Parece ser verdade que o folclore (colorido) da nossa “vidinha” comunitária não produz receitas qualitativas e quantitativas de jeito para a subsistência de uma “comunidade histórica privada”;    e isso interfere decisivamente com o tipo de mensagem (“musical”) professado e implementado pelos órgãos de informação que são propriedade daquele referido grupo atrás retratado.

 

Trata-se, pois, da sua mensagem de cultura política e social para a “massa comunitária” do “Seu” Território Político.

 

Falamos (de facto) dos Mass Media, portanto.

(e em Portugal)

 

Aquilo que nunca percebi muito bem (e por idiotice própria consistente com uma doença política permanente e prolongada) é a razão da existência da “Batota das Informações do Estado”, professada e executada (com rigor e excelência) pelos órgãos mass media que são orgânicos (e sustentados integralmente) pelo (nosso) Estado.

 

(o Estado/Nação português)

 

E haverá muitas alternativas de opção de leitura deste problema.

 

Será uma iniciativa própria e privada de um “Cabo de Guerra” que acha (pessoalmente) que é assim a nossa vida comum ??

 

(ou deve ser, e talvez porque é assim o seu ideário político...)

 

Será uma encomenda feita por Altos Cargos da Nação, que existem (teoricamente) para servir com ética, honra e deontologia esse desígnio nacional ??

 

Será um problema de Elitismo político, social e económico ??

 

(“porque isto não é assim e não pode ser para todos...”)

 

 

Será ....

 

Talvez seja ...

 

Ou antes, será ...

 

(...)

 

A minha resposta correcta é que não sei (ou “Sei Lá !!...”), mas suspeito que terei dado a resposta mais certa neste texto.

 

 

Enfim, abraços a todos.

 

 

 

 

Pós-Escrita:

 

Enquanto Eles continuarem com “Isto”, a Batota da Informação, eu não estou muito preocupado com (a minha) “situação”.   

 

Quanto ao Estado, que paga para ter problemas, eu acho que faz muito bem em continuar com o (seu) “estado das coisas”.

 

Porque se tal evento é uma “Escolha Institucional” do Regime Político Português, que saibamos todos viver com “Ela”.

(a escolha, naturalmente)

 

 

  

 

 

A LUZ DA AMEIRA II

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SUB-TEMA:   GODSPELL

 

Texto importado da Biblioteca Multimédia Wikipédia:

 

 

………………..

 

“…

 

Evangelho é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso, ou o livro que contém tal mensagem.

 

A expressão surgiu com o cristianismo e significava boas novas, ou boas notícias, uma referência à mensagem cristã.     Desde Justino no ano 150 começou a ser dado o nome de Evangelhos aos livros que contivessem a mensagem do evangelho, ou mais genericamente, narrassem qualquer atitude de Jesus Cristo.

 

Os Evangelhos são um género único na literatura universal.    Não são meros relatos, mas também um convite à adesão ao cristianismo.

A sua primeira intenção não é a biográfica.      Apresentam Cristo como messias, filho de Deus e salvador da humanidade.     Contém colecções de discursos, de parábolas e relatos, como o da paixão de Cristo (“A Paixão de Cristo”) e sua ressurreição.

 

Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são chamados Evangelhos Canónicos por serem os únicos que o Cristianismo primitivo admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceites pelos grupos que sucederam (como os Evangélicos).       As igrejas cristãs só aceitam estes quatro evangelhos como tendo sido inspirados e fazendo parte do Cânon.

As igrejas protestantes tem na Bíblia Sagrada, incluindo os evangelhos, sua única regra de fé e de prática.

 

Centenas de outros evangelhos foram escritos na antiguidade, que são chamados Evangelhos Apócrifos.         Entre os manuscritos encontrados no Egipto, conhecidos como os da Biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a apóstolos de Cristo: _ o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro e o Evangelho de Judas.      Contêm também o Evangelho de Maria.

 

Nos dias actuais ainda são escritos evangelhos ou releituras deles, como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” ou “Operação Cavalo de Tróia”.   

 

…”

 

                                                               ………………..

 

 

COMENTÁRIO:

 

Na versão em “filme” do “Evangelho Segundo São Mateus” não havia estes personagens, mas uns outros igualmente emblemáticos e portadores de elevada credibilidade pessoal, moral, psicológica e intelectual.

 

 

Eu já conhecia “de cor” o “Evangelho Segundo Jesus Cristo” (porque já tinha participado numa sua recreação teatral), uma obra épica da modernidade clássica .

 

 

Na realidade, há cerca de dezoito anos que acompanho de perto diferentes versões da obra escrita por São Mateus, essencialmente por razões do meu interesse pessoal, mas sempre pensei admitir que serão importantes os argumentos da produção e realização dos diferentes eventos que vão acontecendo um pouco por todo o lado.

 

 

Como tema, é óbvio que me pareceu interessante esta conversa.    

 

Confrontar qualquer criatura de Deus com as “Palavras do Senhor” parece ser basilar na construção de um grupo social que constitui a essência de uma sociedade.   

 

Muito mais que uma doutrina, os Evangelhos são a alma da sua gente, o pulsar de uma religião e de uma comunidade unida pelos desígnios da Igreja de Deus.

 

E sempre me pareceu que a visão correcta da palavra do Senhor do Universo, eu que sou um ignorante, seria proferida por Jesus Cristo, seu Filho.

 

Tenho ficado (portanto), de alguma forma e ao longo do tempo em que acompanho o fenómeno, surpreendido com a versão contada por “São Mateus”.

 

(porque não sabia)

 

 

E procurei a opinião de um especialista, meu amigo, 666 de nome.

 

 

 

(e Ele disse:)

 

 

 

 É uma visão da palavra de Deus;    na realidade uma adaptação da mensagem de Jesus Cristo, filho de Deus.

 

Sabes que o nome verdadeiro de São Mateus era “Levi” e que Ele era Cobrador de Impostos antes de começar a seguir Jesus Cristo ?

 

 

A mensagem escrita, os Evangelhos, foram adoptados pela Igreja Católica e fazem parte integrante do Novo Testamento.

 

Ou seja, são uma versão oficial da Evangelização Católica relativamente à mensagem de Jesus Cristo e de Deus aos homens na Terra.

Na verdade, os Evangelhos foram escritos por quatro dos Apóstolos e a sua autoria não é atribuída a Jesus Cristo.

 

 

De facto, parece uma espécie de propriedade da mensagem de Deus aos homens.    

Uma versão política do “problema” do Apóstolo Pedro (o “Príncipe dos Apóstolos”) relativamente a Maria Madalena.

 

 

De resto, tem havido tentativas de criar versões actualizadas dos Evangelhos no tempo moderno.

 

 

Mas julgo que vou ficar por aqui com esta história.

 

 

Ambos somos ignorantes, não somos políticos e muito menos maldosos.

 

(e eu muito menos)

 

E este “terreno” é politicamente perigoso.

 

(para ti, claro, e eu não quero que te aconteça nada)

 

 

E não pretendo escrever uma nova versão política de “Os Evangelhos Segundo Jesus Cristo” (o que seria curioso, já que ninguém quer contar a minha história).

 

 

E porque não.

 

(não quero)

 

 

Isso já foi escrito por alguém com alguma intenção específica.

 

 

(…)

 

 

Mas, adeus, meu amigo fiel (de longas conversas);     Tem cuidado com o sol.  

 

A LUZ DA AMEIRA I

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ESTES MUROS NÃO TREMEM NEM SE ABALÃO AO TEU FUROR PROCURÃO DOCE ABRIGO A ESPERANÇA TE MOSTRA MAIS TRIUNFOS UM FUTURO DE GLÓRIA, E DE HONRA CHEIO

[ Estrofe extraída do Poema “Explosão de Almeida”, de Autor Indeterminado ]

 

SUB-TEMA: O SISTEMA DE EIXOS COORDENADOS DO PETRÓLEO 

 

Dizem-me que “tem que ser”, é preciso contar uma história.

(e há muitas)

As histórias.

Não sei bem; ao certo e no alvo.

(dada esta época do ano)

 A principal das histórias.

 [ X, Y, Z ]

São coordenadas de um sistema “de eixos” tridimensional.

Uma perspectiva lógica, matemática e rigorosa.

De ciência exacta, pura e aplicada.

 

Enfim, muita “conversa” (...) ;       para justificar a importância deste “petróleo” e o rendimento respectivo.

(generoso na sua essência)

É preciso mandar na figura política chamada petróleo, deter a sua posse.

(portanto)

Um negócio de Poder e Valor, no qual o valor não tem poder.

[mais ou menos, isso mesmo]

 

“... (palavras de um “Senhor”):

Eu (na realidade), não tenho nada.

Mas tenho o Poder de impor a minha importância, a minha pessoa, os meus atributos, a minha política.

(que, na minha realidade, outra vez, não é nada nem coisa nenhuma)

Sou eu, pronto.

Eu, que do antecedente (desde sempre) impus regras, mandei e obtive o meu lucro do petróleo.

(o meu petróleo)

Em analogia com outras histórias e situações antigas.     (...)

(nossas conhecidas, da história do nosso grupo; da essência de nós e do que sempre fomos)

 É certo que ouvi e copiei “isto” de outras histórias;        de outras línguas e outros grupos e poderes persuasivos que me explicaram a “matéria”. 

O processo e o método.

(e eu aprendi)

Muito bem.

(é certo)

(...)

(fim de citação, do “Senhor”) ...”

 

E sabido isto (...), o que poderei eu (uma outra figura desta história aqui presente) fazer para obviar a esta “política de fraude do poder” ?

Que sem qualquer valor conhecido de “transacção” (real, concreta e definida) governa a riqueza cobiçada e alheia de forma ostensiva, natural e consentida pelas leis do homem e do Estado, uma Nação (que é a nossa);      como se da natureza (realmente) se tratasse.

Enfim...

(sem fim conhecido ou em linha de vista)

 

“... (e mais palavras do “Senhor” dirigidas a uma figura da nossa História, outra vez):

É óbvio que “isto” é importante “de mais”.

(para ti)

E isso que dizer “que sou eu que devo mandar”;       é a lei dos mais fortes que diz.

Sou eu.

[ porquê ter dúvidas... ]

É a minha lei;      da minha política.

(aqui deste meu lado, eu que estou aqui, e daqui não saio)

Daqui ninguém me tira.

[ O meu Direito. ]

“ Tu aqui és canhoto “.

(ponto final e novo parágrafo no assunto, na tua compreensão, que neste caso deve ser pouca e confusa)

Deves perceber o que eu te quero dizer, eu que até gosto de ti e tenho o respeito devido ao caso em apreço.

(porque não te devias ter “inserido”, por azar suponho, em determinados assuntos que são do nosso poder)

Não tens que perceber nada.

Temos que obedecer todos à nossa lei em vigor (desde tempos ancestrais), que a todos importa e convém;        e nos mantém unidos e em conjunto.

A mim (em particular), que nada tenho, nada quero ter, mas sou (e quero ser) forte, rico e poderoso.

E para isso sirvo as (nossas) leis, do Senhor, com acervo, rigor e prontidão.

É assim;

(a nossa vida)

E tu devias saber;

(e perceber isto)

[e por isso, eu digo que és esperto, sabido e oportunista]

E pagaste pela não obediência à nossa lei;       ao nosso caminho da (nossa) Justiça e do nosso “Estado do Direito”.

[Que é nosso]

(fim desta citação das palavras do nosso “Senhor”) ...”

(Não há post-scriptum)

 

 

 

 

FERRAMENTAS E ALAVANCAS POLÍTICAS - A NATUREZA DO PODER DO ESTADO

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“... SÓ EXISTIMOS NOS DIAS QUE FAZEMOS.       NOS DIAS QUE NÃO FAZEMOS APENAS DURAMOS.

Padre António Vieira

 

 

 

 

Escrever sobre o Estado é escrever sobre política;     e é incontornável e às vezes necessário.

(mesmo quando não se pode, ou quem não pode)


Ao Estado (Nação politicamente organizada) importa três poderes: _ Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judicial.



Num Estado de Direito, aqueles poderes são autónomos, independentes e sufragados pelo voto directo e universal das pessoas adultas que constituem o Povo desse Estado, chamando-se, por isso, Democrático.

Esta é a versão original, verdadeira (autenticada) e, ingénua (naturalmente).


A esquerda radical costuma tratar familiarmente a questão das “Ferramentas Políticas do Estado” chamando-lhe (antes) “Alavancas”.

Será, então, uma “Alavanca Política do Estado”.

(portanto)



E quererá com isso dizer, julgo eu, que o (seu) Estado é uma “Alavanca Política”.

(à disposição de quem a pode usar;     a todos os níveis a que a imaginação possa alcançar e de todas as maneiras possíveis de o fazer)

Uma “Ferramenta Política do Estado” é, pois, isso mesmo: _ uma ferramenta.      Igual à alavanca, e do mesmo tipo e feitio.



Naturalmente, que esta expressão também é “usada” por outras facções políticas, querendo com isso dizer exactamente o mesmo “ideal de vida política”.



O “Sentido de Estado”, político como é, tem, portanto, diferentes pesos e interpretações, tratando-se de um “sintoma” paradigmático e eminentemente subjectivo, de acordo com a visão clubista desta questão própria do Estado.


Mas, recentemente, apareceu uma nova “raça” de “idioma político”, que cruza transversalmente todos os conceitos (empíricos ou não) pré-existentes sobre esta questão, e que respeita à visão corporativa dos Poderes do Estado.       

Ou seja (no fundo), a “política pura” (enquanto ciência política) deu lugar ao corporativismo (ou associativismo) político organizado partidariamente por interesses particulares dos seus constituintes.

(deixando a política, pois, de ser o próprio interesse e o “centro do universo” da discussão e prática operacional)




Trata-se de uma visão mercantilista da prática política, directamente associada à “nova” natureza do Estado, dizem alguns entendidos sabedores do assunto.



Mas será assim a “nova” verdade (política) ?

Bom !       Por definição existem dezenas ou centenas de interpretações possíveis.        E todas boas e razoáveis.


Na prática, considerando a nossa experiência de vida como uma boa “ciência”, o que dizer da capacidade que o Estado tem (ou não tem) de fiscalizar o seu “funcionamento democrático” ?

(inclinado numa descida sinuosa e arrepiante em que o veículo de passageiros, chamado Povo, é conduzido pelos tais “seres políticos corporativos” numa espécie de rally político)

Pensa-se que ninguém sabe ao certo a resposta (exacta) para acudir a uma doença política dada como certa no Estado. 



E o problema agrava-se mais quando nos apercebemos que a tal “serra” com a respectiva descida em circuito fechado trata-se de uma prática política semelhante a uma ditadura partidária (com as suas divisões e diferenças políticas e sociais marcadas, como nos filmes a sério sobre o tema);       e em que a referida “serra” (“funcionamento democrático”) é de facto um “palheiro repleto de géneros hortícolas inclinado numa espiral do poder”, no qual virá (mais tarde) a tomar posse (como gerente do mesmo) uma entidade política eleita pelo Povo.

Que (dessa forma) se torna o grande “Gerente do Palheiro”, assim como que o “Chefe Maior do Pessoal Menor do seu Estado”.

(ou do Reino de um “Deus Menor”, poderá alguém dizer)



etc. ………….


Pós-Escrita :


É curioso reparar que o Povo Português arranja a coragem necessária e suficiente (nas alturas próprias e devidas do regime) para dizer aos seus senhores (doutores e engenheiros, ou não), que estão sentados “à mesa” do nosso Reino (aos diferentes níveis institucionais do Poder do Estado, sejam eles quais forem, governamentais ou não), que não podem fazer o que querem e muito lhes apetece por sua auto recreação e desejo, e sem que os reais interesses do Estado de Direito e do Povo Português estejam salvaguardados.     (…)

Mas a constatação empírica deste assunto é outra, o que se torna politicamente paradoxal…


Portanto, supõe-se (na prática) que aquele anterior pensamento é uma aspiração popular ingénua e é a mais pura utopia política.

(...)

Quiçá, uma verdadeira “madness”...

(que em "escrita" burguesa significa loucura)

 

 

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