O prémio Goncourt 2012 para primeiro romance foi hoje atribuído à obra
Ce qu'il advint du sauvage blanc, de François Garde, publicado pela editora Gallimard, anunciou a Academia Goncourt, em Paris.
Inspirado numa história verdadeira, a obra relata o destino do jovem marinheiro francês Narcisse Pelletier, abandonado numa praia da Austrália em meados do século XIX, e encontrado 17 mais tarde por um navio inglês.
Adoptado por uma tribo local, o jovem náufrago acabou por esquecer o uso da língua francesa e também o próprio nome.
Foi Octave de Vallombrun que acabou por recolher o «selvagem branco» em Sidney, e tentou compreender o que se passou durante aqueles 17 anos.
Nascido em 1959, François Garde, que foi administrador superior das terras austrais e antárcticas francesas, entre 2000 e 2005, competia com outros cinco autores para o Prémio Goncourt do primeiro romance.
Os outros candidatos eram as obras Enjoy, de Solange Bied-Charreton (publicado pela Stock), Rester sage, de Arnaud Dudek (da Alma), La traversée de la France à la nage, de Pierre Patrolin (P.O.L), Allée 7, rangée 38, de Sophie Schulze (Léo Scheer) e Vers la mer, de Sophie Stefanini (JC Lattès).
Lusa/SOL