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Eduardo Lourenço lança 'Sinais de Fumo' do debate sobre a sociedade portuguesa

25 de Fevereiro, 2012
O pensador Eduardo Lourenço e os escritores Dulce Maria Cardoso e Pedro Mexia inauguram hoje o projecto 'Sinais de Fumo - Conversas para lá da crise', ciclo de conferências a realizar até ao final do ano, em Montemor-o-Novo.

Os dez encontros vão reunir protagonistas dos diferentes sectores da sociedade portuguesa, da economia à cultura, da ciência, à educação, de modo a pensar a crise e a enfrentar o chamado «problema endémico» português, «a falta de reflexão e a consequente falta de soluções», como se lê na apresentação, publicada no próprio site da iniciativa, www.sinaisdefumo.net.

«O ciclo de conferências é uma carta aberta a Portugal», diz a organização deste ciclo de conferências, o Espaço Tempo, do coreógrafo Rui Horta, que assume a curadoria dos 'Sinais de Fumo' com o jornalista Carlos Vaz Marques.

«Com uma classe política pouco dada a reflectir, essa é uma tarefa que pertence cada vez mais aos cidadãos», prossegue a apresentação. «É nesta busca de uma cidadania reflectida e activa que se inserem estes encontros».

O primeiro, hoje, aborda a crise e o seu impacto ao nível da ética e dos valores, mobilizando Eduardo Lourenço, Prémio Pessoa 2011, Dulce Maria Cardoso, autora de O Retorno, romance que revisita o fim do tempo colonial e a descolonização, e Pedro Mexia, poeta, crítico, antigo responsável pela Cinemateca Portuguesa.

O próximo debate, a 31 de Março, reúne o consultor e antigo ministro da Economia Augusto Mateus, o empresário Henrique Neto e o economista Eugénio Rosa, do Gabinete de Estudos da CGTP, para discutir a Economia.

A 'Ciência - Semear e colher, novas gerações de investigadores' junta os cientistas João Magueijo, João Sentieiro e Ana Delicado, a 28 de Abril.

'Sinais de Fumo' assumem-se como «um desafio para entender como somos e porque somos assim», diz o texto de apresentação. «Lobis, grupos de interesse, corporações e direitos adquiridos continuam a ter um peso determinante na sociedade portuguesa e são sinais do medo de existirmos como cidadãos independentes».

O objectivo destes debates é contrariar essa premissa e «reunir uma produção intelectual estimulante e enriquecedora», diz à Lusa o jornalista Carlos Vaz Marques que vai moderar cada um dos encontros.

'Cidadania e sociedade civil', 'O papel da cultura nos modelos do futuro', 'Território, agricultura e sustentabilidade', 'Educação – a solução sempre adiada', 'Política e decisores políticos', 'Sociedade de informação e do conhecimento' e, por fim, 'Indivíduo e sociedade: o luto perante a crise' são os diferentes debates previstos até Dezembro.

Os encontros mobilizarão personalidades como David Justino, antigo ministro da Educação, o sociólogo António Barreto, os programadores culturais Delfim Sardo e Rui Vieira Nery, o cientista António Câmara, fundador da YDreams, o encenador João Brites ou o padre e escritor José Tolentino Mendonça, entre 30 figuras destacadas da sociedade portuguesa.

Ao todo, vão ser dez encontros, que se realizam no último sábado de cada mês no Convento da Saudação, em Montemor-o-Novo, com início marcado para as 11h30.

«O facto de esta iniciativa ter lugar numa pequena cidade de província pretende ser também um sinal de que o pensamento, nos nossos dias, está disseminado e não é só dos grandes centros que devemos esperar contributos válidos», alerta Carlos Vaz Marques.

Cada sessão será difundida em live streaming pela internet e ficará disponível online para consulta, num trabalho assegurado pela Restart - Escola de Comunicação e Imagem, no endereço http://videos.sapo.pt/sinaisdefumo.

Além do site, também foi criada uma página no Facebook.

No início de 2013, os conteúdos destes 'Sinais de Fumo' serão publicados em livro.

Lusa/SOL

 




1 Comentário
Zedk
25.02.2012 - 16:40
Com tanta gente ilustre a falar de crise, por certo não é sobre a que aflige o Povo português.
Pessoalmente, não me considero, nem sou ilustre pelo que, não me reconheço com capacidade para a discutir com quem é ilustre mesmo.
Falar da crise não prejudica ninguém, mas discuti-la em profundidade, apenas o faria com quem a sente na pele, dispensando em absoluto o chá das 5


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