O Plano Nacional de Leitura (PNL) admitiu hoje que estão à venda livros para a infância que ostentam autocolantes falsos ou com referência ao PNL sem terem sido recomendados para tal.
Conceição Barros, da equipa do PNL, afirmou à agência Lusa que existem várias situações ilegais de editoras que colocam nos livros pequenos autocolantes não oficiais com referência ao Plano e outras que colocam autocolantes em livros que não foram recomendados.
Anualmente, o Plano Nacional de Leitura elabora listas de livros recomendados para professores e educadores para o ano lectivo em curso, destinados a crianças dos seis meses aos 16 anos, e ainda a adultos que frequentam os centros Novas Oportunidades.
No total são mais de 2.000 títulos escolhidos entre os milhares de livros que as editoras enviam para a equipa do Plano.
Além desta selecção, o Plano Nacional de Leitura disponibiliza autocolantes oficiais que as editoras podem colar na capa dos livros que estão recomendados em cada ano.
Esse autocolante oficial tem escrito 'PNL Ler +'.
«Todos os autocolantes que não tenham isto escrito não são os oficiais do Plano Nacional de Leitura. Já vimos autocolantes a dizerem 'autor recomendado pelo PNL', ora o plano não recomenda autores, recomenda livros de autores, o que é muito diferente», disse Conceição Barros.
A responsável referiu que foram identificados alguns casos em anos anteriores e que o PNL enviou às editoras em causa uma carta a alertar para a infracção.
«As editoras também põem autocolantes em livros que estão ainda em apreciação, e não foram recomendados», disse.
Conceição Barros admitiu que a existência desse autocolante num livro chama a atenção do comprador, porque é uma espécie de certificado de garantia, mas o consumidor «também não se deixar ir só pelo autocolante», tem que se informar.
Todos os livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura podem ser consultados na página oficial em www.planonacionaldeleitura.gov.pt.
Às livrarias também são enviadas as listas dos livros recomendados, disse.
Não são muitas as editoras infractores, referiu a responsável, mas algumas fizeram «ouvidos moucos» à recomendação do PNL e é difícil ao programa controlar todas as situações.
Lusa/SOL