O secretário de Estado da Cultura assumiu hoje que a empresa que adquiriu a Tobis é uma companhia «estrangeira de capitais sobretudo angolanos», com a qual o Estado nunca teve contacto directo.
De acordo com o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, este passo representa o «fim de um processo negocial muito complicado», mas que é a chegada a um «bom porto (…) que assegura a continuidade da Tobis, de grande parte dos postos de trabalho», e que permite ao Estado manter o arquivo da produtora, assim como o edifício.
Em relação à empresa em si, de nome Filmdrehtsich Unipessoal Lda., o secretário de Estado disse que as negociações nunca ocorreram directamente com a companhia, mas sim com os bancos e com os advogados que a representavam, sendo esta «uma empresa estrangeira de capitais sobretudo angolanos», concluindo: «Portanto, basicamente é o que nós sabemos da empresa».
O secretário de Estado da Cultura não pôde garantir que a empresa compradora seja a mesma com a qual as negociações decorreram desde o início do processo, mas «é o mesmo grupo de advogados e de bancos» envolvido desde o princípio.
«O produto da venda permite liquidar todo o passivo acumulado pela Tobis», salientou Francisco José Viegas, admitindo também rentabilizar o imóvel através do aluguer dos estúdios.
A Tobis foi vendida à empresa Filmdrehtsich Unipessoal Lda, disse hoje à agência Lusa o director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).
Segundo José Pedro Ribeiro, a conclusão do negócio fechou «um processo negocial intenso» que «permite a continuação da actividade e salvaguarda do património cinematográfico português».
A conclusão da venda da Tobis - um dia antes da assembleia-geral de accionistas marcada para sexta-feira - foi entretanto comunicada hoje aos trabalhadores da empresa pelo secretário de Estado da Cultura.
Lusa/SOL